Sob minha Pele

32 Capítulo Trinta e Um


Notas iniciais
Boa leitura ♥

— Capitulo Trinta e Um —

— Bella —

Ele me amava, Edward me amava.

Aquilo era surreal, era bom, mas ainda assim surreal.

Eu estava paralisada, sem saber como reagir diante o que ele tinha acabado de dizer para mim. Quer dizer, eu sabia que devia falar o mesmo, mas não conseguia. Com certeza o amava também, era inexplicável como o sentimento tinha nascido tão rápido, mas estava lá.

O problema era o medo de dizer as três palavras de volta, eu o amava, mas não conseguia externar. Tinha sido daquele jeito com minha própria mãe, não? Segurei as palavras, impedi-me de deixar Renée saber que eu a amava também.

Quando Edward e eu estivemos em Coney Island, quando quase falei eu tinha me interrompido pensando que o assustaria. A verdade era outra, eu não tinha falado por não querer me assustar, porque não sabia lidar com aquilo. Cresci escondendo o amor que sentia por mamãe, com medo de me machucar por tudo que ela fazia e estava com medo de me machucar com Edward também, mesmo que meu lado racional soubesse que ele nunca me machucaria, de qualquer maneira que fosse.

Aos poucos abri os olhos, deparando-me com o olhar hesitante de Edward sobre mim. Ele pressionava seus lábios, parecendo impedir-se de falar qualquer outra coisa.

Só três palavras, eu tinha de falar, eram só três palavras.

Eu te amo.

Por que era tão difícil dizer? Eu as repetia em minha mente, só que fazê-las saírem por meus lábios parecia uma missão impossível.

Meu coração batia tão forte, mais forte ainda que o de Edward que já estava disparado. Parecia que eu teria um ataque cardíaco a qualquer momento, o que realmente me assustou. Vovô tinha problemas cardíacos e mamãe tinha tido uma parada, a ideia de ter algo estava mais perto de mim do que gostaria.

Vamos lá, eu conseguiria, Edward precisava ouvir de volta. Três palavras, ou duas se eu economizasse e dissesse só um amo você, a questão é que ele precisava saber que o sentimento era retribuído.

Os lábios de Edward se separaram, ele falaria algo, antes de mim. Era inaceitável, eu era mesmo uma imbecil que nem conseguia dizer o que devia, o que sentia.

— Bel...— Edward se calou, quando ouvimos o som do meu celular tocando. — É melhor você atender, pode ser algo sobre sua mãe. — Ele me tirou de cima de seu colo, odiei a distância sendo colocada entre nós dois e me odiei ainda mais por aquilo ser minha culpa, por que eu não era menos idiota e falava que o amava também? Mas, o aperto em meu peito era torturante, eu estava mesmo preocupada com aquilo.

Peguei o celular que estava na mesinha, junto ao meu material de desenho, fazia muito tempo que não conseguia me concentrar e desenhar, mas Hamptons mudou aquilo. Só não mudou o que mais importava, o bloqueio emocional que eu tinha para expressar meus sentimentos.

A ligação era de vovô, o que me fez atender rapidamente. Eu esperava que ele estivesse bem em Manhattan sem mim, sozinho naquele grande apartamento. Estava preocupada com sua saúde, com ele se desgastando tanto com o trabalho, estava viajando muito nos últimos meses, fora todos os problemas que ele tinha de enfrentar em casa com mamãe e comigo.

— Oi, vovô — falei ao atender, vendo uma careta no rosto de Edward, mas não pude ver sua face por muito tempo, já que ele seguiu pela ponte do deck até a praia.

— Olá, minha garota preferida! — vovô me saudou, soando triste.

— O senhor está bem? — perguntei, apreensiva com seu tom de voz. Edward já estava na areia, ele tirou sua regata, a jogando no chão e caminhou em seus shorts até a água, mergulhando.

— Estou — vovô claramente mentiu.

— Não, não está, o que aconteceu? — insisti com vovô, enquanto via Edward nadando no mar noturno.

— Nada, querida, apenas estou com muitas saudades suas. — Ele suspirou. — Esse apartamento é tão grande e fica tão vazio sem minha garota aqui. — Como imaginei, deixá-lo sozinho não estava lhe fazendo bem.

— Eu me sinto mal por isso, vovô — lamentei, sentindo as lágrimas em meus olhos. Não só por ter deixado vovô sozinho, no meio do caos que nossa família estava passando, mas por não conseguir expressar meus sentimentos por e para Edward.

Eu era fodida, minha mente era fodida. Aquilo tudo era culpa de Caius, que tinha largado a filha pra trás, que não se importava verdadeiramente comigo. E, por mais que fosse cruel dizer, culpa de Renée também. Se ela não tivesse se entregado aos seus vícios, se tivesse sido melhor para mim eu não teria ficado tão...quebrada.

— Tudo bem, quem liga para um velho quando se pode estar em Hamptons divertindo-se com os jovens, não é? — ele falou, suspirando. — Eu sinto que estou lhe perdendo, você tem andado tão distante.

— O quê? Não, vovô, claro que não! — exclamei. — Não está me perdendo, entendeu? Nunca vai me perder, eu sempre estarei ao seu lado, vovô.

— Sempre?

— Sempre! — afirmei. — Você é meu avô, nunca o abandonaria.

Eu o amava, como poderia abandoná-lo? Além do mais, tinha esperança de que tudo se acalmasse para a gente. Renée sairia do hospital, vovô e ela se entenderiam e teria Edward sendo aceito como meu namorado.

Eu tive receio sobre o que Phill tinha dito a respeito de vovô não ter gostado dele ter namorado mamãe no passado, mas depois da palhaçada que o Dwyer tinha aprontado com a The Dragons eu desenvolvi a teoria que vovô não gostava dele por o produtor ser um idiota, não por ter menos dinheiro que minha família. Vovô conheceria Edward, então veria que ele era um cara incrível para mim e apoiaria nosso namoro, isso era tudo.

— Tem certeza de que não está se afastando de mim, Isabella? Quase perdi sua mãe, não saberia lidar em te perder. Você é tudo para mim, a pessoa em minha mente vinte e quatro horas por dia, eu não saberia viver se você me deixasse. — Ele parecia estar chorando, o que me deixou ainda pior. Talvez a ideia de ir para Hamptons tivesse sido um grande erro, eu deveria ter ficado com meu avô, ele claramente estava precisando de mim.

— Vovô, tem certeza que está mesmo bem? Se estiver sentindo qualquer coisa eu posso voltar para casa agora mesmo, em duas horas chego ai, menos se dirigir com mais velocidade.

— Não, fique em Hamptons, Isabella — falou. — Divirta-se, eu ainda estarei aqui quando você voltar, só alguns dias mais velho. — Ele forçou uma risada. — Você está se divertindo, não?

— Sim, o dia foi bom.

Muito bom, tirando a parte que eu fui uma vaca preconceituosa na frente de todos e aquele momento que não consegui devolver o eu te amo para Edward.

— Fico feliz que esteja se divertindo, mas volte na quarta sem falta, não conseguiria passar mais do que isso longe de você.

— Eu voltarei, vovô, não se preocupe. — Olhei novamente para Edward, ele tinha parado de nadar, estava de costas para mim, suas mãos espalhavam água para todo lado e seu olhar estava concentrado no mar abaixo de si. — Preciso desligar agora, tudo bem?

— Não, por mim passaria o resto da noite falando com você, mas vá fazer o que tem de fazer. Não se esqueça, amo você, é minha garota preferida.

— Eu também te amo, vovô.

Precisava dizer a Edward, eu precisava.

— Cuide-se, Isabella, não faça nada que se arrependa.

— Pode deixar, eu me comportarei como uma princesa.

— É o que você é. — Sua voz pareceu mais animada ali, eu podia apostar que estava sorrindo. — Todos os outros são nossos súditos, nós somos a realeza.

Eu me calei, já tinha ouvido vovô proferir frases semelhantes antes, só que daquela vez o teor dela me incomodou. Fez com que eu pensasse no que tinha dito sobre a cozinheira dos Cullen aquela manhã, o que Alice e depois Edward me fizeram perceber que foi muito errado de se dizer.

— Vovô... — Eu me calei quando ouvi o som da campainha do nosso apartamento soar do outro lado da linha. — Você está recebendo visita a essa hora? — perguntei confusa, sabendo que já passava da meia noite.

— Negócios, Isabella, negócios — ele falou. — Agora sou eu quem tem de desligar, comporte-se. — Sequer tive tempo de falar qualquer outra coisa, vovô já tinha finalizado a ligação.

Negócios durante a madrugada? Vovô estava se matando de tanto trabalhar! Ele precisava colocar o pé no freio, sua saúde já estava comprometida, não tinha de passar por mais estresse.

Nós dois teríamos uma séria conversa quando eu voltasse para New York, querendo ou não ele iria começar a reduzir o trabalho. Os outros diretores da Organização Higginbotham poderiam tocar os negócios, eu só queria ver meu avô firme e forte.

Porém, antes de conversar com vovô precisava conversar com Edward. Meu namorado continuava na água, tinha voltado a nadar.

Joguei meu celular de lado, enchendo-me de coragem, eu falaria. Eu tinha de falar, passei anos me proibindo de expressar o que sentia, estava na hora de acabar com aquilo.

Arranquei a saída de praia que usava, ficando apenas em meu biquíni azul, caminhando em direção ao mar. A água estava quente, o que foi um agrado. Eu não era muito fã de praia, mas gostava de Hamptons, nossa casa ali nem era tão longe da dos Cullen.

— Edward? — o chamei, mas ele me ignorou. — Edward? — insisti, mas nada. — Edward! — gritei contra o silêncio da noite.

Ele parou, olhando-me por fim.

— Oi, Isabella.

Já estava tão acostumada com ele me chamando de Bonequinha que meu próprio nome parecia errado.

— E-Eu — gaguejei.

— Tudo bem, não precisa falar nada, já entendi o que está acontecendo aqui — resmungou.

— O que está acontecendo aqui? — indaguei, irritando-me com seu tom de voz.

— Vou sair. — Edward se moveu na água, passando ao meu lado para deixar o mar.

Agarrei seu braço, o fazendo parar de tentar ir para longe.

Seu olhar voltou a repousar sobre mim, seu maldito olhar intenso. Era parte do pacote que me fez ficar fascinada por Edward Masen, o vocalista e guitarrista da The Dragons, desde aquela primeira noite quando nossos caminhos se cruzaram.

Eu o amava, eu precisava falar. Edward não podia ficar pensando coisas erradas, precisava que ele confiasse em mim, não o contrário.

— Bella? — ele me chamou, depois de um tempo de total silêncio entre nós dois.

Nós, erámos um nós.

Tirei minha mão de seu braço, levando-a até seu coração. Sobre sua pele a tatuagem de engrenagens, bem a cima de seu coração que batia contra a palma da minha mão em um ritmo parecido com as músicas que Edward tocava e cantava.

Era tão bom sentir Edward, era tão bom sentir algo por ele.

— Eu te amo — falei, as palavras não doeram.

Eu podia amar, Caius tinha sido um péssimo pai, Renée tinha errado muito, mas ainda era possível desfrutar do amor. Tive vovô, estava me reconciliando com Renée e tinha Edward.

O amor existia, eu acreditava nele.

— Você me ama? — Edward perguntou hesitante.

— Eu amo — confirmei, ele suspirou, tocando em minha mão sobre seu peito.

Não esperei mais um segundo, puxado Edward para um beijo. Seus lábios foram urgentes, assim como os meus. Ele me apertou contra si, como se eu pudesse ser levada pelas ondas a qualquer momento.

Guardei aquele momento especial em um lugar seguro da minha mente, não queria perder a lembrança daquele instante. Eu amava Edward, queria lembrar-me do momento que disse aquilo pela primeira vez para sempre.

— Pensei que você ia me dar o fora — Edward falou, soando aliviado, quando precisamos interromper o beijo para conseguir um pouco de ar, mas nossos corpos continuaram unidos em meio à água do mar.

— O quê? Por quê? — Abri os olhos, bem a tempo de ver Edward abrir os seus.

— Por eu estar apressando tudo, dizendo que te amo. — Ele suspirou, parecendo culpado. — Eu já tinha apressado o namoro quando me intitulei seu namorado sem um pedido, agora isso, realmente pensei que você ia me achar um babaca e me mandar para longe. — Edward beijou meus lábios rapidamente. — Não consigo lidar com a ideia de não tê-la mais perto, Bonequinha. É um pesadelo imaginar isso, olha que eu entendo de pesadelos muito bem.

— Você não vai me perder, Garoto do Brooklyn. — Levei uma mão ao seu rosto, afagando sua pele molhada. — Nunca, ouviu? Somos um nós, se lembra? — Sorri triunfantemente. — Nada, muito menos ninguém será capaz de nos separar.

Edward assentiu, voltando a me beijar. Entretanto, eu voltei a interromper o beijo para dizer:

— Te amo, eu realmente te amo. — Edward sorriu, levando uma mão até minha bochecha, a afagando carinhosamente.

— Amo você também, Bonequinha.

— Agora você pode voltar a me beijar. — Ele riu, antes de retomar nosso beijo.

Edward puxou minhas pernas, fazendo com que eu as colocasse ao redor do seu corpo. Uma de suas mãos se fixou na base das minhas costas, enquanto a outra subia até o nó da parte de cima do meu biquíni tomara que caia.

— Posso? — ele perguntou, deixando meus lábios.

Sabia que ninguém apareceria ali naquele instante, dessa forma concordei.

— Pode sim. — Eu já estava gemendo aquela altura, só com a ideia de ter algo sexual em público, mesmo sem ninguém vendo, com Edward.

Em um movimento único Edward fez com que o nó desatasse, ele me lançou um sorriso orgulhoso por aquilo, claramente se gabando por seu ato. Homens, tão fáceis.

— O que você vai fazer agora? — o indaguei, deixando-o tirar o biquíni totalmente do meu corpo.

— Amar você. — A resposta dele me fez sorrir, eu esperava algo depravado, mas gostei daquilo. Muito!

Porém, eu ainda queria algo depravado.

— E me foder? Você também vai?

Edward sorriu maliciosamente, ainda com a parte de cima do meu biquíni em mão ele levou seus lábios aos meus seios nus, que estavam fora da água. Arfei com seus beijos em minha pele, ainda mais quando ele deixou os beijos para lá, no lugar disso mordiscando meu mamilo.

— Eu com certeza vou te foder, Bonequinha.

Praticamente ronronei em resposta, segurando na cabeça de Edward, mantendo-o entre meus seios.

— Você quer que eu te foda? — Eu o vi soltar meu biquíni na água, mas não pude me importar menos com a peça que seria perdida no mar, compraria milhares depois.

— Quero sim. — Rebolei em seu colo, já sentindo seu pau ganhar vida ali. — Me fode, por favor — implorei, gemendo baixinho quando ele subiu seus beijos para minha garganta.

— Vem, vamos pro quarto.

Edward rapidamente, ainda comigo em seu colo, nos tirou da água. Mas, eu estava mesmo entusiasmada com a ideia de sexo ali, ao ar livre.

— Espera. — Sai do seu colo, pulando para a areia.

Areia era uma inimiga, mas nós poderíamos fazer algumas coisinhas e lidar com o incomodo dela.

— O que foi? — perguntou, seus lábios tremiam um pouco por conta do frio que enfrentamos ao deixar o mar.

— Eu quero tentar algo — falei, antes de beijá-lo, procurando esquentá-lo.

Enquanto eu tinha minha boca na sua, deixei minhas mãos percorrem seu peito e barriga nus, chegando ao cós de seu short, começando a empurrá-lo para baixo, meu namorado conseguiu o chutar para longe de si. Como eu já bem sabia, Edward estava ficando duro, no momento que toquei em seu pau ele mordeu meu lábio, gemendo em meio ao nosso beijo.

— Bonequinha, alguém pode aparecer.

— Ninguém vai aparecer — garanti, umedecendo minha mão, levando-a até seu pau novamente. — Relaxa, deixe-me cuidar de você.

— Porra, sim! — exclamou, talvez em concordância com que eu tinha dito, por prazer, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

— Você gosta assim? — perguntei, continuando a masturbá-lo, aumentando a velocidade da minha mão em seu pau. Edward mantinha seus olhos fechados, a cabeça inclinada levemente para a frente, seus lábios comprimidos em uma linha fina, mas que se entreabriram para me dar uma resposta.

— Eu gosto, você sabe muito bem o que fazer.

Sorri vitoriosamente ao ouvir aquilo, mesmo que ele não pudesse me ver naquele momento. Antes que eu ocupasse minha boca com o resto do seu corpo, puxei Edward para um beijo, o que ele prontamente retribuiu, ele tinha gosto de Caipirinha, a bebida que todos tinham provado aquela noite. Eu odiava álcool, mas em Edward era algo mínimo, ele era maravilhoso de qualquer forma.

Edward agarrou minha nuca com uma mão, impedindo-me de soltá-lo, prolongando nosso beijo, deixando sua língua invadir minha boca como ele fazia quando estava me chupando. Eu estava queimando, estávamos no verão, mas eu tinha certeza de que o calor no meu corpo não era proveniente da estação, sim pelo o que estávamos fazendo na areia da praia privativa dos Cullen.

Quanto mais Edward explorava minha boca com sua língua, mais eu o masturbava, ele já estava completamente duro na minha mão, pulsando. Eu tinha acabado de deixar a água, porém sabia que o fato de estar molhada não era culpa do mar também, queria foder com Edward ali mesmo e aplacar o meu e o seu desejo, mas a ideia de ficar rolando na areia parecia terrível.

— Não — Edward reclamou quando interrompi nosso beijo.

— Eu preciso da minha boca para outros fins — afirmei, Edward deu um sorrisinho pequeno, mas me beijou outra vez antes de me soltar novamente.

— Chupa meu pau.

— Você sabe exatamente o que dizer. — Me estiquei na ponta dos pés para beijar seu pescoço, tomando cuidado para não marcá-lo, ele já tinha reclamado daquilo antes, só que era difícil demais pegar leve com ele, eu o queria forte, duro, intenso.

Fui descendo meus beijos por seu corpo, sem nunca parar de masturbar Edward, os seus gemidos escapavam por seus lábios. Ele tinha uma mão em meus cabelos, enquanto eu ia descendo minha boca por ele, o tomando para mim, só para mim.

Edward era meu, o meu Garoto do Brooklyn. Ele me amava, eu o amava. Nós seriamos eternos, dali a mil anos o mundo ainda falaria sobre a gente.

— Porra, Bella — Edward rosnou quando cheguei a sua barriga, eu estava ajoelhada na areia, beijando e mordiscando sua pele. Ele tinha gosto de sal, graças ao mar, mas era delicioso e exótico, até mesmo erótico, afrodisíaco, como se estivéssemos presos em uma ilha deserta só nossa. — Vai, me chupa — implorou ansioso, sua mão em minha cabeça, que já tinha enrolado meus cabelos em seu punho, a conduziu mais para baixo, onde seu pau duro esperava por mim.

O abocanhei de uma só vez, o gemido de Edward foi alto cortando o extremo silêncio que assolava o lugar. Eu o levei até o máximo que pude em minha garganta, sentindo o aperto de sua mão em meus cabelos aumentar, enquanto ele me ajudava com aquilo, empurrando minha cabeça mais para eu o tomar o máximo dele.

— Isso, Bonequinha, assim mesmo — ele clamou, no momento que lentamente comecei a tirá-lo da minha boca, o chupando até soltar seu pau por completo.

Olhei para cima, lambendo meus lábios, lançando para meu namorado um sorrisinho travesso. Edward tinha os olhos abertos, seu olhar fixo sobre mim, ele tornou a guiar minha cabeça para seu pau, fazendo com que eu o colocasse na boca novamente.

— Não para, eu quero gozar na sua boca.

Deixei minhas mãos voltarem ao trabalho, uma em suas bolas, outra em seu pau necessitado, unindo-a a minha boca. Os gemidos de Edward tornaram-se ainda mais frequente, por um instante ele quase soltou meus cabelos, mas continuou mantendo o aperto.

Seu quadril se movia, fazendo com que ele fodesse minha boca como fodia minha boceta. Seu pau entrando e saindo em um ritmo rápido dos meus lábios, até ele se frear um pouco e deixar apenas com que eu o lambesse e o chupasse, antes de voltar a foder e parar novamente.

Eu me concentrei ao máximo nele, mas também precisava de um pouco de alivio. Sendo assim, infiltrei os dedos de uma mão para o interior do meu biquíni, meu clitóris já estava inchado de desejo, assim como minha boceta molhada por excitação.

Deslizei dois dedos para meu interior, enquanto deixava o polegar dar atenção ao meu ponto de prazer que implorava por aquilo. Me tocar fez com que gemesse no pau de Edward, meu olhar se voltou para cima no mesmo instante, o deixando ver meu deleite em meus olhos.

— Você está se tocando, Isabella? — indagou com a voz enrouquecida.

Assenti, ainda com seu pau na boca, chupando e lambendo a cabeça já molhada pelo pré gozo.

— Puta que pariu, Bella. — Edward segurou seu pau com a mão livre, o tirando da minha boca. — Imagine que é meu pau entrando na sua boceta apertadinha, Bonequinha. — Aos poucos ele foi o recolocando na minha boca. — Bem devagar.

Diminui o ritmo dos meus dedos, seguindo o ritmo do pau dele.

— Sente meu pau se enterrando dentro de você, grosso, grande. — Tão convencido, mas ele estava certo em tudo. — E você é tão apertada, tão quente, Bonequinha. — Seu pau estava por inteiro na minha boca, o que não era fácil devido ao seu tamanho, mas Edward parou quando entrou por completo, assim como meus dedos em minha boceta que acompanhavam seus movimentos. — Devagar — lembrou, antes de começar a se mover, lentamente.

Ele voltou a foder minha boca, enquanto eu fodia minha boceta com meus próprios dedos, desejando que fossem os dele ali, ou seu pau.

— Geme, Bonequinha — Edward ordenou. — Quero ouvir você gemer no meu pau.

Gemi, sentindo meu corpo todo estremecendo.

— Eu vou mais rápido agora, certo? Preciso gozar.

Excelente, eu também precisava, rápido.

— Abre bem a boca — Edward orientou, abri ainda mais, o acomodando melhor. — Lembra quando eu te comi mais cedo contra a porta do banheiro?

Porra, sim!

— Você estava tão molhada, está molhada da mesma forma agora, não é?

Assenti outra vez com seu pau em minha boca, sem ter como falar.

— Excelente, você estava tão molhada que meu pau deslizou por sua boceta com tanta facilidade.

Eu gemi mais uma vez, suas palavras me enlouquecendo de tesão. Ele continuava se movendo devagar na minha boca, quase parando.

— Eu vou foder sua boca como fodi sua boceta, enquanto isso você vai usar seus dedos e imaginar que é meu pau, Bonequinha. Depois disso, eu vou te levar para dentro e te comer contra aquela porta de novo.

Puta merda, Edward ia me matar!

— Pronta?

Acenei positivamente com a cabeça em resposta.

Apenas o sorriso de Edward fez com que eu gemesse, era pura malicia. Ele tirou seu pau da minha boca, como eu tirei meus dedos da minha boceta, imitando seus movimentos. Uma sensação de solidão me assolou com aquilo, mas então Edward voltou a colocar seu pau na minha boca, como prometido com rapidez.

Seus movimentos eram praticamente impossíveis de reproduzir com meus dedos, nem de longe seria a mesma coisa. Seu pau entrava e saia da minha boca, sua mão em meus cabelos ajudava a mover minha cabeça no seu ritmo.

Eu gemia, Edward gemia. Meu corpo mais quente do que antes, aquilo era muito bom, eu me sentia errada fazendo aquilo no meio da praia, só que ao mesmo tempo amava o que estava fazendo, era tão arriscado quanto delicioso.

— Eu vou gozar — Edward anunciou, depois de um tempo fodendo minha boca, enquanto eu me contentava com meus dedos. — Você vai engolir tudo, não é, senhorita?

Como resposta o levei mais fundo em minha garganta, o que fez Edward gemer alto. Esqueci de mim, focando no orgasmo dele, querendo fazê-lo vir de uma vez.

Aconteceu logo em seguida, o ouvi suspirar, enquanto se derramava em minha boca. Sua porra me invadindo, eu a engoli, querendo tudo de Edward.

— Isso, engole tudo — falou. — Não sabe o quão fodidamente sexy fica assim, Bonequinha — sua voz era ainda mais rouca e instável do que antes, Edward tirou seu pau da minha boca, espalhando o resto de sua porra por meus lábios com ele.

— Eu tenho uma ideia — respondi, lambendo meus lábios.

Edward gemeu, ainda passando seu pau em mim.

— Você não gozou — concluiu.

— Eu queria que você viesse primeiro. Mas, agora você pode resolver isso, não?

Mal tinha terminado de falar e Edward se ajoelhou a minha frente, ele ergueu bem meu corpo, deixando-me completamente ereta sobre meus joelhos. Se inclinou para beijar meus seios, segurando no meio das minhas costas com uma mão, levando a outra para meu biquíni o afastando bem até tocar na minha boceta.

— Bella — gemeu contra minha pele fervendo. — Tão molhada.

— Por você — ronronei de volta.

— Tão quente. — Seus dedos continuavam me provocando entre meus lábios, abrindo espaço para a entrada da minha boceta. — Você me quer aqui? — perguntou, colocando a pontinha de dois de seus dedos no interior da minha boceta.

— Quero.

— Muito?

— Desesperadamente. — Senti Edward sorrir em meus seios, mas antes de seus dedos me penetrarem de vez, ele ergueu seu rosto. Os lábios dele cobriram os meus, um beijo calmo, nada comparado ao ritmo que ele empregou ao investir seus dedos em minha boceta.

Por sorte eu o tinha segurando em minhas costas, aquilo me manteve ajoelhada, ou eu era capaz de me deixar cair deitada na areia. Mordi seu lábio em meio ao beijo, sentindo gosto de sangue. Mas, Edward não reclamou, o que me garantiu que estava tudo bem e continuamos o beijo.

Eu me entreguei a ele, deixando seus dedos fazerem maravilha na minha boceta e seu polegar em meu clitóris. Meu rosto acabou em seu ombro, depois do nosso beijo.

Edward me deixou ali, sentindo seu cheiro misturado ao do mar, gemendo incontrolavelmente pelo o que fazia comigo. Eu depositava pequenos beijos e mordidas na pele de seu ombro, sem conseguir ir muito além, pois estava totalmente em êxtase pelo resto.

Tão bom, era tão bom.

— Rebola — Edward mandou, levando sua mão das minhas costas para meu quadril, ajudando-me a rebolar em seus dedos.

Aquilo arrancou um grito de mim, eu estava muito perto.

— Vem, Bonequinha — Edward falou em meu ouvido. — Goza meu nome.

— Ed-Edward.

— Isso, você está perto, eu posso sentir. — A mão no meu quadril me segurava com força, mas temi desabar quando gozasse, de tão poderoso que o orgasmo se pronunciava ser.

— Eu amo você — falei, quase sem voz, beijando seu ombro.

— Amo você também — Edward beijou meus cabelos. — Agora se deixa vir, Bonequinha. — Eu já sentia meu corpo todo estremecido, minha boceta apertava com força os dedos de Edward. — Vem, Bella, vem pra mim, amor.

Oh, porra!

Sim, eu era seu amor.

— Edward!

Gozei com aquilo, um dos melhores orgasmos da minha vida e todos eles tinham sido com Edward. Acabei mordendo o ombro dele, o que com certeza lhe deixaria uma marca, ele também não pareceu se importar. Continuava com seus dedos na minha boceta melada, ainda metendo em mim e estimulando meu clitóris, fazendo com que meu orgasmo só demorasse mais para acabar.

— Hum, Edward. — Tirei meu rosto do seu ombro, ele tinha um sorriso doce nos lábios, eu podia apostar que minha expressão era a de alguém que estava em puro prazer.

Por fim ele tirou seus dedos de mim, levando-os até sua boca, os chupando.

— Eu adoro seu gosto — proferiu.

O beijei naquele instante, ainda podendo sentir meu gosto em sua boca. Nós nos apertamos um contra o outro, suas mãos nas minhas costas, as minhas nos seus cabelos ainda molhados e bagunçados, com certeza com certa cota de areia, assim como os meus. Eu a evitei tanto quanto pude, mas ela continuava sendo uma inimiga.

Aos poucos Edward e eu fomos nos soltando, o que me permitiu ver seu lábio inferior vermelho pela minha mordida que tinha lhe arrancado sangue.

— Essa noite foi incrível. — Toquei com cuidado em sua boca.

— Ainda não acabou — Edward beijou meus dedos.

Um largo sorriso tomou conta do meu rosto, eu o deixei me por de pé, já que ainda estava molhe pelo orgasmo. Edward me segurou contra ele, beijando minha testa e minha boca, para falar:

— Vamos para o quarto, Bonequinha, eu vou amá-la pelo resto da madrugada.

***

Acordei primeiro na manhã seguinte, eu estava cansada, mas Edward se movendo demais ao meu lado me despertou. Ele estava deitado de costas para mim, o que me permitia ter um bom olhar sobre sua tatuagem de dragão na parte de trás de seu corpo.

Não precisei de muito para deduzir que meu namorado estava sonhando, ou tendo um pesadelo. Ele já tinha dito quanto era assombrado por pesadelos. Principalmente aqueles com seu pai.

Era com ele que Edward estava sonhando? Ou era mais um pesadelo comigo? Ele tinha dito sobre aquele pesadelo, onde me deixou para trás.

Com cuidado coloquei uma mão em seu braço, afagando sua pele com gentileza, sem querer o assustar ainda mais. Beijei seu rosto, que estava contorcido em uma careta, ele parecia sofrer muito no pesadelo, o que me deixava muito mal de imaginar o que estava acontecendo.

— Edward, hora de acordar — o chamei suavemente.

Seu corpo tencionou ainda mais, uma de suas mãos segurava com força o lençol sobre a cama. Beijei mais uma vez seu rosto, sentindo uma lágrima em sua bochecha.

O que estava acontecendo naquele sonho? Eu odiava a ideia de Edward sofrendo.

— Ei, Garoto do Brooklyn, volte para mim — pedi aos sussurros. — Eu estou aqui com você, está tudo bem, acorde.

— Bella? — a voz de Edward saiu baixa e triste.

— Sim, sou eu.

Vi quando devagarzinho ele abriu seus olhos verdes, movendo sua cabeça para me olhar.

— Oi, Garoto do Brooklyn. — Sorri para ele, querendo que ele se sentisse melhor depois do pesadelo.

— Ei...Eu estava tendo um pesadelo — murmurou.

— Eu sei. — Beijei seus lábios rapidamente. — Você estava inquieto em seu sono. Sonhou com seu pai?

Ainda era surpreendente para mim o fato do pai de Edward ter trabalhado nos negócios da minha família, certo que eu sabia que ele tinha sido só um operário, mas será que meu avô não tinha o conhecido?

— Não, com minha mãe — Edward contou, ainda soando perdido. — Eu estou preocupado com ela — confessou.

— Por quê?

Ele inspirou fundo, esfregando a testa com uma mão.

— Eu não sei o que aconteceu, mas ela estava muito estranha na sexta-feira, depois de receber uma ligação misteriosa. — Edward engoliu em seco. — Aposto que o babaca do marido dela fez algo, mas ela não me conta, não sei como ajudá-la.

— Eu tenho certeza de que você só está se preocupando a toa, Edward.

— Não, não estou. — ele soltou uma risada sem humor. — Você não conhece o Richard, Bonequinha, ele é a pior pessoa do mundo.

Esfregou a testa novamente, soltando um gemido baixo que não parecia nada sobre prazer.

— Você está com dor de cabeça, né?

— Estou — confirmou, com a voz sofrida. — Acho que também bebi demais ontem de noite.

— Vamos fazer o seguinte, eu vou conseguir um remédio para sua dor, enquanto isso você vai ligar para sua mãe e se certificar de que ela e Clary estão bem, okay?

Edward sorriu para mim.

— Eu te amo — ele disse, afagando minha bochecha.

— Eu também. — Beijei sua testa, carinhosamente. — Faça o que eu disse, vou ver se Alice trouxe remédios consigo.

— Tudo bem — Edward concordou, me deixando sair da cama.

Eu me vesti com um roupão, deixando o quarto e cruzando até o fim do corredor para o quarto de Alice. Bati na porta, chamando por ela.

— Oi! — Alice abriu a porta, apenas o suficiente para que eu visse sua cabeça, seus cabelos estavam uma grande confusão, como se ela tivesse acabado de tomar um choque. Suas bochechas estavam bem vermelhas, seus lábios inchados.

— Ei! — Tentei espiar por cima da sua cabeça, mas ela não permitiu.

— O que você quer, Bella? Jasper está ama...Jasper está esperando por mim.

— Você amarrou o Jasper? — Eu gargalhei.

— Bella! — Alice corou mais ainda. — O que quer?

— Remédio para dor de cabeça. Você tem, né?

— É, tenho, é pra você?

— Não, Edward está de ressaca.

— Alice! — Jasper chamou por ela, sua voz parecia torturada, ele com certeza estava amarrado. — Vamos logo com isso!

— Vou buscar o remédio para você — Alice avisou, batendo a porta na minha cara antes de desaparecer no interior do seu quarto, quando voltou apenas enfiou a caixa do remédio na minha mão. — Some, Bella!

— Pode deixar.

Voltei imediatamente para o quarto que estava dividindo com Edward, ele estava na cama, rodando o celular em mãos, parecendo perdido em seus pensamentos. Mas, assim que me viu, o deixou de lado.

— Como sua mãe está? — perguntei, pegando uma garrafinha de água no frigobar do quarto. — E Clary?

Me aproximei da cama, entregando a água e o remédio para ele.

— Elas estão bem — respondeu. — Bom, pelo menos parecem estar, mas a minha mãe ainda está estranha, com o quer que seja que está atormentando a cabeça dela.

— Remédio! — Apontei para tudo em suas mãos, querendo que ele tomasse logo.

— Obrigado por cuidar de mim, Bonequinha — agradeceu antes de tomar o remédio e beber toda a água da garrafa, a largando no chão.

— Claro que vou cuidar de você, é meu namorado! — Sentei no seu colo.

Edward me beijou, lentamente, deixando com que nós dois aproveitássemos o beijo.

— O que vamos fazer hoje? Sem ser a ida à boate — ele disse depois do beijo.

— A gente eu não sei, mas Alice e Jasper estão tendo uma manhã de brincadeiras sexuais — fofoquei. — Ela o tem amarrado.

Edward gargalhou.

— Eu não acredito!

— Bom, eu não vi, mas ela falou demais. — Olhei ao redor do nosso quarto. — Eu também te amarraria, Garoto do Brooklyn, mas não temos cordas.

Edward me beijou mais uma vez, parando quando o seu celular tocando o distraiu. Ele pegou o aparelho sobre a mesinha ao lado da cama, franzindo o cenho, claramente confuso.

— O que foi? — perguntei.

— Número desconhecido — sussurrou, atendendo a ligação. — Alô? — Ele revirou os olhos, ficando em silêncio por alguns segundos. — Vá passar trote para outro, que saco! — Desligou a chamada, jogando o celular de lado.

— A pessoa não falou nada?

— Não, deve ser algum adolescente desocupado. — Edward revirou os olhos novamente.

— Ou alguma ex querendo uma noite a mais com você — provoquei, ele riu, voltando a me beijar.

— Hum, podemos tentar um ménage com ela?

Bati em seu peito, ele riu novamente.

— Eu estou com fome — ele se queixou. — Você me cansou muito ontem à noite, roubou todas minhas energias.

— Eu? Foi você quem começou a tirar minha roupa na água! — acusei.

— Mas você que começou o sexo na praia.

Eu ri, o beijando mais uma vez.

— Foi uma das coisas mais quentes que já fiz na minha vida, Garoto do Brooklyn.

— Temos de repetir a dose antes de voltarmos para New York. — Ele deu um sorrisinho malicioso. — Mas, antes eu realmente preciso comer algo.

— Você bem que podia me comer. — Rebolei em seu colo.

Ele rapidamente nos tirou da cama.

— Pare de me provocar, Bonequinha.

Gargalhei, o puxando para mais um beijo.

Nos vestimos e descemos para a cozinha, lá só estavam Rose e Art. Os dois cozinhavam juntos, enquanto ouviam música e conversavam.

— Olha só, Bella apareceu! — Rosalie exclamou, me lançando um sorriso malicioso.

— O que você quer comigo? — perguntei desconfiada.

— Achei isso na areia hoje de manhã, enquanto dava uma caminhada — Rosalie falou, tirando algo de trás do liquidificador, era a parte de cima do meu biquíni. — É seu, né?

— Noite animada, né, cara? — Arthur provocou Edward.

— Você também perdeu a parte de baixo? — Rosalie rodou o biquíni em mãos.

— Não é da conta de vocês — Edward resmungou, arrancando o biquíni das mãos de Rose, sumindo para o segundo andar novamente.

— Pelo menos eu tenho sexo — provoquei os dois de volta, Arthur reclamou, voltando a fritar bacon, Rose me fuzilou com o olhar.

— Eu posso ter prazer sozinha — ela se defendeu, Arthur gemeu alto, fazendo com que nós duas olhássemos para ele.

— Não me faça imaginar isso, Anjo, por favor — ele implorou.

Rosalie disfarçou um sorrisinho, voltando a preparar suco de laranja. Edward logo retornou à cozinha, os outros dois já tinham terminado de preparar o café da manhã, então nós quatro nos reunimos ao redor do balcão para comer.

Estávamos planejando o que fazer pelo resto do dia, quando Alice apareceu. Ela usava um roupão, seus cabelos continuavam a mesma bagunça de antes, não disse uma palavra para ninguém, indo direto para a geladeira. Tirou de lá uma lata de chantilly, um pote de creme de chocolate e uma vasilha com morangos, saindo da cozinha tão depressa quanto entrou.

— Eca, não quero nem imaginar o que ela e meu irmão estão fazendo naquele quarto.

— Eu gosto da ideia do chantilly — cochichei para Edward, que piscou para mim.

— Cadê meus cigarros? Juro que deixei a caixa aqui — Rosalie falou, procurando no meio da bagunça que fizemos sobre o balcão.

— Estão comigo — Arthur contou, ela o olhou ameaçadoramente.

— Por que diabos estão com você?

— Porque você está se matando usando essa merda, Anjo, precisa parar.

— Não estou nem ai se vou ter câncer de pulmão, eu quero fumar! — Rose exclamou irritada.

— Você vai ter de sair para conseguir novos. — Arthur deu de ombros.

— Arthur, devolve meus cigarros! — Rosalie gritou, ele pulou do banco, afastando-se dela, mas Rose foi atrás.

— Se ela é sua amiga você não deve deixá-la fumar — ele disse tirando o maço de cigarros do bolso e jogando para Edward.

— Lamento, Barbie, eu concordo com o Líder de Torcida, está na hora de você parar de fumar.

Rose deu meia volta para tentar pegar os cigarros de Edward, mas ele jogou a caixa de novo para Arthur. Os dois passaram algum tempo naquela, Rosalie em algum momento nem parecia mais tão irritada, encarando aquilo como uma brincadeira.

Eu os deixei lá, seguindo para a praia, levando comigo um pote de vidro adquirido no armário. No dia anterior, uma das primeiras coisas que pensei quando pisei na praia, foi como Clary ia gostar das conchinhas que tinham ali, já que quando a conheci ela se mostrou fascinada com as pedrinhas do lago do Central Park.

Passei algum tempo sozinha naquela missão, selecionando as conchinhas mais bonitas para Clary, as limpando na água do mar e guardando todas no pote comigo. A minha preferida foi uma rosinha, delicada e bonitinha.

— Bonequinha?

Olhei para trás, vendo Edward andando na minha direção.

— Oi. — Sorri para ele. — Convenceram Rosalie a parar de fumar?

— Não — ele resmungou. — Mas, Arthur está empenhado nisso, ele jogou o maço de cigarros no triturador de comida. Agora, como punição Rose está o fazendo limpar a bagunça do café da manhã, eu fugi, deveria estar ajudando também. —– Edward olhou bem para o vidro em minhas mãos. — Procurando por perolas?

— Eu não reclamaria de encontrar uma. — Peguei mais uma conchinha, uma azul, lavando-a na água, antes de a unir as outras. — Estou as juntando para Clary.

— Clary minha irmã?

— Sim. — Sorri. — Ela é a única Clary que conheço. — Vi outra conchinha que parecia bonita, mas quando a peguei notei parte dela quebrada, eu a descartei na areia.

— Por que está fazendo isso?

— Pensei que Clary gostaria. — Voltei a olhar para Edward. — Estou errada?

— Não, não mesmo. — Edward sorriu, parecendo deslumbrado. — Ela vai amar!

— Ótimo, você pode entregar a ela quando voltarmos para New York.

— Por que você não entrega?

Franzi o cenho, olhando bem para Edward.

— Mas, para isso...

— Você teria de ser apresentada como minha namorada — ele concluiu minha frase. — É o que eu quero, Bonequinha, está na hora da minha família saber que estou com alguém. Clarisse já te adora, minha mãe também vai te adorar quando te conhecer melhor, eu tenho certeza disso.

Inspirei fundo, pensando naquilo. Eu o amava, ele já sabia disso, estava mesmo na hora do resto do mundo descobrir.

— Também está na hora do meu avô saber.

Edward assentiu, aproximando-se de mim, olhando para as conchinhas dentro do vidro.

— Vamos em frente, Bonequinha. — Beijou minha bochecha. — Nós contaremos ao seu avô e a minha mãe, o mais breve possível, assim que voltarmos para New York.

— Excelente! — exclamei, me enchendo de coragem. Olhei para as conchinhas. — Me ajuda a escolher mais, eu quero que Clary tenha um vidro cheio delas.

***

Passamos o resto do dia na casa dos Cullen, Alice e Jasper não saíram do quarto, mas Arthur, Rose, Edward e eu nos viramos sem os dois. Boa parte do nosso dia foi gasto na água, fosse na piscina ou na praia.

Até que por fim Alice parou de foder loucamente com seu namorado e mandou todos se arrumarem para a boate, eu não queria ir, mas todos estavam animados para isso e não ficaria só em casa. Na hora marcada todos estavam prontos e nos dividimos nos carros, Arthur, Alice e Jasper sortearam entre eles quem seria o responsável por dirigir o carro dela, Art acabou perdendo e não poderia beber.

Rose, Edward e eu fomos na Ferrari, deixando os outros três irem no carro de Alice. Como minha amiga tinha conseguido cortesias para a área vip, nós seis nos livramos facilmente da fila do lado de fora, entrando na boate.

Ao menos aquela boate era muito melhor do que a que Rose e Edward trabalhavam no Brooklyn, tinha área vip, lugares para sentar e ninguém pisado nos meus sapatos. Jimmy Choo, claro, só para provocar meu namorado.

Em algum momento da noite — sendo que a maior parte passei no sofá da área vip me agarrando com Edward, dançando só duas músicas com Rose e Alice — ele foi buscar bebidas para si, Rosalie e Arthur. Alice e Jasper estavam na pista de dança, ao que já parecia um século.

— Vem dançar comigo? — Arthur perguntou para Rose, ele tinha ido para a boate sem sua fiel câmera, o que parecia ter sido um grande sacrifício para ele.

— Não, não vou dançar com você — Rosalie falou, em sua pose durona.

Eu revirei os olhos, ela se fazendo de difícil já estava me cansando. Aparentemente cansando Arthur também, pois ele não voltou a insistir, voltando a olhar para a pista de dança.

— Quer saber, eu vou dançar! — Arthur se colocou de pé, seguindo para a escada da área vip.

— Você deveria ir com ele — falei para Rose, tomando o restinho do meu drink, sem álcool, de morango.

— Não deveria não — rebateu.

— Ele é gente boa, Rose — insisti. — Muito melhor do que Emmett.

Ela bufou.

— Escuta. — Rose me olhou. — Eu realmente entendo sobre caras gente boa, estou com Edward, né? Meu ex, Jacob, era um idiota, Emmett é um idiota. Edward e Arthur são caras legais.

— Não quero me magoar — Rose sussurrou, eu pude ouvi-la mesmo contra o som alto da música.

— Você não deveria ao menos arriscar?

Ela desviou o olhar para a pista de dança, eu também. Localizamos Arthur ali, dançando com uma garota de cabelos escuros.

— Ele não parece mais interessado em mim. — Rose deu de ombros, mas seu olhar ficou visivelmente triste. — E eu ainda sou a garota imbecil que se apaixonou por um idiota.

— Esqueça Emmett! — ordenei, beliscando seu braço, Rose gritou, dando um tapa na minha mão.

— Não é fácil assim, Bella. — Rosalie insistiu. — Arthur é bacana, mas duvido que nós fossemos dar certo.

— Nós.

— O quê?

— Você disse nós.

— Sim, o que tem isso a ver? É só um jeito de me referir a mim e a outra pessoa na mesma frase.

— Não é não, você vai perceber isso algum dia — falei, vendo Edward caminhar de volta até nossa mesa. — Edward e eu somos um nós — disse para Rose, vi os olhos dela se encherem de compreensão. — Você e Arthur fariam um bom nós, pense nisso.

***

Todos estavam bem preguiçosos na segunda-feira, no quatro de julho, Edward e eu quase não saímos da cama, ainda cansados da noite anterior. Sendo assim, foi um dia parado, mas no começo da noite todos rumaram para a praia onde aconteceria o luau do dia da independência.

Naquele dia Alice foi sorteada a motorista da rodada, o que a deixou bem chateada, mas ela estava animada com a festa mesmo assim. Arthur tinha feito amizade com a garota da boate — Alessa — e os amigos dela, combinando de se encontrarem no luau onde também estariam, Rose não parecia nada contente com aquilo quando Art contou.

— Eu queria que minha mãe estivesse aqui — me queixei, entrando na praia junto de Edward, eu tinha falado com os pais de Alice mais de uma vez por dia durante todo aquele tempo que já estávamos em Hamptons. Segundo Carlisle e Esme, Renée estava bem, mas eu a queria fora daquele hospital.

— Vamos esperar que ano que vem ela já esteja aqui, Bonequinha. — Edward beijou minha mão. — Sei que disse isso mil vezes antes, mas você está linda.

Eu usava um vestido branco, com uma rasteirinha nos pés. Os organizadores da festa tinham sido taxativos nas roupas dos convidados, branco para todos. Dessa forma, meus amigos e namorado também estavam de branco. Alice usava um vestido, Rose short e blusa, os meninos camisetas e bermudas.

— Você está lindo também. — Me estiquei para beijar seu rosto.

Alice apresentou todos nós ao organizador da festa, um amigo da família Cullen. Nós fomos bem recepcionados e acabamos indo para um sofá, sendo servidos com comidas e bebidas. O local ainda estava enchendo com os outros convidados, tocava música havaiana, eu estava animada para a hora dos fogos de artificio.

No ano passado eu tinha passado a data com vovô e os Black, em Washington D.C. Eu sabia que naquele ano seria melhor, por estar com Edward, mas ainda queria minha mãe e meu avô ali, torcia para que no ano que vem todos pudéssemos estar juntos.

— Você já esteve no Havaí, certo? — Rose perguntou para Arthur, Alice e Jasper tinham nos deixado, para irem falar com outros amigos da família Cullen.

— Sim — foi tudo que Arthur respondeu para Rose, eles não tinham se falado muito durante aquele dia. Arthur claramente estava dando um gelo nela.

— Hum, será que você quer dançar comigo? — Arthur e eu olhamos impressionados para ela, devido ao seu pedido.

— O que você disse? — perguntou de volta a ela.

— Não me faça repetir, Líder de Torcida.

Arthur deu um sorrisinho, me entregou sua câmera, colocando-se de pé, estendendo uma mão para Rosalie.

— Venha, Anjo, vamos dançar.

Rose respirou fundo, antes de envolver sua mão na dele, levantando-se também. Os dois seguiram até a pista de dança de madeira construída sobre a areia, pareciam muito certo juntos.

— Eu vou ganhar a aposta! — cantei vitória para Edward, sentado do meu lado, que riu.

— Ótimo, isso quer dizer que teremos muito sexo.

O puxei para um beijo, já querendo esquentar para quando voltássemos para a casa de praia dos Cullen. Edward me puxou para cima de si, não liguei para nada, aceitando sentar no seu colo.

Ainda estávamos nos beijando quando ouvi o chamado:

— Isabella?

Soltei-me de Edward, olhando para o lado, dando de cara com Jacob.

Notas finais
Beijos! Lola Royal. 18.07.17