Notas iniciais
Oieeee, eu sumi de novo, né? KKKKKKKKKK

Olha, eu realmente queria escrever e publicar todas as ideias que tenho, mas percebi que não tenho mais o ritmo nem o tempo que tinha antes (Chattbug tá ficando velhinha KKKKKKK). Mas enfim, acho que vocês já estão até se acostumando com meus sumiços, né? Do nada eu sumo e volto com uma fanfic hahah.

Mas enfim, tive a ideia dessa short-fic depois de assistir a todas as cenas de Adrinette nessa quarta temporada e de relembrar o especial perfeito de Nova Iorque hihi. Espero que gostem, ela terá 3 capítulos. Boa leitura!

Chat Noir estava deitado sobre um prédio qualquer, usando os braços para apoiar a cabeça, enquanto observava aquela noite que esfriava aos poucos. As estrelas brilhavam de uma forma que nunca vira antes, fazendo-o sentir uma imensa tranquilidade que nem lembrava de ter sentido algum dia. Seu olhar passou da beleza das estrelas para o esplendor da lua cheia amarelada. Fechou os olhos ao ser invadido por uma lembrança específica, lembrança esta que já vinha tomando conta de seus pensamentos nos últimos dias. Nela, ele flutuava pelo céu de Nova Iorque, abraçado a uma certa garota de cabelos azulados, dançando em frente a uma lua cheia semelhante a que agora observava.

Abriu os olhos sorrindo, fixando-os novamente na lua. Levantou-se de súbito ao ouvir uma melodia tocando. Era exatamente a mesma que tinha dançado com Marinette naquela memória. Sentiu-se puxado por aquele som, precisava saber de onde vinha. Pegou o bastão que estava em suas costas e saltou de prédio em prédio na direção daquela música. Ela parecia ficar mais perto a cada salto, ele estava quase lá.

Foi quando sentiu uma gota de chuva molhar sua bochecha e parou inconscientemente. Então notou que a melodia estava bem alta, só podia ser por ali. Olhou ao redor, percebendo que estava perto da entrada do Colégio Françoise Dupont, mas ainda não sabia de onde vinha a música. Ainda estava olhando para os lados quando viu uma garota surgir naquela rua deserta.

A chuva ficou mais forte subitamente, o que o surpreendeu. Mal conseguia enxergar a garota agora. Ele desceu do prédio, e sorriu ao perceber que agora conseguia vê-la melhor. Os cabelos dela estavam presos em marias-chiquinhas e ela usava uma roupa vermelha. O coração dele acelerou imediatamente e, sem que notasse, começou a sorrir.

— Ladybug! — Gritou, correndo atrás dela na chuva, mas ela pareceu não ouvir. — Ladybug! — Chamou novamente, mas foi envolvido por um brilho verde e, no lugar de Chat Noir, Adrien Agreste surgiu sem explicação alguma. Achou estranho aquilo, já que não tinha usado seu cataclismo, mas ignorou. Precisava ir atrás dela, não poderia deixá-la partir. — Ladybug! — Gritou mais uma vez, sentindo a chuva molhar suas roupas.

Dessa vez, ela tinha ouvido e virou-se para ele, com um sorriso nos lábios. Porém, ao contrário do que Adrien imaginara, a garota da chuva não era Ladybug, mas Marinette. Ela usava um belíssimo vestido vermelho com detalhes pretos e, ainda sorrindo, aproximou-se dele. O loiro olhou para ela e, em seguida, para o local em que se encontravam: em frente ao Colégio. Foi invadido por mais lembranças, que envolviam aquele mesmo lugar, aquela mesma chuva e aquela mesma garota maravilhosa que o encarava agora.

Então ele sorriu e também se aproximou dela.

— Olá, my lady.

Um barulho alto de trovão fez com que Adrien acordasse.

Sentou-se na cama e encarou a chuva que caía sobre a cidade, molhando o vidro da enorme janela de seu quarto. Respirou fundo algumas vezes, a fim de que seu coração disparado pelo sonho voltasse ao ritmo normal. Porém, ao contrário de sua pulsação, seus pensamentos não se acalmaram, pelo contrário, trabalhavam como nunca.

Sonhos como aquele não eram uma novidade para o modelo. Já tinha sonhado com sua colega de classe antes, claro, mas nunca como vinha acontecendo nas últimas semanas, nunca tão intensamente. Quase poderia dizer que vinha sonhando com ela todos os dias.

Desde a fatídica dança em Nova Iorque, elementos como a lua e um certo guarda-chuva preto vinham tomando sua noite de sono, assim como a garota de cabelos azulados que ele costumava chamar de “apenas uma amiga”. No início, isso pareceu-lhe estranho. E mais estranho ainda era encarar a garota na sala de aula no dia seguinte. Pelo pouco que tinha lido sobre sonhos na internet, entendia que, em alguma parte de seu inconsciente, ele a via de uma forma diferente do que imaginava e dizia para si mesmo. Mas tentou-se convencer do contrário, uma vez que, de acordo com a mesma internet, muitas características do sonho permanecem sendo um mistério. Certas vezes, ele sonhava com coisas impossíveis e completamente aleatórias também, então não deveria ficar tão cismado com isso, não é?

“Talvez deva sim”, concluiu ele poucos dias depois quando percebeu o quanto vinha se aproximando de Marinette ultimamente: encontraram Juleka quando estava triste no porão da escola, protestaram junto com seus colegas contra o projeto Oxygen, ficaram presos juntos no elevador, se viram na piscina e depois na porta do colégio quando o Sr. Pombo foi akumatizado pela septuagésima segunda vez, ela também o ajudou — juntamente com Luka — no dia em que estava meio triste na feira de profissões, e ainda se encontraram em Xangai na casa do tio-avô dela, isso sem contar todas as vezes que se viam durante as aulas ou com seus amigos fora da escola. Era tão natural conversar com ela que Adrien nem lembrava ao certo o momento em que tinham ficado tão próximos, tampouco percebia quando seus pensamentos se direcionavam para Marinette toda vez que via uma chuva fraca cair ou quando a lua estava cheia.

Mas agora, refletindo sobre tudo aquilo, sobre os sonhos e emoções que estava sentindo ao pensar nela nos últimos dias, percebia que talvez não fosse de fato tão estranho que Plagg e Nino sugerissem que ele gostasse de Marinette. Sempre esquivava das suposições dos amigos, dizendo que não a via daquela forma e quase completando com um “eu sou apaixonado pela Ladybug”, porém, da mesma forma que esta última frase vinha se tornando cada vez mais incerta, a suposição dos amigos parecia cada vez menos absurda.

Pensou em diversos momentos que compartilhara com Marinette antes mesmo de sentir sua paixão por Ladybug ir se apagando aos poucos. Diversos pontos da cidade passaram a ser locais que despertavam uma memória dele com Marinette: o cinema, o quarto dela quando treinaram para o torneio de videogame, o hotel Le Grand Paris onde dançaram juntos na festa da Chloé, o parque onde fizeram o piquenique no dia dos heróis, a porta da escola… Tudo parecia ter uma lembrança dela, inclusive a chuva que caía sobre a cidade naquele momento, que surpreendentemente coincidia com uma lua cheia.

Ele ainda pensava em tudo isso quando escutou o toque de notificações do celular. Ao ver na tela de bloqueio do que se tratava, sentiu um sorriso formar-se em seus lábios. Quase como se soubesse de tudo, chegava uma mensagem de Marinette.

***

Alguns minutos antes…

A franco-chinesa estava deitada na cama, enquanto conversava com a melhor amiga por mensagens sobre a batalha que ocorrera naquela manhã.

Foi por muito pouco que ele não pegou o miraculous dessa vez, Alya, sério.

Só você mesmo pra me ajudar a não ter um treco pensando nisso.

Parece que os planos do Shadow Moth estão ficando realmente mais complexos.

Eu que o diga, ainda não processei muito bem o dia em que ele fez um sentimonstro do Nino e não percebi.

Amiga, eu já disse que não foi culpa sua, qualquer um poderia se confundir, principalmente com toda aquela loucura da batalha.

Se não fosse por você eu ainda estaria presa no elevador com o Adrien.

Você fala como se odiasse essa ideia, né?

Alya!

Não menti, né?

KKKKKKKKKKK

Falando nesse assunto…

Ah, lá vem.

Vem mesmo!

Pra quando o encontro Adrinette, mulher? Tá todo mundo pedindo!

“Todo mundo”: você

Eu poderia até fazer uma lista das pessoas que shippam vocês dois, mas vai dar muito trabalho e eu prefiro é te convencer a chamar ele pra sair essa semana.

HAHAHAHA pode deixar

É sério, Marinette, tá esperando o quê? Você e o Luka já se resolveram (e eu tô até com a impressão de que ele tá tentando juntar vocês ) e você até concordou comigo que precisa dançar na chuva e não esperar ela passar.

(nossa que textão amiga)

Eu sei, eu sei.

Que foi?

Tô esperando o “mas”, você sempre fala “eu sei, eu sei, MAS”

KKKKKKKKKKKK

Marinette ficou encarando o celular durante alguns segundos, um pouco indecisa, mas logo olhou para as fotos de Adrien no quadro ao lado da cama e sorriu determinada.

Quer saber?

Hm.

Hoje não vai ter “mas”

PERAI QUÊ???

MARINETTE VOLTA AQUI E EXPLICAAAA

SERÁ QUE FINALMENTE TÁ VINDO AÍ??? EU NÃO ACREDITO QUE ESSE MOMENTO CHEGOU.

A garota riu com as últimas mensagens da amiga, mas resolveu seguir com sua decisão de uma vez antes que desistisse. Pesquisou “Adrien” no aplicativo de mensagens, encontrando a última conversa que tiveram, sobre um trabalho em grupo da aula de física. Respirou fundo antes de começar a digitar.

Pi

Oi***

Tudp bwm?

Tudo bem?**

— Mas será possível? Até em mensagem eu me enrolo toda pra falar com ele? — Pensou alto, atraindo os kwamis curiosos. Demorou poucos segundos para que ele respondesse.

Oi, Marinette, comigo tudo bem sim, e com você?

Estou bwm.

bem*

E você?

Espera, eu já perguntei né KKKKKKK

KKKKKKKKKKKKK sim

— E agora? Como eu pergunto se ele quer sair do nada? Alya, você me paga por ter me convencido a fazer isso! — Pensou em voz alta novamente.

— Você está falando com o Adrien? Finalmente vai dizer o que sente pra ele? — Perguntou um dos kwamis.

— Bom, se eu conseguir falar com ele já vai ser uma vitória.

— Fica tranquila, Marinette, tenho certeza que você consegue dessa vez. — Encorajou Tikki e sua portadora sorriu. Em poucos segundos, todos os kwamis se reuniram ao redor dela, dizendo em coro:

— Vai, Marinette, você consegue!

Ela envolveu todos eles em um abraço, agradecendo. O momento foi interrompido pelo bipe de notificação.

Marinette, você tá aí?

Ela sentiu o aparelho escorregar de sua mão com o susto, mas antes que ele atingisse o chão, os kwamis o pegaram, porém isso não impediu que Marinette caísse da cama na tentativa de recuperar o aparelho também e sem querer iniciasse uma chamada de vídeo com Adrien.

— Ah não! — Exclamou. — Desliga, desliga, desliga! — De bruços no chão do quarto, tentava apertar a tecla vermelha no telefone, mas não conseguiu encerrar a chamada antes que o loiro atendesse, com todos os kwamis ao redor dela.

Notas finais
AAAAAAA e aí, o que acharam? Sim, eu sei que os kwamis não aparecem em câmeras, mas não esqueçam que a Marinette ainda ligou em videochamada sem querer para o Adrien! Resultado disso? Vocês saberão na sexta-feira (20/08), quando eu publicar o segundo capítulo hahah!

É isso, muito obrigada por lerem e até sexta :)