Sob o Signo da Traição
7 Debaixo do Mesmo Signo
Notas iniciais
Apesar do silêncio mantido por todo o caminho até as ruínas do castelo, o clima entre Aiolia e Odille era bem diferente do que ambos tinham tido antes quando os dourados puseram seus pé ali. Por vezes o leonino a auxiliou a desviar de algumas raízes, atitude que antes seria impensável.
Quando ambos chegaram, se depararam com todos os dourados reunidos juntamente com Helena, Sarid e uma jovem mulher que Aiolia não conseguia lembrar se fazia parte da corte da jovem rainha ou não.
—Pensei que tivessem fugido para o Himalaia? -Milo disse com um sorriso maroto recebendo de volta uma cotovelada de Afrodite.
—Rothbart me atacou, mas Aiolia evitou o pior.
A expressão de horror atravessou o rosto de todos. Gehässig se moveu nos braços de Milo demonstrando incômodo que não passou despercebido pelo mesmo.
—Rainha, eu tomei a liberdade de trazer para cá Anelise. -Milo indicou a pequena jovem que estava com os braços ao redor de sua cintura. -Ela foi atacada por Rothbart, mas ele não conseguiu transformá-la.
Quando os olhos vermelhos de Odille pousaram sobre o morcego, Gehässig sentiu-se como alguém tivesse jogado sobre ele um balde de água fria. Havia um reconhecimento nos olhos vermelhos que o observavam que o fez o encolher contra o cavaleiro.
—Seja bem vinda Anelise. -Odille vez uma leve reverencia correspondida de forma desconjuntada pelo servo de Rothbart.
—”Ai ai ai.. Problemas sir… Gehässig prevê problemas”. -O morcego pensou enquanto observava a “filha” de seu mestre andar até um grandioso carvalho.
—Já preparei tudo para a viagem, minha senhora. -Sarid disse. -Quando desejar podemos partir.
—Antes de irmos, gostaria de conversar com sua protegida, Milo. -Odille disse fitando os olhos verdes do grego. -Ela precisa saber dos riscos se quiser nos acompanhar.
—Eu preferiria que ela ficasse junto a sua corte se isso for possível claro, majestade. -”Em segurança” não foi pronunciado, mas Gehässig conseguiu perceber aquelas palavras nas entrelinhas. Aquilo fez seu peito pesar. O cavaleiro estava sendo gentil com ele e trair sua confiança apesar do mesmo ser um inimigo de seu mestre parecia tão... Errado.
—Eu o entendo cavaleiro, mas acredito que nem minha corte é tão segura mais. Penso que ela corre mais risco ficando aqui do que nos acompanhando.
Por um momento Milo pensou em rebater, buscando tentar mudar a opinião da rainha, mas ao observar o rosto de seus companheiros viu que tal ato seria em vão.
—Poderia me acompanhar Anelise? -De forma temerosa Gehässig soltou-se de Milo e com um aceno positivo acompanhou a jovem rainha.
Conforme caminhava para dentro das ruínas do castelo, o morcego percebeu que o tempo que havia passado adormecido havia sido bem maior do que ele havia imaginado. Mesmo com sua memória duvidosa, ainda podia se recordar das belas tapeçarias que adornavam o caminho até a sala do trono, onde o rei Klaus e a rainha Mariele recebia seus súditos. Mesmo ele que havia adentrado aquele salão poucas vezes como humano e por menos vezes ainda como morcego duvidava que um dia todo aquele belo castelo cheio de luxo e pompa se transformaria no que seus olhos agora presenciava. No lugar daquelas obras primas havia apenas lodo e ruínas.
—Ainda continua junto a meu pai. É um servo fiel Gehässig. -Não havia raiva nas palavras da rainha. Apenas uma espécie de dor que o morcego não conseguia definir se era dela ou por causa dele.
—My lady. -Gehässig fez uma mesura. -Me alegra vê-la novamente, mesmo em tal posição.
—Apesar de sentir medo, continua sendo gentil com suas palavras. Não mudou nada ou quase nada. Não me recordo de você com essa aparência tão... Feminina.
—Sir, decidiu que eu devia ter essa aparência.
—Para enganar Milo e os outros, acredito.
—Sim, my lady. -Não era uma pergunta, mas mesmo assim o servo de Rothbart respondeu como fosse. Apesar de tudo, o sentimento de servidão a Odille não havia mudado e o fato de mentir para aqueles que para ele eram importantes o fazia se sentir sujo.
—Não precisa se curvar a mim. Não sou sua dona e muito menos sua mestra para tal ato. É um amigo que muito tempo não vejo.
—Não sou amigo de my lady. Sir mandou enganá-la e… — As lágrimas corriam no rosto de Gehässig. -My lady eu peço... Eu suplico sua piedade. Eu não desejo mal a senhorita.
—Mas o destino nos fez ficar de lados contrários. -Odillle se aproximou do morcego em forma de mulher. Gehässig se encontrava dividido entre sua lealdade e o que desejava de coração e por mais que ela deseja-se ajuda-lo, a rainha sabia que a decisão estava nas mãos do homem que agora se encontrava na sua frente.
—My lady é tão generosa…
—Não sou boa como pensa. Já fui má e agora vejo o quanto meus erros machucaram aqueles que deveria proteger. Chegará um momento que você deverá decidir com quem está sua lealdade. Quando esse dia chegar desejo imensamente que tome a decisão correta. — Com delicadeza Odille secou as lágrimas que o morcego havia derramado. -Até lá será bem vindo à minha corte.
—Mesmo sabendo que posso causar mal a você ou uma de suas damas de companhia?
—Seu coração é puro Gehässig. Você apenas não notou isso.
—Não, my lady. Eu não sou o que pensa ser. -A cadência suave dá risada de Odille, fez com que o morcego notasse o quanto a menina que corria ao seu redor quando tinha apenas sete anos havia crescido.
—Venha. Acredito que será melhor que Rothbart não descubra que sei do seu pequeno segredo.
—Obrigada, my lady. Muito obrigada.
Apesar de toda a dúvida e da dor que Gehässig acreditava que iria criar ficando ao lado de Odille, foi a primeira vez em séculos que se sentiu amado verdadeiramente. Ali enquanto andava lado a lado com a mulher no qual seus atos podia sugar a vida, ele se perguntava se devia ou não revelar aquilo que podia mudar o rumo de tudo. A marionete aos poucos criava vida própria.
*~v~ *
Nas profundezas do bosque, Rothbart observa seu reflexo no que havia restado de um espelho. Em torno do pescoço emplumado um colar de rubi se destacava. Aos olhos mortais apenas uma peça qualquer, para ele algo de grande valor.
—Em breve ela estará aqui. -Os olhos vermelhos pareciam brilhar pela crueldade contida neles.
Apesar de não admitir sentia falta de Gehässig. Aquelas ruínas pareciam ainda mais decadentes sem o morcego falante voando em seu entorno o pedido para ter calma.
—Minha marionete... Minha pequena marionete...Em breve você será tão descartável quanto Odille. Até lá me sirva fielmente.
Com uma risada sádica Rothbart se afastou de seu reflexo. Com gesto de mãos assumiu a forma oposta a sua. Os longos cabelos cobriam as costas desnudas como se fosse uma capa. O longo vestido branco formado de plumas se estendia até o chão se sobrepondo como se fosse um par de asas fechadas. Adornando delicadamente os cabelos, uma coroa de prata adornada com plumas formava a imagem de um cisne de asas abertas.
—Será que poderá ferir novamente aquela que es igual a tu Odille? -Os olhos azuis da jovem brilharam vermelhos antes de voltar ao normal. Com um sorriso cruel adornando os lábios tingidos de vermelho, o feiticeiro partiu.
*~v~ *
Helena assim como os demais esperava o retorno de Odille. Algo parecia não está certo e observando Sarid acreditava ainda mais naquela suposição. A jovem parecia incomodada ao observar o caminho por onde a rainha e Anelise seguiram.
—Se sente bem?- A serva de Áries perguntou baixinho tentando não chamar atenção dos demais para si.
—Estou. É apenas um pressentimento ruim. Não entendo o motivo para Odille ter decidido conversar com a Anelise em particular. Estamos todos entre amigos.
—Talvez haja um motivo para isso.
—Sim. Acredito nisso também. -Sarid pareceu pensativa antes de continuar a falar. -Temo o que Rothbart usará contra nós.
—Ele é tão poderoso assim?
—Não é do poder dele que tenho mais medo e sim dos meio que usa. Você ouviu Aiolia contar sobre o que aconteceu na clareira perto do lago. Rothbart não irá hesitar, usará os meios mais sujos para lutar. Lerá o coração de cada um de nós, verá nossas feridas mais profundas e tomará a forma de cada uma delas. Uma por uma.
—Será que conseguiremos quebrar essa maldição?
—Eu desejo do fundo do meu coração que sim, Helena.
*~v~ *
Sarid não era a única a está desconfiado da atitude de Odille. O sexto sentido de Afrodite lhe dizia que a conversa em particular não significava algo bom, mas fez o que pode para que suas desconfianças não chamassem a atenção de seus companheiros.
Quando a rainha retornou, Analise parecia mais calma. Por algum motivo aquilo alimentou ainda mais as suspeitas do cavaleiro que observava abertamente a jovem.
— Anelise irá conosco. Podemos parti. -Odille comunicou a notícia com uma calma superficial. Por dentro os sentimentos da rainha estavam agitados.
—Peço permissão para escolta-la. -O pisciano se ajoelhou na frente de Odille com o elmo da armadura debaixo do braço.
—Não entendo o porquê do pedido, mas o concedo. -Os olhos vermelhos da rainha brilharam brevemente ao captar a desconfiança do cavaleiro.
—Já que voi decidiram o que fazer andiamo logo com isso. Bene?-Máscara da Morte cortou qualquer menção há alguma pergunta tomando a dianteira do grupo.
—Sim. -Fechando os olhos Odille chamou os guardiões do bosque. O “gigante” pareceu feliz em obedecer ao chamado da rainha, pois com um grito de guerra o mesmo deu as costas a todos e seguiu em frente abrindo uma espécie de caminho por onde Odille seguiu com suas companheiras e com o dourados.
—Não sei o que está tentando fazer, mas lamento frustrar os seus planos rainha. -Afrodite disse baixinho.
—Estou fazendo o que acredito ser o certo. -Odille respondeu de maneira hesitante no início. -Há uma pessoa que...Ela está servindo de marionete para Rothbart como eu um dia fui.
Havia uma fúria nos olhos de Odille que não passou despercebido pelo cavaleiro. — Não deixarei que ele o destrua como tentou fazer comigo.
—Mesmo que isso possa destruir sua corte?- Havia assombramento na expressão da jovem a frente do dourado.
—Não permitirei isso… — Uma lágrima escapou lhe atravessando a face. -Por mais que me doa não permitirei que Rothbart chegue a esse ponto.
—Nem sempre conseguimos salvar tudo que amamos.. -Afrodite deixou suas palavras morrerem aos poucos.
—É verdade... Mas nem por isso me impediram de tentar.
Com aquelas palavras o silêncio entre a rainha e o cavaleiro se tornou presente. Ambos entendiam a dor dentro do outro. Eles haviam perdido aquilo que mais amavam e não puderam fazer nada evitar.
*~v~ *
O bosque parecia nunca ter fim. O terreno não ajudava muito, fazendo com que a caminhada se tornasse cansativa. Conforme se aproximavam mais do coração do bosque, a vegetação se tornava fechada impedindo com que a luz tocasse o solo. A água se agrupava em poças, tornando tudo semelhante a um grande pântano.
—É impressão minha ou está muito silenzioso?- Máscara da Morte perguntou quebrando o silêncio.
Um grito estridente seguiu a fala do italiano fazendo com que os dourados formassem uma espécie de barreira protetora ao redor das mulheres.
—Já disse como odeio seu time para esse tipo de coisa, carcamano?- Afrodite perguntou fazendo surgir uma rosa vermelha em sua mão.
—Dispenso seus comentários, peixe de aquário.
—Parem de conversar como duas lavadeiras. -Aiolia repreendeu.
—Pássaros ruins- O guardião do bosque disse baixinho colocando as mãos sobre a fronte.
— Pode ir. Estarei segura. -Odille disse aquelas palavras para tentar acalmar o “gigante” que parecia apavorado conforme figuras estranhas surgiram nos galhos das árvores ao redor deles.
—Rainha…
—Pode ir. Não precisa enfrenta-los. -Com um balançar de cabeça o guardião desapareceu, ao entender o que sua rainha desejava.
—Porque diabos o mandou embora?-Milo perguntou fazendo com que sua agulha brilhasse conforme elevava seu cosmo.
—Esses são servos de Rothbart. Feitos através dos espíritos que ainda não encontraram descanso. Mesmo um guardião como ele não possui poder suficiente para lutar contra esses seres.
Dois servos de Rothbart saltaram das árvores tocando o chão. Apesar serem semelhante à um homem adulto, ambos tinham penas cobrindo seus corpos de cima abaixo. Seus olhos eram vermelhos e no formato de fenda que davam a aparência de possuírem a cabeça de corvo. No lugar das unhas haviam garras que se encontravam estendidas prontas para um ataque.
—Nunca mais reclamo da minha barba. -O italiano disse com um sorriso irônico ao observar o rosto da criatura a poucos metros à frente.
—Criança. -Saga reclamou balançando a cabeça.
Com uma espécie de grito de guerra, as duas criaturas avançaram sobre os dourados fazendo com que seus companheiros que se encontravam sobre as árvores os seguissem.
Mu fez surgir uma muralha tentando impedir o avanço daqueles seres, mas foi em vão. Eles passaram por ela como se a mesma não existisse.
Aqueles cujas rosas de Afrodite acertavam, caiam no chão e em poucos instantes estavam de pé novamente avançando. Máscara da Morte era o único que parecia ter vantagem sobre os adversários. Suas ondas do inferno faziam com que aqueles seres desaparecessem assim que elas os tocavam.
Odille fez surgir uma espécie de redoma ao redor de Anelise, Helena e Sarid através de suas gavinhas, fazendo com que os “corvos” de Rothbart se chocassem com uma parede cujas garras não conseguiam quebrar. Além dessa proteção, a jovem projetou espécie de chicotes que protegiam a retaguarda dos cavaleiros.
Aiolia e Saga lutam lado a lado tentando impedir que a rainha sofresse algum ataque direto enquanto utilizava sua magia.
—Não podemos continuar assim. -Afrodite gritou enquanto se defendia de três daquelas criaturas com suas rosas piranhas.
—Agulha escarlate! -Milo atingiu em cheio um quarto corvo que quase atingiu o pisciano pelas costas. -Qual é o dessas coisas? Parecem querer nos atrasar.
—Percebeu isso só agora, aranha de parede?-Aiolia perguntou antes de ser lançado contra uma árvore por um chute no estômago.
—Vamos chutar o traseiro deles e acabar logo com isso. Ondas do Inferno! -O cosmo de Máscara da morte se espalhou pelo chão do bosque, mas ao invés dos servos de Rothbart desaparecerem, eles continuaram caminhando em frente. -Eu não entendo…
—Você usou cosmo demais Giovanni. — Saga disse aquilo tomando a dianteira do grupo. O chão tremeu conforme a abertura entre espaço e o tempo foi aberta. -OUTRA DIMENSÃO!
Conforme os servos do mago iam sendo atirados na dimensão criada pelo geminiano e desapareciam no espeço-tempo, uma escuridão deslizava das sombras e se envolvia ao redor dos tornozelos de Saga. Com um grito de agonia, o golpe se desfez conforme o sangue começou a escorrer por onde a escuridão passava. Os olhos verdes do grego brilharam em um tom avermelhado conforme seu cosmo crescia tentando evitar que ele fosse controlado. Aquela era uma batalha que transcendia o físico.
—O que diabos está acontecendo?- Perguntou um Aiolia meio cambaleante que se encontrava agora lado a lado de Odille. A luta entre os cavaleiros e os servos de Rothbart havia entrado em uma espécie de trégua, já que ambos os lados pareciam esperar o resultado do que estava acontecendo entre Saga..
—Rothbart. -Odille caminhou em direção ao geminiano que se encontrava de joelhos segurando a cabeça com as duas mãos.
Afrodite fez menção de impedir o avanço da jovem, mas Anelise colocou uma mão sobre a ombreira de sua armadura. A jovem estava livre da redoma de Odille.
—Magia contra magia. Assim deve ser no final.
—O que está dizendo? -O pisciano franziu a testa fechando os olhos em fendas.
Quando as mãos de Odille toram no metal dourado cosmo da jovem se fundiu ao do cavaleiro fazendo ambos se elevarem como se fossem um apenas. Seu cabelo se movia ao redor dela conforme sua magia libertava o cavaleiros das sombras que o dominavam.
Helena e Sarid sentiram uma espécie de brisa as rodear conforme uma espécie de fio brilhante surgiu ligando ambas a Odille.
—Nascemos sobre a estrela da traição, mas aqui juntos brilharemos debaixo do signo da lealdade e do amor.
A escuridão que pulsava de Saga se retorceu e padeceu como se estive agonizando. Os olhos do geminiano voltaram ao tom normal. Pela exaustão o corpo do dourado cedeu caindo para trás. Odille apesar do peso conseguiu amenizar a queda, pousando por fim a cabeça do cavaleiro em seu colo.
—Descanse. Você lutou muito bem. -Com um sorriso o grego fechou os olhos adormecendo em seguida.
Ninguém disse nada pelo que pareceu um longo tempo. Todos estavam chocados demais com o que tinha ocorrido até mesmo os servos de Rothbart.
—Apareça. Eu sei que está aí se divertindo ao ri dos seus próprio atos.
Uma risada soou fazendo novamente os cavaleiros se colocarem em posição defensiva.
—Nada mal. — Palmas soaram no meio da copa das árvores. -Ele tem um poder mental formidável. Seria muito útil do lado certo. É uma pena que a lealdade dele pertença a você.
—A lealdade dele está em sua deusa e não comigo. Ele é um amigo. Você não entende o que é isso. Usa aqueles que são fieis a você como marionetes.
O som de passos sobre a folhagem se fez cada vez mais próxima. Os servos do mago se colocaram lado a lado fazendo uma espécie de corredor.
A mulher que caminhou em meio aquelas criatura parecia uma boneca de porcelana e não um feiticeiro cruel. Em aparência era igual à Odille, mas o sorriso de escárnio que se desenhava sobre os lábios tingidos de vermelho e o vestido branco a tornavam o exato oposto à rainha dos cisnes.
—É o que pensa mesmo, mia cara irmã?
—Rothbart! –Odille disse assombrada ao ver a aparência do mago.
—Seja bem vinda de volta ao lar, minha querida filha. É um prazer revê-la — Uma risada cruel soou aos ouvidos daqueles que observavam parecia o prenúncio de trovões antes da tempestade. –Apesar de não acreditar que será um prazer me ver novamente.
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