Sob um Crepúsculo Diferente
10 Capítulo 9 - Convites (Parte 1)
Notas iniciais
— Bella. — A voz musical de Edward chamou-me.
Eu olhei ao redor, tentando encontrá-lo, mas estava muito escuro e eu não conseguia ver nada, apenas as sombras das árvores.
— Bella. — Edward chamou, novamente.
Mais uma vez, olhei ao redor, procurando cegamente além da escuridão, até que eu o vi entre as árvores. Seus olhos dourados estavam fixos nos meus, mas quando eu comecei a andar em sua direção, ele virou-se e começou a correr para longe de mim. Desesperada e gritando por seu nome, comecei a correr atrás dele. Mas não importava o quanto eu corresse e gritasse, ele nem sequer parou...
Confusa e muito atordoada, eu acordei no meio da noite e depois não consegui dormir mais. No dia seguinte ao acidente, papai havia aconselhado-me a não pra escola, dizendo que eu havia passado por um choque e que eu deveria descansar. Eu argumentei e assegurei que isso não era necessário, mas depois de pensar por um minuto, decidi que seria melhor não ir mesmo. Eu ainda não estava preparada para receber toda aquela atenção, então decidi que ficar em casa, ajudaria-me a me preparar psicologicamente pelo que estaria me esperando na manhã seguinte.
No final da tarde, Angela, Jessica, Mike e Eric vieram saber como eu estava. Eu lhes assegurei que estava perfeitamente bem e que não precisavam se preocupar. Obviamente depois disso eles perguntaram o que mais queriam saber — com exceção de Angela. Eu tive que lhes contar todos os detalhes — sem mencionar, é claro, o que realmente aconteceu. Eles foram embora um tempinho depois e respirei aliviada. Era muito chato ter que ficar mentindo, mas eu não tinha escolha, tinha? Não, então essa era a única opção, porque a verdade estava muito além de ser revelada. Quando papai chegou, eu já estava de banho tomado e vestida com roupas quentes.
— Você passou o dia bem? — Ele perguntou e eu contive a vontade de revirar os olhos.
Ele já havia me perguntado isso por mensagem e depois por uma ligação. E aqui estava ele, me fazendo essa mesma pergunta novamente... Sinceramente, até quando eu teria que responder isso?
Ele é seu pai e está apenas preocupado com você. Pegue leve, Bella. Pensei.
— Eu estou bem, pai. — Respondi pela milésima vez. Não precisa se preocupar.
— Eu sei, Bells, mas só de pensar que algo poderia ter acontecido...
— Mas nada aconteceu. Relaxe, pai — Eu lhe cortei antes mesmo que ele pudesse terminar.
— Sim, é verdade — Ele respirou, aliviado, me abraçando forte.
Eu sorri com alivio quando ele encerrou este tópico que já estava me dando nos nervos. Eu sabia que amanhã teria que ter muita paciência, porque eu responderia as mesmas perguntas repetidamente por vários dias.
Depois de contar que meus amigos vieram me ver, avisei que tio Billy havia ligado, dizendo que traria os famosos peixes fritos de tio Harry Clearwater. Eu sabia que ele os adorava.
Estava chovendo quando tio Billy e Jacob chegaram. Apenas típico de Forks. Lhes cumprimentei e depois peguei uma toalha para que eles pudessem se secar. Quando tio Billy se acomodou na sala com papai, eu fui pra cozinha preparar uma macarronada. Jacob prontamente estava ao meu lado e eu sorri gentilmente para ele. Enquanto ouvíamos John Mayer e conversávamos, ele me ajudou com o preparo do que faltava para o jantar.
— Bella, você sabe das regras. Sem celular enquanto comemos. — Meu pai repreendeu, depois que estávamos jantando, quando peguei ocelula r para responder uma mensagem de mamãe.
Corando, guardei o celular no bolso do meu moletom. O peixe frito de tio Harry realmente estava maravilhoso. Eu tinha me esquecido de como era gostoso. Isso era muito nostálgico e eu me sentia como se nunca tivesse saído de Forks.
— Nós ficamos tão preocupados quando soubemos do acidente... — Tio Billy começou. — Mas agora estamos muito aliviados em saber que você está bem. — Ele sorriu.
— Sim, mas se não fosse por Edward Cullen, eu não consigo nem imaginar o que poderia ter acontecido... — Meu pai comentou.
— Edward Cullen? O que ele tem a ver com isto? — Tio Billy perguntou e sua expressão ficou sombria. Ele não parecia feliz e isso me deixou intrigada.
— Bem, Billy... Edward tirou Bella do caminho. E eu sei o que você e todos da Reserva pensam, então por favor, não vamos discutir isto. O que importa é que a minha filha está bem. — Ele disse com a voz grossa, olhando sério para ele. Tio Billy assentiu, mas a sua expressão não relaxou.
— Edward estava perto de mim, tio Billy. Nós somos parceiros na aula de Biologia e estávamos conversando sobre a aula quando tudo aconteceu. — Expliquei, contando o mesmo que havia contado no hospital para Tyler e papai. Tio Billy me olhou estranho e eu corei.
Será que ele havia notado algo? Pensei.
Sua expressão e a forma como ele reagiu não era normal. Eu sentia que havia algo muito além de apenas inimizades entre ele e os Cullen. Isso só me deixou com mais intrigas e perguntas.
— Bem... De qualquer maneira, estou feliz por você estar bem. — Tio Billy respondeu. Sua voz estava dura e sua expressão continuava a mesma. Eu assenti, confusa por sua atitude, mas decidi não comentar.
— Ei, você poderia me ajudar com a louça, Jake? — Eu perguntei, mudando o assunto. Todo clima confortável que estávamos, havia se dissipado como fumaça e se tornado tenso.
Jacob me ajudou a retirar a mesa, enquanto papai e tio Billy voltavam para a sala, ambos ainda meio carrancudos. Lavei os pratos com a ajuda de Jacob enquanto ele fazia perguntas sobre a nova escola, mas eu estava distraída demais no que acabara de acontecer pra lhe dar a devida atenção.
— Bom, aquilo foi estranho... — Eu comentei com Jacob depois que havíamos terminado. Jacob deu de ombros e sorriu.
— Desculpe por isto, Bells. Meu pai é um velho supersticioso. — Ele explicou.
— Supersticioso? Mas supersticioso com o quê? E o que isto tem a ver com Edward Cullen salvar a minha vida? — Eu estava muito confusa.
— Jacob, nós já estamos indo — Tio Billy gritou.
— Ah não, Jake... Você tem que me explicar isso direito. — Eu choraminguei, fazendo-o rir.
— Olha, Bells... Eu prometo que te conto tudo quando nos vermos de novo, ok? — Ele sorriu aquele sorriso que eu amava.
— Tudo bem. — Eu concordei, com um biquinho. — Jacob sorriu e voltamos para a sala.
Tio Billy se virou para se despedir de papai, mas antes que ele pudesse falar alguma coisa, o celular começa a tocar e ele se desculpa, indo atender. Enquanto esperávamos ele falar ao telefone, Jacob pediu licença e subiu pra usar o banheiro. Eu sorri timidamente para tio Billy, mas ele não devolveu o sorriso. Ele me olhava sério e um tanto preocupado.
— Bella, eu gostaria de te pedir uma coisa... — Ele iniciou e eu esperei. — Você poderia, por favor, manter distância de Edward Cullen? — Ele pediu e eu olhei pra ele sem entender nada.
— O quê? Por quê, tio Billy?
— Apenas me prometa que fará isso, Bella. — Ele tentou mais uma vez, com a voz grossa e expressão séria.
— Desculpa, tio Billy... mas eu não posso prometer algo assim, sem ter um motivo. Além do mais, eu e Edward somos parceiros de laboratório, eu não posso simplesmente o ignorar. Meu pai também não ficaria feliz se soubesse disso. Você sabe como papai tem um apreço pela família Cullen. Não seria nada educado a filha do chefe de policia tratar mal o filho do Dr. Cullen.
Ele não ficou feliz com a minha resposta e respirou fundo.
— Por favor, Bella. — Ele tentou novamente. Sua expressão era pura preocupação.
— O que te preocupa tanto, tio Billy? Se você me der um motivo convincente, eu talvez faça isso. — Eu considerei.
— Tem coisas que estão além de mim, Bella. Apenas pense no que eu disse, ok? — Ele pediu e eu assenti.
Neste momento, papai e Jacob voltaram. Meu pai pediu pra tio Billy agradecer ao tio Harry pelos peixes fritos e nós nos despedimos. Quando eles foram embora, ele me contou que era minha mãe no celular e ela estava histérica, porque eu não atendia as suas ligações. Eu revirei os olhos e suspirei.
Mamãe não tem jeito... Ela precisa seriamente de meditação ou alguma terapia. Pensei.
Papai explicou que eu estava bem e me livrou de ter que ligar pra ela. Eu respirei aliviada e o agradeci. Dei um beijo em sua bochecha e lhe dei boa noite.
— Tenha bons sonhos, querida. — Ele desejou quando comecei a subir as escadas.
Eu vou tentar, se Edward Cullen não aparecer em meus sonhos novamente. Pensei, sombria.
Depois que escovei meus dentes e vesti meu pijama, eu peguei meu celular e comecei a fuçar. Mas eu não conseguia me concentrar em nada que pudesse me distrair, porque eu estava muito ansiosa pro dia de amanhã. Eu certamente teria muitos expectadores querendo saber tudo em primeira mão sobre o acidente. E isso estava me deixando um pouco nervosa e não pude evitar quando gemi e me deixei cair na cama.
— Amanhã vai ser um dia constrangedor. Apenas aguente firme, Bella. Logo eles vão esquecer este maldito acidente. — Falei comigo mesma em voz alta.
Enfiei meu celular debaixo do travesseiro e apaguei a luz, puxando meus cobertores pra cima de mim. Enquanto ia me aconchegando debaixo das cobertas, eu parei pra pensar nos últimos acontecimentos. Eu não conseguia entender porque tio Billy queria que eu ficasse longe de Edward. Sua atitude e reação ao saber que foi ele quem me salvou de ser quase esmagada pela van de Tyler, foi intrigante e me deixou com mais perguntas. O que poderia ter por trás de toda essa inimizade com a família Cullen? Eu só tinha perguntas e nenhuma resposta. Eu queria saber, mas no fundo, algo me dizia para esquecer todas essas esquisitices. Mas eu era curiosa demais e queria muito descobrir o que Forks escondia.
Eu estava ansiosa para o dia de amanhã. Em parte essa ansiedade era pela atenção e perguntas que seriam direcionadas a mim. Já em outra parte era por causa de Edward Cullen. Eu queria muito vê-lo, mas eu ainda estava com raiva por ele não confiar em mim e não me explicar se o que vi era real. Mas depois de muito pensar em suas atitudes, eu conclui que se Edward não podia confiar em mim pra me contar a verdade, era porque o jeito impossivelmente que ele me salvara, não tinha a ver só com ele, mas com a sua família também. Eu pensei, lembrando quando vi seus irmãos pela primeira vez e depois quando conheci o famoso Dr. Cullen — com exceção de Esme, é claro, que eu ainda não havia conhecido, mas presumi que sua beleza também deveria ser devastadora. Eles e Edward eram absurdamente lindos e mais pálidos que eu. Ninguém que eu já conhecera tivera aquele grau de beleza que aquela família fora do normal tinham. Todos tínhamos algum defeito e eles pareciam não ter nenhum. Eu tinha certeza de uma coisa: Edward e sua família não eram normais. Então mesmo eu estando muito curiosa pra saber o que realmente aconteceu, eu tentaria esquecer, porque claramente Edward não me contaria. Eu continuaria contando a mesma história, porque afinal, Edward salvou a minha vida. E depois de tanto pensar, no final, a minha raiva se transformou em gratidão.
E de repente eu queria muito que ele soubesse disso. E com sorte, talvez eu pudesse lhe agradecer verdadeiramente amanhã. Eu estenderia a bandeira branca entre nós, então eu esperava que pudéssemos ficar de boa e no fim, acabei adormecendo pensando nisso.
Quando eu sai pra nevoa fria de manhã, parei por um segundo e observei a minha caminhonete. Ela não tinha nenhum dano, mas os faróis precisaram ser trocados. Já Tyler não teve a mesma sorte... Papai havia me contado que os pais dele teriam que vender a van por partes e que agora eles haviam conseguido um Sentra usado para ele. Meu pai também havia contado que até cogitou suspender a habilitação de Tyler, mas depois de pensar coerentemente, ele concluiu que meu colega não teve culpa. Afinal, foi um acidente e nada aconteceu comigo.
Olhei mais atentamente pra minha caminhonete e notei que o amassado não estava mais lá. Eu tinha quase certeza que, ali, havia um amassado profundo. Isso me deixou perplexa e questionando a minha própria sanidade. Mas talvez o mecânico tivesse concertado... Preferi pensar nesta possibilidade, do que pensar que eu estava ficando louca.
E olhando a hora em meu celular, percebi que precisava sair agora ou eu chegaria atrasada na escola. Muitos pares de olhos se viraram quando eu entrei no estacionamento da escola.
Eu mal comecei a andar e dois adolescentes eufóricos correu em minha direção. Eu gemi e esperei pelo que viria. Eles ficaram um em cada lado e me jogaram um monte de perguntas.
Socorro. Pensei.
— Pessoal, deixem ela respirar. — Um garoto pediu. Todos olharam para ele e com expressões desanimadas, saíram de perto de mim.
Eu olhei mais atentamente para o garoto que me livrou dos famintos por informação. Ele era loiro e tinha olhos azuis. Ele definitivamente tinha alguns músculos em evidencia e era um pouco mais alto do que eu. Eu sorri, mordendo meu lábio. Sorrindo, ele se aproximou de mim e eu corei. Ele era muito bonito.
— Oi, eu sou Lucas Cheney, primo do Ben — Ele sorriu, estendendo a mão para mim e eu prontamente apertei. Sua mão estava quentinha e um arrepio gostoso passou pelo meu corpo.
— Oi, primo do Ben, eu sou Bella, mas isso com certeza você já sabe. — Eu sorri timidamente. Ele sorriu e percebi que seu sorriso era muito bonito também.
— Hum... então, muito obrigada por ter me livrado dos curioso de plantão.
O sinal já havia batido, então começamos a andar.
— Não foi nada — ele sorriu, olhando-me de lado. Eu olhei pra ele e sorri timidamente, corando um pouco.
Quando cheguei em minha primeira aula, me virei para me despedir dele e percebi que ele estava me olhando. Eu corei com seu olhar e sorri, sem saber o que dizer. Meus colegas que já estavam dentro da sala, olhavam curiosamente pra nós. Eu corei e mexi nas minhas chaves desconfortavelmente que ainda segurava.
— Nos vemos depois, Bella. — Ele sorriu, piscando. Eu sorri e ainda minhas bochechas coradas, entrei na sala e tentei ignorar os olhares curiosos. Envergonhada por toda essa atenção, tentei pensar que estava em outro lugar. Mas não deu certo. Voltei meus pensamentos para o primo de Ben, Lucas, mas então lembrei que tentaria agradecer Edward adequadamente. Meu estomago revirou e tentei não ficar nervosa.
Até parece que você o chamará para um encontro... Você apenas dirá que é muito grata por ele ter salvado a sua vida. Pensei e tentei respirar fundo, tentando acalmar as batidas do meu coração e o frio na barriga.
Minhas aulas correram sem nenhum problema, mas eu não pude evitar ser rodeada por perguntas dos meus colegas. Suspirando, lhes respondi com os fatos que eu podia contar. No final da terceira aula, pedi ao professor para ir ao banheiro e ele me deu passe livre. Eu estava desapontada, porque nas trocas de aulas, eu não havia cruzado com Edward. A cada minuto que o almoço se aproximava, eu ficava ainda mais nervosa. Se eu não conseguisse falar com ele agora, eu tentaria na aula de Biologia. Distraída depois que voltava do banheiro, acabei trombando em alguém. Eu cambaleei para trás, mas um par de mãos seguraram-me firmemente e impediram-me de cair. Quando eu pra cima, percebi quem era a pessoa. Edward Cullen estava segurando-me pela cintura. Eu corei quando vi o quão próximos estávamos e agradeci pelo corredor estar vazio. Eu estaria mais vermelha se tivesse platéia observando essa cena.
— Você está bem? — Ele perguntou, largando suas mãos da minha cintura.
— S-sim — eu gaguejei estupidamente. — Estou bem. Desculpe, eu estava distraída... — Eu confessei, corando.
— Apenas tome mais cuidado. — Ele advertiu com um breve aceno e depois se virou pra sair.
Esse é o momento perfeito. Vai, fala com ele, Bella. Pensei.
— Hum... Ei, Edward, espere. Eu preciso falar com você... — Eu pedi. Ele parou e me olhou com cautela.
— O que você quer, Bella? — Ele perguntou com a voz dura. Seu tom me fez vacilar e eu dei um passo para trás.
— Eu... — Comecei, tentando acalmar o nervosismo dentro de mim. — Eu apenas queria que você soubesse... que eu sou muito grata por você ter salvado a minha vida. E eu também vou continuar contando a mesma história.
Ele estava claramente surpreso.
— Por quê? — Ele analisou o meu rosto atentamente.
Eu dei de ombros.
— Bem, porque é a coisa certa a fazer.
O que eu disse era totalmente sincero.
— Suponho que é o melhor pra ambos. — Ele me deu as costas e continuei onde estava enquanto lhe observava se afastar.
Saindo dos meus pensamentos, eu voltei apressadamente pra sala.
No caminho pro refeitório, eu e Angela acabamos nos encontrando com Ben que estava com Lucas.
— Ah, Bella, acho que você ainda não conheceu meu primo. Lucas, essa é Bella. E Bella, esse é Lucas, meu primo. — Ben nos apresentou com um gesto de mãos.
— Na verdade, Ben, nós já nos conhecemos hoje mais cedo — ele sorriu pra mim e eu corei. Angela me deu um olhar malicioso e eu tentei não corar mais do que já estava corada.
— Oh, legal — Ben sorriu.
— Nos vemos depois, Bella, Angela. — Lucas sorriu.
Ben acenou pra nós e depois se afastou com Lucas.
Quando chegamos ao refeitório, não consegui evitar o desconforto com os olhares. Cada um escolheu o que ia comer e depois pagou. Como meu estômago estava dando cambalhotas, eu preferi não comer nada.
— Você não está com fome, Bella? — Angela perguntou um tanto quanto preocupada.
— Não, mas está tudo bem. Estou apenas sem fome — Eu lhe tranquilizei. Não precisava mencionar que a falta de apetite era por causa dessa atenção toda.
Enquanto ouvia música distraidamente, mal focando na conversa ao redor, senti que estava sendo observada e me virei para olhar. Edward Cullen estava olhando-me fixamente e sua expressão estava ilegível. Eu não conseguia identificar, mas ele ainda me olhava com obvia curiosidade. Envergonhada, virei meu rosto rapidamente e tentei ignorar que ainda sentia seus olhos me fitando. Meu coração estava correndo de emoção.
E então quando entrei na aula de Biologia com Angela, Edward já estava em seu lugar e ele olhava diretamente para a frente.
— Oi, Edward — Eu lhe cumprimentei agradavelmente, mostrando o quanto eu estava disposta a ficar de bem com ele. Ele se virou na minha direção, sem me olhar, balançou a cabeça uma vez e então olhou para o outro lado.
E esse foi o último contato que tivemos... Magoada, eu decidi lhe dar o mesmo gelo. Se era assim que ele iria se comportar, então que se comportasse. Eu não iria mais esquentar a minha cabeça.
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