Sob a luz das estrelas
17 Epílogo
Notas iniciais
– Venham aqui.- Eugene pediu puxando duas crianças pelos colarinhos- Vocês não acham que passaram dos limites?
–Ellen me obrigou! Me obrigou.
–Hey!- A menina de cabelos castanhos começou a rir sem disfarçar.
–Isaac.-Eugene suspirou- Sua irmã estava apontando algum tipo de arma ou te chantageando de alguma forma?- O menino de cabelos castanhos e olhos verdes negou com um biquinho- Então não foi obrigado.
–Ela disse que eu era covarde e eu fui mostrar que era corajoso.
–Vocês dois estão encrencados.- Os dois olharam para o homem e fizeram um bico, deixando os olhos lacrimejarem- E não adianta usarem esse smolder!- Riu- Sentem aqui. – Apontou para os banquinhos do jardim. Ambos reviraram os olhos:
–Está calor.- Ellen murmurou.
–E estou derretendo.- Eles começaram a conspirar para escapar da bronca- Papai eu fiz uma pintura linda com a mamãe hoje. Quer ver?
–Isaac, pintura é coisa de mulherzinha!
–Ellen. Pare de depreciar seu irmão. E da mesma forma que você tem talento para cavalgar ele tem para pintura. O deixe em paz.- Eugene explicou de maneira exageradamente gesticulosa e nitidamente entediado de ter que falar aquilo pela milésima vez. Ellen cruzou os braços. – Bem, já que estão com tempo e com o comportamento um tanto quanto impulsivo eu vou contar a vocês algo que nunca contei.
–Como conheceu a mamãe? Ela já nos contou milhares de vezes.- Ellen resmungou fazendo gestos demasiados com as mãos e braços.
–Eu gosto dessa história!- Isaac bateu palmas e a menina revirou os olhos. Ela estava pegando muito o comportamento dele, sendo praticamente um espelho, enquanto Isaac se parecia mais com Rapunzel .
–Bem. O aniversário de vocês está chegando. Farão sete anos em duas semanas. É uma idade muito importante.- Pontuou teatralmente- Vocês estão ficando grandes e acho que já podem ouvir certas coisas... Proibidas até então.- Os dois sorriram largamente diante o tom conspiratório do pai- Prestem atenção. Por que vai ser a melhor história da vida de vocês.- Ambos arfaram surpresos, sabendo que o pai sempre contava as melhores histórias e do jeito mais encenado e engraçado possível- Essa é a história de como eu morri.- A expressão de choque das crianças o fez sorrir de um jeito malandro- Mas não se preocupem, é na verdade uma história muito engraçada. Ela nem é minha. Essa é a história de uma garota chamada Rapunzel...
Fim!
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