Sob o Signo da Traição

6 Marionete Imperfeita


Notas iniciais
Olaaa galera! É com muita alegria que trago mais um capitulo. Espero que gostem. Bjokas

Gehässig caminhava com clara dificuldade em meio ao lodo, grama alta e pequenas fissuras pedregosas que muitas vezes se encontravam cheias de uma água barrosa de uma cor tão escura que mal dava para saber onde as mesmas estavam por se confundir com a terra úmida.

O então morcego, agora tinha um corpo delicado e curvilíneo de uma jovem nos altos de seus vinte anos. Os cabelos loiros tinham pedaços de folhas distribuídos de forma uniforme para indicar uma fuga por entre as trilhas do bosque. Os olhos se encontravam vermelhos por causa do choro falso. O vestido branco, tinha a barra puída pelo contato com a vegetação e a umidade. Tudo aquilo montado para enganar qualquer pessoa desavisada.

Para seu mestre ele era uma marionete perfeita, mas dentro de si, havia a gritante sensação de que seria pego e morto por um daqueles estranhos estrangeiros.

—Ai ai ai ai! Sir confia muito em Gehässig, mas será que Gehässig é digno dessa confiança.

A pequena figura caminhava em direção ao lago a passos apressados.Olha sempre para trás para dar ainda mais a idéia de que fugia de alguém.Será que seria capaz de enganar alguém. E principalmente a Odille! Aquela dúvida continuava rondando enquanto a pequena marionete seguia em direção a seu destino.

*~v~*

A monotonia tingia de cores cinzentas o dia dos cavaleiros. Apesar do cansaço Mu não conseguia dormir direito. Tirou cochilos esporádicos que nada o ajudaram e apenas o fizeram se senti-se mais cansado e irritado. Sua frustração o estava tirando do sério. O que só piorava conforme o dia avançava.

—Deveria descansar direito. -Mesmo sob a forma de um cisne Odille ainda conseguia ser imponente e bela.

—Estou bem.

—Não está. -O cisne negro balançou a cabeça de um lado para o outro sugerindo uma negação. -Convivi muito tempo com a frustração de não conseguir me libertar da maldição, para saber o que se passa na sua mente e o que lhe faz pesar seu coração. Isso só o deixará irritado com algo que não está na suas mãos.

—O que me sugere fazer? Aguardar!?

—Mesmo tendo vivido tantos tempo sozinha neste lugar, sei que não posso te pedir isso. Peço apenas calma.

O lemuriano a observou com uma expressão que misturava dor, angústia e tristeza. Odille pode perceber as lágrimas que ele tentava esconder quando virou o rosto para o outro lado.

—Você me lembra uma pessoa...Ele também tinha a mesma bondade que você demonstra e também todo o amor que sente por Helena. Assim como você ele optou lutar contra a maldição…-Em sua forma de cisne, Odille voltou seu olhar para seu reflexo.

—Ele conseguiu...Conseguiu vencê-la?

—Conseguiu. Mas apesar disso, perdeu sua vida. A chama de sua jovem vida por minha culpa...

—Você o amava.

—Sim. Por muito tempo acreditei que sim.

—O amor não muda de forma com o tempo.

—Quando se ama uma superfície, muda sim. Eu desejava ser rainha. Arrogante e gananciosa acreditei que através dele eu conseguiria isso. Eu me tornei o que desejava, mas a que preço? Eu não merecia o amor dele. E mesmo depois de tanto tempo ainda não o mereço.

—Não acho isso.

—Não sabe o que fiz cavaleiro. Eu fiz coisas terríveis. Coisas da qual não posso ser perdoada. Não se pode apagar o que foi feito. Não se pode voltar no tempo e consertar meu atos. Fiz o que fiz e isso nunca irá mudar. Eu mereço a punição. Não elas...Não essas mulheres inocentes, que foram arrancadas a força de seus lares.

—Todos merecem perdão. Independente do que fizeram. Independente do que pode ou não ser apagado. Você se arrependeu do que fez. Isso é o que realmente importa. Todas essas mulheres acreditam em você, na sua força.

—Mesmo quando você se virou contra alguém que carregava seu próprio sangue?

Saga se aproximou do companheiro lemuriano que conversava com a jovem rainha quando ouviu o que a mesma dizia. Havia uma dor que ele reconheceu ser semelhante a sua. Sem se apresentar a eles, o geminiano apenas permaneceu escutando escondido atrás de uma enorme rocha..

—Mesmo nesses casos. Conheço alguém que carrega uma mágoa semelhante a sua. É um homem honrado, mas que carrega uma culpa enorme. Todos aqueles que foram atingidos por seus atos o perdoaram. Mas ainda assim, ele continua a se culpar. Gostaria de fazer algo por ele, mas não sei o que posso fazer.

—Há muito pouco a se fazer nestes casos. Quando nos ferimos superficialmente, podemos aplicar algum ungüento, suturar com fogo ou costurar com um pedaço de tripa. Fazemos orações e esperamos que mal não nos atinja. Quando a ferida é interna, a coisa muda. Poucos conseguem enxergar isso e os que conseguem não podem fazer muito por nós. É algo interno...Dolorido...É uma luta silenciosa sobre ser ou não engolidos por nossa própria dor...Nossa própria consciência. É uma dor privada que com o passar do tempo salta para fora, mesmo quando se deseja mais do que tudo escondê-la do mundo. Todos os dias tentamos acordar e mandar esse manto de dor para longe, tentando mantê-lo longe o suficiente das pessoas ao nosso redor e o mais escondido em nossas entranhas para que de alguma forma esquecemos da dor. Apesar desse esforço, a dor permanece ali, ganhando peso e aos poucos pesando ainda mais o coração. Algumas pessoas enlouquecem por causa dela. Outras se tornam fortes e uma numerosa parcela se torna o que Rothbart chamava de sombras.

—Você não se parece com nenhuma delas.

—Ainda estou lutando, Mu. Não sei por quanto tempo mais conseguirei vencer, mas espero que por tempo suficiente para ver minha companheiras livres da maldição e o suficiente para não ser dominada pela loucura como Rothbart foi.

—Bom dia. -Saga cumprimentou se aproximando dos dois.

Mu e Odille cumprimentaram o recém chegado com um leve balançar de cabeça.

—Não permita transformar essa sensação de impotência se transmute em culpa. Não se permita se torna algo como eu sou. Você é um bom homem e não digo isso por ter sido um dos poucos que conheci em minha vida. Helena tem sorte em tê-lo ao lado dela. Não me permita mudar de idéia.

Com graça, o enorme cisne se afastou dos cavaleiros. Odille nadou até uma margem longe o suficiente. Saindo das águas do lago, a pequena figura permitiu-se cair em um choro doloroso e cheio de culpa.

—Minha irmã Odette...Porque fiz aquilo com vós. Porque?

*~v~*

Saga observava a expressão um tanto culpada que Mu aparentava quando observou o mesmo senta-se ao seu lado. Ambos sabiam que o geminiano havia escutado sua conversa com a jovem rainha.

—Não sou tão honrado como imagina Mu de Áries.

—Não é o que acho.

—O que vê ao olhar para mim?

—Vejo um homem que procura se redimir. Um homem honrado o bastante que preferiu o título de traidor uma vez mais somente para cumprir o que era certo. Alguém que mesmo após ter revivido pelo perdão de Atena, ainda sente que apenas esse gesto da nossa deusa não é o bastante. Alguém que tem um coração tão enorme quanto o de Aldebaran. É isso que vejo ao vê-lo, Saga.

O geminiano observou seu reflexo na água se perguntando porque não conseguia enxergar o mesmo que seu companheiro.

—Há dias que eu desejo não ter voltado. Que acredito que essa segunda chance dada por Atena, não é o que eu mereço. Você, Aiolia, Shaka e os outros merecem e não eu...O traidor.

—Mas você está aqui. Isso é o que importa. Se Atena o trouxe de volta, foi porque confia em você. -Com um sorriso o jovem lemuriano pousou uma mão no ombro do companheiro. -E é nisso que deve acreditar.

De forma lenta o geminiano abriu um sorriso. Aquele pequeno gesto fez Mu acreditar que havia esperança, por menor que fosse. Como se ambos dividissem um segredo, o cavaleiro da primeira casa permitiu-se sorrir também.

*~v~*

Aiolia parecia está com o humor pior do que antes de adormecer. Não que aquele lugar o desagradasse, a questão era Odille. Sua paciência para com ela era tão curta que até o mesmo chegava a se assustar já que nem Milo conseguia tal ato.

Havia algo nela que o desagradava. Uma coisa que não conseguia definir o que realmente era.

—Estou ficando louco.

O som de lágrimas fez o cavaleiro parar sua caminhada e olhar para os lados. A beira do lago próxima o bastante para ouvir o som da água batendo contra as rochas, em meio aquele choro. Ele sabia que não era um de seus companheiros e talvez seja por isso que se aproximou o bastante para ver um corvo pousa junto à margem do lago próximo a um cisne negro.

—Ainda chora por eles. Pensei que já tivesse passado dessa fase Odille. -A voz de Robath sou áspera nos ouvidos do dourado.

—Robath! -A figura transformada de Odille parecia apavorada com a presença repentina.

—Ora ora! É assim que me recebe traidora?-O que antes era uma ave se transformou em um homem cuja de uma das mãos surgiu uma esfera negra que voou de encontro a jovem rainha.

—CÁPSULA DO PODER! -O golpe do leonino fez com que a esfera de Robath se evaporasse, deixando para trás apenas uma onda de calor.

—Aiolia, cuidado!- Sem que o cavaleiro pudesse se defender o mesmo foi atirado no lago por um gavinha negra criada pelo mago .

—Basta de interrupções!-Robath acendeu seu cosmo até o ponto de seus olhos vermelho brilhassem de forma tão intensa a se transformar em um de tom negro. Antes que o mesmo atacasse o cavaleiro, Odille se colocou entre os dois.

—Não permitirei que o machuque!

—Traidora!- Com um sorriso malicioso, Robath observou quando Odille deixou seu corpo cair sobre a água. A aparência maligna, havia sido substituída por uma altiva e bela. Até mesmo Aiolia se assustou com a semelhança entre o homem que observava ele e a rainha como um predador e Afrodite.

—Siegfried!

—Odette! Não. Você não é minha Odette. Quem é você?

—Eu…

—Suas penas são tão negras quanto sua alma. Porque me permitiu quebrar a promessa que fiz a minha amada?

A forma de Odille abaixou seu pescoço como se tivesse hipnotizada pelo mago.

—Ele está a controlando. Maldito! RELÂMPAGO DE PLASMA!

Com um gesto de mão Robath desviou o golpe do cavaleiro, sem perceber que essa era intenção do mesmo. O galho da árvore mais próxima rachou no meio, fazendo parte do mesmo cair em cima do mago que foi atingido em cheio.

—Odille!

—Siegfried...Odette...Eu...Lamento...

Pegando o cisne nos braços, Aiolia se afastou-se da margem em busca de um local seguro.

*~v~*

Assim que a manhã deu seu adeus, a tarde tomou seu lugar. As horas seguintes passaram rapidamente, deixando para trás um sentimento de que havia algo estranho no ar.

—Merda! Onde aquele gato de armazém se meteu? -Milo andava a horas atrás do companheiro que havia dito a ele, que daria uma volta e logo estaria de volta. Isso havia sido de manhã quando Afrodite e Máscara da Morte ainda fazia a segunda ronda.

—O que eu não daria pelo poder de ler as plantas do Afrodite. Tudo aqui parece igual. Sinto que estou andando em círculos.

Um movimento em meio a vegetação fez com que o cavaleiro assumisse a postura defensiva. Do meio da vegetação uma jovem mulher saiu ofegante. Seu rosto estava levemente inchado pelas lágrimas, seus cabelos cobertos pelas folhas. Sua expressão foi do pavor a felicidade quando viu o cavaleiro. Sem hesitação, a jovem passou os braços ao redor do grego.

—Graças Sankt Bonifatius1 que o encontrei! Há um monstro me perseguindo! -Milo mal entendia as palavras ditas em alemão entre um e outro soluço entre uma crise de choro e outra.

Gehässig apesar de está atirado nos braços de Milo para reforçar a farsa que era sua falsa identidade, não mentia sobre seu desespero. Pelos vários anos que havia passado adormecido à espera de Robath, o bosque ao redor do lago havia se modificado mais do que imaginava.

Na forma de um morcego seria fácil encontrar o caminho, mas em seu atual estado ele tinha que depender de sua memória que por si só já não era muito boa.

—Se acalme. Ninguém a fará mal. -Gentilmente o cavaleiro acariciava os longos cabelos loiros da mulher, tentando acalmá-la. -O que aconteceu com você? Quem quis fazer mal a você?

—Era um homem horrendo! Tinha olhos de um tom vermelho. Ele disse que me queria como companheira. Quando neguei, ele começou a me perseguir na forma de um corvo. Foi horrível!

Milo conseguia lidar muito bem com o campo de batalha, inimigos querendo arrancar sua cabeça do pescoço, mas não com uma mulher em meio a tamanho desespero. Ele conhecia essa sensação, pois a tinha vivido na pele.

Podia se lembrar de seu próprio desespero quando a pequena embarcação onde estava com seus pais afundou em meio ao Egeu. Ele ainda podia ouvir seus gritos e também podia se lembrar de quando o tiraram do meio do oceano já sem voz e sem esperança.

Esperança essa que foi refeita quando viu seus pais próximos a um jovem trajando um estranho robe dourado na enseada à espera do desembarque dos passageiros de mais um dos barcos de resgate, o dele. Foi com o olhar de uma criança que vislumbra um herói que ele começou admirar Saga. E também com o mesmo olhar que decidiu que um dia seria como ele.

Agora ali com aquela mulher abraçada a si, ele entendeu ainda mais o valor de ser um cavaleiro. Enquanto afagava os cachos dourados prometeu protegê-la do pior.

—Venha. Há um lugar onde estará segura. Nenhum mal acontecerá a você. Eu prometo.

Gentilmente o dourado guiou a jovem sem saber da farsa que se seguiria.

Gehässig observava o perfil do cavaleiro com curiosidade. Nunca havia visto um homem tão belo antes e tão gentil. Mesmo que seguisse as ordens de Robath, uma parte de si sentia-se sujo ao enganá-lo.

*~v~*

Aiolia não conseguiu definir por quanto tempo ficou a observar Odille até que a mesma adormecesse. Sua prioridade era defendê-la de Robath caso ele viesse novamente a atacar, mas não conseguia deixar que sua mente vagasse de volta para o que tinha acontecido na beira do lago.

Mesmo tendo ouvido a lenda contada por Sofie, ainda sentia que algo faltava. Era palpável o ódio que o mago sentia pela jovem rainha, mas e quanto aquele homem...Aquele que Odille chamou de Siegfried?

Encostado em um carvalho, Aiolia tentava montar o que para ele era semelhante a um quebra cabeça desfalcado.

—Siegfried! -A voz de Odille fez com que o cavaleiro saísse de seus devaneios. -Aiolia.

—Vejo que o feitiço de Robath se desfez.

—Sim. Peço desculpas por…

—Não há nada a ser desculpado.

Um vento preencheu a clareira, balançando os fios acobreados do leonino, o fazendo colocar um braço em frente ao rosto para evitar que algo machucasse seus olhos. Quando tudo terminou, Odille havia voltado a sua verdadeira forma. A noite tinha caído e com ela a liberdade passageira havia chegado

A dor que Aiolia viu quando fitou a mulher a sua frente fez com o mesmo engolisse em seco. Ali naquela clareira, não havia a rainha que o cavaleiro achou tão irritante. Só se encontrava ali sentada no chão uma mulher comum com pecados demais para carregar nas costas.

—Quem era Siegfried?-Aiolia perguntou com certo receio. Algo incomum para ele que era tão impulsivo.

—Ele era o príncipe do reino que aqui existia, antes que tudo isso tivesse se transformado em ruínas.

—Então o príncipe da história de Sofie então existiu realmente…

— Sim, assim como a filha do feiticeiro. Eu sou ela. -Aiolia olhou para Odille com assombramento. -Como? Robath não pode ser seu pai! Ele…

—Fui criada por ele como filha, mas na verdade nunca tive nenhum vínculo sanguíneo com ele. Fui apenas uma criança que ele retirou de uma família de camponeses e que mais tarde usou em um de seus planos.

—Eu não entendo. Se ele a criou como filha, porque ele parece odiá-la?

—Porque trai sua confiança ao me sentir atraída por Siegfried. Ao querer impedir que ele o matasse.

—É por isso que se culpa tanto. Por não ter conseguido impedir a morte desse homem?

—Não é apenas por isso. -Odille fez uma pausa como se refletisse. -Seus companheiros...Eles são como seus irmãos, não? O que sentiria se tivesse que matar algum deles?

—Isso..Isso seria uma loucura! Eu não ousaria levantar a mão para matá-l…

—Mesmo quando Isso lhe é ordenado por outra pessoa que você confia cegamente?

Naquele instante, Aiolia se lembrou das batalhas contra os renegados e sobretudo de Shura. Seu coração pesou em seu peito, ao se lembrar do modo em como não hesitou em lutar contra Saga, Shura e Camus. De como se tornou cego pela raiva e pela dor de perder seu único irmão. Ali olhando nos olhos daquela mulher, ele entendeu um pouco do que o capricorniano teria sentido ao receber a missão de matar o melhor amigo, seu irmão Aiolos.

—Você não hesitou.-Era uma dura constatação até mesmo para ele.

—Não...Já estava feito, quando percebi a verdade. A maldição já tinha seguido seu curso e a única forma de rompê-la seria a morte. Ali foi quando percebi o que meu egoísmo havia causado. Não importo em sair morta depois que tudo isso terminar Aiolia. Só quero libertá-las. Quero fazer o que Odette fez por suas companheiras. Somente assim poderei descansar em paz.

—Você quer morrer?

—Quando se vive tanto tempo como eu vivi. Esse é o único consolo. O saber que tudo terá um fim, pois é deles que surgem um novo começo.

—Compreendo agora porque te chamam de rainha.

—Não mereço esse título. Não depois de tudo que fiz.

—É justamente por ter feito tudo o que fez e se arrependido que o merece.-Odille se surpreendeu pelas palavras gentis do cavaleiro.

—Você é um bom homem Aiolia...Mesmo sendo tão esquentado.

Naquele momento o silêncio caiu entre eles. Depois de um tempo se encarando, o leonino se virou e gentilmente falou:

—Acho melhor voltarmos. Conhecendo Saga do jeito que conheço, ele já deve estar arrancando seus cabelos por nossa causa.

Dizendo aquilo ambos caminharam lado a lado em direção ao lago. Pela primeira vez desde que pusera os pés no lago, Aiolia entendia o motivo de todas aquelas mulheres gostarem de Odille. Ela não era má como dizia ser, tal como Saga . As circunstâncias haviam feito ambos cometerem erros que os fizeram crescer o suficiente para receber o títulos que os cabiam.

Notas finais
1-São Bonifácio em português, é o padroeiro católico da Alemanha.