Sob um Crepúsculo Diferente
12 Capítulo 11 - Tipo Sanguíneo (Parte 1)
Notas iniciais
Eu caminhei para a aula de Inglês completamente atordoada. As palavras de Edward ainda ecoavam na minha cabeça.
"Eu estou cansado de tentar ficar longe de você, Bella"
Ele realmente me confessou aquilo e não inventei nada? Ele queria mesmo estar perto de mim? A intensidade de suas palavras mostrava que ele parecia realmente sincero, mas eu ainda não conseguia acreditar...
E o que ele queria dizer com "seria mais prudente se você não fosse a minha amiga"? Eu estava tão confusa e muito desesperada para entender o enigma que era Edward Cullen.
— Obrigado por se juntar a nós, Srta. Swan. – O Sr. Mason disse-me em tom de afronta quando cheguei atrasada pra aula.
— Desculpe, Sr. Não vai mais acontecer. — Eu corei e corri para o meu lugar.
Eu tentei ao máximo me concentrar na aula, mas meus pensamentos me traiam e insistiam em voltar para o que Edward havia me dito. Ele estava cansado de tentar ficar longe de mim, mas como eu poderia acreditar? Levando em consideração a forma como ele me tratou em meu primeiro dia de aula e depois no dia após o "acidente", como eu poderia acreditar que ele realmente queria estar comigo? Eu queria acreditar que ele havia sido tão sincero, mas a parte racional da minha cabeça dizia para não acreditar.
Edward era uma incógnita. Ele me deixava constantemente confusa com seus comportamentos e suas palavras enigmáticas.
Desde que eu o conheci, percebi que Edward é extremamente misterioso. E todo esse mistério, o deixa ainda mais interessante. Sua postura, seu jeito antigo de falar, seu modo gracioso de andar, seus olhos dourados, seu cabelo bronze, seu lado misterioso e toda essa beleza inumana, atraiam-me e deixavam-me enervada e deslumbrada.
E nas poucas vezes em que conversamos, eu precisava me controlar ao máximo pra não balbuciar demais. Eu estava tão consciente da presença dele, que já beirava a obsessão. E isso não era legal e nem muito menos saudável. Mas uma parte minha não ligava se isso era bom ou não. Essa parte minha só queria estar perto dele. Mas as suas atitudes desde que lhe conheci, faziam-me repensar na ideia de querer ter qualquer tipo de amizade com ele.
Suas palavras pegaram-me de surpresa e deixaram-me sem ter o que falar. Fiquei ofuscada e deslumbrada, mas isso era ridículo. Eu não poderia ter este tipo de comportamento sem nem ao menos o conhecer. E principalmente, Edward mal me conhecia e mal falou comigo nas últimas semanas. Como ele poderia dizer estas coisas sendo que mal conversamos? Mas suas palavras saíram com tanta sinceridade, que eu tentei acreditar cegamente que elas poderiam ser verdadeiras. Mas quando as palavras de Jessica ecoaram nos meus pensamentos, essa certeza que Edward poderia estar sendo sincero evaporou.
"Ele e seus irmãos sempre preferiram sentar-se sozinhos e não ter nenhum tipo de amizade com ninguém além deles mesmo. Edward é o único solteiro em sua família. Seus irmãos todos têm suas parceiras e ele é o único que está só. Eu nunca o vi se interessar por ninguém desde que se mudou para Forks com a sua família".
Como eu poderia acreditar na credibilidade de suas palavras, quando ele mesmo nunca se interessou por nenhuma garota? E agora por alguma razão estranha, Edward vê algum tipo de interesse em mim. Isso não fazia o menor sentido. O que eu poderia ter que lhe interessasse? Talvez esse "interesse" fosse algo passageiro. Ou talvez fosse algum tipo de brincadeira ou aposta que ele fez com seus irmãos para ver quanto tempo levaria para a filha do xerife cair em seus encantos. Não, isso era besteira. Edward não parecia ser este tipo de garoto. Eu não achava isso possível.
Minha cabeça estava girando e de repente fiquei cansada de tentar entender os seus reais motivos. Frustrada, suspirei e tentei focar a minha atenção na aula. Mas não funcionou, então tentei achar uma distração quando percebi que Mike não estava sentado em seu lugar de costume ao meu lado. Senti uma pontadinha de culpa, mas o que eu poderia fazer? Ele era só o meu amigo e mesmo que Jéssica não o tivesse convidado, eu ainda sim não o convidaria. Nenhum dos garotos do meu grupo de amigos me chamou atenção para ter este tipo de relação. Eu só queria a amizade deles e não um par para o baile que desse a ilusão errada para eles. Eu até queria ir ao baile e até tinha um garoto em mente, mas ainda não havia tomado coragem para convida-lo e não tinha certeza se ele já havia sido convidado. O nome dele era Lucas e ele era o primo de Ben. Eu o conheci quando ele me salvou de ter que contar a história de como escapei de ser quase esmagada pela van de Tyler. E depois disso conversamos um pouco e até trocávamos uns olhares. Lucas também não fazia parte do nosso grupo de amigos, mas ocasionalmente ele aparecia em nossa mesa na hora do almoço para conversar com Ben e as vezes comigo.
Eu não tinha certeza se queria almoçar, então percebendo que todos estavam distraídos demais com o entusiasmo de Mike sobre a previsão do tempo para este fim de semana, decidi me esconder na biblioteca e tentar colocar os meus pensamentos em ordem. Eu precisava ficar sozinha pra não tentar criar mais esperança sobre tudo que Edward havia me dito. Mas eu estava tendo trabalho para não relembrar a sua expressão. Ele parecia sincero, verdadeiro e... apaixonado. Não, isso era loucura. Mas os olhos dele estavam tão intensos e cheios de paixão. Será que eu estava vendo coisas? Ou talvez eu estivesse sonhando e acabei confundindo com a realidade. Isso me pareceu mais provável do que eu lhe atraindo de alguma forma.
Eu estava muito impaciente e aflita quando entrei na biblioteca. A Sra. Wilson mal me olhou quando entrei. Ela estava muito absorta em um livro que mal senti vontade de ler o titulo.
Eu queria muito dar meia volta e voltar pro refeitório e ver o rosto de Edward, ver se ele havia voltado a ser aquele garoto frio e indiferente que eu conhecera nas últimas semanas. Antes a verdade, do que a mentira e a decepção. Mas eu havia decidido que lhe ignoraria, então uma parte minha estava satisfeita com essa decisão. Mas a outra parte estava ansiosa pra saber a verdade, mas eu também tinha medo de me decepcionar. Por mais que a força de estar perto dele fosse maior, a parte da confiança ainda deixava a desejar.
Não sei se foi decepção ou alívio que me inundaram quando me sentei em uma cadeira que a mesa ficava afastada da porta. A parte decepcionada de mim se perguntou se Edward estaria no refeitório com seus irmãos. Eu respirei fundo e balancei a cabeça.
Ugh! Pare de pensar nele, Bella! Eu me repreendi mentalmente.
Essa família estranha estava me deixando louca! Não, Edward estava me deixando louca!
Tentando achar uma distração urgente, peguei o livro que eu estava lendo e me esforcei a ficar entretida na história. Mas a minha tentativa de me esconder e de tentar focar na leitura do livro foi em vão, porque, bem na minha frente, estava Edward Cullen. Meu coração acelerou com a sua aparição e tudo que eu estava querendo evitar, estava bem na minha frente.
Era isso que você queria, não era? Agora lide com isso, Bella! Pensei.
— Eu posso me sentar com você? – Ele perguntou, sorrindo.
Eu não estava acreditando e só conseguia ficar observando ele com cuidado. Ele ainda estava sorrindo e esperando que eu dissesse alguma coisa. Recuperando-me da surpresa e tentando controlar as batidas do meu coração, eu ponderei se deixava ele se sentar.
— É um pais livre. Sente-se. – Eu dei de ombros, observando enquanto ele puxava a cadeira na minha frente e se sentava.
Eu precisava saber a verdade. Só assim eu me sentiria tranquila e talvez os meus pensamentos não ficassem mais uma desordem.
— Isso é diferente. – Eu finalmente consegui dizer depois de um momento.
— Bem... – Ele pausou, mas depois as suas palavras saíram todas de uma só vez. — Eu decidi que já que estou indo para o inferno, é melhor eu fazer o trabalho direito.
Eu não entendia o que ele queria dizer, então esperei que ele dissesse alguma coisa que fizesse sentido. Mas os segundos foram passando...
— Você sabe que eu não faço ideia do que está falando, não é? – Eu comentei.
— Eu sei. – Ele sorriu de novo e então mudou de assunto.
— Eu acho que seus amigos ficaram um pouco desapontados por não ter a sua companhia no almoço. – Ele sorriu torto.
Eu revirei os olhos e ele riu.
— Oh, não se preocupe. Eles vão sobreviver. – Eu dei de ombros.
— Porém, eu posso não te devolver – ele disse com um brilho perverso nos olhos.
Eu engoli em seco.
Ele riu.
— Você parece preocupada.
— Não – eu disse rápido demais. — Eu só estou surpresa... O que causou tudo isso?
— Eu já lhe disse... eu me cansei de tentar ficar longe de você. Então eu estou desistindo. – Ele ainda estava sorrindo, mas seus olhos estavam sérios.
— Desistindo? – Eu repeti, confusa.
— Sim, desistindo de tentar ser bom. Agora eu só vou fazer o que quiser e deixar os dados rolarem. – Seu sorriso sumiu enquanto ele explicava; sua voz adquirindo um tom duro.
— Novamente eu não sei o que você quer dizer.
O sorriso torto de tirar o fôlego reapareceu.
Como ele conseguia ser tão bonito?
— Eu sempre falo demais quando estou com você. Esse é um dos meus problemas.
— Não se preocupe. Eu não entendo nada mesmo. – Eu franzi as sobrancelhas.
— Eu estou contando com isso. – Ele disse enquanto observava o meu rosto atentamente.
— Então... agora nós somos amigos? – Eu quis saber.
Eu tinha uma pontinha de esperança, porque se ele estava aqui, significava que tudo poderia ser diferente entre nós. Mas eu tinha medo, então não dava pra ter tanta esperança, porque nossas conversas não tendiam a ser boas.
— Amigos... – Ele meditou, em dúvida.
— Ou não. – Eu murmurei. Eu estava decepcionada. Ele sorriu.
— Bem, nós podemos tentar, mas eu não sei se poderei ser um bom amigo para você.
Por trás do sorriso, o seu aviso era sério.
— Você diz muito isso. – Eu notei, tentando acalmar o nervosismo.
— Sim, porque espero que você acredite em mim. Se você for esperta, você vai me evitar.
Meus olhos se reviraram e ele sorriu.
— Mas então... enquanto eu não estou sendo... esperta, nós podemos ser amigos? – Eu lutei pra tentar entender a confusa mudança nesta conversa.
— Suponho que podemos tentar.
Eu não sabia mais o que dizer, então olhei pra baixo e comecei a brincar com os pingentes da minha pulseira, enquanto refletia tudo o que havíamos dito até agora. E toda essa conversa me trouxe a tona o pedido de tio Billy para que eu me afastasse de Edward. Agora eu estava mais confusa do que nunca e não conseguia entender o motivo por trás. Ele pedia de um lado e Edward de outro. Eu franzi as sobrancelhas com uma carranca.
— No que você está pensando? – Ele perguntou curiosamente. Eu olhei para seus profundos olhos dourados e então desviei o olhar rapidamente. Eu não queria correr o risco de ficar deslumbrada e dedurando o meu tio Billy. Eu tinha medo da reação de Edward, porque considerando o seu humor, eu não queria me arriscar. Então optei por dizer outra coisa.
— Estou tentando descobrir o que você é. – A mandíbula dele se contraiu, mas ele continuou sorrindo com algum esforço.
— E você está tendo alguma sorte? – Ele perguntou em um tom meio rude.
Eu suspirei frustrada.
— Infelizmente não – eu admiti. Ele gargalhou.
— Quais são as suas teorias?
Eu corei. Durante o último mês, eu estive entre Bruce Wayne e Peter Parker. Não tinha nenhuma chance de eu lhe confessar isto.
— Você não vai me contar? – Ele perguntou, inclinando a cabeça para um lado com um sorriso chocantemente tentador. Eu balancei a minha cabeça, corando ainda mais.
— Não, porque é muito embaraçoso. – Eu ri.
— Isso é muito frustrante! – Ele reclamou.
— Não – eu discordei rapidamente, meus olhos se revirando. — Eu não consigo imaginar porque isso seria frustrante. Só porque eu me recuso a te dizer o que estou realmente pensando, porque isso seria frustrante?
Ele deu um sorriso duro.
— Ou melhor – eu continuei e o tom de aborrecimento saia livremente pela minha voz agora. — Digamos que essa "pessoa" fez algumas coisas bizarras, de salvar a sua vida sob circunstâncias impossíveis, prometendo que explicaria tudo depois e descumpriu a promessa, pra depois te ignorar completamente. Isso sim seria muito frustrante, não acha?
— Você tem um humor e tanto, não é? – Ele questionou me observando cuidadosamente.
— Eu não gosto de dois pesos e duas medidas.
Nós nos encaramos sem sorrir. Mas inesperadamente Edward riu. Sinceramente as suas mudanças de humor eram confusas.
Eu semicerrei os olhos.
— Qual é a graça?
— Parece que o seu namorado está se perguntando se vem ou não checar se você está bem. – Ele riu novamente.
Eu não conseguia entender essa mudança na conversa, mas eu não tinha dúvida que ele estava se referindo ao Mike. E o mais intrigante nisto tudo é que Mike não estava nem aqui perto para ele deduzir algo assim.
Parece que quanto mais perto eu estava de decifrar o enigma que era Edward Cullen, mas difícil e confuso ele ficava.
— Eu acho que tenho uma ideia sobre quem você está se referindo, mas tenho certeza que você está errado. – Eu disse carrancuda.
— Eu não estou. Eu lhe disse que a maioria das pessoas é fácil de interpretar.
— Exceto eu, é claro. – Eu apontei olhando pra ele.
— Sim, exceto você. – Seu humor mudou de repente; seus olhos se tornaram pensativos. — E eu me pergunto o porquê disso...
Eu tive que olhar pra longe da intensidade de seu olhar. Eu me concentrei em continuar a brincar com a minha pulseira.
— Você não está com fome? – Ele perguntou, distraído.
— Não – eu não estava a fim de lhe dizer que o meu estômago já estava cheio de borboletas. — E você também não, aparentemente – eu voltei o meu olhar pra ele.
Eu não entendi a expressão dele. Parecia que ele estava se divertindo com algum tipo de piada particular.
— Você poderia me fazer um favor? – Eu perguntei depois de um segundo de hesitação.
De repente ele estava cauteloso.
— Depende do que você quer.
— Não é muito – eu garanti.
Ele esperou, em guarda, mas curioso.
— Eu só estava imaginando... se você poderia me avisar com antecedência da próxima vez que decidir me ignorar.
Eu não olhei pra ele, continuando a brincadeira com a minha pulseira.
— Parece justo. – Ele estava pressionando os lábios para não rir quando eu olhei pra cima.
— Obrigada.
— Então eu posso ter uma resposta em troca? – Ele pediu.
Eu estava receosa, mas concordei.
— Apenas uma.
— Me diga uma das suas teorias.
Opa.
— Não, sem chance. – Eu balancei a minha cabeça.
— Você não qualificou. Você apenas prometeu uma resposta. – Ele me lembrou.
— E você também já quebrou as suas promessas. – Eu o lembrei de volta.
— Só uma teoria, eu prometo que não vou rir.
— Vai sim. – Eu tinha certeza disso.
Ele olhou para baixo e depois olhou pra mim por entre seus longos cílios negros, seus olhos chamuscando.
— Por favor? – Ele sussurrou, inclinando-se para mim.
Eu pisquei, minha mente ficando obscurecida.
Santo Deus, como é que ele faz isso?
— O que? – Eu perguntei, ofuscada.
— Por favor, me dê só uma teoria. – Seus olhos ainda ardiam em mim.
— Hum... bem, você foi mordido por uma aranha radioativa?
Ele fazia hipnose também? Ou eu era um caso perdido?
— Isso não é muito criativo. – Ele zombou.
— Me desculpe, é tudo o que eu tenho. – Eu disse, amuada.
— Você não está nem perto... – Ele caçoou.
— Nada de aranhas?
— Nada.
— E nada de radioatividade?
— Também não.
— Droga – eu suspirei.
— A Kryptonita também não me incomoda – ele gargalhou.
— Você não deveria rir, lembra?
Ele lutou para recompor o rosto.
— Eu vou descobrir mais cedo ou mais tarde – eu avisei.
— Eu gostaria que você não tentasse. – Ele estava sério novamente.
— Porque...
— E se eu não for um super-herói? E se eu for o vilão? – Ele sorriu brincando, mas seus olhos eram impenetráveis.
— Oh, eu entendi. Agora muitas das dicas que ele havia me dado faziam sentido.
— Entendeu? – Seu rosto estava abruptamente severo, como se ele estivesse com medo de ter falado demais.
— Você quer que eu acredite que é perigoso? – Eu perguntei, meu pulso disparou quando eu me dei conta da verdade nas minhas palavras. Ele era perigoso. Ele esteve este tempo todo tentando me dizer isto.
Ele apenas olhou pra mim, com seus olhos cheios de uma emoção que eu não conseguia compreender.
— Mas eu não acredito inteiramente nisto. Eu não acho que você seja perigoso – eu balancei a minha cabeça.
Mesmo que eu ainda não confiasse nele e ficasse receosa porque suas atitudes anteriores fizeram eu criar esta parede pra não deixá-lo entrar, eu não conseguia acreditar que ele poderia ter um pingo de perigo. Afinal, ele salvou a minha vida. Como ele poderia não ser uma pessoa boa?
— Você está errada. – A voz dele era praticamente inaudível. Ele olhou para baixo.
Eu olhei pra ele, imaginando porque ele queria que eu acreditasse nisso. Ele falava sério, isso era óbvio. Mas eu não conseguia entender ou acreditar.
O silêncio durou até que o sinal tocou.
— Nós vamos nos atrasar.
— Eu não vou pra aula hoje – ele disse voltando o seu olhar pra mim.
— Porque não? – Eu fiquei curiosa.
— É saudável matar aula de vez em quando. – Ele sorriu pra mim, mas seus olhos ainda pareciam perturbados.
— Bom, eu vou. – Eu era covarde demais pra arriscar ser pega. — Então até mais tarde, Edward. – Eu sorri, pegando as minhas coisas. Não olhei pra trás enquanto me afastava, mas eu podia sentir seus olhos cravados nas minhas costas.
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