Sob o Signo da Traição

3 Imagem e Semelhança


Notas iniciais
Olá meus amores! É com muita alegria que venho trazer mais esse capitulo! Espero que gostem, Um grande beijo e até a próxima.

Mascara da Morte se levantou sentindo suas costas reclamarem. Não esperava tal golpe e muito menos o que sentiu a seguir. Por um momento podia jurar que o cosmo de Afrodite tinha se apagado.

Sentiu um grito engasgar em sua garganta. Ele tinha falhado novamente como cavaleiro. Sentiu as lagrimas escorrendo pelo rosto o fazendo se perguntar onde estava o antigo guardião da quarta casa. Soltando uma risada seca sem humor algum, colocou-se de pé e analisou os arredores.

Desde o inicio a ideia do adversário era separá los, para derrotá los assim. Não sabia qual técnica havia usado com o pisciano, mas Giovanni estava tinha total certeza que não cairia nela fosse qual fosse.

Fechando os olhos, Mascara da Morte pode sentir os espíritos dos mortos o circularem em reconhecimento. Engolindo em seco deixou sua mente vazia e se permitiu senti-los ainda mais.

Mulheres, crianças, e homens de todas as idades pairavam sombriamente de um lado para o outro. Eles gemiam coisas sem sentido, mas o que chamou a atenção do cavaleiro foi uma alma que apesar de morta parecia rezar. Atravessando aquele mar de espíritos se aproximou dela fazendo com que os outros tornassem esferas de luz.

—Pelo que saiba espíritos como você, são os primeiros a partirem para um lugar como o Elísio. O que ainda faz aqui?

Demorou um pouco para que o espirito voltasse seus olhos para o cavaleiro. Ela vestia trajes antigos e tão simples que provavelmente ela devia ser algum tipo de camponês antes de morrer.

Mascara da Morte sentiu parte de sua energia sendo drenada, mas não se importou muito com isso. Espíritos eram daquela forma quando estavam vagando por ai e não na fila que leva ao Yomotsu. Ela precisava de energia para respondê-lo e ele precisava de respostas e já que havia uma comunidade inteira de mortos ali, porque não aproveitar a oportunidade?

—Ele... Ele ainda vive. Aquele homem...

—Qual o nome dele e o que diabos ele quer?

—Ele amaldiçoou minha filha e roubou de mim a outra...

Um som de um galho sendo quebrado chamou a atenção do cavaleiro. O espirito olhou para ele assustada e antes de partir sussurrou o aviso que mais tarde salvaria sua vida.

— Ele confunde seus adversários com truques. Cuidado com ele.

Giovanni ouviu o choro antes de avistar a pequena figura de uma mulher. De onde estava podia ver que ela andava de um lado para outro como se procurasse por algo.

—Devo admitir que essa sua cara está bem melhor que a anterior. –Giovanni bateu palmas para chamar a atenção de seu inimigo. Viu que seu disfarce não adiantaria mais nada, a bela e inocente figura se transmutou novamente na forma de um homem.

—Acha mesmo? –Rothbart abriu um sorriso recheado de triunfo. –É uma pena que eu não seja em nada parecido com seu amigo. Mas não se preocupe. Em breve fará companhia a ele.

Ao elevar seu próprio cosmo, o mago fez com que varias figuras metade corvo e humanos fossem de encontro ao cavaleiro.

—Ondas do Inferno! –Uma aura branca envolveu cada uma das ilusões as dissipando. Utilizando sua velocidade da luz, Giovanni se aproximou o suficiente para disparar um soco a queima roupa que atingiu seu oponente em cheio. –Sei muito bem que o que soquei foi uma ilusãozinha fajuta. Onde você está seu miserável?

—Você é perspicaz. Mas até quando resistirá as minhas ilusões... -Uma grande massa de ar fez com que o mago não terminasse sua fala. Por entre as arvores a figura de uma mulher fez com que Rothbart desse um passo atrás. -Você!

*~v~*

Afrodite ainda sentia os músculos reclamarem quando tornou a abrir seus olhos. Se antes não tinha ideia do local onde se encontrava e nem de quem era, agora pouco a pouco lembrava-se dos últimos acontecimentos e principalmente da jovem mulher que o havia salvo.

Sentia que estava sendo carregado, mas não sabia para onde e nem por quem. Apesar disso sabia de alguma forma que estava seguro.

A lembrança sobre o que tinha acontecido com Mascara da Morte o fez mudar de posição de forma a fazer com que Odille perdesse o equilíbrio derrubando ambos no chão.

—Você é...! –Afrodite disse lentamente tentando vence a fraqueza que ainda sentia. –Obrigado.

—Não me agradeça ainda. -A jovem rainha se levantou devagar. Ainda sentia a ferida da jovem atingida pela flecha mais cedo, de forma mais leve. Aquele era uma sinal que Sarid havia feito o que havia pedido. -Temos que chegar ao coração do bosque antes que Rothbart descubra a farsa.

—Farsa?

—Uma companheira está nos dando cobertura. Venha. -Colocando o braço do pisciano em torno de seu pescoço, Odille auxiliou o cavaleiro a se levantar. Com a maior velocidade que podiam se mover, ambos seguiram para o mais longe possível dali.

*~v~*

Aiolia sentia-se tonto quando desceu do carro. Saga havia pisado o mais fundo no acelerador, fazendo com que o automóvel trepidasse de encontro das pedras do caminho e levantasse uma cortina de poeira. Já era noite formada quando chegaram no ponto de encontro e não havia sinal dos companheiros.

—Conseguiu encontra-los Mu? -Perguntou Milo impaciente pelo longo silencio do lemuriano.

—Não. Há algo bloqueando. Não consigo localizar seus cosmos e nem enviar mensagens telepáticas. — O lemuriano disse descendo finalmente do carro e fechando a porta com calma.

Todos dirigiram seus olhares para o geminiano que fitava o bosque que havia ganhado uma aparecia sombria graças a uma densa nevoa.

—Se dividam, Mu e Aiolia, Milo e eu. Tomem cuidado e boa sorte.

Assentindo cada um deles trajou sua armadura e lado a lado partiram.

*~v~*

—Você! -Rothbart parecia ter perdido sua cor. -Odille…

Mascara da Morte observou a mulher coroada com desconfiança. Os olhos vermelhos fitavam serenamente o mago. Uma figura apesar de pálida era belíssima e majestosa. Tinha o ar de uma rainha. Não aquele olhar de repulsa aos mais fracos e sim o olhar de compaixão por seus súditos. Uma figura que inspirava devoção.

—Há quantos anos...Rothbart.

A expressão de terror aos poucos deixando o rosto do homem dando lugar a um sorriso sarcástico e depois a uma risada que beirava a loucura.

—Ainda presa na maldição pelo que vejo. Nenhum tolo foi capaz de te jurar amor eterno? Pobrezinha!

Por um momento a dor pareceu atravessar o jovem rosto. Mesmo Giovanni que não gostava de ser esquecido de lado em uma batalha parecia interessado em saber até onde iria aquela troca de farpas.

—Ainda continua o mesmo. Baixo e cujo coração é tão negro quanto à lama deste lugar. Pelo vejo ainda não se recuperou totalmente do fracasso que teve com Odette.

Os olhos dourados do homem brilharam demonstrando o ódio que sentia.

—E você não conseguiu superar Siegfried. Ainda a mesma tola que se virou contra mim.

—Eu mudei e quanto a você? Continua remoendo o passado. Seu coração ainda é gelado. Nunca poderá derrotar o amor e é por isso que é assim. Nunca conseguirá o que deseja.

—Já chega disso! -Rothbart elevou seu cosmo na palma de sua mão formando uma esfera de energia. -Morra e leve junto aquelas malditas que ousaram dizer não a mim.

Mascara da Morte teve que colocar o braço sobre o rosto para proteger os olhos do enorme clarão que se formava com o cosmo poderoso daquele homem de olhos ardentes. Ele quase não percebeu a presença ao seu lado lhe chamando a atenção.

A mulher ao seu lado vestia roupas que muito se assemelhavam a um dos sari que Shaka costumava usar. Seu rosto arrendondado e os traços delicados davam a ela uma beleza exótica em um lugar como aquele.

—Venha antes que ele perceba sua tolice.

O cavaleiro, acostumado a não fugir se suas batalhas, ficou dividido entre aceitar a sugestão daquela estranha ou ficar e derrotar o inimigo. Algo que ficou claro para a jovem que tocou seu braço como uma sugestão para que partirem. Talvez tivesse sido a curiosidade que venceu o dourado, pois ele aceitou de bom grado partir. Ou provavelmente tenha sido a eletricidade que percorreu seu corpo quando aquela doce figura lhe tocou, que o convenceu. Ele não sabia dizer, apenas sentiu que suas pernas obedeceram as ordens daquela estranha figura.

—Me acompanhe e se Robhbart vier atras de nós, não ataque para matar.-Giovanni corria por entre as arvores acompanhando o passo da mulher a sua frente.

—Porque não ficar e dar um fim naquele carcamano?

—Existe uma maldição. Se mata-lo, minha senhora morrerá e minha companheiras ficaram na forma de cisne para sempre.

—Cisne?

—Você verá quando amanhecer. Agora corra o mais rápido que puder. Temos que chegar ao lago antes que seja tarde.

*~v~*

—Minha senhora! -A pequena figura de uma jovem mulher gritou, alertando as companheiras da chegada de Odille e Afrodite.

O dourado observou a orla de mulheres que se agrupou ao redor da sua salvadora. Muitas chorando por preocupação e outras com felicidade por ela ter retornado.

—Como está a jovem que chegou pela manhã?

—Estamos cuidando dela. Anna conseguiu retirar a flecha e agora ela está descançado.

—E Sarid?

—Ela foi atras da senhorita quando sentiu o cosmo daquele homem. Senhorita, diga-nos ele pode fazer algum mal a nós?

—Não. Não poderá.

O pisciano observou conforme as mulheres vinham até a mulher ao seu lado. Seguravam suas mãos e depois quando bebiam o suficiente de suas palavras iam embora mais tranquilas.

Lembrou-se então da época quando Saga estava no comando do Santuário. Das poucas vezes em que o mesmo estava em seu verdadeiro eu. Ele tinha a mesma presença daquela mulher. Uma chama de esperança e bondade. Um líder capaz de tornar a vida dos aflitos menos dolorosa. Um alguém a se seguir.

Foi por esse motivo que havia seguido Saga. Era o que considerava como a justiça “bela”. Uma justiça que podia ser justa com aqueles que necessitavam dela e ferrenha com aqueles que a quebrassem.

—Quem é ele?-A mesma mulher que havia alertado as companheiras agora o fitava com curiosidade. Os olhos azuis se contrastavam na pele que parecia porcelana de tão branca.

—Um amigo. Ele foi atacado por Robhbart.

—Também pudera, ele parece uma mulher. -Odille olhou feio para a garota que fez o comentário e agora tinha as mãos sobre a boca. Aos poucos o tom vermelho tingia o rosto da jovem a tornando adorável aos olhos do pisciano.

—Seu comentário não me insultou.

—Venha Matilde, antes que solte mais alguma perola. -Uma mulher na faixa de aparentemente trinta anos, segurou a pequena figura a levando para outro lugar.

Depois que a jovem se dispersaram, Afrodite seguiu Odille até a beirada de um lago.

A grama alta escondia os restos do que uma dia havia sido um castelo. Naquele lugar, aquelas sensações sentidas na leitura das plantas estava mais forte. Algo havia maculado aquele lugar.

—O que aconteceu nesse lugar?

—Uma enchente. Poucas pessoas sobreviveram a ela. Os poucos que não vieram até esse salão para comemorar a maioridade do filho do rei.

—Siegfried.

—Sim. O filho único do Rei Klaus. Era um bom homem, assim como o pai. Justo e bom para aqueles que necessitavam de sua ajuda. Um homem que não gostava do seu título, pois acreditava que o mesmo apenas dividiam as pessoas. Me arrependo de ter feito o que fiz a ele. Talvez tivesse sobrevivido.

—Sobrevivido a que?

—A Robhbart. A maldição. Deveria repousar. Retirei o veneno do seu corpo, mas ainda está debilitado. Precisará de forças para enfrentar o que está por vir.

—Você está ligada a elas. Por isso se preocupam tanto com você.

Odille se sentou no ultimo degrau do lugar no qual deveria outrora está dois tronos. Seus rosto parecia abatido pelo cansaço. Afrodite se perguntava o que aquela mulher devia ter passado.

—Mais do imagina. Robhbart sabe ser ardiloso quando quer, principalmente quando quer se vingar.

—O conhece bem, pelo que vejo.

—Eu passei muito tempo acreditando que ele era meu pai. Vivi sobre as mentiras dele. Me tornei sua imagem e semelhança. Ele me ensinou tudo que sei. Acreditei que ele me amava, mas tudo não passou de uma mentira que se desmanchou ao sabor do vento. -A jovem abaixou a cabeça e fechou os olhos tentando controlar as lagrimas.-O amor não é algo que Robhbart conheça, assim como a lealdade.

—No que consiste essa...maldição? -Afrodite perguntou tentando mudar de assunto. Odille demorou alguns minutos para responder, mas mesmo assim era notável que mesmo de depois de tanto tempo as feridas provocadas pelo que tinha acontecido ainda era recente.

—Cisne durante o dia e mulher durante a noite, até que alguém possa me prometer amor verdadeiro. Caso a promessa for quebrada ou algo aconteça a mim ou a Robhbart, todas elas serão cisnes para sempre.

—Há algum modo de quebrar a maldição, sem que seja necessário alguma promessa?

—Que eu saiba não, apesar de ….

—Apesar de?

—Existe um livro. Robhbart concentrava seus poderes nele como uma forma de se proteger caso acontecesse algo com ele. Sempre acreditei que com a morte dele o livro tivesse se perdido. Mas com o retorno da maldição e o dele eu não tenho tanta certeza.

—Saberia dizer onde ele poderia….

Naquele momento a terra tremeu, fazendo o cavaleiro se levantar juntamente com Odille.

—Esse cosmo…

—Robhbart descobriu a farsa.

—Que farsa?

—Sarid. Ela é uma das únicas mulheres daqui além de mim que consegue usar sua aura. É uma boa ilusionista e estava nos dando cobertura no caso de Robhbart viesse atrás de você.

—Não ele não foi atrás de mim, mas de um dos meus companheiros.

—Você estava acompanhado? -Havia descrença na voz da jovem rainha.

—Viemos investigar o sumiço de tantas mulheres. Uma delas servia a um dos meus companheiros de arma.

—Fique aqui. Eu irei e trarei seu amigo em segurança.

—Eu posso lutar.

—Não da forma que está. Será derrotado se resolver lutar tão debilitado.

—Você também está. Está andando com dificuldade e usou muito do seu cosmo. Posso ver o cansaço no seu rosto.

Afrodite não soube dizer o quando aquelas raízes apareceram e muito menos o porque não conseguia se comunicar com elas e muito menos quebra-las. Apenas pode ver irritação naqueles olhos vermelhos tão opostos aos seus. Aquela mulher podia até está cansada, mas seu cosmo era formidável.

—Fique e descanse. Não sei de onde veio, mas dentro desse bosque está sobre minha proteção. Sou a rainha desse lugar, portanto me obedeça. -

Dizendo aquelas palavras, Odille lhe deus as costas e em uma nuvem emplumada se transformou em um cisne negro e saiu voando pela abertura que havia na parede do lado oposto do salão.

*~v~*

Helena estava assustada como não ficava a muito tempo. Via muitas companheiras chorando e algumas rezando. Tentava ajudar Maeve a acalma-las, mas sabia que apesar da mascara de serenidade da companheira, ela sentia o mesmo das outras.

Tiradas a força de seu lar e colocadas em uma especie de guerra. Ela nascida em Rodorio, sabia o que é crescer sobre o perigo iminente de ser envolvida nos assunto dos deuses. Para aquelas jovens ao seu redor, guerra eram algo distante e portanto a simples menção da palavra lhe provocavam horror.

—Como está se sentindo?

—Assustada. Já havia passado por algo assim, mas ainda assim não é algo para se sentir confortável.

—A senhorita Odille nós protegerá. Robhbart é poderoso, mas sabe que se fizer mal a nossa senhora, ele acabará sendo atingido também.

—Porque diz isso?

—Porque conforme Robhbart vai transformando mais mulheres em cisnes, sua magia cresce. Se algo acontecer a Odille, o mesmo acontecerá conosco e com ele também.

—Então não entendo o porque de tanto medo.

—Nosso medo é que se Odille morrer, todas nós continuaremos presas a maldição. Mas não é só isso, todas admiram nossa senhora e se preocupam com ela. Queríamos ser mais fortes para ajuda-la, mas somos apenas como pesos mortos que apenas observam os acontecimentos. -Maeve tentou esconder as lagrimas, mas Helena conseguiu avista-las antes que a jovem as secasse.

—Você assim como nossas companheiras podem não ajudar lutando, mas ajudam de outra forma. Vocês tem esperança e isso é algo poderoso. Essa é uma fonte de poder maior que qualquer arma. — Helena pegou as mãos da companheira tentando passar a segurança que tudo se resolveria.

*~v~*

Odille mal tocou o solo quando voltou a sua forma original. Por mais que não tivesse admitido para Afrodite, ela sabia que as palavras do cavaleiro estavam certas. Ela está cansada, mas isso não a impediria de cumprir sua promessa.

A jovem concentrou seu cosmo nas mãos fazendo com que suas unhas crescessem o suficiente para que pudesse cortar uma pequena faixa do braço, o suficiente para que escorresse parte de seu sangue. Sussurrando palavras em um idioma antigo, a rainha invocou os guardiões do bosque para proteger suas companheiras.

—Antigos guardiões dessa terra eu vos peço proteção. Ergam se e protejam aquelas ligadas a mim pela maldição do cisnes.

O solo se elevou, ganhando a forma de seres metade humanoides e metade animalesca. Quando um pequeno exercito se formou, Odille fez com que o ferimento em seu braço se fechasse.

—Vão e lutem por sua rainha.

Com um grito de guerra capaz de gelar o sangue de qualquer ser que ousasse desafiar aquele estranho exercito, eles partiram em uma nuvem de poeira.

—Sarid...Espero que esteja bem.

*~v~*

Milo foi o primeiro a sentir quando a terra sobre seus pés começou a tremer. Foi por pouco que não caiu em cima de uma daquelas criaturas que pareciam ter brotado da terra.

—O que diabos são essas coisas?

—Não sei, mas parecem querer nos impedir de continuar. -Saga tentou dar a volta no estranho ser mais conforme anda, a criatura o seguia com os olhos.

—Eu vou derruba-las…

—NÃO!

—AGULHA ESCARLATE!-Milo elevou seu cosmo disparando seu golpe de forma abrangente.

Antes que o cavaleiro pudesse se afastar o bastante do ser, o mesmo foi golpeado sendo atirado longe.

—OUTRA DIMENSÃO!

O espaço tempo tremulou na frente do geminiano o bastante para que atingisse apenas as duas criaturas e não o companheiro. Apesar disso tudo foi em vão. Por mais que elevasse seu cosmo, aquelas criaturas pareciam presas ao chão.

Os olhos em formato de fenda das criaturas se iluminaram em desafio. Milo que havia acabado de se levantar se posicionou ao lado do geminiano, esperando o próximo ataque.

—O que são essa coisa?

—Não sei dizer. Nunca havia visto algo parecido com essas coisas.

Com um rugido ambas criaturas investiram contra os cavaleiros. Os dourados usaram a velocidade para desviar dos golpes que viam de forma abrangente.

—Essas coisas não deviam ter essa velocidade. -Milo reclamou desviou de um dos ataques ficando emparelhado com Saga.

—Estão tentando nos cansar. EXPLOSÃO GALÁCTICA!!!-O golpe atingiu ambas criaturas as fazendo explodir em uma nuvem de terra e galhos secos.

—Não acredito que estávamos sendo atacados por isso?

O geminiano observava os restos daqueles seres com curiosidade. Seu sexto sentido lhe dizia que aquela luta fora fácil demais.

—Vamos continuar. Temos que encontrar os outros antes que seja tarde.

Quando o escorpiano se aproximou do companheiro o suficiente para trocar o ombro da armadura de gêmeos, o solo se elevou prendendo ambos guerreiros em uma especie de gaiola. Por mais que elevassem seus cosmo, a barreira era forte e quanto buracos se abrissem, mas rápido eles se fechavam.

Passou-se o que para ambos guerreiros pareceu uma hora, quando finalmente perderam os sentidos pelo cansaço e também pelo pouco oxigênio que havia naquela prisão rochosa.