Sob o Signo de Vênus

4 Ultimo dia de folga!


O restante do dia Megume podia fazer o que quisesse afinal de contas no dia seguinte ela iria sofrer, e como iria.

- Acho que vou dormir um pouco...- diz Megume bocejando.

- Você só tem hoje livre e vai dormir?!- pergunta Kuwabara.

- E por que não? Acho que quando o treino começar o que menos vou fazer é dormir.

- Ela tá certa!- diz Yusuke.

- Então vou pra casa...

- Não senhora, você vai dormir na casa de um deles.- diz Botan.

- Agora essa, por quê?

- Pra facilitar, de agora em diante você vai dormir na casa de algum deles.

- Aff, Tá bom, vou pra minha casa pelo menos pegar as minhas roupas. Vou dormir na casa de quem? – pergunta olhando para os quatro.

Ninguém respondia, e todos olhavam para Botan.

-Q-que foi? Por que estão olhando para mim?!-

- Como assim o que foi? Você fala que a menina vai dormir na casa de um de nós, mas não fala de quem!- diz Yusuke.

- É que isso Koenma disse que vocês poderiam decidir.

- Esse Koenma só quer ferrar a gente!- diz Kuwabara.

-Vou pra casa do Kurama.- diz Megume.

-Pra minha casa? Por quê?- pergunta parecendo confuso.

- É o mais normal, eu não dormiria na casa de um baixinho chato, nem de um maluco viciado em jogos e muito menos desse cara amassada!

-Como você é chata!!- diz Kuwabara.

- Se não gostou vem me bater.

Megume mal começou a treinar e já tava tendo problemas com Hiei e Kuwabara.

Megume na escola era um pouco arrogante, mas sempre foi na dela. Mas estava visível que Megume não foi com a cara de Kuwabara e menos ainda com a de Hiei.

O dia passou rápido e logo já era de noite, e Megume estava dormindo na casa de Kurama, estava toda esparrada no sofá da sala, o problema foi explicar aquilo para a mãe dele.

- Quem é ela filho? – pergunta com um sorriso no rosto.

- É uma amiga da escola, é que ela teve problemas em casa e vai passar um tempo conosco. Tudo bem?- Kurama tentava esconder o nervosismo com aquele sorriso doce que ele sempre dava.

- Ah sim, meu filho eu vou preparar o jantar, desculpe a demora é que a fila do mercado estava enorme!- e sorrindo vai para cozinha.

Kurama respirou fundo, se sentou no sofá e ficou olhando o teto, pensando no que fazer, de tanto pensar acabou dormindo.

Depois de duas horas ele acorda com cheiro que vinha da cozinha.

- Filho querido pode vir jantar, e chame sua amiga!

- Pode deixar!

Kurama foi acordá-la.

- Megume, levante, venha jantar.

Ela abriu um pouco os olhos, e sem seguida fechou de novo, estava morrendo de sono.

- Vamos Megume, levante.- Kurama percebe que ela não iria levantar então...

- O que você tá fazendo? Me põe já no chão!- naquele momento pareceu que ela tinha acordado.

-Coloco, mas fica calma tá? Olha não conte nada para minha mãe que iremos treinar para um torneio das trevas, e disse que você veio pra cá porque teve problemas com sua família, tudo bem?

Megume olhou para ele com certo ar de desaprovação mas concordou.

Eles foram para a cozinha onde foram jantar.

- Muito prazer, eu sou a mãe de Shuichi! Muito prazer e se sinta a vontade.- diz sorrindo.

- O prazer é meu, eu sou Megume Ikeda, sou amiga do Shuichi, muito prazer!- Megume sorri de uma forma tão doce, que Kurama estranhou, apesar de Megume ter um sorriso lindo, se estava encenando era uma ótima atriz, porque nunca na vida dele ele a viu sorrir, nem mesmo um sorriso falso.

O jantar foi tranqüilo e em nenhum momento Megume deu sinal que pudesse estragar tudo.

- Megume, desculpe a pergunta mas... o que aconteceu pra você ter saído de casa?

Por um segundo Megume olhou para Kurama, suspirou e começou a dizer.

- Eu não queria tocar no assunto... mas graças a você e ao Shuichi eu tenho onde ficar eu vou falar...minha mãe faleceu a pouco tempo, ela era a única que gostava de mim naquela casa e meu pai começou a ficar muito violento comigo, Shuichi acabou sabendo sem querer e me disse que se eu quisesse podia ficar aqui, pelo menos até a minha situação melhorar...- Megume dizia cada palavra entre lágrimas, Kurama a olhava desconcertado, se bem que ela fazia parte do clube de teatro, mas não esperava isso de Megume.

A mãe de Kurama tinha ficado emocionada, pelo visto tinha caído na conversa.

- E foi isso que aconteceu. –diz Kurama entrando na encenação.

- Sinto muitíssimo, pode ficar aqui o tempo que quiser! A é vamos comer antes que esfrie.

Megume olhou o prato estava muito bonito e tal, mas tinha algo que ela odiava comer e estava em grande porção no prato dela, jiló.

Kurama até já sabia já que na cantina ela nunca comeu jiló, e tinha quase todo dia...

Ela pegou o hashi( o “talher” oriental), e colocou um pouco de jiló na boca, só faltava vomitar, ela engoliu e sorriu e disse:

- Que delícia! Faz tempo que eu não como jiló!

- Que bom, coma o quanto quiser!

Kurama estava realmente assustado, quem diria que Megume tinha esse lado “doce”.

No final do jantar...

- Bem podem descansar e...

Megume já estava tirando a mesa.

- Pode deixar! Vá dormir um pouco!

- Eu já estou dormindo aqui, deixa que eu arrumo aqui a senhora pode descansar.

De tanto insistir a mãe de Kurama foi descansar.

- Também não precisava forçar tanto...naquela hora nem parecia você.

- Cala boca.

- Agora sim parece você!- diz Kurama em risadas.

Notas finais
Demorei, mas postei!!
Espero que tenham gostado! boa virada de ano para vocês!!
de presente quero review!!!

beijão para todos!