Sob um Crepúsculo Diferente

6 Capítulo 5 - La Push


Notas iniciais
Será que ainda tem alguém esperando por atualização de capítulo novo? Espero que sim rs Seguinte: Me perdoem pela demora. Eu sei que estou sem atualizar Sob um Crepúsculo Diferente à uns 3 meses, mas só posso pedir perdão. Não vou escrever um textão explicando os meus motivos, pq não é relevante. Enfim, espero que vocês entendam e me perdoem :) P.S. 1: Neste capítulo temos La Push! Alguém em especial estava esperando por isso? Me contem nos comentários, pq eu estou animada para saber hahaha :D P.S. 2: Esse capítulo ficou grande, então pra quem não gosta... Relevem e desfrutem da leitura. Agora pra quem gosta... APROVEITEM :D P.S. 3: Tem agradecimentos nas notas finais :) É isto. Boa leitura!

No domingo eu acordei com uma luz branca clareando o meu quarto. Me espreguicei e olhei pro pequeno relógio preto em cima do meu criado mudo. Ainda era cedo e eu provavelmente não conseguiria voltar a dormir, então me levantei e ainda meio sonolenta, andei até a janela, coçando os olhos.

O dia estava nublado e chovia fracamente. Isso era bem típico de Forks.

Peguei minha toalha atrás da porta e fui pro banheiro. Escovei os dentes e depois fui tomei um banho quente. Estava feliz e aliviada que dentro de casa estivesse quentinho.

Olhei no espelho e conclui que estava bem vestida e protegia do frio. Passei hidratante no meu rosto, uma maquiagem leve e um protetor labial. Apesar de não ligar muito pra beleza, minha mãe sempre me ensinou que é bom cuidar de nós. E como aqui em Forks a temperatura sempre costuma ficar baixa, mamãe me fez trazer muitos produtos de hidratação contra o frio. Sorri, com saudades da minha mãe, enquanto terminava de fazer uma trança no meu cabelo. Peguei minha boina preta que estava pendurada no cabide e coloquei, ajeitando-a. Dei outra olhada no espelho e sorri. Eu estava bonita.

Meu celular vibrou debaixo do travesseiro e o peguei. Havia mensagens dos meus amigos, da minha mãe e de Jake. Sorri, respondendo cada um deles com carinho.

Meu pai já estava acordado quando eu desci. Ele estava na cozinha, sentado na cadeira, com uma caneca de café nas mãos e um monte de papelada espalhada pela mesa. Ele sorriu quando me viu.

— Bom dia, pai. — Eu disse.

— Bom dia. Você dormiu bem? — Ele perguntou.

— Sim, dormi. Obrigada por perguntar — Eu respondi enquanto preparava o meu café.

Quando eu olhei bem pro rosto de papai, eu percebi que ele estava muito preocupado.

Franzi as sobrancelhas.

— Há algum problema, pai? – Sua expressão me deixou preocupada.

Ele pareceu ponderar se falava ou não. Ele suspirou pesadamente e seja o que for que estivesse lhe preocupando, ele achou melhor falar.

— Bem, eu não quero que se assuste, está bem? — Ele pediu e eu assenti. — Mas ultimamente está tendo relatos de ataques de animais pelas redondezas da cidade.

— Como assim ataques de animais? – Eu repeti, confusa.

— Você não está mais em Phoenix, por isso eu ficaria muito mais aliviado se você não entrasse na floresta e nem saísse por aí sozinha. Não quero que se preocupe também, porque esse é o meu trabalho. Só me obedeça, por favor. Eu ficarei mais tranquilo sabendo que você estará segura em casa.

— Não se preocupe, pai. Não vou sair por aí sozinha e nem entrar na floresta. — Eu lhe tranquilizando.

Ele assentiu, mas sua expressão não deixou de estampar preocupação. Eu sabia que tinha mais coisa e ele não queria comentar pra não me assustar, então eu não insisti mais neste assunto, que, obviamente, ele não comentaria mais. Se meu pai disse pra não me preocupar, então eu não me preocuparia.

Peguei meu pão com queijo e minha caneca de chocolate quente e fui pra sala. Liguei a tevê e procurei por um canal. Estava passando Gilmore Girls.

No almoço, tio Billy havia ligado e nos convidado pra jantar em sua casa hoje a noite. O convite foi muito bem aceito por mim e papai. Depois que almoçamos e limpamos a cozinha, nos sentamos no sofá e assistimos um filme. Estava passando Homem de Ferro e em algum momento do filme, eu acabei adormecendo. Senti algo ser colocado em cima de mim e conclui que era papai me cobrindo pra não sentir frio com uma manta que ficava em cima do sofá. Sorri com esse gesto e caí no sono. Algum tempo depois, papai me acordou gentilmente, avisando sobre o jantar e que eu precisava me arrumar. Levantei meio sonolenta e quase caí. Papai me segurou antes que eu pudesse ir ao chão.

— Acorde primeiro, Bells. Você não precisa ter pressa. Temos tempo.

Para o jantar na casa de tio Billy, decidi ir com a mesma roupa que havia colocado hoje mais cedo. Eu havia lavado meus cabelos, então a boina foi a única peça que eu deixei de fora para que meus cabelos pudessem secar.

No caminho para La Push, papai e eu conversamos um pouco sobre o primeiro dia de aula que teria amanhã e depois ficamos com cada um em seus próprios pensamentos.

Sem nenhuma outra palavra de nós dois, o silêncio só era quebrado pelo som do motor do carro e por uma música country que tocava baixinho. Encostei a cabeça na janela e meus pensamentos foram para Jake. Sorri, imaginando como seria rever o meu amigo de infância. Observei a noite escura sob a floresta passando por nós e lembrei do que papai havia me dito hoje cedo sobre os ataques de animais e o aviso pra ficar longe da floresta, fazendo com que um arrepio percorresse todo o meu corpo.

Olhei pro velocímetro e vi o ponteiro diminuir a velocidade. Meu coração parou uma batida e quando voltou a bater, eu conseguia ouvir os batimentos retumbando nos meus ouvidos. Eu olhei pro meu pai e ele sorriu, piscando. Devolvi o sorriso e respirei fundo. Havíamos chegado.

Papai estacionou em frente a uma pequena casinha vermelha e por estar escuro, eu não tinha como dizer se a imagem que eu guardava de La Push era a mesma.

Apesar do frio, o clima na Reserva era aconchegante. Ouvi o mar ao longe e sorri ao lembrar dos meus verões aqui.

A porta da pequena casa foi aberta e um Jacob todo sorridente saiu, correndo em minha direção. Jacob me abraçou, me tirando do chão e nos rodando, fazendo eu rir.

— Oi, Jake – eu disse assim que ele me soltou.

— É muito bom te ver, Bells – ele sorriu.

— É muito bom te ver também, Jake. – Eu sorri pra ele que ainda sorria para mim.

— Charlie! – Uma voz rouca soou e eu direcionei o meu olhar para a casa de onde um tio Billy saia, todo sorridente. Tio Billy cumprimentou seu velho amigo e depois sua atenção voltou-se para mim.

— Olha ela aí. – Tio Billy sorriu. – Você está linda, florzinha. – Ele elogiou, usando o apelido que ele me chamava quando eu era criança.

— Oi, tio Billy, muito obrigada. – Eu agradeci, corando.

— E aí garoto – Papai cumprimentou, se virando para Jacob.

— E aí, Chefe? – Jake saldou.

— Todos aqui estão felizes por sua volta, Bella. – Tio Billy comentou. – Está feliz por voltar?

— Estou muito feliz! – Eu sorri verdadeiramente para eles que sorriam para mim.

— O Charlie aqui não parou de falar desde que Renée ligou dizendo que você vinha – tio Billy comentou, divertido.

Charlie revirou os olhos e nós rimos.

— Eu vou te jogar no mar se continuar exagerando. – Papai ameaçou.

Mas eu sabia que não era exagero. Eu conhecia meu paizinho muito bem e tinha certeza que minha mudança estava em qualquer tópico de conversa que ele iniciava com alguém.

— Ah é? Cai dentro então. – tio Billy provocou, indo pra cima de papai, fazendo eu e Jacob rirem.

— Algumas coisas nunca mudam... – Eu sorri observando eles.

— Não e só piora com a idade. – Jacob concordou sorrindo, observando os dois também.

— Bem, vamos jantar então. — tio Billy disse, voltando com papai pra onde Jacob e eu estávamos.

Jacob pegou na minha mão e papai trocou um olhar curioso com tio Billy. Eu e Jake fomos na frente e eles atrás. Pude ouvir papai resmungando algo sobre nossas mãos dadas e tio Billy dizer "deixa eles, homem". A mão de Jake tinha um calor tão gostoso. Sua mão me transmitia segurança e conforto.

— Então, Bella... Gostou da caminhonete? — tio Billy perguntou quando já estávamos comendo.

— Sim, muito. Ela é perfeita, obrigada, tio Billy. — Eu agradeci, sorrindo gentilmente.

— Era minha, mas ela já estava parada à um bom tempo, então eu sugeri ao Charlie que ele comprasse como um presente de boas vindas. – tio Billy explicou.

— O laranja da picape estava desbotado, então retoquei a cor. Também limpei a cabine e consertei o motor. Garanto que ela não te deixará no meio do caminho. – Jacob assegurou. Conhecendo o seu talento como mecânico, eu não duvidava. – Ela não era nova e já tem uns bons anos também e o motor é meio barulhento. Consequência da idade que a caminhonete já tem também. Mas funciona muito bem. — Ele explicou e depois sorriu.

— Pra mim não importa se é velha ou não. Ela é perfeita e eu amei.

Apesar da casa de Jacob ser pequena, ela era muito acolhedora e aconchegante. Era gostoso estar aqui e ver que a energia dessa família ainda era a mesma, mesmo depois deles terem passado pela tragédia da morte da mãe de Jake e pelo diabetes de tio Billy tê-lo deixado numa cadeira de rodas. Isso prova que por mais que aconteça coisas ruins em nossas vidas, não devemos desistir. Por esse motivo eu adorava estar na casa dos Black. Era aconchegante e muito reconfortante.

Depois do jantar e de ajudar Jacob a lavar os pratos, papai e tio Billy foram pra sala assistir algum jogo e eu e Jacob fomos para seu quarto. Ouvimos meu pai reclamar algo sobre deixar a porta aberta e tio Billy retrucar "não enche o saco, Charlie".

Nossa conversa fluía tão naturalmente, que em um momento, eu acabei colocando minhas pernas em cima das pernas de Jacob. Quando percebi o que tinha feito, corei, mais Jacob pareceu não se importar.

— Então você gostou mesmo da caminhonete? – Jacob perguntou depois de um tempo.

— É claro que sim, Jake, eu realmente amei. — Sorri pra ele.

— Ela é um pouco lenta, então não tente passar dos 80. — Ele aconselhou.

— Não se preocupe. Não pretendo ultrapassar o limite de velocidade. Sou filha de um Policial, lembra? Fui criada para obedecer todas as regras de trânsito. — Jacob riu e eu não pude deixar de rir também.

— Eu fiquei muito aliviado quando seu pai aceitou a ideia do meu pai, porque meu pai não me deixaria construir outro carro, quando tínhamos outro funcionando perfeitamente bem.

— Algum dia desses eu gostaria muito de ver você concertar um carro. Estou muito curiosa pra presenciar este momento único. – Eu comentei.

— Eu estou trabalhando em um Rabbit 1986 e assim que conseguir as peças que faltam, te chamo pra me ver em ação. Por falar nisso... Você sabe onde eu posso pôr as mãos em um cilindro mestre? — Ele perguntou, brincando, com uma voz rouca e prazerosa.

— Desculpa. — Eu sorri levantando as mãos. — Eu não tenho visto nenhum ultimamente, mas eu vou manter os meus olhos bem abertos.

Como se eu soubesse o que é isso. Eu pensei.

Era muito fácil conversar com Jacob. Sempre foi assim. E agora voltando estar perto do meu amigo, eu conseguia perceber o quanto eu realmente senti a falta dele. Pra Jacob e seu sorriso contagiante não há dia ruim. Ele era uma luz de felicidade e eu estava feliz por ele não ter mudado sua personalidade radiante.

— Enfim, você está ansiosa pro primeiro dia de aula? — Ele me perguntou.

— Nem um pouco. Estou nervosa. Você com certeza sabe as fofocas que devem estar correndo sobre mim por Forks. Fico nervosa só de pensar na atenção que estará direcionada à mim amanhã.

— Relaxe, Bells. Não se preocupe tanto com isso. Logo você deixará de ser o alvo. Isso é passageiro. — Jacob me confortou e eu respirei aliviada. Estar com Jacob era muito fácil mesmo.

— Boa noite, Bells. Durma bem. — Papai depositou um beijo em minha testa.

— Boa noite, pai. Durma bem também. — Ele sorriu e saiu, fechando a porta.

Deitei na cama e apaguei a luz. Fechei os olhos e meus pensamentos me levaram para os acontecimentos desta noite.

Tivemos uma noite muito agradável e gostosa em La Push. O jantar que tio Billy preparou com ajuda de Jacob estava melhor do que eu imaginava. Tudo naquela pequena casinha vermelha era simples, mas a simplicidade não tirava o tamanho do carinho que aquela casa e os moradores dela davam para os amigos que já haviam se tornado parte da família.

Eu já sabia sobre o talento de Jacob em concertar carros, mas saber é uma coisa e ver é outra, então eu estava ansiosa para que ele conseguisse as peças de seu Rabbit e eu pudesse vê-lo em ação.

Meus olhos já não aguentavam mais ficar abertos, então deixei que eles se fechassem e me levassem para o mundo dos sonhos.

Notas finais
O que acharam? Me contem nos comentários! Agradecimentos: Obrigada pelo comentário, Andy Sousa! Ter o seu comentário foi muito importante pra mim! Eu amei e agradeço pelas palavras! Obrigada também à Sara Ionara! Seus comentários também foram muito importantes e eu amei cada um deles! Grata ♥ E obrigada à todas as outras pessoas que comentaram! Obrigada também por todos os reviews, favoritos, acompanhamentos e acessos! Cada um de vocês trouxeram amor e gratidão pra mim! Espero que continuem aqui, por mais que eu demore na atualização. Obrigada mesmo por cada amor já deixado aqui! Estou realmente muito grata! É isto. Até o próximo capítulo! Beijos e não esqueçam do meu review de cada dia rs Música tema do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=P1R1u_gvioU (Jacob & Bella - Just A Dream) Se gostarem da escolha da música, já sabe, né? Me contem nos comentários também! Boina que a Bella está usando neste capítulo: https://br.pinterest.com/pin/38562140544262137/