Sob as Estrelas da Amazônia
4 Capítulo 3: Estrela Cadente
Versão Pre-Realease (Veja a nota do "Prólogo")
Durante as três semanas que se seguiram após o primeiro encontro, Ruan e Yumi passaram horas conversando sobre seus gostos e hobbies. Eles descobriram que tinham muito em comum quando se tratava de animes e jogos. Ruan era um grande fã de animes de ação, e mencionou que seu favorito era "Blade Realm Digital", que contava a história de um grupo de jogadores que ficavam presos dentro de um jogo de realidade virtual. Yumi, por sua vez, tinha um gosto mais variado, mas confessou que adorava o anime "Mágica de Cartas do Amor", uma história mágica e encantadora sobre uma garota que encontrou um baralho mágico.
Além dos animes, os dois também falaram muito sobre jogos. Ruan era um grande fã de jogos de RPG, enquanto Yumi preferia jogos de quebra-cabeça. Eles mencionaram que tinham jogado jogos como "Chrono Cross" e "Mundo de Blocos Desconhecidos" respectivamente, e ficaram animados para trocar experiências sobre esses jogos. Também falaram sobre a série de jogos "Fantasia Mágica", onde Ruan comentou sobre a história épica do jogo, enquanto Yumi falou sobre o seu personagem favorito, um elfo da floresta.
Durante as conversas, eles também compartilharam um pouco sobre suas culturas e origens. Ruan contou sobre sua família, que era originalmente da Europa, e como ele cresceu aprendendo sobre diferentes culturas e idiomas. Yumi, por sua vez, falou sobre sua ascendência japonesa e como ela cresceu imersa na cultura japonesa. Eles discutiram sobre as semelhanças e diferenças de suas culturas e como elas influenciaram suas vidas e perspectivas.
No final dessas três semanas, eles decidiram que era hora de se encontrar novamente. Dessa vez, escolheram a ilha de Mosqueiro como destino, já que era uma região próxima a Belém com lugares naturais bonitos e vastos para visitar.
No dia combinado, Ruan e Yumi se encontraram na estação de metrô do Mangueirão. Yumi vinha do sul de Belém, enquanto Ruan vinha do centro-norte de Ananindeua. A estação foi escolhida por ser o ponto mais central entre os dois, tornando mais fácil para ambos se encontrarem. Depois de cumprimentarem um ao outro com entusiasmo, eles embarcaram juntos no trem em direção à ilha de Mosqueiro. Enquanto observavam a paisagem passar pela janela, eles continuaram a conversar sobre seus gostos em animes e jogos, compartilhando recomendações e discutindo cenas favoritas.
Eles também observaram a paisagem da cidade, que se desenvolveu muito ao longo dos anos, mas mantinha uma beleza natural preservada. Belém fica perto da Bahia do Guajará, e a vista da água era espetacular. Mesmo que a cidade não estivesse diretamente perto do oceano, a Bahia do Guajará ainda oferecia belas paisagens e atividades aquáticas para os visitantes.
Enquanto o trem seguia seu caminho em direção à ilha de Mosqueiro, Ruan puxou assunto com Yumi sobre a história da região. "Sabia que a história do nosso país começou naquela Bahia?" Ele disse, apontando para a Bahia do Guajará que eles podiam ver pela janela. "Em 15 de agosto de 1823, o governo do país vizinho, o Brasil, mandou um mercenário britânico ameaçar bombardear a cidade.
Yumi ficou impressionada com a história que Ruan estava contando sobre a Bahia do Guajará, e pediu para que ele contasse mais detalhes. Ruan continuou explicando que a ação dos cabanos em resposta à ameaça do mercenário britânico foi apenas o começo de uma longa luta pela independência e autonomia da região norte do Brasil.
Ele explicou que, durante o século XIX, a região norte enfrentou muitas dificuldades políticas, econômicas e sociais. A elite local, formada principalmente por grandes proprietários de terras e comerciantes, controlava a política e a economia da região, deixando a maioria da população em uma situação precária. Isso levou a uma série de rebeliões populares, como a Cabanagem, que lutaram pela mudança social e política.
Ruan contou que, durante a Cabanagem, muitas pessoas, incluindo o Eduardo Angelim, deram suas vidas pela causa. Ele explicou que a luta dos cabanos continuou por muitos anos e teve um grande impacto na história do Grão-Pará.
Enquanto isso, Yumi pediu a Ruan para contar um pouco mais sobre a história de seu país, o Grão-Pará. Ruan então explicou sobre a Revolta dos Cabanos, que aconteceu naquela bahia, e como essa revolta acendeu o espírito nacional no país.
Ele falou sobre como os cabanos lutaram pelo seu país, o Grão-Pará, e como eles assumiram barcos ancorados na região para enfrentar o mercenário britânico que ameaçava a cidade de Belém. Muitos cabanos morreram na batalha, incluindo Eduardo Angelim, um dos líderes da revolta, que se explodiu junto com o navio inimigo. Essa revolta marcou o nascimento do espírito nacional, que posteriormente levaria à independência do Grão-Pará com a coroa portuguesa.
Ruan aproveitou a pausa para perguntar a Yumi sobre seus conhecimentos da história japonesa, pois ele adorava conhecer as histórias e lendas de outros países. Yumi então contou sobre o período feudal japonês, as guerras civis e a ascensão dos shoguns. Ela explicou como a cultura japonesa foi influenciada por esses eventos e como isso afetou as tradições e a sociedade japonesa.
Enquanto trocavam histórias e aprendiam um com o outro, o trem se aproximava cada vez mais da ilha de Mosqueiro.
O metrô finalmente chegou à estação de Mosqueiro e Ruan, Yumi e Lana desembarcaram animados para explorar a ilha. Ruan já conhecia bem a região, mas queria apresentá-la para as amigas. Eles decidiram visitar alguns igarapés, que são correntezas de água doce que se formam na floresta, para se refrescar do calor.
Depois de algumas horas, eles seguiram para a praia do Paraíso, uma das praias mais populares da ilha. Apesar da água não ser cristalina, o mar estava calmo e a areia branca era convidativa. Ruan sugeriu que eles caminhassem até a Praia do Bispo, que oferecia uma vista privilegiada da Ilha de Cotijuba, uma antiga ilha prisão que lembrava a famosa Alcatraz.
Ao chegarem na Praia do Bispo, eles se depararam com a vista deslumbrante de Cotijuba e suas águas turvas. Ruan explicou que apesar de não ser cristalina, a água da região era um meio-termo entre o mar e o rio, devido à mistura das águas da Bahia do Guajará e do rio Amazonas.
Enquanto caminhavam pela praia, eles avistaram alguns vendedores ambulantes vendendo bebidas e comidas típicas, como açaí. Ruan sugeriu que eles experimentassem o açaí da região, que estava perfeito. Depois de um dia cheio de aventuras explorando a natureza de Mosqueiro, Ruan e Yumi sentaram na areia da Praia do Bispo para relaxar ao pôr do sol.
Ruan olhou para Yumi e perguntou: "Você gosta de histórias de terror?" Ela assentiu e ele começou a contar a lenda da mãe d'água, que é muito popular entre os moradores da floresta e ribeirinhos da região.
Ele explicou que a lenda diz que jovens virgens e pessoas que estiverem na beira dos igarapés após o almoço serão levados pela mãe d'água. Yumi ouviu com apreensão, mas curiosa perguntou: "E isso já aconteceu por aqui?" Ruan respondeu: "Curiosamente, o número de desaparecimentos de pessoas perto de igarapés e regiões ribeirinhas é muito alto." Yumi ficou ainda mais curiosa e começou a fazer perguntas sobre esses desaparecimentos.
Ruan respondeu a Yumi, "Bom sim, existem diversas histórias na Amazônia sobre seres que desaparecem, como a Lenda do Boto, que aparece para encantar as moças e no dia seguinte some, e a lenda da moça do táxi, uma jovem que todo ano no cemitério Santa Isabel chama um taxista para dar uma volta pela cidade."
Yumi ouviu atentamente, mas depois questionou: "Isso tudo é só lenda, certo?"
Ruan respondeu: "Bem, pode ser, mas também pode haver alguma verdade nisso. A floresta amazônica é um lugar misterioso, cheio de segredos e histórias intrigantes. Talvez nunca saibamos o que realmente acontece por lá."
Ruan então continuou a contar mais uma lenda que ouviu na região. "Outra lenda muito conhecida aqui na Amazônia é a do Mapinguari, um ser lendário que vive nas profundezas da floresta. Dizem que é uma criatura enorme, com cerca de três metros de altura, braços gigantes e cobertos de pelos, com olhos vermelhos e uma boca enorme cheia de dentes afiados."
Yumi ficou ainda mais curiosa e perguntou: "E como é que esse monstro se alimenta?"
Ruan respondeu: "Dizem que o Mapinguari é um ser que se alimenta de carne humana. Acredita-se que ele ataca as pessoas que se aventuram sozinhas na floresta ou que se perdem durante as expedições."
Yumi ficou um pouco assustada com essa história e perguntou: "Mas isso é verdade? Ou é só mais uma lenda?"
Ruan sorriu e respondeu: "Bom, isso é algo que nunca saberemos com certeza, mas uma coisa é certa: as lendas da Amazônia são tão antigas quanto a própria floresta, e fazem parte da cultura e da história da nossa região."
Ruan, agora interessado em ouvir lendas japonesas, perguntou a Yumi se ela conhecia alguma história lendária do Japão. Yumi, prontamente, respondeu que sim e começou a contar sobre o mito do Kappa, uma criatura aquática com um chifre na cabeça e uma concha nas costas. Segundo a lenda, o Kappa era um ser malicioso que gostava de pregar peças nas pessoas e que, muitas vezes, sequestrava crianças para se alimentar de seu sangue. Ruan, curioso, perguntou a Yumi se ela acreditava em lendas e mitos. Yumi respondeu que, embora não acreditasse em tudo o que ouvia, achava fascinante a riqueza e diversidade das histórias lendárias, que muitas vezes refletem as crenças e os valores de uma cultura.
As mãos de Yumi e Ruan se encostaram acidentalmente enquanto assistiam ao pôr do sol na praia. Ambos sentiram uma sensação estranha, mas não retiraram as mãos uma da outra. A brisa suave e o barulho das ondas do mar completavam o clima romântico. Yumi corou e olhou para Ruan, enquanto ele se virou e a encarou com um sorriso tímido. Parecia que algo especial estava acontecendo entre eles.
Enquanto os dois ainda estavam de mãos dadas, olhando para o céu, Yumi repentinamente falou, "Esse é o katawaridoki. Um momento em que os mundos se colidem, em que não é dia nem noite, os vivos e os mortos vivem no mesmo plano e o tempo, o passado e o presente, se colidem". Ruan ficou impressionado com as palavras dela e sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Eles continuaram a olhar para o céu, maravilhados com a beleza do momento e pensando no significado das palavras de Yumi.
Enquanto contemplavam o céu purpura do crepúsculo, Ruan e Yumi observaram uma estrela cadente cortando o firmamento. Instintivamente, eles fecharam os olhos e fizeram um pedido silencioso, sentindo a mão um do outro. Yumi apertou fortemente a mão de Ruan, como se quisesse transmitir seus sentimentos através daquela simples ação. O momento era mágico e envolvente, fazendo com que eles se sentissem conectados ao universo e um ao outro.
Ruan e Yumi ficam maravilhados ao verem não apenas uma, mas várias estrelas cadentes no céu. Eles observam as luzes brilhantes riscando o céu, como se fosse uma chuva de meteoritos. Fascinados com a beleza do fenômeno, eles se entreolham e sorriem. Ruan então fala: "É como se o universo estivesse nos presenteando com um espetáculo só nosso". Yumi concorda e aperta ainda mais a mão de Ruan. Juntos, eles ficam ali admirando as estrelas cadentes e o brilho no céu, agradecidos pelo momento especial que estão vivendo.
Enquanto olhavam para o céu, os olhos de Yumi e Ruan foram atraídos por uma estrela maior e mais brilhante do que as outras que cortavam o horizonte. Ela parecia estar se movendo em uma trajetória incomum, horizontalmente em vez de verticalmente. De repente, alarmes começaram a soar, e eles se levantaram, ainda segurando as mãos um do outro, sem saber o que estava acontecendo. Foi então que ouviram um estrondo alto, como se algo tivesse explodido. A cidade inteira parecia estar em pânico, e eles não tinham ideia do que estava acontecendo.
Muitos seguranças da ilha os orientaram para os abrigos nucleares, indicando que era a única opção para sobreviverem àquela situação. Mas ao olhar ao redor, eles perceberam que havia muitas pessoas que ainda estavam nas ruas, sem saber o que fazer ou para onde ir. Yumi e Ruan trocaram um olhar de preocupação, e em seus pensamentos lembraram de suas famílias e amigos, perguntando-se se estariam bem. Decidiram, então, tentar ajudar aqueles que estavam desorientados e juntos começaram a procurar por pessoas que precisavam de ajuda para chegar aos abrigos.
"Alerta, alerta, uma onda de 20 metros está indo em direção a costa, todos os municípios da Região costeira do Marajó, e da grande Belém serão atingidos", a voz da autoridade soou pelos alto-falantes da cidade. Yumi e Ruan se entreolharam, percebendo a gravidade da situação. Antes mesmo da sirene soar, eles já sabiam que algo estava errado.
Em meio ao caos, eles ouviram a sirene do alarme ecoando pela cidade, aumentando ainda mais o medo que sentiam. Yumi e Ruan se abraçaram, tentando se manter calmos, mas a notícia da onda gigante que se aproximava da costa era assustadora. Eles sabiam que precisavam agir rápido se quisessem ter alguma chance de sobreviver.
Yumi e Ruan olharam ao redor, procurando um lugar seguro para se abrigar. Eles viram outras pessoas correndo em direção a um prédio alto e decidiram segui-las. Quando chegaram ao prédio, viram que a maioria das portas estavam fechadas e a multidão estava se aglomerando em frente ao prédio. Foi então que Ruan viu um carro estacionado próximo e algumas pessoas tentando ligá-lo.
"Ei, saiam daí, eu tenho carteira de motorista. Vamos sair daqui", disse Ruan para os jovens.
Os jovens se assustaram, mas rapidamente pularam para o banco de trás e Ruan e Yumi entraram no carro. Ele pegou a chave que os meninos trouxeram e conseguiu ligar o carro.
"Vamos sair daqui. Belém fica ao sul. Podemos evitar a onda!", disse Ruan, acelerando o carro e seguindo em direção ao sul, tentando fugir da onda gigante que se aproximava.
Ruan acelerou o carro, passando rapidamente pela ponte enquanto escutava as notícias sobre a aproximação das ondas. Ele sabia que precisava agir rápido se quisessem sobreviver. Assim que entraram em Belém, Ruan pegou um atalho por dentro da cidade que ia fazê-los chegarem a Ananindeua mais rápido.
No caminho, eles viram pessoas correndo e gritando, tentando se proteger da onda gigante que se aproximava. Ruan pediu que todos afivelassem o cinto e buzinou fortemente para alertar os outros motoristas a saírem da frente.
Ruan olhou para trás e viu os dois jovens sentados no banco de trás. Ele perguntou:"Ei, onde estão seus pais?"
Os irmãos trocaram um olhar triste e um deles respondeu: "Eles estão trabalhando fora da cidade. Espero que estejam bem."
Ruan sentiu empatia pelos jovens e prometeu a si mesmo que faria o que pudesse para ajudá-los a encontrar seus pais. Ele acelerou o carro em direção a Ananindeua, sabendo que havia muito trabalho a ser feito.
"Ananindeua tem uma altura média de 22 metros, podemos evitar a força da onda lá. Os prédios de Belém vão segurar parte da força da onda e vamos ficar a salvo", disse Ruan, tentando tranquilizar Yumi e os outros passageiros do carro.
Enquanto Ruan dirigia com as estranhas habilidade de um novato, como dizem a na situação de perigo a adrenalina corre em nossas veias, pelas ruas residenciais de Belém, eles podiam sentir a tensão aumentando a cada segundo. Mas Ruan estava confiante de que poderia levá-los a um lugar seguro. Finalmente, eles chegaram a Ananindeua, onde encontraram um lugar alto para se abrigar e aguardar a passagem das ondas.
Yumi e Ruan subiram até o topo do prédio mais alto que encontraram, buscando um local seguro para se abrigar. Assim que chegaram lá, Yumi olhou para baixo e sentiu uma vertigem imediata. O vento forte e o balanço do prédio aumentavam ainda mais a tensão do momento.
Ruan se aproximou dela e a segurou firmemente, tentando acalmá-la. Ele olhou para o horizonte e viu as ondas gigantes se aproximando. Em poucos segundos, elas começaram a se quebrar nos prédios da cidade, causando destruição e caos.
Yumi e Ruan observaram com horror enquanto os prédios desmoronavam diante de seus olhos. A força das ondas era inacreditável e os estragos que causavam eram devastadores. Eles se abraçaram, tentando se manter fortes diante daquela situação tão assustadora.
"Nunca esperaria coisas como essa no Grão-Pará", disse Ruan enquanto observava as ondas se quebrando e prédios sendo demolidos pelo impacto da água. "É quase impossível ter esse tipo de coisa por aqui, tem coisas muito piores do que apenas o tsunami."
Yumi caiu de joelhos e começou a chorar, as lembranças do terremoto e tsunami que atingiram o Japão em 2011 inundaram sua mente. Ela se lembrou de estar na escola primária e ser evacuada às pressas, sem entender o que estava acontecendo. A sensação de medo e insegurança que ela sentiu naquele dia a atingiu novamente enquanto observava os prédios sendo destruídos pelas ondas gigantes. "Eu não posso acreditar que isso está acontecendo de novo", disse ela soluçando. "Tantas pessoas perderam suas casas, suas vidas... como isso é possível?"
Ruan se aproximou dela e a envolveu em um abraço reconfortante. Ele também estava assustado, mas tentava manter a calma para ajudar Yumi. Juntos, eles observaram a destruição causada pelas ondas e se perguntaram como seria a vida nos próximos dias, semanas e meses.
Enquanto isso, as ondas continuavam a atingir a cidade e a destruição aumentava a cada minuto. As ruas ficaram inundadas, carros foram arrastados e as pessoas corriam em todas as direções tentando encontrar abrigo. A situação era caótica e parecia não ter fim.
À medida que as ondas diminuíam em intensidade, a cidade de Belém e região ficou em um silêncio sepulcral, com o barulho das ondas sendo substituído por gritos de dor e agonia. A destruição era extensa, com prédios desmoronados, carros virados e destroços espalhados por toda parte. Pessoas choravam e se abraçavam, tentando encontrar algum conforto em meio ao caos. O sol começou a se pôr no horizonte, iluminando a cidade de uma maneira estranha, quase irreal, enquanto a cidade começava a contabilizar os danos.
Ruan perguntou aos jovens: "Vamos ligar para seus pais agora que estamos em segurança?
Os jovens olham um para o outro e, depois de um breve momento de silêncio, respondem que não conseguem fazer ligações. Ruan pergunta o motivo e eles explicam que seus celulares ficaram sem bateria durante o trajeto.
Os jovens concordaram com a ideia e Ruan emprestou seu celular para que eles pudessem ligar para os pais. Enquanto tentavam fazer a ligação, a tela do celular exibia "Rede indisponível, tente mais tarde". Eles tentaram várias vezes, mas o mesmo erro aparecia na tela do telefone.
Ruan ficou preocupado com a situação e perguntou aos jovens se havia outra forma de entrar em contato com os pais. Os jovens explicaram que não tinham o número de telefone do trabalho dos pais e que a única forma era tentar ligar novamente quando a rede voltasse a funcionar.
Depois de tentar ligar para os pais dos jovens sem sucesso, Ruan decidiu conversar com eles. "Ei, desculpe a minha rudeza antes, eu nem perguntei seus nomes. Qual o nome de vocês?" disse Ruan. Os jovens responderam que o nome do garoto era Marcos e o da garota era Laura. Ruan sorriu e disse: "Prazer em conhecê-los, Marcos e Laura. Espero que seus pais estejam bem e que não tenham sido afetados pelas ondas." Os jovens agradeceram a preocupação e disseram que estavam aliviados por estarem a salvo.
Depois da conversa com os jovens, Yumi sorriu e cumprimentou-os com um aceno de cabeça. "Meu nome é Yumi, é um prazer conhecê-los, Marcos e Laura. Estou feliz que todos estejam a salvo agora."
Os jovens sorriam de volta, parecendo aliviados em estar em segurança e agradecidos pela ajuda de Ruan e Yumi. "Obrigado por nos salvar. Não sei o que teria acontecido se vocês não tivessem passado por nós", disse Marcos.
"É claro, estamos felizes em poder ajudar. Agora, precisamos descobrir como entrar em contato com seus pais e garantir que eles saibam que vocês estão a salvo", disse Yumi com um tom de preocupação.
Ruan concordou. "Sim, vamos tentar novamente ligar para eles, ou talvez podemos tentar encontrar um lugar com sinal melhor para celular. De qualquer forma, precisamos garantir que eles saibam que seus filhos estão em segurança."
Enquanto a cidade de Belém se recuperava do impacto das ondas, ninguém sabia que aquela estrela cadente tinha trazido algo mais sinistro com ela.
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