Sob minha Pele

33 Capítulo Trinta e Dois


Notas iniciais
Capítulo dedicado a fofa da Chloe Less que recomendou a história, muito obrigada, linda ♥ Boa leitura! :) *Música especial do capítulo https://www.youtube.com/watch?v=yiQ5CFSJHvU

— Capitulo Trinta e Dois —

— Edward —

O sonho virou um pesadelo.

Eu não sabia porque estava surpreso com aquilo, deveria ter imaginado que com a minha sorte algo logo aconteceria para estragar tudo. Lá estava o ponto de mudança do sonho para o pesadelo: Jacob Black.

Minha primeira vontade quando vi aquele cretino foi ignorá-lo e voltar a beijar Isabella, mas logo me toquei que ter ele por perto não seria facilmente superado. Então, minha segunda vontade foi desejar que ele morresse e sumisse para todo o sempre.

— Vá embora, Jacob! — Bella ordenou, ainda sentada em meu colo a Bonequinha tremia, ela estava claramente com medo do Black.

Jacob parecia furioso, enquanto olhava de Isabella para mim. Seu rosto retorcido em uma máscara de ódio, suas mãos fechadas com força, seu olhar escuro cheio de fúria.

— Eu não acredito nisso, Isabella! — ele exclamou, cada palavra saindo com uma boa dose de raiva.

— Não acredita no que, Jacob? — Bella o confrontou. — Não acredita que eu estou com outra pessoa? Bom, comece a superar isso, pois estou sim namorando Edward.

— O amiguinho do instrutor de tênis do clube? — Jacob rosnou. — Que merda você tem na cabeça, Isabella? Como você pode chegar tão no fundo do poço assim?

Isabella se levantou primeiro, vencendo seu medo, mas logo eu estava de pé também. Jacob deve ter se sentido muito ameaçado por nós dois, pois assim que nos viu de pé diante dele, o filhinho de papai deu dois passos para trás, afastando-se.

— Que merda você tem na cabeça para falar assim com Isabella, seu pedaço de merda? — gritei com Jacob, que se encolheu com meu grito. — Você sequer deveria estar falando com ela, muito menos falando todas essas idiotices.

— Você não a conhece, não sabe do que ela é capaz! — Jacob gritou de volta.

— Porra, foda-se se eu te trai, eu não vou trair Edward — Bella falou entre dentes para Jacob. — Some, Black, antes que eu mesma te dê um soco, você está merecendo, sabe muito bem disso.

— Eu não vou sumir...

— Suma, ela mandou você sumir, não foi? — interrompi Jacob, que me encarou com raiva. — Não tenho medo de suas caras feias, Black, cai fora agora. Ou, não será Bella te dando um soco, será eu e você no mínimo vai ter um nariz quebrado.

Eu sabia que socar aquele mauricinho de Manhattan podia me colocar em maus lençóis, mas queria muito dar na cara dele. Desde aquele jantar na casa dos Cullen, quando ele foi um escroto com Isabella, que na época ainda era sua namorada.

— Nós precisamos conversar, Isabella — ele insistiu com ela, Bella respirou fundo uma vez, parecia assim como eu muito perto de bater em seu ex.

— Não existe um nós, Jacob Black, nunca existiu — Bella afirmou. — Como também sei que não há nada para nós dois conversarmos mais, entendeu? Ou vou precisar desenhar? Não sei como me achou aqui, mas eu quero que caia fora agora da minha frente.

A careta no rosto dele se pronunciou.

— Você precisa vir comigo, Isabella! — Ele segurou no braço dela, foi quando explodi.

— Tire a mão da minha namorada. — Afastei a mão dele de Bella, com brutalidade. Empurrei o Black pelo peito, quase o deixando cair no chão com aquilo. — Nunca mais toque em Isabella, ouviu? Nunca mais!

— Eu não quero tocar na sua namoradinha — Jacob esbravejou, levando mais um empurrão. — Só quero...

— Ei, ei, o que está acontecendo aqui? — Jasper e Arthur apareceram correndo, me arrastando para longe de Jacob.

— Você precisa vir comigo, Isabella — Jacob continuou insistindo.

— Ela não vai há lugar algum com você! — gritei com ele, tentando soltar-me do aperto seguro de Jasper. Aquela altura todos os convidados do luau já tinham os olhos sobre a gente, estávamos dando um show.

— Vai embora, Jacob, ou eu vou contar para meu avô que você está me perseguindo — Bella ameaçou, Jacob soltou uma risada debochada.

— Aquele velho, ele deveria morrer de uma vez!

Bella tentou chegar até Jacob ao ouvir a fala do Black, mas Arthur a segurou antes disso.

— É melhor você ir embora, ou vou chamar a policia — Alice que apareceu ali também, junto com Rose, ordenou.

Jacob pareceu ainda mais assustado com aquilo, olhou novamente para Bella.

— Larga esse cara e vem comigo!

— Eu não vou há lugar algum com você, Jacob Black. — As palavras dela foram decididas.

— Quer saber? Que se foda, Isabella! — Jacob gritou. — Vai se arrepender muito por não ter vindo comigo, ouviu?

O Black não disse mais nada, dando meia volta para deixar Bella. Jasper só me soltou quando o mauricinho estava bem longe, quando era seguro me largar.

— Você está bem? — Fui imediatamente até Bella, que passou a câmera de Arthur para ele.

— Graças a Deus você não usou a câmera para dar na cara do Black — o Davis falou, mas logo o chutei para o fundo da minha mente, voltando a me concentrar em Isabella, que parecia péssima.

— Bonequinha?

— Vamos embora? Está todo mundo olhando pra gente, eu estou tão envergonhada dessa gritaria toda — murmurou, visivelmente constrangida.

Olhei ao redor, as pessoas ainda olhavam para a gente, cochichando sobre o ocorrido.

— Mas, a festa mal começou — Alice falou ali de perto.

— Edward, por favor. — Bella segurou minha mão, a sua tremia, o medo tinha voltado.

— Vamos embora, Bonequinha — concordei com seu pedido.

O que ela estava escondendo? Com certeza estava escondendo algo, não podia só estar nervosa com a aparição do Black, mesmo que aquilo tivesse sido uma grande merda.

— Nós vemos vocês depois, não percam a festa pela gente — Bella falou para os outros, antes de me puxar para longe de todos.

— Ei, tudo bem se eu dirigir? — Tirei as chaves da Ferrari de sua mão, antes de ela poder entrar no banco do motorista, notando todo seu nervosismo.

— Você não tem carteira.

— A casa dos Cullen é logo ali, não acho que nenhum policial ou guarda irá nos parar até lá. Você está nervosa, é melhor que eu dirija, Bonequinha. Nem tive tempo de beber nada, me deixa dirigir.

Mesmo que ainda relutante, Bella concordou, indo para o outro lado do carro. Dirigir a Ferrari foi incrivelmente fácil, ela praticamente se dirigia só, eu tinha aprendido a dirigir com minha mãe, no velho carro de uma vizinha que o cedeu para minhas aulas, mas nunca cheguei a tirar a carteira de motorista, pois Richard tinha gastado o dinheiro que eu usaria para beber e com o passar dos anos não vi sentido naquilo, já que não teria um carro para dirigir.

Quando estacionei diante da casa dos Cullen, voltei o olhar para Bella, que tinha ficado o caminho inteiro calada. Ela olhava pela janela, perdida em seus pensamentos.

— Tem algo que quer falar, Bella? — perguntei receoso do que ouviria. Ela não estava arrependida de estar comigo, certo? Aquela aparição digna de pesadelo de Jacob não estava bagunçando a mente dela, ou estava?

Bella suspirou, olhando para mim novamente.

— Você dirige bem — foi a primeira coisa que falou. — Com quem aprendeu?

— Minha mãe.

Ela assentiu, dando um mínimo sorriso.

— Então, Elizabeth dirige muito bem também. — Tocou no meu braço. — Você é um ótimo motorista, devia ter uma carteira.

— Eu nem tenho um carro. — Desliguei a Ferrari. — Você está bem? Eu sei que está escondendo algo.

Bella franziu o cenho.

— Como sabe?

— Eu sei lá. — Foi minha vez de suspirar. — Acho que já te conheço muito bem, Bonequinha.

— Jacob foi lá no meu apartamento — sussurrou. — No dia que fomos para Coney Island, levou flores e chocolates. — Revirou os olhos. — Com o papinho de tentar uma reconciliação comigo. — Ela engoliu em seco. — El-Ele... — Se interrompeu, voltando a olhar pela janela.

— Isabella, o que aconteceu? Você pode me contar tudo.

Ela tinha ficado com ele? Não, eu não podia acreditar naquilo. Bella não tinha ficado com Jacob, ela o odiava e me amava. Eu confiava nela.

— Jacob levantou a mão para mim.

Parei de respirar, me dando conta de suas palavras. Jacob tentou bater nela?

O olhar castanho de Isabella voltou para mim, seu rosto estava preso em uma expressão angustiada.

— Ele não bateu, mas aquilo me assustou.

— Porra, Bella — falei contra uma respiração mais alta, tirei o cinto e me estiquei até ela, beijando seu rosto, onde uma lágrima e outra já se encontravam. — Por que não me disse isso antes, Bonequinha?

— Não tive coragem — continuou sussurrando. — Não queria contar isso. — Ela tocou em meu rosto. — Sei que prometi ser sincera e tudo mais, só que...— Bella segurou meu rosto. — Eu só não consegui contar, eu quis, mas não consegui.

— Ele não te bateu mesmo, né? — perguntei, puto com Jacob e nervoso sobre o que Bella poderia ainda estar escondendo.

— Não, não bateu. — Ela beijou minha bochecha. — Ele é idiota, mas não louco, sabe que isso destruiria o nome dele e da família.

— E eu vou destruir a cara desse babaca se ele chegar perto de você novamente, Bonequinha. — Respirei fundo, afagando a pele macia do seu rosto. — Não consigo lidar com a ideia de ninguém machucando você.

Bella me puxou para um beijo longo.

— Eu te amo, Edward — disse na escuridão do carro.

Abri os olhos encontrando os dela.

— Amo você também.

Ela sorriu, tocando seus lábios nos meus outra vez.

— Desculpe ter feito você perder o luau, mas continuar lá com toda aquela gente fofocando, eu não podia lidar com isso.

— Não, que se foda o luau. — Era a última coisa em minha mente naquele instante. — Só quero ter certeza de que você está bem.

— Estou, mas acho que preciso de um banho quente para relaxar, comer algo depois, então ir aproveitar um pouquinho do meu namorado. — Ela me lançou um sorriso bonito. — Com muito sexo, já que eu tenho certeza de que Rose e Art não passam de hoje.

Eu ri da fala dela.

— Você ainda não ganhou a aposta.

— Tanto faz, mesmo se eu perder vou ter muito sexo com você. — Me beijou outra vez, para falar depois disso. — Amo você.

Eu sabia disso, estava em um sonho em plena realidade por aquilo, nada de um sonho ruim.

— Não é um pesadelo.

— Desculpe? — perguntou confusa, apenas neguei com um aceno de cabeça.

— Vá tomar seu banho, eu vou preparar algo especial pra gente.

***

Enquanto Bella tomava o banho que queria, eu me movi pela casa dos Cullen arrumando tudo para a gente. Nós tínhamos perdido o luau, mas ainda podíamos aproveitar o Quatro de Julho.

— Finalmente, pensei que você tinha dormido no chuveiro — falei quando a vi entrar na cozinha da casa. Tinha trocado o vestido por outro, mas aquele em um tom de azul bem claro e mais simples, seus cabelos que tinham sido lavados estavam quase secos, os pés descalços.

— Eu quase dormi, a água estava uma maravilha — ela disse. — Vou pegar algo e esquentar para comermos. — Apontou para a geladeira.

— Não, não vai, eu disse que ia preparar algo para a gente, não disse?

— É, o que aprontou?

— Vem comigo. — Estiquei minha mão para ela, Bella não hesitou nem por um segundo a entrelaçar sua mão a minha. Parei para pegar uma cesta de piquenique no balcão, causando confusão em Bella.

— Você montou uma cesta de piquenique?

— Pode apostar que sim, vem. — A guiei em direção à saída da casa que nos levaria para a praia.

Eu tinha pegado algumas coisas nos armários dos Cullen, para preparar nosso próprio luau, estendi um cobertor na areia, algumas almofadas e lanternas para iluminar o ambiente. Até mesmo enterrei parte delas na areia, para fingir que a luz estava saindo do chão. Também peguei meu celular, uma caixinha de som que Jasper tinha levado para a viagem e o violão do meu amigo.

— Uau, você realmente caprichou, Garoto do Brooklyn — Bella aprovou, quando chegamos ao nosso destino.

— Perdemos a festa, mas ainda podemos ter nosso próprio luau, Bonequinha. — Beijei seus lábios, sentindo-a sorrir.

Nós sentamos lado a lado sobre o cobertor, com a cesta diante a gente. Antes que atacássemos minha comida surpresa, eu coloquei uma seleção especial de músicas para tocar no celular, começando com I’ve got you under my skin do Sinatra.

— Oh, eu amo essa música! — Bella exclamou, ficando de pé, estendendo a mão para mim. — Você terá de dançá-la comigo agora, namorado.

— Será um prazer.

Entre beijos e sorrisos, dançamos nossa música sob o céu estrelado daquela noite quente de julho. Quando Sinatra acabou de cantar, Bella me puxou para um beijo mais longo.

— Agora, é a hora que você se arrisca sobre meus dotes culinários — falei, Bella fez uma careta, mas riu. — Prometo que não vai passar mal, pelo menos espero que não passe.

— Okay, vamos ver o que você aprontou — disse ansiosa, nós dois voltando a sentar sobre o cobertor.

Peguei a cesta de piquenique, a abrindo, tirando de lá uma garrafa com suco e duas taças de cristais da coleção dos Cullen.

— Como você não bebe álcool, eu pensei que um pouco de suco de uva seria uma boa pedida para substituir um vinho.

— Você pode pegar um vinho, ou uma cerveja se quiser, sei lá, qualquer coisa com álcool.

— Estou bem — assegurei. — Não preciso de álcool para me divertir, eu tenho você aqui comigo, Bonequinha.

— Você é bom demais para ser real, Edward — Bella acusou, mas sorria.

Apenas sorri de volta para ela, colocando suco para nós dois nas taças, entregando uma a ela. Então, voltei a mexer na cesta, pegando de lá o que realmente importava, Bella riu alto.

— Você nos fez hot dog?

— Eu com certeza fiz hot dog. — Passei um para sua mão. — Com certeza não está bom como o que amamos do Brooklyn, mas é o suficiente para saciar nossa fome.

— Está de bom tamanho. — Bella deu a primeira mordida. — Surpreendentemente bom também, até que você não cozinha tão mal assim — ela não se importou de falar em boca cheia.

— Não é um grande mistério fazer hot dog, Bella — falei, começando a comer também, estava mesmo comestível, obviamente não era a melhor comida do mundo. — Tudo bem? — perguntei para Bella, após um longo tempo de silêncio partido dela.

— Sim, só estou pensando em Jacob. — Aquilo me fez ter uma careta no rosto logo em seguida. — Não desse jeito, Edward, claro que não — afirmou rapidamente. — Só estou esperando que ele não corra até o pai dele para fazer fofoca sobre a gente.

— O que isso tem a ver?

— Só não quero que nosso namoro chegue aos ouvidos do meu avô por terceiros, Edward. — Ela voltou seu olhar para o mar. — Eu quero contar que estou namorando pessoalmente, não que alguém faça fofoca.

— Você acha que seu avô vai encrencar demais com nosso namoro? — questionei, vendo-a inspirar fundo.

— Não sei, Edward — falou baixinho. — Espero que não. Eu te amo, amo meu avô, não quero criar um conflito entre duas das pessoas mais importantes da minha vida.

Nós voltamos ao silêncio, Bella não queria se estender naquele assunto, eu não sabia o que falar. Não demoramos muito a terminar de comer, ela acabou e se deitou sobre o cobertor, fechando os olhos, parecendo que dormiria ali mesmo.

Eu interrompi a música em meu celular, pegando o violão de Jasper. Toquei algumas músicas ali, minha atenção se dividindo entre Isabella e todo o resto da praia. Ela, Bella, parecia tão serena deitada sob a luz da lua e das estrelas.

Era como se o mundo fosse apenas nosso, como no meu sonho do Central Park. Apenas nós dois, sem nada, ou ninguém para nos atrapalhar.

How I wish* — eu cantava o fim de uma música, quando vi Bella abrir os olhos, encarando-me atentamente. — How I wish you were here* — Bella sentou, seu olhar passando para o violão. — We’re just two lost souls*... — Bella segurou no braço do violão, fazendo com que eu parasse de cantar e tocar.

— Essa música é triste demais, Garoto do Brooklyn.

— É uma grande música, é Wish You Were Here, do Pink Floyd.

— Não importa de quem seja, é uma música triste. — Bella tirou o violão das minhas mãos, o colocando na areia. — Vamos só deixar a música para lá, okay? — Ela fez com que eu deitasse, deitando sobre meu peito, bem acima do meu coração.

Alguns minutos depois os primeiros fogos de artificio queimaram no céu noturno, disparados de alguma festa das várias acontecendo ali em Hamptons. O espetáculo era lindo, colorido, admirável.

— Garoto do Brooklyn?

— Sim?

— Nós estaremos juntos no próximo Quatro de Julho?

Eu me virei para olhá-la, vendo seu olhar ansioso sobre o meu.

— No próximo e em todos os outros, Bonequinha — prometi. — Isso também vale para qualquer outra data comemorativa, seu aniversário, meu aniversário, Halloween — continuei a falar, deslizando uma mão por sua coxa, ultrapassando o limite do seu vestido, apreciando o calor de sua pele.

Bella me beijou, deixando sua língua invadir minha boca, explorando-a. Enquanto isso, eu continuei subindo minha mão, chegando a sua calcinha. A afastei um pouco, deixando meus dedos entrarem em contato com sua boceta.

Delicadamente toquei em Bella, ouvindo-a gemer baixinho em minha boca. Nossos lábios se separaram, aproveitei aquele momento para sussurrar algumas coisas para ela.

— Vou cuidar de você, vou protege-la e amá-la, Bonequinha.

Bella entreabriu seus olhos, gemendo ainda mais quando apertei de leve seu clitóris.

— Confie em mim, você confia?

— Confio, claro que confio — falou contra um novo gemido.

— É sua vez de relaxar, não? — Tirei minha mão dela, Bella assentiu.

— É, estou tensa, conserte isso — exigiu.

— Sempre tão mimada. — Ri, levando meu polegar até sua boca, fazendo-a abrir seus lábios para mim. — Chupe, Bonequinha, vou fazer você se sentir bem. — Ela chupou meu polegar, depois meu dedo indicador e o do meio, os deixando bem umedecidos.

A beijei novamente, retomando meus dedos a sua boceta. Isabella mordeu meu lábio, devagar aquele dia sem arrancar sangue, quando lentamente a penetrei com meus dedos.

— Edward — gemeu baixinho quando soltei seus lábios, levando os meus até seu pescoço, desviando do colar de Renée que ela usava para beijar diretamente em sua pele.

Ouvi mais barulhos de fogos, como Bella soltar um suspiro de admiração.

— O céu está lindo.

Eu não duvidava daquilo, mas estava concentrado demais nela para prestar atenção em outra coisa. Além do mais, ela era tão linda.

— Eu tenho certeza de que você está mais linda do que ele — externei meus pensamentos.

— Oh, Edward! — Bella segurou em meus cabelos, mexendo seu quadril junto aos meus dedos, deixando que eles fossem mais fundo em sim. — Mais — clamou.

Aumentei o ritmo dos meus dedos nela, nunca deixando de beijar seu pescoço. Ela tinha cheiro de sabonete, algo leve e que me fazia pensar justamente em praia e calor.

— Eu quero mais, Edward. — Bella puxou meu rosto para si. — Eu quero você dentro de mim, por favor.

Concordei, tirando minhas mãos dela. Bella rapidamente livrou-se do seu vestido e da calcinha, como não usava um sutiã ficou completamente nua. Eu tentei ser tão rápido quanto ela ao me livrar de todas minhas roupas, antes de largar a bermuda de lado capturei a camisinha que tinha colocado ali antes de sairmos para o luau.

Nós nos amávamos e tudo mais, mas não estava nem perto da hora de termos um filho, nem sabia se Bella queria um, se eu queria. Eu realmente seria o chato sobre preservativos, mas Bella também estava se tornando mais responsável quanto aquilo, aliás, sobre tudo em sua vida.

Ela tinha mudado, muito.

Eu me encaixei entre suas pernas, já duro de tesão. Bella abriu um sorriso para mim, puxando-me mais para si. Coloquei meu pau em sua entrada, lentamente me enterrando em sua boceta apertada e molhada de desejo.

— Bella. — Minha cabeça tombou pra frente, minha testa apoiando-se na de Isabella, que enrolou meus cabelos em seus dedos.

— Você é meu?

— Totalmente seu, Bonequinha — confirmei, continuando no ritmo lento, que parecia estar agradando nós dois. — Você é minha?

— Completamente sua.

Continuei amando Isabella naquela praia de Hamptons, deixando com que mais que o sexo ela e eu soubéssemos por aquele contato tão intimo que muito nos ligava. Éramos a parte de um nós, um conjunto. Eu podia escrever uma música sobre ela, sobre como Bella me fazia sentir.

Gozamos juntos, como se estivéssemos em um livro, novos fogos de artificio iluminaram o céu naquele exato momento. Bella se apertou contra mim, enquanto eu a puxava para mais perto, atingindo o êxtase junto dela.

— Eu estou ficando completamente viciada em fazer sexo ao ar livre — ela deixou escapar, ainda perdida em seu orgasmo, eu tirei a camisinha, mas logo estava nos braços de Bella novamente.

— Bom, é um vicio que eu acho que podemos alimentar um pouco mais. — Nós rimos, nossos corpos suados tocando-se me dava mais vontade ainda de estar dentro dela, Bella era completamente tentadora, de todas as formas.

— Vamos nadar um pouco?

— Nus?

— Como se já não tivéssemos feito coisa pior do que nadar nus nessa praia. — Ela me empurrou de cima de si e antes de correr em direção ao mar anunciou para mim. — Tente me pegar, Garoto do Brooklyn.

Corri atrás dela, me unindo a Bella na água. Rapidamente eu a tinha em meus braços, depositando beijos por todo seu rosto.

Passamos algum tempo no mar, até ela alegar que precisava dormir. Eu não me sentia cansado, já estava mais do que acostumado do que passar a noite inteira acordado no trabalho, mas não queria que Bella ficasse mal no outro dia por ter ficado até muito tarde de pé.

Nós saímos do mar, recolocamos nossas roupas, juntamos toda nossa bagunça da areia e voltamos para o interior da casa dos Cullen. Rosalie e os outros ainda não tinham voltado, deviam estar mesmo curtindo o luau.

Deixei Bella tomar um banho, indo tomar o meu depois. Sai do banheiro e a encontrei já dormindo, usando apenas uma camisa minha e calcinha.

Sem fazer barulho fui até ela, cobrindo seu corpo com o edredom, era uma noite quente, mas não queria que ela acabasse com frio no meio da madrugada. Eu ainda estava completamente acordado, então com o violão de Jasper sentei à mesinha no canto do quarto.

Lá em cima estava todo o material de desenho de Bella, assim como o seu desenho de sereia. Eu não estava brincando quando tinha dito que era um desenho maravilhoso, realmente o queria na minha pele e faria aquilo acontecer o quanto antes.

Olhei para ela na cama, dormindo tranquilamente. Ela estava segura comigo, Jacob, ou nenhum outro cara, tocaria em Isabella para feri-la, eu a protegeria.

Peguei uma folha em branco do seu caderno de desenho, achei um lápis ali e comecei a dedilhar no violão. Minha mente e meu coração, aliados a música vivendo em mim começaram a trabalhar em conjunto.

Naquela noite comecei a compor a primeira música inspirada em Bella.

***

Despertei primeiro na manhã seguinte, graças ao meu celular tocando. Sem querer que Isabella acordasse, ela continuava dormindo tão pesadamente, então devia estar mesmo cansada, eu peguei o aparelho para atender a chamada de uma vez.

Rapidamente fiquei irritado quando vi que quem ligava era o mesmo número desconhecido de outro dia, o número era uma total incógnita, assim como a pessoa por trás dele. Mas, eu ainda sustentava a minha grande teoria de que era um adolescente babaca que não tinha outra coisa para fazer além de importunar terceiros.

— Alô — atendi a ligação, eu podia ouvir a respiração pesada do outro lado da linha, assim como a narração de algum jogo na TV, só não sabia dizer qual era. — Escuta, sei que adolescência é um saco, mas você pode achar coisas mais interessantes para fazer além de me infernizar com trotes, não é?

Silêncio, até que por fim a pessoa falou.

— E-Eu — gaguejou, a voz masculina era grossa demais, não parecia ser a de um adolescente. Certo, eu estava lidando com um cara idiota desocupado. — Desculpe, não vou mais ligar — falou apressadamente, finalizando a ligação antes que eu pudesse dizer algo.

Bufei, jogando o celular de volta a mesinha.

— Tudo bem? — Bella perguntou, remexendo-se na cama e abrindo seus olhos para mim.

— Tudo, era só aquele número desconhecido de novo.

— Ah, o adolescente.

— Antes fosse — resmunguei. — Era um cara, pela voz não era um adolescente não, mas que se foda, ele prometeu não ligar de novo.

— Deve ser algum maníaco. — Bella riu. — Cuidado, Garoto do Brooklyn, ele pode estar querendo abusar do seu corpo. — Ela percorreu uma mão por meu peito.

— Bella! — resmunguei, a fazendo rir.

— Vamos tomar café? Estou morrendo de fome, eu posso me aproveitar do seu corpo depois.

Concordei com ela, nós nos arrumamos para descer, seguindo para fora do quarto depois. Eu tinha guardado muito bem o que já tinha composto da música inspirada nela, só queria que Bella soubesse daquilo quando a canção estivesse finalizada.

— Ei, vocês não deviam ter ido embora ontem, o luau foi um máximo! — Alice exclamou empolgada quando nos encontramos com ela e Jasper no corredor.

— Alice, não grita, eu ainda estou de ressaca — Jasper reclamou.

— E Art e Rose? Eles ficaram juntos? — Bella indagou, enquanto nós quatro convergíamos até a escada.

— Bom, até a gente deixar a festa não. — Alice deu de ombros. — Mas, eles continuaram no luau, se bobear nem voltaram para casa ainda.

— Puta que pariu! — Jasper, que chegou primeiro no fim da escada que levava a uma das salas, gritou.

Eu entendi o grito no momento que vi a bunda branca de Arthur, por sorte Rose estava embaixo dele, o que escondia sua nudez. Ambos dormiam, enroscados no sofá.

— Ganhei a aposta, Garoto do Brooklyn — Bella se gabou atrás de mim.

— Tinha uma aposta? Por que não me falaram nada? — Alice reclamou.

— Rosalie! — Jasper gritou com a irmã, fazendo com que ela e Arthur começassem a acordar.

— Ah merda — Rose choramingou, provavelmente se dando conta do que tinha feito, Arthur por outro lado estava muito contente.

— Bom dia, Anjo!

***

Jasper, Alice, Bella e eu saímos da sala para deixar com que Rose e Arthur se vestissem com as roupas deles largadas pelo chão. Nós quatro estávamos curiosos sobre os dois, mas quando ambos apareceram na cozinha para tomarmos nosso café da manhã na hora do almoço, eles não disseram uma palavra sobre nada.

— Vocês...

— Não, fica quieto! — Rose ordenou para mim, fazendo com que eu não tivesse outra escolha senão ficar de boca fechada.

Enquanto ela estava toda arrisca, Arthur parecia muito contente, sorrindo excessivamente.

Bella retornou a sala de jantar, onde todos estávamos comendo, sentando do meu outro lado. Ela tinha saído da mesa para atender uma ligação dos pais de Alice, para a atualização diária do estado de Renée.

— Como sua mãe está? — perguntei, vendo-a revirar a comida no seu prato, parecendo dispersa.

— Ah, bem, muito bem — respondeu, olhando para mim. — Esme contou que ela está bem perto de voltar a falar, eu me sinto tão contente por isso.

— E por que está com essa expressão triste?

Bella suspirou.

— Só estou preocupada com vovô, não me atendeu no celular e a secretária dele na empresa disse que ele não apareceu lá hoje. E não tem ninguém lá em casa, ele tinha dado folga para os empregados pelo feriado. Tudo que sei foi resumido em uma única mensagem, estou ocupado, nos falamos amanhã.

— Não se preocupe, ele só deve estar ocupado mesmo. — Beijei o topo da sua cabeça. — Amanhã quando você voltar para New York verá que está tudo bem.

— E se Jacob fofocou sobre ter me visto com você? — Bella indagou aos sussurros. — Vovô pode estar irritado comigo, por ter mentido para ele.

— Bella, vai ficar tudo bem — afirmei, afagando sua bochecha, o rosto dela continuava tenso. — Vamos fazer o seguinte, você conversa com seu avô, sobre nós dois amanhã quando ver ele. Marca um jantar, ou qualquer coisa assim, para que eu o conheço, eu prometo que irei ser um príncipe para que ele goste de mim.

Um príncipe sem o dinheiro, pensei, mas ainda assim um príncipe.

— Tudo bem, mas você tem de falar com Elizabeth também.

— Eu falarei, prometo.

— Anjo, você pode me passar o molho? — Rose ao meu lado xingou baixinho ao ouvir o pedido de Arthur, o ignorando por completo, eu joguei o molho para ele, que ainda tinha um sorriso imenso no rosto. — Esse foi o melhor Quatro de Julho da minha vida!

— Eu tenho de concordar — Bella, um pouquinho mais animada, falou, afagando meu braço. — Mal posso esperar pelos próximos.

***

Com todos cansados depois da comemoração do dia anterior, ninguém quis deixar a casa dos Cullen para aproveitar o resto de Hamptons, mesmo sendo nosso último dia ali. Os gêmeos estavam nadando no mar, Bella e Alice tomando Sol na beira da piscina, Arthur em qualquer lugar da casa, ainda comemorando por ter transado com Rose, mesmo que não tivessem confessado, afinal o que vimos tinha sido suficiente.

Eu tinha me acomodado em um sofá da varanda, tocando algumas músicas, pensando na composição para Bella que ainda estava em fase inicial. Queria a música perfeita, ela merecia.

— Estou apaixonado! — a fala de Arthur, que surgiu do nada, me pegou de surpresa.

— O quê?

— Pela Rosalie, estou apaixonado por ela — falou, cheio de suspiros, olhando para minha melhor amiga no mar. — Eu quero casar com essa garota.

— Oh porra. — Gargalhei. — Calma ai, Romeu, vocês praticamente acabaram de se conhecer.

— Não importa, caso com ela agora mesmo, você pode ser o padrinho.

— Agradecido. — Dei um tapa em suas costas, que pareceu doer pela careta no seu rosto. — Mas, vá com calma com Rose, tudo bem?

— Certo, eu vou com calma. — Arthur suspirou, ainda olhando ela no mar.

— Ah e se você machucar minha amiga eu vou machucar você, Arthur — avisei. — E quebrar sua câmera. — Ele arregalou os olhos. — Em mil pedacinhos, bem na sua frente. Então, cuidado com Rose.

***

Em solidariedade a Jasper que teria de trabalhar na manhã de quarta-feira, todos deixamos Hamptons bem no começo do dia. Parte de mim não gostava de ter deixar aquele refúgio feliz, mas Alice prometeu que voltaríamos e acreditei naquilo.

Arthur foi obrigado por Bella, que estava morrendo de sono, a dirigir. Como Rose ainda estava evitando o fotógrafo, ela voltou no banco de trás com Isabella. As duas pegaram no sono não muito depois do começo da viagem, o que me fez ter só Arthur de companhia pelo resto do caminho.

Mas, até que o Líder de Torcida tinha um bom papo. Conversamos sobre sua volta ao mundo nos dois últimos anos, ele me contou sobre a música nesses lugares e quando me dei conta já estávamos no Brooklyn.

Alice levou Jasper direto para o clube que ele trabalhava em Manhattan, então nosso grupo estava se dispersando. Mas, antes que o grupo por inteiro se dispersasse, indiquei um caminho diferente para Arthur que não o apartamento que Rose e eu dividíamos.

— Onde estamos? — Bella perguntou confusa quando acordou, Rose estava acordando também, nada contente por ser acordada.

— No Brooklyn — Art contou animado.

— Mais especificamente em um dos meus lugares favoritos do Brooklyn — emendei, também empolgado com o que estava prestes a acontecer.

— Você vai fazer uma tatuagem nova? — Rose indagou ao olhar para o lado de fora da Ferrari de Isabella, vendo que tínhamos estacionado bem na entrada do estúdio de tatuagem onde fiz todas minhas tatuagens.

— O quê? Espera! — Bella gritou, parecendo acordar de vez ali. — Você não vai fazer aquela tatuagem do meu desenho, vai?

— Claro que vou, eu disse que ia fazer, não disse?

— Edward!

— Ei, então eu posso tatuar o desenho que a Bella fez também — Arthur se manifestou.

— O quê? O desenho dos meus olhos? Nem pensar! — Rosalie exclamou, finalmente voltando a falar com o fotógrafo.

— Vai ficar legal, o desenho ficou ótimo — Bella deu corda. — Mas, você. — Se voltou para mim. — Tem certeza de que vai fazer meu desenho?

— Absoluta. — Abri a porta, deixando a Ferrari.

Bella e os outros dois logo estavam fora também, Arthur e Rose ainda discutindo sobre a tatuagem dele.

— Você tem certeza de que aqui é tudo seguro? — Bella me perguntou quando bati na porta do estúdio, era cedo, Aro não tinha aberto o local ainda, mas sabia que ele me atenderia mesmo assim.

— Tenho sim, o tatuador fez todas as minhas tatuagens e eu nunca peguei nada. Fora que Aro era amigo do meu pai.

— Certo, se você diz que é seguro tudo bem — Bella concordou. — Mas, você tem mesmo certeza...

— Sobre o seu desenho? Já disse que tenho, não se preocupe, não vou me arrepender.

A porta se abriu, Aro Volturi apareceu para nós. Ele era um homem com uns quarenta anos, cabelos pretos compridos que naquela manhã estavam presos em um rabo de cavalo, ele tinha várias tatuagens e alguns piercing.

— O que está fazendo aqui tão cedo, Edward? — perguntou, a voz era clara a de quem fumava há anos.

— Eu quero fazer uma nova tatuagem — respondi o óbvio. — Sei que você ainda não abriu, que não marquei uma hora nem nada, mas será que pode me atender?

Aro riu, me puxando para um abraço.

— Claro que posso, pequeno Edward! — Ele não era um homem muito alto, mas seu abraço me sufocou. — Vamos, entre! — Me puxou para dentro do estúdio, como eu tinha a mão da Bella entrelaçada na minha, ela entrou também. — Sabe que eu sou o responsável por todas suas tatuagens, seu pai ia gostar de saber que você tem um bom tatuador. Ah, como Lizz está? Ela vai adorar quando descobrir que eu estou enrolado com uma garota, parece mesmo sério agora, ela se chama Sulpicia — Aro tagarelava. — Quem é você mesmo? — perguntou para Bella, a notando por fim ali, Rose e Arthur entraram no estúdio também.

— Bella, minha namorada — respondi.

— Com certeza é, uma linda garota, também! — Aro me deu um tapa de congratulações no braço.

Ainda que hesitante, Bella apertou a mão de Aro, lançando um sorriso educado a ele.

— Você me parece com alguém — ele disse confuso, mas sua atenção se perdeu quando Rose parou junto da gente. — Olá, Rose, veio fugir da agulha outra vez?

— Como assim? Você já fugiu antes? — Arthur perguntou curioso.

— Sim, da última vez que vim aqui Rose veio também, no momento que Aro ia encostar a agulha nela a Barbie começou a chorar e desistiu — a entreguei, ganhando um olhar feio de Rosalie. — É de família — acrescentei. — Jasper também nunca teve coragem de ser tatuado.

— Bom, eu tenho! — Arthur mexeu na sua mochila com equipamentos fotográficos, tirando de lá o desenho dos olhos de Rose que Isabella tinha feito. — Eu quero esse desenho nas minhas costas, vai ficar um máximo.

Rose bufou, revirando os olhos.

— É um ótimo desenho — Aro aprovou. — Mas sinto muito, só posso atender um de vocês hoje e o Masen aqui tem prioridade em nome da minha amizade com a família dele. — Tocou no meu ombro. — Você pode marcar uma hora depois e vir aqui, eu ficarei feliz em fazer sua tatuagem.

— Valeu, eu realmente quero os olhos da Rose em mim.

— Você é louco! — Rose acusou, ela se afastou até a parede recoberta de desenhos, Arthur foi atrás dela, ainda falando sobre a tatuagem que ele faria.

— E você? O que vai ser hoje? — Aro me perguntou.

— Só um instante — pedi, soltando a mão de Bella e mexendo na minha carteira, onde o desenho da sereia estava. — Esse aqui. — Mostrei para o Volturi, que assobiou.

— Boa escolha, tirou da internet?

— Bella desenhou — contei orgulhoso, ela deu um sorriso tímido para mim.

— É realmente um bom desenho — Aro a parabenizou, a olhou por alguns segundos, mas se voltou logo para mim. — Vamos começar, Edward!

Eu escolhi o lugar da tatuagem com a ajuda de Bella, no interior do meu braço direito. Aro cuidou de tudo rapidamente e não muito depois eu estava na cadeira, com meu tatuador de sempre me torturando com a maldita agulha, mas depois de outras cinco tatuagens, aquela estava sendo bem fácil.

Em algum momento do processo, depois de Arthur prometer marcar uma hora com Aro, Rose e o fotógrafo deram o fora. Alegaram estarem indo comer algo, mas Bella e eu suspeitamos de que eles estavam indo se pegar, a tensão entre eles era palpável.

Bella ficou comigo durante todo o processo da tatuagem, que durou boas horas. Aro e ela conversaram um pouco sobre desenhos na maior parte do tempo, ele até mesmo tentou a contratar para fazer desenhos exclusivos para o estúdio, mas ela declinou daquilo rapidamente.

— Pronto, Edward. Você já sabe todos os cuidados, então não vou ficar te atormentando com isso — Aro disse quando terminou de proteger minha mais nova tatuagem.

Tinha ficado incrível, o desenho de Bella se encaixou em minha pele como se o lugar dele sempre tivesse sido aquele. Eu a amava ainda mais por aquilo, por ter um dom tão foda com desenhos e pinturas.

— Eu quero fazer uma também — Bella disse.

— Você chorou mais do que eu, a pessoa com a agulha no corpo — acusei.

— Claro, te ver com dor não foi legal. — Ela fez um biquinho. — Eu vou decidir minha tatuagem — disse para Aro. — Você vai ser o responsável por ela — prometeu a ele.

— Estarei esperando por você, Bella. Já sabe, se quiser vir desenhar algumas coisas para mim, eu também estarei esperando por isso ansiosamente.

Ela apenas lhe lançou um sorriso pequeno. Nós nos despedimos de Aro, entramos em sua Ferrarri e Bella me levou para meu apartamento.

— Preciso ir, Garoto do Brooklyn — falou contra meus lábios quando a beijei. — Eu tenho de ir ver minha mãe no hospital, já está tarde.

— Eu sei, mande um oi para Renée. — Beijei seus lábios mais uma vez. — Talvez na sexta eu consiga a visitar, hoje preciso dormir um pouco para aguentar o trabalho mais tarde e amanhã vou até minha mãe contar sobre a gente.

Bella sorriu largamente.

— Eu contarei para meu avô assim que o vir. — Foi a vez dela me beijar, quando o beijo acabou olhou para minha tatuagem que estava cicatrizando, ela parecia ter gostado muito do resultado final. — Mal vejo a hora de todos saberem sobre a gente.

— Eu também, quero cantar para o mundo inteiro sobre a gente, Bonequinha. — Levei uma mão ao seu rosto, tirando a mecha de cabelo que estava ali.

Ela segurou meu pulso, sorrindo triunfantemente.

— O que foi?

— Já sei qual será minha tatuagem, Garoto do Brooklyn.

— Sabe? Sapatos Jimmy Choo? — provoquei, ela riu.

— Essa! — Apontou para a tatuagem sem medo no meu pulso.

— O quê? Sério? — perguntei incrédulo.

— Você tatuou em seu corpo meu desenho, quero algo que me faça pensar em você também. — Beijou meu pulso, o marcando de batom vermelho. — Sei que essa é um lema seu e de seu pai, mas se você não ver problema, quero que seja algo para mim também.

— Eu estou totalmente a favor disso! — exclamei animado com a ideia de ter ela com uma tatuagem igual a minha. — Eu tenho certeza de que meu pai não ia se incomodar sobre isso também, aliás, ele com certeza ia ficar muito feliz com isso.

— Você acha que ele gostaria de mim? — Bella perguntou, mordendo seu lábio inferior.

Assenti, tocando no colar no pescoço dela, aquele que ela encontrou com sua mãe quando quase perdeu Renée.

— Eu tenho certeza de que meu pai ia gostar de você, Bonequinha.

***

Mesmo que exausto depois de uma noite de trabalho, acordei cedo na manhã seguinte. Tinha sido uma noite de sono tão curta que nem tive sonhos, muito menos pesadelos, o que gostei muito.

Eu estava saindo da minha cama, para ir tomar um banho e ir até minha mãe, já que precisava contar para ela sobre Bella. Não tinha falado com Isabella depois de ela partir para Manhattan no dia seguinte, mas acredita que estava tudo bem.

Meu celular tocou no instante que pisei no chão do quarto, não era o número desconhecido, o que foi um alivio. Mas, eu não conhecia o número que apareceu ali, ainda assim atendi a ligação.

— Alô?

— Edward? — Reconheci a voz, era o pai de Alice, Carlisle.

— Senhor Cullen? Oi — falei, sem entender o motivo da ligação, principalmente às nove da manhã.

— Edward — a voz de Carlisle era tensa. — Aconteceu algo que você tem de saber.

— O quê? — Cocei meus olhos, ainda sonolento.

— Bella. — Carlisle ficou mudo, eu fiquei mudo, temendo o que ele falaria. — Bella foi presa.

Pesadelo, era um pesadelo, tinha de ser. Mas, se era um pesadelo por que eu não acordava?

Notas finais
* Como eu queria; * Como eu queria que você estivesse aqui; * Nós somos apenas duas almas perdidas. O capítulo hoje foi fora de hora? Sim, mas eu precisava 'virar' essa fase da história. Vou tentar seguir o cronograma e domingo voltar com mais um, só para vocês não morrerem de curiosidade. Beijos! Lola Royal. 22.07.17