Sob minha Pele
5 Capítulo Quatro
Notas iniciais
— Capítulo Quatro —
— Edward —
Era sempre ótimo cantar e tocar, isso realmente me fazia bem, toda vez que encerrava um show, sentia-me revigorado. Porém, naquele dia as coisas pareciam diferentes, não de uma forma ruim, pelo contrário, era como se tivesse sido o melhor show de toda minha vida.
— Você estava empolgado hoje, Masen, algo de bom no público chamou sua atenção? Qual a gostosa da noite? — Emmett me perguntou enquanto seguíamos pela parte de trás da boate para o que podíamos chamar ali de camarim. Rosalie ia a nossa frente e soltou um som de reprovação para a frase de Emm.
— Não, foi apenas um bom show — respondi, colocando minha guitarra sobre meu ombro.
— Alice veio! — Jasper, que foi o último a deixar o palco e estava atrás da gente se pronunciou. — Eu não posso acreditar que ela está realmente aqui!
— Alice Cullen? — Rosalie parou na porta do camarim, encarando o irmão, perplexa.
— Yeah, essa Alice! — Jasper continuou comemorando com muita empolgação, ele parecia novamente o garoto de treze anos de idade que deu seu primeiro beijo em Meg Miller.
— Você está de brincadeira com a porra da minha cara, né Jasper? — Rosalie contornou Emmett e eu, ficando na frente do irmão gêmeo, eu suspirei, sabendo aonde aquilo ia nos levar. Se Rosalie brigando com Emmett era irritante, ela brigando com o cara que conhecia desde sua concepção era pior ainda. — Sério, não me diga que você está apaixonado pela sua aluna do clube!? E o pior, uma aluna rica patricinha.
— Eu não estou apaixonado...
— Cara, você está apaixonado — o cortei, ganhando um olhar irritado de Jasper.
Ele bufou, entrando no camarim, logo sendo seguido por todos nós.
— O que você espera dessa garota, Jasper? — Rosalie continuou o confrontando. — Além de Herpes, pois ela deve foder com metade de Manhattan.
— Você está sendo preconceituosa, Rosalie! — Jasper exclamou, seu rosto ficando vermelho de raiva, enquanto guardava sua guitarra na capa protetora.
— E você estúpido ao se apaixonar por uma garotinha metida que não deve nem saber lavar a própria calcinha, não perca seu tempo com gente que só te vê como um escravo. — Rosalie também estava queimando de raiva.
— Alice é tão ruim assim? — perguntei, eu não tinha ouvido Jasper falar tanto dela, ou não lembrava, minha memória realmente não era a melhor coisa do mundo.
— Não, Rosalie está confundido Alice com Isabella Higginbotham. Isabella é a vaca rica narcisista sem educação que me trata como um escravo no clube, enquanto eu só deveria ser o instrutor de tênis, não o cara que deve ir buscar até água para ela, pois aparentemente a garota não consegue nem fazer isso sozinha.
Eu revirei os olhos, isso não parecia algo surpreendente a respeito de Isabella. Não que eu a conhecesse, mas já tinha ouvido falar muito sobre seu avô, Marcus Higginbotham, quando papai era vivo e trabalhava para o tal. Era o tipo de homem da pior espécie, eu não acreditava que a maçã podia ter caído muito longe da árvore no caso de Isabella.
— Escuta Jasper, eu não conheço Alice, mas se ela é amiga de Isabella que é neta do Higginbotham, não parece ser o tipo de garota que se deva envolver. Sei que está apaixonado...
— Alice não é Isabella! — Jasper me cortou. — E a merda dessa conversa deu para mim. — Apontou de Rosalie ao meu lado, para mim. — Foda-se se Alice é melhor amiga da insuportável Higginbotham, eu bem sei o quão nojenta aquela menina pode ser, mas Alice é completamente diferente, não deixarei vocês dois fazerem um mau julgamento dela, nem acharem que devem dizer se devo ou não me relacionar com ela.
— Apenas os esqueça, cara, vamos curtir o resto da noite. — Emmett empurrou Jasper para fora do camarim, deixando Rosalie e eu sozinhos.
— Isso é...Nunca, nunca mesmo que Alice é diferente de alguém como Isabella se são melhores amigas. Jasper simplesmente está cego, ele mesmo já disse um milhão de vezes como aquela vadia Higginbotham de Upper East Side trata todos abaixo dela como um pedaço de lixo.
— Meu pai trabalhava para os Higginbotham, lembra? — indaguei, colocando minha guitarra na capa.
— Sim! — O rosto de Rosalie se iluminou ao lembrar-se disso. — Isso é fodido, Jasper só está pensando com o pau dele — ela reclamou.
— Acalme-se — pedi. — Seu irmão não é burro, se ele consegue ver o quão ruim Isabella é e afirma que Alice não é como ela, talvez esteja realmente certo. A Cullen pode ser uma garota legal, vamos dar uma chance. Ei, você acaba de ganhar uma cunhada! — brinquei.
— Foda-se, eu vou ao banheiro antes que vomite na cara daquelas garotas — Rosalie reclamou. — Eu te encontro lá fora!
— Okay!
Rapidamente sai do camarim, tentando passar despercebido pelo grupo de universitárias de mais cedo. Logo avistei Emmett, Jasper e as duas garotas de Upper East Side que pareciam muito longe de casa no Brooklyn.
Alice e Jasper estavam de mãos dadas, ambos parecendo muito certos e a vontade com isso. Eu tive de dar meu braço a torcer, a garota sorria para ele de forma apaixonada também, ela podia ser uma riquinha no fundo de sua alma, mas naquele momento estava entregue ao meu amigo como ele estava a ela. Talvez funcionasse, talvez.
De frente para os dois, mas de costas para mim, estava Isabella. A bunda dela ficava muito bem naquele jeans, mas foi a mão de Emmett infiltrando-se por debaixo da roupa dela que me chamou atenção. Eu não podia ver o rosto dela para dizer se estava incomodada com aquilo, mas o sorriso pretensioso no de Emm dizia que ele não ganhou uma recusa até ali. Ele podia ser um conquistador barato, mas ainda era um cara que respeitava as garotas, não significava não para ele, mesmo que isso o revoltasse algumas vezes.
— O que estamos tramando? — perguntei parando bem atrás de Isabella, podendo sentir cheiro de morangos emanar dela. Como também pude a sentir se arrepiar com minha proximidade, ao mesmo tempo que afastava a mão de Emm de si.
— Hum, Emmett e eu estávamos convidando as meninas para o loft — Jasper falou, medindo suas palavras comigo. — Aliás, Edward esta é Alice Cullen. E essa é Isabella Higginbotham. — Apresentou as garotas.
Eu sai de trás da garota Higginbotham, posicionando-me ao seu lado nossos braços se tocando por um instante, podendo notar ela me inspecionando atentamente como tinha feito por todo o show.
— Hey Alice, ouvi falar muito sobre você. — Segurei na mão da Cullen, a beijando.
— Espero que tenha ouvido só coisas boas — Alice disse corada pelo meu gesto, mas olhando diretamente para Jasper.
— Com certeza. — Jasper sorriu para ela de volta.
— Você não vai me cumprimentar? — Ouvi a voz de Isabella pela primeira vez, nem alta, nem baixa, em um tom perfeito, mas ainda com frieza empregada ali, junto com superioridade a cada palavra dita. Ela não só agia como uma riquinha mimada que usava todos para seus próprios benefícios, também falava como uma.
— Eu deveria? — A olhei, sendo impossível não achar graça de sua pose. O nariz dela era tão arrebitado que a tornava engraçada, como uma criança birrenta.
— Sim, isso é o que pessoas educadas fazem! — exclamou furiosa. Claro, como se a neta de Marcus Higginbotham soubesse algo sobre tratar os outros com educação.
— Bom, eu não sou tão educado assim. — Dei de ombros, lançando um sorriso torto a ela, vendo-a ficar desconcertada com aquilo, aparentemente ela não era tão inabalável quanto imaginava.
— Então — Alice voltou a falar, nos olhando com curiosidade. — Vamos ao loft dos garotos, Bella?
— Não, eu vou para minha casa! — Isabella, ou Bella como a amiga a chamava, declarou irada.
— Na verdade, você não vai querer ir para sua casa, lembra? — Alice falou, uma expressão nada agradável tomando conta do seu rosto. Tinha algo sobre Alice, talvez seu tamanho mínimo, que a fazia parecer de fato uma boa pessoa como Jasper afirmava.
— Eu posso levá-la em minha moto, Gatinha — Emmett disse para Isabella, voltando a tocá-la, o corpo dele se aproximando tanto do dela que mais um pouco seu pau estaria roçando na garota ali mesmo. Aquilo era nojento, Emmett nunca tinha pudores sobre contato físico em público, mas por outro lado Isabella não parecia querer repudiar aquilo.
— Sim, mais uma vadia na sua garupa, é um ritual. — Rosalie se uniu a gente, estabelecendo-se ao meu lado, olhando a troca entre Emmett e Isabella com repulsa. Ela odiava como a cada noite ele tinha uma garota diferente em sua cama, dizia que aquilo era o ápice do machismo do McCarty.
— Desculpe, quem é a vadia aqui? — Isabella se soltou de Emmett rapidamente, indo para a frente de Rosalie, seu olhar cheio de ódio. Ao reparar em seus olhos azuis, notei também que eles não se encaixavam nem um pouco com o resto do rosto dela, pareciam muito falsos, eram lentes?
— Estou olhando para ela — Rosalie provocou a Higginbotham.
Vi o exato momento que Isabella deu mais um passo na direção de Rosalie, sabendo que aquilo não poderia acabar bem para nenhuma das duas, eu segurei a morena, a afastando da minha melhor amiga. Tentei não ligar para o fato da minha mão estar sobre sua barriga, apenas sendo separado da pele dela por um pedaço de pano fino de sua blusa.
— Nem sonhe em bater em Rosalie! — a avisei rapidamente, então a soltei quando senti sua respiração desregulada. Aquilo foi pela raiva que estava sentindo de Rosalie? Ou pelo meu toque?
— Vamos para casa, Edward? — Rosalie questionou, ainda furiosa.
— Claro — concordei, querendo me afastar de Isabella o quanto antes.
Guiei Rosalie para fora da boate, agradecendo que para nós dois a noite tinha chegado ao fim, toda vez que tocávamos nosso chefe nos dispensava logo após o show. Não tínhamos muito o que reclamar de Alistair, era um cara legal e não nos deixava morrer de fome ao nos dar empregos ali.
— Eu preciso fumar! — Rosalie declarou quando chegamos ao lado de fora.
— Sério? — reclamei, parando junto a ela no meio do grupo de pessoas do lado de fora da boate que estavam fumando.
— Sim, porra, sério! — Ela acendeu seu cigarro, começando a destruir seus pulmões ao levá-lo até a boca.
— Por que está tão irritada? Seu irmão está apenas saindo com uma garota, não casando — falei, confuso por ela estar tão puta.
— Foda-se Jasper, ele que faça o que quiser com a merda da vida dele — reclamou entre tragadas do seu cigarro. — Oh, pelo menos ele e Emmett agora poderão dividir as meninas de Manhattan e brincarem de meninos ricos até terem suas bundas chutadas por sapatos Jimmy Choo.
Quem diabos era Jimmy Choo?
Olhei por cima de Rosalie ao sentir estar sendo observado, deparando-me com Isabella a uma distância segura. Nós nos encaramos por um tempo, até que foi impossível não sorrir ao me lembrar dela puta da vida ao ser esnobada na boate alguns minutos antes, com certeza ela devia estar acostumada a ser o centro das atenções.
— Nem pense, Masen! — Rosalie sibilou, vendo Isabella ali, puxando-me para longe da boate.
— O quê? — indaguei, seguindo com ela em direção ao nosso apartamento.
— Não basta Jasper? Você também quer se apaixonar por uma vadia de Manhattan? Por uma Higginbotham ainda por cima? — Apagou seu cigarro na fachada de uma cafeteria ali perto. — O que espera disso? Ser convidado para jantar na Casa Branca junto ao presidente?
— Poupe-me, tudo que eu não estou é apaixonado por Isabella Higginbotham, é apenas divertido ver como ela fica irritada por não estar em seu habitat natural.
— E não está mesmo. — Rosalie parou de andar, fazendo com que eu parasse também. — Aquelas garotas, Edward, não são como nós, você ouviu? Elas nunca tiveram problemas em suas vidinhas perfeitas, tem tudo que querem graças aos seus fodidos sobrenomes, o que nós temos? Dividas, merdas de problemas familiares e um lugar no fim da pirâmide social. Elas jantam com presidentes, fodem com astros de Hollywood e nós limpamos a bagunça, pois é isso que somos para elas, apenas as pessoas destinadas a servi-las.
***
Na manhã seguinte, depois de uma noite cheia entre o trabalho e ter que aguentar Rosalie tão irritada por conta das garotas de Upper East Side, eu segui até o apartamento que minha mãe morava. Junto a Clary e o imprestável marido, Richard.
— Edward! — Clary gritou ao abrir a porta para mim, me envolvendo em seus braços. — Eu já estava morrendo de saudades — ela declarou.
— Era? Eu jurava que você estava cansada de mim depois de termos saído juntos na quinta-feira — falei, a colocando em meu colo, entrando com ela no pequeno apartamento ali.
Foi para onde mamãe e eu nos mudamos depois da morte do meu pai, o único lugar que ela podia pagar o aluguel com seu pouco dinheiro de garçonete. Mamãe nunca me permitiu trabalhar até que eu tivesse dezoito anos, querendo que eu conseguisse ao menos completar o colegial como ela não pode, ela também tinha planos de eu conseguir bolsa em alguma faculdade de artes na cidade, mas isso simplesmente não aconteceu.
Alguns anos depois que meu pai morreu, ela então conheceu Richard e logo depois veio Clarisse. Eu realmente não sabia o que minha mãe via naquele homem, tudo que ele sabia fazer era ser demitido de seus empregos, ficar desempregado por longos períodos de tempo e gastar todo o dinheiro que tinha com jogos e bebidas. Tudo bem que ele tinha dado Clary a ela, mas por mim mamãe tinha o tirado de sua vida no instante seguinte ao nascimento de Clarisse.
— Mãe? — Chamei por ela.
— Ela está no trabalho — Clary esclareceu, pulando do meu colo para o sofá cama onde ela dormia, já que o apartamento contava apenas com um quarto. Eu dormia naquele sofá enquanto ainda morava ali, então quando Clary nasceu ela ganhou um berço usado que ficava no canto da sala e conforme seu crescimento, passamos a dividir o sofá cama até eu me mudar.
— Que gritaria toda é essa aqui, Clarisse? — Richard saiu do quarto, colocando uma camiseta branca encardida, suas calças jeans também em um estado lastimável de falta de higienização, pelo cheiro vindo dele podia apostar que esteve na noite passada bebendo por ai.
Richard era um homem de meia idade, cabelos loiros escuros, barba grande e olhos tediosos. Eu o odiava, eu sempre o odiei. Mesmo no começo do relacionamento dele e de mamãe, quando o cara fingia ser uma boa pessoa, o que claramente não era.
— Clary, por que não troca de roupas e vamos até o Park? — sugeri, ela comemorou com um gritinho, correndo para o quarto para se trocar. — E ai Richard? Ainda bêbado da noite passada?
— Ah, tão engraçado, moleque! — Richard resmungou, indo até a geladeira, tirando de lá uma garrafa de cerveja, mesmo que fosse só nove da manhã.
— Sabe, você não devia beber com Clarisse em casa, eu não me importo que você morra com tanto álcool em seu corpo, mas isso iria abalar sua filha! — falei indignado com aquilo. — E ela abriu a porta, esse prédio não tem segurança alguma, qualquer um pode entrar e sair, Clary só tem oito anos de idade, devia ser mais cuidadoso com ela já que mamãe tem de se matar trabalhando para sustentar você, seu vagabundo.
Richard me fuzilou com os olhos, então acertou sua garrafa de cerveja ainda cheia no balcão da cozinha, claramente a quebrando.
— Caia fora da minha casa agora mesmo, seu bastardo! — Richard ordenou, apontando o resto da garrafa em sua mão para mim.
Surpreendentemente não era a primeira vez que ele me ameaçava fisicamente, eu já estava acostumado com aquilo. Mas, Clary era só uma criança, então naquele momento só pensei em tirar ela daquele lugar.
— Clarisse, vamos, ou você não ganhará um sorvete! — gritei, ainda retribuindo o olhar mortal de Richard. — Toque na minha irmã, ou na minha mãe e eu mesmo matarei você, seu pedaço de merda.
— Vamos, vamos, vamos! — Clarisse veio cantarolando até mim. — Papai, você não vem? — perguntou, arregalando os olhos ao ver o estado que ele deixou a cozinha.
— Não, só nós dois, baixinha. — A peguei no colo, tirando-a rapidamente do apartamento, levando-a para longe do pai nojento que ela infelizmente tinha.
— Tudo bem, Edward? — ela perguntou franzido o cenho enquanto a colocava no chão, já do lado de fora do prédio.
— Tudo sim, Clary. — Segurei em sua mão, a conduzindo em direção ao metrô para que pudéssemos chegar até Manhattan onde o parque ficava.
— Eu posso ver sua tatuagem outra vez? — Clary perguntou empolgada, esquecendo o clima ruim que tinha presenciado antes.
— Claro. — Ri, levantando a manga da minha camiseta no braço direito, deixando-a ver a tatuagem em meu pulso.
Era a mais recente das cinco tatuagens que eu tinha, aquela era a data de aniversário de Clary. Pois, para mim, foi o dia que o mundo voltou a ser um lugar de fato legal desde que meu pai morreu.
— Isso é tão legal! — Clary exclamou, passando o dedo pela data gravada ali.
Eu tinha feito a tatuagem no mês passado, no exato dia de seu aniversário para surpreendê-la. Ela ficou mais contente com isso do que com a boneca que lhe dei, foi bem gratificante ver que ela tinha realmente gostado.
— Eu posso fazer uma tatuagem também? — perguntou.
— Quando você for mais velha.
— Não dói?
— Dói muito, baixinha — anunciei.
Além daquela em meu pulso direito, eu tinha uma no esquerdo, uma no peito, uma no ombro e outra que tomava conta de todas minhas costas. Certamente aquela foi a mais trabalhosa e dolorosa de ser feita, mas eu gostava de cada uma delas.
Clary passou o caminho todo do Brooklyn até Manhattan perguntando-me sobre tatuagens, quando chegamos lá tomamos sorvete e ela começou a brincar, pois aquela menina tinha uma energia sem fim. Clary estava correndo por ali com outras crianças, enquanto eu estava sentado na grama sentindo o Sol queimar minha pele, quando ouvi um pigarro.
Olhei para trás, vendo ninguém mais do que Isabella Higginbotham parada ali, carregando uma tela, olhando-me com sua clássica pose superior. Eu me levantei, sendo muito mais alto do que ela, a encarando de cima, o que pareceu fazê-la se encolher.
— Olá, Edward! Você irá me cumprimentar hoje? — Estendeu sua mão, esperando que eu a apertasse.
Eu sorri, ela realmente não sabia lidar com o fato de ser deixada de lado. Tomei sua mão na minha, depositando um beijo ali, vendo um sorriso vitorioso tomar conta do rosto da garota Higginbotham.
— Olá, Isabella!
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