A jovem loira caminhava pela trilha cheia de pedras, o vento sussurrando entre as árvores enquanto ela se aproximava da cabana isolada. Ao entrar, encontrou Rosalie sentada em uma cadeira de madeira, a expressão distante, como quem carregava o peso de várias vidas.

— Você veio — disse Rosalie, olhando para a filha com um sorriso melancólico. — Eu… eu sei que morri.

Merliah se aproximou, os olhos brilhando com uma ternura tranquila.

— Mãe, a morte é só uma viagem. Não é o fim.

Rosalie soltou uma risada amarga.

— E eu vou para o inferno?

Merliah sorriu, inclinando-se para a mãe.

— Está arrependida?

Rosalie ficou em silêncio por um momento, absorvendo a pergunta antes de murmurar:

— Sim. De muita coisa. Das escolhas, do caminho… de tudo que deixei para trás.

Merliah estendeu a mão, e Rosalie, hesitante, a segurou, sentindo um calor que parecia mais real que qualquer outra coisa.

— Vamos, mãe — disse Merliah com suavidade. — Ele está esperando por você.

Rosalie franziu o cenho, uma mistura de curiosidade e receio nos olhos.

— Quem está nos esperando?

Merliah não respondeu. Ao sair da cabana, Rosalie parou ao ver Ryan em pé, olhando para ela com um sorriso suave, o olhar cheio de perdão.

Rosalie levou a mão à boca, surpresa e emocionada.

— Ryan… você…

Ele deu um passo à frente, o sorriso calmo e acolhedor.

— Eu te perdoei, Rosalie. Faz tempo.

Merliah olhou para os dois, um brilho sereno em seu olhar.

— Vocês têm um longo caminho, até encontrar o verdadeiro perdão — disse ela, encorajando-os.

Rosalie sorriu, as lágrimas nos olhos enquanto segurava a mão de Ryan, sentindo-se leve pela primeira vez em tanto tempo. Juntos, os três começaram a caminhar por uma nova estrada, o começo de uma jornada em direção à paz.

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