Sob a luz das estrelas
11 Uma nossa fase!
Notas iniciais
Como o destino pode ser cruel, ele é como uma brisa de verão... em um instante, ele traz a refrescancia e o doce aroma das flores, mas o que nos resta em seguida é o triste calor escaldante. O destino pode resgatar-lhe do fundo do poço, reviver suas velhas esperanças, dar-lhe um sopro intenso em suas assas, para que possa voar novamente. Mas como uma criança levada, ele corta suas azas, arranca toda a esperança que dispersou sobre suas mãos, e finalmente lhe empurra novamente para o fundo do poço, dando uma risada cruel, por saber como você foi ingênuo.
Talvez o amor não tenha sido criado para todos...
Catherine não conseguiu produzir um único som ao ver seu grande amor fechar a porta a sua frente, partindo mais uma vez para uma viagem, que talvez não tivesse mais ter volta.
[...]
Mais um turno havia sido dobrado e ela continuava sem falar com ninguém, era difícil tentar controlar as lagrimas na frente de seus amigos. Catherine caminhava pelo corredor, trazendo a mão seus relatórios, quando aquele pequeno corpinho a envolveu.
— Alex, o que faz aqui?
— Vovô disse que eu devia agradecer por ter me levado até ele na noite em que meu pai estava no hospital. Eu esperei você voltar, todos os dias eu ia até o hospital para vê-la, mas você não voltou. – Ao olhar em volta, Cath viu Tuck parado um pouco mais a diante.
— Desculpe Alex é que... eu andava meio ocupada, por isso não pude voltar.
— Eu lhe trouxe um presente.
— Mas não...
— Meu pai me ajudou a escolher, ele disse que é a sua favorita, e que talvez você fosse gostar. – Alex estendeu uma rosa vermelha.
— Eu... obrigada querido! – Agradeceu depositando um leve beijo em sua bochecha rosada. Quando ergueu sua vista, ela avistou Louis parado ao lado de seu pai os observando.
— Por que está chorando? Não gostou da rosa? – Perguntou o garoto inocentemente.
— Oh não meu bem, é que esta rosa me fez lembrar de uma pessoa. – Catherine despediu-se de Alex, então caminhou até o vestiário, Grissom estava acabando de sair quando os dois colidiram.
— Cath o que... – Catherine agarrou forte a camisa do amigo e deixou as lagrimas rolarem incontrolavelmente. – Venha irei leva-la para casa.
[...]
Catherine estava deitada no sofá, enquanto Grissom lhe trouxe um copo com agua, depois de entregar-lhe ele ajoelhou-se ao seu lado e apanhou a rosa do chão. Por mais doloroso que fosse, a loira não conseguia joga-la fora, talvez por que tenha sido Alex que lhe dera... tolice, a quem ela queria enganar? Catherine não conseguia jogar a rosa fora por que foi Louis quem escolheu o presente, e por mais idiota que parece, o simples fato de que apesar de todos esses anos, ele não esquecera seus gostos, e isso lhe confortava. Enaltecendo suas pequenas esperanças.
— Foi o Detetive que lhe deu? – Ela negou.
— Foi o filho dele, mas o garoto disse que foi o pai que o ajudou a escolher!
— Quer conversar sobre isso?
— Acho melhor não, não quero voltar a chorar.
— Está bem, já que se sente melhor, acho que já vou indo.
— Por favor não vá. – Catherine segurou sua mão, fazendo o mesmo olhar em sua direção. – Fique aqui comigo.
— Eu...hã... eu acho...
— Por favor Gil.
— Está bem.
[...]
Catherine acordou com o incomodo da luz solar entrando por suas persianas, e incidir sobre suas pálpebras. Ela tateou toda a sua cama a procura de seu celular:
— Ah não, mas que droga! – Cath estava trinta minutos atrasada.
Aos poucos sua vida foi voltando ao normal, ela não viu mais o Detetive e parou de dobrar seus turnos. A noite anterior havia sido o máximo, uma velha noite de domingo entre amigos. Catherine havia entrado em uma aposta junto de Nick e Warrick, para ver quem bebia mais rodadas de tequila e pela tremenda ressaca que pairava sobre o corpo da loira, ela era a ganhadora.
O armário a sua frente ainda parecia estar se duplicando, Nick também havia acabado de chegar no vestiário e sua ressaca parecia se igualar com a de Cath.
— Meio zonza ainda?
— Acho que a palavra meio não me descreveria, mas talvez as palavras bastante e completamente se encaixariam perfeitamente na frase! – Nick sorriu.
— Como chegou até aqui?
— Taxi.
— Vamos. – Disse envolvendo seus ombros.
— Não se esqueça que você e Warrick estão me devendo cem pratas por ter ganhado a aposta ontem à noite! – Nick rolou os olhos, os dois caminharam até a sala de descanso, onde o cowboy apanhou uma xicara de café e entregou a loira. – E o Grissom?
— Ainda não chegou, acho que deve estar de ressaca também!
— Muito engraçado Warrick, mas para sua informação já estou aqui, e não estou de ressaca. Sara e Nick assassinato no Miragem. Warrick e Greg, vocês vêm comigo, temos um tiroteio na strip, sete vítimas ao todo.
— Ei e quanto a mim?
— O Xerife quer vê-la na sala dele, depois que terminar com ele vá até a nossa cena de crime para nos ajudar. – Ela assentiu. Depois que todos se direcionaram a seus locais de trabalho, Catherine terminou seu café e caminhou até a sala do Xerife Bryan.
— Queria me ver senhor? – Bateu levemente na porta, chamando sua atenção.
— Entre Willows. – Catherine fez o que ele pediu. – Achei que houvesse pedido que você deixasse o relatório do caso dos Jones em cima da minha mesa ontem à noite!
— Eu... eu sinto muito senhor, acabei esquecendo, mas se me der um minuto eu irei busca-lo em minha sala imediatamente! – O Xerife a fitou com seriedade.
— Espero que não esteja tentando me enrolar Willows.
— Não senhor, ele já está pronto.
— Então vá imediatamente.
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