Notas iniciais
Ah.. dessa vez eu não demorei tanto... xDD

Koenma notou que Megume estava ansiosa, embora não desviasse seu olhar, ainda sim, mostrava insegurança e medo. Ao mesmo tempo que ela queria saber, não queria.

- Megume, você quer realmente saber das coisas que estão acontecendo? Sabe, como dizem, a ignorância é uma benção. — apesar do tom de brincadeira, Koenma falava sério, não era possível voltar, depois de tomar a decisão de saber o que não deve.

A morena demorou para responder, mas não era do tipo que fugiria ou negaria a própria origem, sabia que não ia conseguir viver da mesma forma depois de saber de tantas coisas, mais algumas não iam fazer assim tanta diferença, talvez até ajudariam a colocar seus pensamentos em ordem e conseguia dormir em paz.

- Sim, tenho. Desembucha!

- Peguei o Kurama emprestado para investigar comigo sobre sua origem, quando eu te chamei para o torneio, eu não achava que as coisas seriam tão complexas. Seu avô, é um sacerdote muito poderoso, achei que você poderia desenvolver os mesmos poderes que ele, e que seria de grande ajuda para o torneio, queria que o time chegassem na final novamente, e que um de vocês você governar o mundo das trevas... mas quando senti sua energia maligna, tive que investigar a fundo...

Megume escutava tudo com atenção, até então não se surpreendeu, o que a preocupava era o que vinha a seguir.

- Você é filha de Shibata, um yokai do país do fogo e Hitome, uma mulher do país do gêlo.

- Se meu avô é um sacerdote legítimo, como Shibata pode ser filho dele? — Megume estava confusa.

- Eu acho pouco provável que ele tenha feito como Kurama, e ter ‘nascido’ normalmente, muito provável que ele tenha modificado as memórias das pessoas do templo para acreditarem que era seu filho, o que me leva a crer também que ele notou que foi enganado e tentou matar Shibata. Hitome foi descoberta primeiro, o que fez com que Shibata fosse o segundo alvo, e assim descobriram tudo.

- E descobriram como? — as perguntas de Megume não tinham fim.

- Existem várias maneiras de modificar uma memória, e vários jeitos de sair de seu efeito, então eu não sei como aconteceu, e se isso de fato ocorreu; estou dizendo o que eu acho mais provável, quando eu voltei lá no templo pra tentar interrogar o sacerdote, ele havia sumido e não deixou vestígios de onde poderia ter ido, pedi aos meus subordinados para achá-lo, mas até agora nada.

- Certo. — Megume ia deixar esse assunto de lado agora, sentia que tinha informações mais importantes por vir.

Kurama não dizia uma palavra, apenas deixava Koenma soltar as informações, ele observava muito as feições de sua companheira, parecia estar aceitando os fatos melhor do que esperava, além do mais, foi dele a ideia de abrir o jogo pra Megume, já que o representante do mundo espiritual não concordava com a ideia, mas resolveu contar. Poderia ser melhor mesmo, o ruivo sempre fora ponderado, sabido quando devia agir e contar as coisas.

- Se eu tenho um irmão gêmeo, onde ele está?

- Como não achamos nem sequer vestígio de sua existência, e por você ter características que seu irmão devia ter, acredito que que você o absorveu enquanto Hitome os carregava no útero. — pela primeira vez o yokai raposa falou. Dizia tudo com calma, sério.

- Como assim? Eu matei meu irmão? — fora aquilo que ela havia entendido.

- Fazendo um raciocínio simples, sim. Você o matou para absorver os poderes dele. — Kurama fora direto.

- E como eu poderia ter feito isso?

- Vocês dois estavam recebendo nutrientes de Hitome para poder se desenvolver, comum até aí. Certo? Como boa aluna de biologia sabe como as coisas funcionam, com yokais não é assim diferente. Digamos que você queria os ‘nutrientes’ só pra você, então você ‘matou’ seu irmão, quando ele morreu de ‘fome’, você o absorveu.

- Canibalismo... — sussurrou a morena, mas não parecia muito afetada com aquele fato.

- Encontrei apenas a sua mãe, ela está lacrada no subsolo do templo, não sabemos ainda se está viva. Porque o lacre é muito poderoso, nem mesmo eu consegui abrir, é uma magia avançada, meu pai poderia fazer isso facilmente, mas ele não se intromete nesses assuntos.


- Meu pai não tem nem vestígios? — Megume ignorou o fato do Sr. Enma da Oh, não mexeria um dedo para isso, achava normal, já que ele julgava os mortos, era isso que lhe era falado, ao menos.

- Não, não sabemos se morreu, se está no Makai, no mundo humano com outro disfarce.

Megume sentiu-se leve depois de saber mais sobre ela mesma, e seus pais, queria saber mais coisas, libertar sua mãe e achar seu pai, tinha descoberto apenas a ponta do Iceberg. Mas sabia que por hora não ia conseguir muita coisa, mas se seu pai estava no Makai poderia tentar achá-lo, já se encontrava lá mesmo.

- Se está pensando em procurar seu pai por aqui, saiba que a probabilidade é baixa e no seu estado atual, você provavelmente ia morrer.- era como se Kurama tivesse lido os pensamentos da morena. Provavelmente você não vai me ouvir, então vou junto com você.

- Pra onde exatamente? Tem ideia de onde ele poderia estar? — Antigamente Megume ia dizer que faria sozinha, mas sabia que ia morrer assim que desse o primeiro passo sozinha, então não disse nada sobre receber ajuda.

- Não exatamente, mas conheço aqui bem melhor do que você. E vai ser bom pra você, aproveita e treina. — Amanhã, nós iremos para o leste, começaremos por lá, voltaremos em três semanas.

Koenma pensou em deter a decisão de Kurama, mas apenas um suspiro saiu da boca dele. No final, concordou insconcientemente com tudo aquilo, só esperava que não morressem, infelizmente ele tinha muito trabalho pra fazer, pra se dedicar tanto tempo com eles, mas pediu que o mantivessem informado.

Apesar da barreira super poderosa, que o Koenma preparou, alguém ouviu cada palavra dita naquela caverna.

Megume passou a noite em claro, preparando sua “mala”, que era apenas pequena bolsa que amarrava na perna, dentro tinha uns antídotos que foram preparados pelo ruivo, um pequeno mapa dada pelo Koenma, e outras coisas aleatórias. Pensou em levar roupas, ia ser nojento ficar três semanas com a mesma roupa, mas ia ser um estorvo levar uma mochila, então deixou pra lá. Pensou se devia avisar o pessoal que iria partir durante um tempo, depois de alguns segundos, deu de ombros, qualquer coisa, Koenma falaria com eles, isso se Kurama já não tivesse feito.

Keiko dormia feito pedra no quarto dos meninos, ficaram um bom tempo jogando, que adormeceu sem perceber, enquanto Botan estava ajudando na investigação, junto de Koenma, hora indo no mundo humano, outra no mundo espiritual ajudando aliviar as papeladas.

Kurama, raramente dormia no dormitório, e naquela noite, não fora diferente, estava sentado em cima de uma pedra, perto do hotel, pensando se aquilo fora uma boa ideia, sabia que Megume não ia querer voltar atrás, e também sabia que o Makai era perigoso, a morena ainda não estava forte o suficiente para enfrentar certos monstros, ia treina-la no caminho, era o jeito. Além do mais sabia que não iriam sozinhos.

Notas finais
Pessoal... é isso... desculpem a demora... T.T
Vida de universiotária não é facil... =-=