Sob o mesmo sol

2 Pink Elephant.


Notas iniciais
Bem ai vai o segundo Cap..

II

A entrada da boate estava brilhante, um letreiro enorme com o nome em cor de rosa chamava atenção dos que passavam. Havia uma grande fila cheia de jovens entre dezoito e vinte anos. Pedro parou o carro na frente da boate quando descemos os seguranças vieram em nossa direção.

–Vocês são Pedro Trigueiro e João Lucas?-Perguntava ele olhando fixo em nossos olhos.

–Sim, somos nós. –Falou Pedro travando o carro.

–A Srta. Ana os espera, sigam-me, por favor. –Falava ele virando e entrando no local.

Nós obedecemos, seguimos até um lugar onde uma mulher colocou uma pulseira rosa em nossos braços e nos guiou até o camarote vip. Ana era uma amiga de faculdade do Pedro, uma garota de cabelos castanhos, alta, magra, tinha olhos azuis e um lindo sorriso. Estava usando um vestido curto colado vermelho e um salto preto, o cabelo castanho estava solto e levemente ondulado. Ele foi em direção a ela e deu um abraço, eu o segui.

–Ana você ta linda como sempre!-Falava ele abraçando a garota.

–Olha quem fala você está um gato Pedro!-Falava a garota retribuindo o abraço. –Quem é seu amigo?

–Esse é João, somos amigos desde o primário!-Falou ele apontando para mim.

–Ola!-Falei sorrindo um pouco tímido.

–Ola!-Falou ela vindo em minha direção e me dando um abraço.

Eu fiz o mesmo, depois ela nos levou para um lugar com algumas poltronas onde sentamos e fomos servidos com algumas bebidas. A conversa fluía, Ana e Pedro falavam dos tempos de faculdade de festas e namoros que tiveram na faculdade. Mais eu não estava dando a mínima para as historias, estava pensando na foto, lembranças rodeavam minha cabeça, os sorrisos bobos do Matheus quando agente saia junto, eu sentia tantas saudades daquilo. Quando me dei conta lagrimas escorriam de meus olhos eu não podia mais ficar ali. Então me levantei disse a Pedro que estava com um pouco de dor de cabeça e que ia embora, ele tentou ir me deixar em casa mais eu preferia ir sozinho, então ele desistiu me deu um abraço e falou para eu tomar cuidado.

Sai andando de lá, na porta quando eu estava saindo o segurança sorrio para mim eu fiz o mesmo e continuei andando. Com as mãos nos bolsos e cabeça baixa continuei andando, até que alguém esbarrou em mim...

–D... Desculpa!- Antes de terminar de falar eu levantei o olhar e não acreditei no que eu vi, Ele era muito bonito, tinha pele clara, cabelo castanho claro escorrido, olhos castanhos e usava barba.

–Desculpa peço eu, estava to distraído com o celular que não estava olhando para onde andava. Espera você não é aquele cara que estagiava no escritório da Dinâmica?

–Não tem problema, e sim sou eu. –Falei ajeitando a roupa.

–Você está bem, eu posso fazer alguma coisa por você?- Falava ele sorrindo. (por sinal um sorriso lindo)

–N... Não precisa. -Respondi sem jeito.

–Precisa sim, vem vou te pagar uma bebida. –Falava ele indo em direção a um bar próximo dali. –Vem.

–Tá bom, já que você insiste...

Eu o segui fomos até um lugar calmo e aconchegante, era um barzinho chamado Boteco Poti. Quando chegamos ele foi um cavalheiro, abriu a porta para eu entrar e quando chegou à mesa puxou a cadeira para eu sentar. Quando ele sentou sorriu para mim e começou a puxar assunto.

– E então... Como se chama?-Falou ele sorrindo.

–João, prazer. –Falei um pouco sem jeito.

–Me chamo Nicolas e o prazer é meu, e então ainda trabalhando na dinâmica?-Falou ele sorrindo.

–Não, tive que sair por que amanhã estou me mudando para o Rio Grande do Sul para fazer faculdade de artes.

–Artes? E então por que estava estagiando em um escritório de contabilidade?

–Estava precisando de uma grana, então peguei o primeiro estagio que eu vi.

–Entendo... E então o que quer beber?- Falou ele pegando o cardápio.

–Hum, acho que um whisky duplo com gelo.-falei sorrindo.

–Hum, ok então. –Ele levantou a mão e o garçom veio até a nossa mesa. –Um whisky duplo com gelo e uma cerveja.

Quando o garçom saiu ele voltou o olhar para mim, e voltamos a conversar no decorrer da conversa ele olhava para mim como se tivesse querendo dizer alguma coisa, de vez em quanto ele dava cantadas bobas e implícitas. Aquilo estava me deixando tão bem. Depois de algum tempo o garçom voltou com nossas bebidas, nos serviu e saiu. Eu estendi a mão sobre a mesa enquanto tomávamos nossas bebidas, e em uma fração de segundos a mão dele estava sobre a minha meu coração disparou. Eu não sabia o que fazer então sorri.

–Seu sorriso é lindo sabia João. –Falava ele passando a mão sobre a minha.

–Obrigado... –Falei sem jeito e com as bochechas rosadas.

–Sabia que eu fiquei afim de você desde aquele dia em que a gente esbarrou na dinâmica?

–Se... Serio? –Falei um pouco assustado. –Ma... Mais você mal me conhece... –Falei tirando minha mão debaixo da dele.

–Nunca tive chance, e não sabia se você... –Falou ele um pouco avermelhado e tomando um gole de cerveja.

–Agora já sabe. –Falei provocando ele e tomando um pouco da minha bebida.

–Hum, que bom saber. –Falou ele sorrindo.

–E então, namorando? –Perguntei tomando outro gole da minha bebida.

–Não, eu não namoro a algum tempo. E você? –Falou sorrindo.

–Não... –Sorri.

Continuamos bebendo, quanto mais bebíamos mais animados ficávamos. Alguns minutos depois resolvemos ir embora, ele decidiu ir me deixar em casa, me levou até seu carro estacionado a alguns metros do barzinho abriu a porta para eu entrar e depois entrou e saiu em direção a minha casa. No caminho ele mudou a direção eu não liguei, estava tão bêbado que...

Em alguns minutos estávamos na entrada de um condomínio residencial onde ele morava, se chamava bosque das colinas, era um lugar muito bonito mais eu não estava dando à mínima, queria logo chegar ao quarto dele nem sei por que mais queria. No estacionamento ele desceu e abriu a porta para mim e me guiou até o elevador. Ele morava no 5° andar no apartamento 501. Enquanto o elevador subia ele tirava as chaves da porta antes que o elevador parasse. No momento em que ele parou Nicolas afastou um pouco para que eu passasse na sua frente em direção a porta.

Ele abriu a porta e saiu da frente para eu passar, logo em seguida ele a trancou e jogou as chaves na mesinha perto da porta. Então veio em minha direção e me beijou.

Notas finais
Tá ai o segundo, espero que gostem. ^^