Notas iniciais
ai vai o próximo :)

– Branwen, Davey, os nórdicos já devem ter atracado e suas irmãs logo voltarão. Sua vez de ir chegou... Atrasem-nos!

Pouco tempo depois, as elementais do fogo haviam ido à Bretanha, enquanto as da água voltaram de sua missão bem sucedida.

– Muito bem meninas! Bem... Agora me deixe explicar qual será a sua missão, Morgana.

– A minha missão, senhora?

– Sim. Você deve recuperar os poderes totais da Excalibur. Sem eles, seu irmão corre grande perigo.

– Mas a sagrada regalia está menos afiada por causa da magia de Avalon ter quase se perdido! A menos que restauremos a conexão, não poderíamos recuperar esse poder!

– Refiro-me ao poder que a sagrada regalia possuía quando a bainha que você fez estava com ela, o poder da invulnerabilidade.

– Entendo... Mas a bainha só estancava mais rapidamente as feridas do usuário, não era uma completa proteção.

– Claramente com materiais vindos diretamente do reino das fadas você poderá aumentar a magia da bainha!

– Isso seria perfeito! Onde encontro os materiais para começar?!

– O veludo molhado, o couro do gamo-rei, os fios de ouro, agulha e as bases de prata e bronze já estão à sua disposição na sala do trono, mas você precisa de mais uma coisa se quiser que sua bainha fique mais poderosa...

– E o que seria?

– Nas montanhas mais distantes do nosso reino, próximo às fronteiras, existem as rosas das sagradas existências, que, como você bem sabe, são capazes de curar qualquer ferimento. Pegue algumas daquelas rosas, elas são de um branco puríssimo e possuem hastes negras. Faça um elixir concentrado e encharque a bainha já pronta e encantada. Quando Artur pegá-la ele deve guardar a Excalibur nela depois de ter se cortado com a sagrada regalia. O sangue dele entrará em contato com a bainha e o feitiço estará selado, além de protegê-lo ela será unicamente dele. – ela fez uma pausa, virando-se para as outras elementais: – Ana e Anjana, acompanhem Morgana nessa missão. O dragão que protege as rosas não gostará das suas presenças. Áurea e Aril devem ir à Bretanha para restaurar a conexão com Avalon, diminuindo as brumas ao estado anterior. Avisem também às sacerdotisas da ilha que a Dama do Lago está chegando, e que se preparem para executar magia.

Todas acolheram as ordens da Rainha das Fadas e Guínevere foi deixada a sós com a soberana para começar seu treinamento.

Guínevere estava pálida, claramente assustada com o que viria a seguir.

Rapidamente Eda guiou Guínevere até o bosque sagrado para ensinar-lhe tudo o que uma sacerdotisa da Deusa deveria saber. Era claro que a mais católica das Rainhas estava aceitando melhor a antiga sabedoria, mais como os primeiros cristãos que habitavam essas ilhas e menos como os padres romanos que chegaram depois do muro de Adriano ser erguido.

A Grande Rainha foi versada nas artes curativas e no conhecimento das ervas e dos sortilégios, além de conhecer melhor sobre a Deusa e o Galhudo. Normalmente, o treinamento duraria de seis a oito anos, mas Guínevere estava sendo instruída pela Rainha das Fadas e ela era sua única aluna no momento, o que tornava o ensino mais rápido. O encantamento sobre o tempo naquelas terras também ajudava bastante as duas, de modo que Guínevere conseguiu aprender bastante rápido.

À luz do que parecia um minuto na Bretanha, passaram-se alguns meses no país das fadas. Guínevere já dispunha de conhecimentos medianos em tratamentos médicos, capacidade de reconhecer e usar grande parte das plantas utilizadas, tanto para rituais, quanto para fins medicinais. Além disso, sua oratória e habilidades com a música estavam melhorando gradativamente, além de sua instrução de certo modo elevada quanto às artes e sortilégios.

De fato, a maioria das sacerdotisas que viviam na ilha possuíam conhecimentos mais elevados em relação à Guínevere, mas nenhuma delas tinha aprendido de forma tão rápida e natural. Isso sem levar em consideração o fato de que todas as sacerdotisas de formação até agora sempre nascerem em famílias do antigo povo e nunca nem sequer em sonho de uma família cristã, até mesmo dos antigos cristãos que respeitavam as artes nativas.

Eda estava ciente de que precisava de um pouco mais de prática com Guínevere, mas Morgana ainda não havia chegado de sua missão, então ainda teria tempo.

A tarde estava suave como se fosse uma flor de primavera. Ainda que fosse inverno no resto dos países o clima sempre constante do país das fadas fazia Guínevere relaxar. Já estava totalmente acostumada com os costumes do antigo povo. Conhecia melhor a Deusa e sabia agora que ela esteve sempre a seu lado e que não precisaria mais ter medo de punições no além-vida.

Suas habilidades estavam se desenvolvendo muito bem e logo ela estaria tão boa quanto Morgana. Esperava a duquesa ansiosamente já estava na hora de voltar e acabar logo com essa guerra.

Áurea e Aril haviam chegado na Bretanha e começado os encantamentos para acessar o caminho sagrado, utilizando os poderes do vento para afastar as brumas sagradas e revelar Avalon.

Sentiam que os nórdicos e os bretões estavam por se enfrentar no litoral, mas não deviam se preocupar com isso. Não agora.

*****

Arthur liderava seu exército junto a Gawain e Tristão. Estavam próximos da batalha, porém, o grande Rei não parava de pensar no risco que Rainha e a duquesa estavam correndo. Mesmo com Lancelot, as chances de vencerem um regimento nórdico eram praticamente nulas... Ainda não cessara o inverno bretão...