Sob minha Pele

43 Capítulo Quarenta e Dois


Notas iniciais
AVISO IMPORTANTE Aparentemente Sob minha Pele acabará no capítulo quarenta e cinco, não no quarenta e seis como eu estava estipulando. De qualquer forma, estamos no fim da fic, então fiquem ligados. Capítulo dedicado a Jesus meu salvador que recomendou a fic, muito obrigada ♥ Boa leitura!

— Capítulo Quarenta e Dois —

— Edward —

Clary e eu estávamos no meu apartamento quando a notícia chegou até mim, foi por meio de uma mensagem de Alice. Eu fiquei imóvel por quase um minuto, sem acreditar que Jacob Black tinha se entregado para a polícia, não parecia do feitio daquele babaca fazer algo como aquilo.

Assim que me recuperei da mensagem de Alice comecei a ligar para Isabella, querendo saber se ela já tinha ficado sabendo daquilo, com certeza sim, mas eu precisava falar com minha noiva de qualquer forma. Entretanto, a garota ignorava minhas ligações e as mensagens que mandei depois.

— Oi, mãe — atendi a ligação dela.

— Finalmente consegui falar com você, seu celular só dava ocupado — mamãe reclamou, parecia aflita demais.

— Eu estava tentando falar com Isabella.

— Você já sabe?

— Sobre Jacob? Sim. Bella ainda está ai no hospital com você?

— Não, ela foi para a delegacia atrás do tal Jacob — mamãe disse, com fúria na sua voz. — Passei no quarto de Renée para explicar tudo para Charlie, vou ficar aqui no hospital com eles, Charlie queria ir atrás da filha na delegacia, mas...

— Espera, espera — pedi, interrompendo seu falatório. — Isabella foi atrás de Jacob na delegacia?

— Sim!

— O quê? Mas que merda! — gritei, fazendo com que Clarisse que estava distraída com um desenho me encarasse surpresa. — Eu vou atrás dela agora.

— Não, você não vai! — mamãe ordenou, soando mais furiosa ainda.

— Foi mal, mãe, mas eu não posso te obedecer sobre isso — murmurei, querendo que Clary não escutasse aquilo. — Preciso ir ver Isabella, falo com você depois.

— Edward!

— Qual a delegacia?

— A mesma que Isabella ficou, mas Edward...

— Sinto muito — pedi, antes de desligar.

— O que aconteceu? — Clarisse indagou curiosa.

— Eu preciso ir para Manhattan me encontrar com Isabella, você vai ficar aqui junto com Rose e Arthur, certo?

— Não posso ir com você?

— Assunto de adultos, Clary. — Ela revirou os olhos.

Meu celular tocou, era uma mensagem de Isabella.

Bonequinha: Você não vai acreditar, Jacob entregou para polícia provas que podem me inocentar!!!

Garoto do Brooklyn: Estou indo para Manhattan, te encontro na delegacia!

Rapidamente sai do sofá, onde estava com a Fender, correndo até a porta do quarto de Rosalie, ouvindo ao longe o barulho do chuveiro no nosso banheiro. Bati ali alto na porta do quarto, querendo que ela ou Arthur aparecessem para ficar de olho em Clarisse.

— Ei, ei, o que foi, Edward? — Arthur abriu a porta terminando de vestir uma camiseta, ainda com uma aparência sonolenta. — Rose tá no banho, cara.

— Eu preciso que vocês tomem conta da Clarisse, certo? Jacob se entregou para a polícia, aparentemente entregou também provas que inocentam Isabella, eu vou até a delegacia me encontrar com ela — falei rapidamente, me atropelando com as palavras, vendo o rosto de Arthur surpreso com que eu tinha acabado de contar. — Você entendeu tudo?

— Jacob se entregou? — Arthur perguntou embasbacado.

— Eu sei, surpreendente que aquele babaca tenha feito algo que preste na vida miserável dele. — Passei a mão pelos cabelos. — Clarisse?

— Claro, Rosalie e eu cuidamos dela, vai lá com a Bella — Arthur mandou. — E capaz de ela dar na cara do Jacob como vingança, terminando presa por isso.

— Se eu não fizer isso primeiro. — Corri para fora do apartamento, depois de calçar meus coturnos e me despedir de Clarisse, pedindo que ela obedecesse Arthur e Rosalie.

Passei o caminho todo até Manhattan lotando a caixa de mensagens de Isabella, como ignorando as ligações de mamãe, mas minha noiva não me respondia e eu não queria atender mamãe e escutar um novo sermão dela. Sabia que Elizabeth deveria estar irritada por eu estar indo me enfiar numa delegacia, onde o filho do cara que tinha batido em Isabella estava, o que com certeza me deixaria puto da vida, minha mãe me conhecia muito bem.

A frente da delegacia já estava tomada por jornalistas, Jacob se entregando com certeza tinha sido um grande furo de reportagem, todos queriam cobrir o momento. Eu passei me espremendo por eles, finalmente conseguindo chegar à porta da delegacia, mas dois policiais ali não quiseram me deixar passar.

Por sorte tinha uma garota chamada Alice Cullen que apareceu em meu resgate.

— Ele está comigo, deixe-o entrar! — ordenou para os policias, surgindo de dentro da delegacia.

Eles tentaram negar a ela também, mas Alice agarrou meu braço, puxando-me junto de si e fazendo com que eu entrasse na delegacia. Os policiais desistiram de me impedir, nem eles queriam uma discussão com aquela baixinha, Jasper estava ferrado na mão daquela menina.

Alice não me deu tempo de fazer pergunta alguma, arrastando-me até a sala de espera que tínhamos ficado no mês anterior quando Bella foi presa. Porém, para meu grande alívio, Isabella não estava presa daquela vez, mas na sala de espera, com um imenso sorriso no rosto.

Assim que me viu a garota correu até mim, Alice me soltou bem a tempo, deixando com que eu recebesse Bella em meus braços. Ela se pendurou em meu colo, beijando-me antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.

Talvez não fosse a coisa mais prudente trocar um beijo tão urgente quanto aquele no meio de uma delegacia, mas eu não poderia negar Isabella. Os lábios dela e sua língua causavam uma devastação em mim, fazendo com que fosse necessário retribuir o beijo. Caso de vida ou morte, eu diria. Enquanto isso eu a segurava, uma mão em suas costas, outra em sua bunda, tocando-a por cima da calça jeans, ela mantinha suas mãos em meus cabelos, agarrando-se a mim.

— Bonequinha — consegui falar quando ela nos afastou, mas logo os lábios dela voltaram a cobrir os meus, com menos urgência daquela vez, mas ainda assim requisitando tudo de mim.

— Gente, maneirem, ou vamos acabar expulsos. — Minha mente captou a fala de Alice em algum lugar distante.

Bella mordeu meu lábio, com raiva da amiga, ou só querendo me ter mais. Não sabia o que dizer exatamente sobre aquilo, mas gostei mesmo assim.

— Você é meu — Bella proclamou, a voz carregada de excitação, ainda em meu colo. — Eu não vou ser presa, Garoto do Brooklyn.

— Tem certeza? — Meus olhos se encontraram com os dela.

Livre? Bella ficaria livre?

Porra, eu podia gritar em comemoração para toda Manhattan ouvir. Melhor, toda New York.

— Eu estou com um bom pressentimento, amor. — Eu gemi ao escutar ela me chamando daquela forma, ainda mais por seu olhar quente sobre mim e seu sorrisinho presunçoso.

Voltei a beijá-la, colocando a no chão, agarrando sua cintura e mantendo-a colada em mim. Eu voltei a ouvir Alice reclamar, mas não consegui me prender aquilo, não diante a ideia de Isabella livre.

Quando o beijo chegou ao fim Bella escondeu seu rosto em meu peito, enquanto me abraçava apertado. Apoiei meu queixo na sua cabeça, sentindo seu cheiro enquanto afagava suas costas.

— Finalmente! — Alice agradeceu, fazendo com que Bella e eu rissemos.

Minha noiva me soltou, sorrindo para mim.

— Jacob entregou provas para a polícia, Edward — contou, seus olhos brilhavam, um brilho feliz. — Provas que me inocentam.

— Quais provas? — perguntei, afagando o rosto dela.

— O advogado da Bella está falando com o delegado — Alice contou. — Vamos saber logo mais. — A namorada de Jasper sorriu.

— Eu vou ficar livre! — Bella exclamou, antes de voltar a me agarrar, não pude negar.

Estava tão feliz quanto ela apenas com a ideia de sua liberdade.

***

Passamos quase uma hora esperando pelo advogado de Isabella terminar seu momento com o delegado, quando Jenks surgiu na sala de espera todos rapidamente entramos em modo alerta. Eu precisava saber se ela seria mesmo inocentada, o maior desejo da minha vida naquele momento era nunca mais ter o risco de Bella ficar longe de mim.

— Então, quais são as chances de Bella se livrar da condenação agora? — indaguei o advogado, que sorriu para a gente.

— Altas, ela tem muitas chances agora.

Jenks nos olhou, claramente animado.

— Jacob apresentou áudios, vídeos, fotos de documentos importantes, até mesmo bilhetes trocados entre Billy Black e Marcus Higginbotham.

— E o que tem nisso tudo? — Alice questionou.

— Conversas entre Caius, Marcus, Billy, Jacob e Sarah Black planejando todo o esquema. Isso inclui a ideia de usar Isabella como uma testa de ferro, pelo que vi e ouvi eles claramente dizem que ela não saberia de nada, por isso seria uma peça descartável...

— Eu posso ouvir isso? — Bella indagou Jenks, de repente toda a animação dela tinha se esvaído.

Jenks hesitou, mas assentiu.

— Vou falar com o delegado, espere um minuto — ele pediu, saindo da sala que estávamos.

— Bella...

— Eu preciso ouvir — ela me interrompeu, respondendo a pergunta que sabia que eu faria.

Alice e eu não discutimos com ela, eu sabia que Bella devia estar com a mente no seu avô. Jenks não demorou muito a voltar, dizendo que o delegado tinha permitido o contato preliminar com as provas, mesmo que depois elas fossem passar por perícia para atestar autenticidade.

— Tudo isso, Jenks? — o delegado reclamou quando nós três entramos junto ao advogado na sua sala. Jenks apenas deu de ombros, ele ainda estava sorrindo por sua cliente ter bons pontos ao seu favor. — Isabella. — O delegado acenou com a cabeça para ela. — Como você está?

— Como eu estou? — ela perguntou irritadiça. — Ah claro, agora que você sabe que eu sou inocente você esta me tratando bem, não?

— Bella, não — chamei a atenção dela, que respirou fundo.

— Desculpe, eu só estava cumprindo com meu trabalho — o delegado afirmou.

— Prendendo a pessoa errada? — Alice perguntou furiosa também. — Bella deveria entrar com um processo contra todos os policiais desse lugar, principalmente contra você, seu delegado de...

— Alice, melhor você ficar quieta ou esperar lá fora — Jenks sugeriu, impedindo que a Cullen se colocasse em maus lençóis.

— Vou ficar quieta — ela resmungou.

O delegado rapidamente mexeu em seu computador, para deixar termos acesso a primeira prova. Era um áudio, ele deu play e deixou com que escutássemos a gravação.

No começo podíamos ouvir o avô de Bella e Billy Black conversando sobre como dividiriam o dinheiro, algum tempo depois o nome dela foi mencionado.

Você tem certeza de que Jacob não vai foder tudo, Black? — Marcus perguntou para o senador, depois de Billy falar que o filho iria assinar alguns documentos para ele.

Não vai, garanto — Billy prometeu. — E Isabella?

Marcus riu.

Vi Bella ao meu lado engolir em seco, desviando em seguida seu olhar para o chão.

Ela sequer sabe do que se trata os documentos que assina, é idiota como a mãe dela. Não vai nos colocar em problemas, ela nem saberia explicar o que é lavagem de dinheiro, muito menos contar para alguém o que estamos fazendo — Marcus falou, eu quis matar aquele homem mais do que nunca.

Fique de olho nela! — Billy ordenou.

Black, não me ensine a como controlar as pessoas, pode apostar que a qualquer sinal de que Isabella está saindo da linha eu a recolocarei no lugar. Ela é nosso principal passaporte para todo esse dinheiro, justamente por ser ignorante quanto ao assunto. Ninguém vai nos descobrir, se descobrirem ela será o alvo primário e teremos tempo de fugir.

— Para, por favor, para! — Bella gritou, soando sufocada.

O delegado interrompeu o áudio.

Bella continuava encarando o chão, mas podia ver seu rosto tomado por lágrimas.

— Isso se repete em outras conversas, tem algumas gravações no seu apartamento, podemos até ver você assinando os documentos, sem nem os ler. — o delegado contou. — Jacob disse que todo o material foi registrado pelo senador Black, era uma forma de Billy ter provas contra seu avô, algo que poderia até o ajudar a conseguir minimização de pena se apresentasse tudo à justiça. Bom, Jacob conseguiu roubar tudo do pai e fugiu dele, eles estavam no México, já estão buscando por Billy seguindo as coordenadas que o garoto nos passou. Jacob está passando por todo o procedimento para ser preso...

— Espera, tinham câmeras no apartamento da Bella? — Alice perguntou horrorizada.

— No escritório de Marcus e na sala de estar, onde geralmente ele se reunia com Billy. O senador deu o jeito dele de instalar micro câmeras e gravadores, disfarçadamente em outros aparelhos, para conseguir registrar tudo, deve ter as pego quando foi vasculhar o apartamento antes de sua fuga.

— Isabella? — Jenks chamou por ela.

— Sim — Bella murmurou, limpando suas lágrimas, os olhos ainda fixos no chão.

— Há uma gravação que seu avô dá a entender que ele matou Marie Higginbotham. — Bella encarou Jenks, a boca entreaberta em choque. — Ele também fala sobre a overdose da sua mãe, pela data da gravação foi bem depois de acontecer.

— O que ele diz?

— Que teria sido melhor se Renée tivesse morrido de uma vez — Jenks contou, Bella engoliu em seco.

— Algo mais?

— Billy falou que você se tornaria um problema, por conta do estado da sua mãe, seu avô fala que ele te colocaria em um hospital antes de que chegasse a esse ponto.

O rosto de Bella já estava livre de lágrimas, ela apenas assentiu, passando como uma bala pela porta da sala do delegado. Alice e eu a seguimos rapidamente, Bella tinha parado junto a uma parede, apoiando suas mãos ali.

— Bella? — Alice se aproximou dela, tocando delicadamente em suas costas.

— Ele matou a minha avó, colocou minha mãe nesse estado e me mataria — Bella sussurrou.

— Sinto muito, Bella.

Isabella se virou para Alice, abraçando a amiga com força, voltando a chorar. Eu soube ali que ela poderia ser inocentada, ficar livre e tudo mais, porém percebi que sua mente continuaria presa a tudo aquilo, provavelmente para sempre.

Seria uma marca eterna em Isabella, assim como eu tinha a minha por conta da morte do meu pai. Algumas feridas doíam eternamente, algumas feridas não cicatrizavam.

***

Os dias seguintes foram agitados.

As provas entregues por Jacob passaram pela tal perícia e foram catalogadas como autenticas, logo depois disso Jenks se reuniu com o promotor responsável pelo caso de Bella. Ele e o promotor entraram em um acordo, o que incluía a suspensão do julgamento de Isabella, no lugar disso agendando uma nova audiência com o juiz, para que as novas provas fossem apresentadas.

A audiência aconteceria na sexta-feira, estávamos na terça. Bella, claramente, estava ficando louca com aquilo. Mesmo que daquela vez a visão de Jenks sobre o caso fosse muito positiva, mas eu não podia negar que ela tinha motivos de sobra para tanto nervosismo.

Jacob tinha se entregado, dado uma localização aproximada do paradeiro de seus pais, porém ainda não tinham prendido o senador. Eu precisava concordar com minha mãe, de que após a prisão de Jacob, Billy Black deveria estar ainda mais furioso e poderia querer retaliação.

Bella, apesar de não falar sobre o assunto comigo, demonstrava que estava com medo. Por isso eu fui buscá-la no trabalho naquela terça-feira, não trabalharia aquela noite, nós dois poderíamos dar uma volta pelo Central Park para que ela se distraísse.

— Eu estou exausta — ela se queixou enquanto caminhávamos para fora do clube.

Jasper não tinha ido trabalhar aquele dia, conseguiu uma folga e eu tinha o deixado em seu loft com Rosalie. Os dois trabalhando em nossas músicas, o que era muito bom.

— Quer mesmo ir para o Central Park? — Bella soltou seu cabelo do coque. — Vamos direto para o Brooklyn.

— Eu pensei que você quisesse se divertir — falei, apoiando a mochila dela em minhas costas.

Bella parou, olhando-me triste. Eu parei também, detestando ver tristeza no seu olhar, aquilo não estava certo.

— Eu queria, mas estou muito cansada, Garoto do Brooklyn.

— Bella...

— Isabella? — A voz diferente me calou, olhei para o lado deparando-me com a última pessoa que esperava ver naquele momento, Jacob Black.

Rapidamente coloquei Isabella atrás de mim, querendo mantê-la longe daquele cara. Jacob estava bem diferente de quando o vi pela última vez em Manhattan, usava roupas simples e tinha uma aparência exausta de quem não dormia há dias.

— E-Eu — ele gaguejou.

— O que você está fazendo aqui? — Bella indagou, segurando em meu braço, a mão dela tremia.

— Preciso conversar com você, fiquei sabendo que estava trabalhando aqui — Jacob murmurou, colocando as mãos no bolso.

— Não tem nada para conversar com Isabella, alias você não deveria estar na cadeia agora mesmo? — o confrontei.

Jacob suspirou, ele mexeu sua perna, levantando um pouco a barra de sua calça, deixando com que víssemos uma tornozeleira policial escondida sob a peça de roupa.

— Consegui um habeas corpus, mas claro que estou proibido de um milhão de coisas e tenho que usar esse troço — resmungou.

— Isso não é da nossa conta, vamos embora, Bella. — Tentei tirá-la de lá, mas ela ficou parada no lugar. — Bella?

— Você sabia, Jacob — Bella sussurrou. — Sabia sobre todo o esquema criminoso do seu pai e do meu avô. — Jacob suspirou. — Eu era sua noiva, porra!

— Eu tentei te avisar — ele disse. — Quando fui até Hamptons atrás de você, queria te contar tudo, pois já estava na cara a merda que ia dar. Juro que fui lá para te contar...

— Ah sim, quando o esquema já estava prestes a ser exposto e eu prestes a ser presa! — Bella se soltou de mim, partindo para cima de Jacob, eu tentei afastá-la, mas a garota continuou o socando no peito e quando vi que ele não reagiu deixei com que ela continuasse extravasando sua raiva. — Você é um cretino, Jacob Black, eu te odeio! Odeio a desprezível da sua mãe, odeio o seu pai filho da puta, odeio o que eles fizeram comigo aquela noite.

Bella por fim se afastou de Jacob, chorando. Ela esfregou o rosto com uma mão, tentando conter suas lágrimas, mas não conseguiu.

— Bella, vamos embora — falei, tocando em suas costas. Era melhor sairmos de perto de Jacob de uma vez, antes que eu começasse a bater naquele desgraçado.

— Não vou te agradecer pelo que fez — ela disse para Jacob. — Você é tão culpado disso tudo quanto eles — continuou. — Entregar aquelas provas nunca fará com que eu sequer pense em te desculpar por toda a merda que causaram na minha vida. — Bella respirou fundo. — Odeio você, Jacob Black, continuarei odiando para sempre.

— Eu sei — Jacob murmurou, parecendo envergonhado, olhando para seus pés. — Mas, eu realmente amei você, Isabella. Eu sei que fui um idiota, só que te amei...

— Me poupe do seu amor nojento, Jacob. — Bella riu, ela me olhou segurando na minha mão em um aperto firme. — Nunca mais apareça na minha frente, Jacob, ou eu vou presa novamente, dessa vez por te matar.

— Certo — Jacob concordou. — Adeus, Bella.

Nós dois começamos a andar para longe de Jacob, mas ela parou e voltou até ele, pegando o Black e a mim de surpresa quando socou o nariz dele.

— Isso é o mínimo que posso fazer com você como vingança! — ela exclamou para Jacob, que tocava em seu nariz com uma expressão de dor. — Seu pai me machucou muito mais, eu espero que você e toda sua família apodreçam na cadeia. Agora sim, adeus, Jacob Black.

Ela voltou até mim, retomando a tomar minha mão na sua.

— Satisfeita?

Bella sorriu malignamente.

— Um pouco, mas acho que mereço mesmo aquele passeio pelo Central Park.

***

A audiência de Isabella naquela sexta-feira foi fechada, o que significava ficar apreensivo do lado de fora da sala do tribunal, esperando pelo resultado. O juiz decidiria se teria mesmo um julgamento, ou se Bella seria absolvida logo naquela audiência, graças às novas provas em jogo.

Todos conseguiram o dia de folga para estar ali, ansiosos demais para estarem longe. Apenas Renée que continuava no hospital e minha mãe que tinha preferido ficar no Brooklyn com Clary, não estiveram lá.

— Edward você está nos deixando tonto! — Alice reclamou por eu estar andando de um lado para o outro sem parar.

— Edward, talvez seja melhor você se sentar um pouco — Esme completou.

— Eu quero meus cigarros! — Rose protestou com Arthur, que estava fazendo com que ela parasse de fumar.

Nem a briguinha dos dois me distraiu, eu continuei andando de um lado para o outro, sem conseguir parar. Até que a porta se abriu, o promotor saiu primeiro junto com Jenks, os dois conversando, atrás deles Isabella.

O sorriso dela foi a primeira coisa que vi, fazendo com que eu soltasse o ar que nem sabia que estava segurando. Bella correu para mim, eu a abracei forte.

— Eu estou livre! — anunciou em alto e bom som para todos. — Livre, livre, livre.

Logo todos estavam abraçando Bella, comemorando com ela sobre a vitória conquistada. Mas, não demorou muito para que minha noiva voltasse para meus braços.

— Você não vai se livrar de mim tão cedo, Garoto do Brooklyn!

— Eu estou muito feliz de ouvir isso, Bonequinha. Para falar a verdade, eu não quero me livrar de você nunca. — A beijei, sentindo-a sorrir durante nosso beijo.

Todos saíram do tribunal direto para a casa dos Cullen, para que pudéssemos comemorar mais. Antes disso Bella e Charlie foram para o hospital, pois ela não queria esperar mais nenhum segundo para contar a mãe, depois disso ela e o pai também seguiram para a casa dos Cullen.

— Um brinde a Bella, que está livre! — Carlisle esticou sua taça, todos tínhamos nossas taças com o champanhe caro que ele e Esme tinham ali.

— Antes do brinde eu preciso dizer algo — Bella falou, ainda sorridente, mas com lágrimas nos olhos. — Quero agradecer cada um de vocês por terem ficado ao meu lado nas últimas semanas, foram dias bem difíceis e eu não teria suportado sem vocês me apoiando incondicionalmente. — Ela afagou o braço de Charlie que estava do seu outro lado. — Muito obrigada por tudo, agora sim, o brinde.

Nossas taças se bateram, um eco agradável preenchendo a sala, enquanto todos entoávamos o nome de Isabella.

— Eu vou te agradecer melhor mais tarde, Garoto do Brooklyn — Bella sussurrou para mim quando a puxei para meus braços, ela estava inocentada e não seria presa, mas eu queria a perto de mim.

— Ei, ei, silêncio! — Esme gritou com todos, fazendo com que qualquer um naquela sala calasse a boca, ela tinha o celular na orelha e um olhar surpreso. — Certo, certo, eu falarei para ela. — Esme desligou, ela sorria. — Jenks acabou de ligar, ele ainda está no tribunal e foi informado de que Sarah e o senador Black foram presos.

Bella arfou.

— Presos?

— Presos, querida. Eles não vão mais fazer qualquer mal a você, ou a ninguém.

***

Na segunda quinta-feira de setembro Renée recebeu alta do hospital, de lá ela iria para a casa dos Cullen. Tinha sido insistência deles, que Renée e Charlie ficassem no apartamento deles, por tempo indeterminado, principalmente por Alice já não estar morando lá desde agosto quando se mudou para o loft que dividia com Jasper.

Como naquele dia Bella estava no trabalho, apesar de ela ter tentado uma folga, eu me encarreguei de ajudar Charlie e Esme a levar Renée para casa, enquanto Carlisle estava de plantão no hospital. Minha sogra parecia muito feliz aquela manhã, por finalmente deixar o hospital depois de meses internada.

— Vamos levá-la para o quarto, lá ela pode descansar — Esme falou quando entramos com Renée no apartamento, a mãe de Bella estava numa cadeira de rodas, pois ainda não tinha forças suficientes para andar.

— Mas... — Renée tentou contrariar Esme.

— Lamento, Renée, você recebeu alta mais ainda precisa de muito repouso. Vai ter de ficar no quarto, tem tudo lá e você ficará mais confortável, nem pense em ficar se cansando, ouviu?

Renée suspirou, assentindo.

— Edward, você a carrega ate lá em cima, Charlie pode não dar conta.

— Ei! — Charlie exclamou.

— Apenas falando a verdade. — Esme me ajudou a tirar Renée da cadeira de rodas, ela não pesava quase nada. — Vou preparar um lanche para ela, venha me ajudar Charlie. Edward, o quarto é a segunda porta a direita.

— Pode deixar. — Fui até as escadas, facilmente subindo com Renée até o quarto designado para ela.

A coloquei sob as cobertas, querendo que ela ficasse confortável.

— Então, feliz por estar longe do hospital? — perguntei, sentando ao lado dela.

Renée sorriu, concordando com um aceno de cabeça. Ela pegou minha mão na sua, tocando na tatuagem em meu pulso, a tatuagem do meu pai.

— Ele era — Renée começou a falar, pausando. — Um grande homem.

— Como você soube que ele morreu? — perguntei.

— Jornais. — Sorriu tristemente. — Vi. — Respirou fundo. — Vi o prédio em chamas.

Assenti.

— Quis ir até você e Lizz. — Ela chorava baixinho. — Mas...

— Eu sei, você não podia. — Beijei a testa dela. — Você cuidou muito bem da Bella, Renée — afirmei, ela negou com um aceno de cabeça. — Sério, cuidou sim, você se sacrificou por sua filha, nem todo mundo faria isso.

— Amo a Bella.

— Eu sei. — Sorri para ela. — Bella também te ama. — Renée sorriu, apertando minha mão na sua. — Te ama muito, ela não está aqui agora, mas tenho certeza de que está pensando em você nesse exato instante.

— Você é bom...Um bom garoto, Edward.

Ri, afagando a mão dela.

— Igual seu pai. — Renée tocou no meu rosto. — Ele era maravilhoso. — Assenti, sentindo as lagrimas nos meus olhos por ouvir falar em meu pai. — Eu estou feliz por você e Bella, muito.

— Você pode guardar um segredo?

Renée arqueou uma sobrancelha.

— Claro que posso!

Eu tinha finalizado a música de Bella, mas ela não a escutaria. Bom, não ainda, eu tinha um plano.

— Compus uma canção para sua filha — contei a primeira parte do segredo.

***

Bella com certeza não deixaria seu aniversário passar em branco e, sendo melhor amiga de Alice, aquilo com certeza não aconteceria. Sendo assim, as duas organizaram uma festa de aniversário no loft, como a minha tinha sido, mas daquela vez sem ser uma surpresa para a aniversariante.

Nossas famílias estavam ali, os Cullen, amigos e até mesmo colegas de trabalho de Isabella no clube. Aquele com certeza não era o emprego dos sonhos dela, mas estava durando e ela estava indo muito bem.

A festa foi maravilhosa, Bella se divertiu bastante e eu também, porém eu estava pensando muito no pós festa e não consegui aproveitar tanto. Agradeci quando a festa acabou, pois assim pudemos deixar o loft e toda a bagunça ali para Arthur, Rose e Alice limparem junto com Jasper.

Antes de irmos para nosso apartamento fizemos uma estratégica parada para comer hot dog, enquanto relembrávamos a noite do meu próprio aniversario quando comemos juntos pela primeira vez. Depois disso seguimos para o apartamento, andando e conversando, o que incluía Bella reclamando sobre seus pés estarem doendo por conta dos saltos altos que tinha ganhado de Esme.

— Por que mesmo você trouxe o violão do Jasper? — ela perguntou quando entramos no apartamento.

— Quero tocar um pouco — respondi, trancando a porta.

— Tocar? — Bella perguntou, com um biquinho nos lábios. — Eu pensei que terminaríamos a noite do meu aniversário em grande estilo, como terminamos a do seu — falou, enquanto eu a conduzia para a sala, fazendo com que ela sentasse no sofá.

— Pode apostar, Bonequinha, terminaremos em grande estilo — prometi, ela me lançou um sorriso malicioso, fazendo menção de tirar o vestido azul que usava. — Fique vestida — implorei.

— Mas, eu pensei que a gente ia transar.

— Vamos. — Ri. — Mas, se controle por mais uns minutos, mulher — pedi, ela revirou os olhos.

— Espera, o que você está tramando? — indagou quando tirei o violão de Jasper da capa, jogando-a para o lado.

— Eu terminei sua música.

— Edward! — O rosto dela se iluminou.

— Na verdade, eu fiz três músicas para você. — Bella me olhou impressionada. — Elas conversam entre si. Uma se chama Central Park, fala sobre quando eu não te conhecia de verdade, a outra se chama Labirinto, bom essa fala sobre sexo e nossos filhos nunca vão poder escutar. — Ela riu. — A última, a que mais gosto e vou tocar para você essa noite, se chama Não é um jogo.

Sobre o que essa fala?

— Fala sobre eu te amar — comecei a dedilhar a melodia no violão. — Sobre eu ter negado a principio a paixão que sentia por você, mas como não suportei mentir para mim mesmo. Então, você me disse que não era um jogo, me tomou em suas mãos, garota do Central Park. — Ela sorriu ainda mais. — E fez com que eu me perdesse no Labirinto que é seu corpo. Bom, eu amei isso e eu te amo muito mais agora. Você estava certa, não era um jogo, era amor, é amor.

Bella concordou com um aceno de cabeça, mesmo com a fraca luz da sala podia ver que ela estava contendo o choro. Eu me inclinei para beijar sua cabeça, antes de começar a tocar e cantar. Apesar de ter adorado Central Park e Labirinto, eu com certeza tinha Não é um jogo como a minha favorita, não apenas entre as três, mas de quaisquer outras canções que já tivesse escrito.

Cantei com o olhar fixo em Isabella, que sorria para mim com orgulho, o que fazia meu coração bater mais forte. Ela estava orgulhosa, aquilo me fazia sentir bem demais. A versão acústica da música era algo especial para ela, pois eu sabia que Bella não era a maior fã de rock. Porém, a canção se adequava perfeitamente ao violão.

Eu tinha dado tudo de mim para aquela letra e melodia, Jasper e Rosalie deram diversas sugestões, mas no final eu tinha as ignorado e feito cada detalhe como quis. Era algo meu para Bella, algo nosso, queria que fosse inteiramente pensada por mim.

Então, o último verso chegou:

Hey, Bonequinha, você casaria comigo? — Eu me ajoelhei diante dela, tirando as alianças de dentro do meu bolso.

Bella soltou um gritinho, tapando a boca com as mãos.

— Não são joias caras, eu comprei no cartão de Jasper e foram bem baratas para seu padrão, mas... — Engoli em seco, olhando para as alianças, apenas um circulo simples de ouro, uma para ela, outra para mim.

— Foda-se! — Bella exclamou, chorando para valer. — Eu já me aceitei casar com você antes, lembra? Isso só torna tudo melhor. Então, sim, eu com certeza caso com você, Garoto do Brooklyn!

Suspirei aliviado, levando a aliança dela até seu dedo, beijando a joia depois de botá-la na mão de sua dona. Tremendo e ainda chorando, Bella colocou a aliança em mim também, beijando no final como tinha feito com ela.

— Eu pensei em gravar Bonequinha na minha, Garoto do Brooklyn na sua, mas não sabia se você gostaria, então...

— Quero, com certeza quero isso! — Bella exclamou, antes de segurar meu rosto e me puxar para um longo beijo. — Quero você agora, amor.

— Também quero você, Bonequinha! — Me livrei do violão, arrancando minha camiseta e meus coturnos rapidamente.

Isabella fez com que eu sentasse no sofá, ela se levantou e tirou seu vestido, o sutiã que usava e os sapatos, ficando apenas de calcinha. Seu corpo logo se uniu ao meu, sua boca tomou a minha. Apertei meus dedos em suas costas, enquanto as dela estavam segurando meu rosto, impedindo-me de me afastar.

Como se eu sequer quisesse me afastar, não queria, nunca iria querer. Ela era minha, eu era dela. Nós ficaríamos juntos para sempre.

Nós, eu já pensava em uma quarta canção com aquele título. Talvez fosse o presente dela de Natal.

Levei uma mão até sua calcinha, afastando o pano e tocando em sua boceta que já estava molhada. Bella parou de me beijar, para gemer em meus lábios, esfregando-se contra minha mão.

— Você quer que eu te foda, Bonequinha?

— Sim — ela implorou. — Por favor!

Levei dois dedos a sua entrada, os estocando de uma só vez em seu interior quente. Bella soltou um novo gritinho, que abafei por voltar a beijá-la, enquanto continuava a masturbando.

— Edward, por favor — voltou a implorar.

— O que você quer?

— Quero que você me foda, com seu pau. — Ela levou suas mãos ate os botões da minha calça, começando a abri-los. — Pode me provocar depois, agora só me fode, Garoto do Brooklyn.

— Como você quiser. — Tirei meus dedos dentro dela, Bella resmungou, mas a ajudei a tirar minha calça, libertando meu pau da cueca. — Sabe, eu acho que posso escrever outras trinta versões de Labirinto — falei contra minha respiração quando ela começou a me masturbar, terminando de me deixar duro.

Bella sorriu para mim, mordendo seu lábio inferior.

— Pode deixar, eu te darei bastante material para as letras. — Ela voltou para cima do meu colo, encaixando-se sobre mim.

Nossos corpos se tocando onde mais queríamos naquele momento.

— Camisinha — lembrei.

Bella negou.

— Hoje não, noivo. — Ela guiou meu pau para dentro da sua boceta. — Eu lido com isso amanhã, hoje eu quero aproveitar você por completo.

— Bella...

— Confia em mim. — Os lábios dela se encontraram com os meus, então eu estava completamente dentro dela.

Segurei em sua cintura, movendo-a para cima e para baixo, fazendo com que nós dois gemessemos. Bella tinha um sorriso glorioso no rosto, mas eu não vi muito dele, pois logo estava distribuindo beijos por sua pele.

Juntos.

Finalmente juntos e sem mais nada para nos atrapalhar.

Gozei primeiro, apoiando meu rosto nela, sentindo seu perfume misturado ao seu suor. Ela veio depois, apertando-me mais ainda, segurando com força nos meus cabelos.

— Eu te amo — Bella disse primeiro.

Levantei meu rosto, captando seu olhar preguiçoso, mas o sorriso continuava ali.

— Amo você tambem, Bonequinha — Beijei seu queixo.

Ergui sua mão onde a aliança estava, beijando a joia novamente.

— Esse foi o melhor aniversário da minha vida. — Bella sorriu, lágrimas acumularam-se em seus olhos. — Não é um jogo — disse, afagando meu rosto.

— Com certeza não é um jogo, Bonequinha.

— É amor!

***

Entre algum momento da madrugada entre o sexo, tocar as músicas e mais sexo, consegui contar para Isabella o plano que Jasper, Rosalie e eu tínhamos para a manhã do dia seguinte. Ela não gostou muito daquilo, por conta de quem encontraríamos, mas me apoiou ainda assim.

Foi terrível deixar Bella sozinha na nossa cama, dormindo, na manhã do outro dia. Mas, eu tinha de ir fazer o que queria de uma vez, ou acabaria me arrependendo. Ela estava de folga aquele dia, já tinha me dito que iria para o apartamento da minha mãe ficar um pouco com ela e Clarisse, então sabia que ela estaria bem.

Encontrei com os gêmeos no metrô, os dois também estavam nervosos e ansiosos. Rosalie ainda mais por estar sem seus cigarros, eu tinha pena de quem a tirasse do sério naquele momento.

— Oi, nós estamos aqui para falar com Phill Dwyer — falei para a recepcionista da gravadora em Manhattan.

— Vocês tem hora marcada? — Ela perguntou, mascando seu chiclete, olhando com desprezo para a gente.

— Não, não temos, mas...

— Sem hora marcada, sem encontro com o Phill — a mulher falou, voltando a mexer em seu celular.

Rosalie bateu no balcão, assustando a mulher.

— Escuta aqui, queridinha, eu estou em abstinência de cigarros, irritada e nervosa, você não quer me tirar do sério ainda mais, quer? — A mulher negou, apavorada. — Ótimo, pois eu tenho essas baquetas e você não iria querer apanhar com elas!

— E-Eu vou chamar p-por el-ele — a mulher gaguejou, pegando o telefone. — Quem devo anunciar mesmo?

— The Dragons — respondi. — É o nome da nossa banda.

Eu tinha escrito três músicas Jasper duas e Rosalie quatro. Estávamos todos confiantes, a The Dragons ainda existia e iriamos fazer Phill perceber que devia investir na gente. O meu sonho de ser um músico continuava vivo, não deixaria com que ele virasse um pesadelo.

Notas finais
Beijos! Lola Royal. 15.10.17