Sob a Aurora

5 Semblantes Frios


Notas iniciais
Haló

Akureyri

No clã dos bruxos a chegada do inverno era comemorado com bastante celebração. Eles saiam pelas vielas celebrando o fato dessa época chegar e agradeciam aos deuses. Como a luz solar demorava para aparecer nos dias de inverno, eles adentravam á noite intercalando com a manhã. Feitiços eram conjurados, e euma das maiores diversões era o feitiço das cores. Sem sombra de fatos, ele era o mais aguardado por todos e principalmente as crianças. Esse feitiço transformava a cor dos flocos de neves e dai , eles variavam para cores como o laranja, verde, rosa, azul , amarelo entre outras cores. Pareciam confetes caindo do céu.

Mesmo com toda assolação que tinha acontecido dias atrás, quando Akureyri recebeu um golpe, a celebração não parou. Foi um jeito que os bruxos encontraram para dizer que estavam firmes e de pé.

A jovem Ino estava no meio da multidão, mas não para celebrar. Ela estava procurando alguém, por uma pessoa especificamente, seu futuro cunhado e isso se a sua irmã reaparecesse.

Ela olhava atentamente para todos os lados em sua procura.

Não conseguia tirar ele da mente, era sua obsessão particular.

— Onde ele está? – ela falava sem ao menos perceber que estava falando em público. Fatigada de tanto procurar por ela sentou-se em um banco e assistia de longe ás celebrações. – Preciso encontra-lo. – era uma data especial ela lembrou, teria que passar com alguém que fazia seu coração palpitar.

— Falando sozinha, Ino? – sua irmã mais velha apareceu. Tsunade estava ao lado do marido Dan. Eles eram casados há uns dois anos, Dan era um guerreiro de primeira elite e conseguiu conquistar tanto o pai e a filha, logo eles se casaram. Por ter se casado com a primogênita ele assumiria o cargo de futuro líder do clã.

— Por que não vai se divertir com ás crianças, Ino? – falou seu cunhado, enquanto tirava um pouco da “neve colorida” de seu ombro.

— Eu não sou mais criança, Dan. – disse de mau gosto e áspera.

— Está tão amuada. – disse Tsunade tentando quebrar o gelo. – Minha pequena irmã, para mim que sois a caçula, sempre serás minha criança. – a caçula revirou os olhos. – Bem Ino, pode ir próximo ao lago e falar com o Sai e avisa-lo que o papai quer falar com ele ? – os olhos de Ino provavelmente brilharam com aquele recado.

“Então era ali que ele estava”

— Irei sim, querida irmã. – prontamente levantou-se – Dan, tem um floco vermelho no seu nariz. – disse ela caçoando do cunhado.

Ino correu imediatamente em direção ao lago. Ele ficava um pouco afastado da cidade. Era um lugar exuberante, típico da Geografia da Terra do Fofo, possuía águas cristalinas azuis e rezava uma antiga lenda, que lá foi enterrado um casal de bruxos apaixonados que não puderam realizar o seu amor, então resolveram cometer suicídio juntos naquele local. Era apenas uma lenda que os mais velhos costumavam contar , pois ali os casais de bruxos apaixonados iam se encontrar ás escondidas. Outrora, outras pessoas gostavam de ir ali para relaxar, já que era um ambiente extremamente silencioso, ótimo para quem queria alguma tranquilidade.

Ela o avistou imediatamente sentado á beira do lago e arremessando algumas pedrinhas. Se aproximou silenciosamente e contendo seu riso de alegria ao vê-lo.

— O que tanto pensa? – ela chegou sorrateiramente.

— Ino ! – exclamou, sua mente que parecia longe voltou. – Não está comemorando o inverno? – ela sentou-se ao lado dele e colocou o seu cabelo loiro para o lado esquerdo.

— Já comemorei. E você ?

— Estava querendo refletir um pouco. – disse tranquilamente pensativo para o lago.

— Nem sei que que horas são, se ainda é noite ou um novo dia. Ah, papai quer lhe ver.

— Creio que ainda é noite. – seu semblante parecia cansado e amargurado. Ele não era um homem apaixonado ao extremo, ele gostava da Sakura e nutria um carinho especial, estava convicto que áquela mulher seria sua esposa, via a bruxa com um sentimento especial, alias ela era sua companheira de longo tempo. Ele sentia falta dela, das conversas e claro, do contato. – O que o seu pai quer ? – perguntou e a bruxa deu de ombros e falou não saber.

Ela estava tão perto dele.

Ela lembrou das palavras do oráculo e teria que agir o mais rápido possível. Ela levantou-se e rezou rapidamente para Odin. Abriu as pernas e sentou-se no colo do Sai ardilosamente, deixando-o sem entender. – Não gosto de vê-lo assim.

— I-no. – disse ele trêmulo e de olhos arregalados , enquanto ela acariciava o seu rosto e subitamente o beijou tomando seus lábios. – Ino ! – ele a repreendeu.

— Sai. – disse ela ofegante. – Eu te amo, eu te amo. – disse desesperadamente e já com suas lágrimas descendo.

— Ino, você está confusa. – ele tirou a garota de cima dele. – Eu entendo o que está passando, deve estar transtornada por sua irmã ter sumido.

— Não é isso. – disse ela em protesto, mas em vão.

— Você ainda é nova e está misturando seus sentimentos. – sorriu gentilmente. – Você é a minha irmãzinha, Ino.

*

Ino voltou ao palácio ao lado do Sai, ele nada disse durante o percurso e a loira muito menos.

“Você ainda é a minha irmãzinha”

Sentia seu corpo ferver de raiva só de lembrar essas palavras.

Estava interiormente furiosa e sua cara fechada resplandecia. Sai foi gentil e abriu a porta para ela, que entrou sem ao menos agradecer. Os corredores do castelo andavam silencioso e apenas iluminados por tochas de fogo. Ino caminhou xingando tudo o que encontrava pela frente.

— Hm, parece que algo deu errado. – o oráculo apareceu ao lado da bruxa. – Não conseguiu, não é ? – Kabuto era um ser estranho, poucas pessoas sabiam de onde ele veio e como tornou-se o oráculo oficial do reino. Mal saia do castelo e quase todo o tempo vivia enfurnado na sala de poções. Ele tinha uma cobra de estimação amarela com manchas brancas, que era a sua fiel companheira de longa data.

— Você é o oráculo, deveria saber. – ela disse ríspida e ele sorriu de escárnio. – Você já sabia, não é? – ele assentiu.

— Evidente. – sua cobra estava envolta do pescoço dele e ele a acariciava aquela criatura gélida.

— Se acha muito esperto. – disse ela que agora passou o intimidar, ela retirou sua varinha do bolso.

— O que insinua ? – disse ele desconfiado da súbita atitude da bruxa.


— stæðist að groveling— a cobra envolta do pescoço do oráculo logo sucumbiu ao chão e ele abaixou-se para acudi-la.

— Está morta ! – exclamou pasmo. – Está morta ! — ele olhou para feiticeira assustado. – O que você fez ? Você a matou!

Ela sorriu de lado e o olhou altivamente. – Hm, não é você que prever tudo? ...deveria ter previsto isso, meu caro oráculo. – seus olhos brilhavam como uma chama, sua face não demostrava mais aquela jovem de cabelos loiros que costumava encantar a todos com sua bondade, era algo perverso.

— Alma negra, alma negra. – ele gritava enquanto suas lágrimas escorriam pelo o seu rosto. Tinha perdido uma fiel amiga.

— Não me subestime, não sabe do que eu sou capaz. – ela saiu esboçando um sorriso vitorioso e causando um certo espanto no oráculo que estava sem reação.

— Seria ela ? – perguntou-se diante da trágica situação. – Ela ?

**

Hafnarfjörður,

Mesmo com um novo amanhecer ainda estava escuro em Hafnarfjörður e o barulho da chuva não passava despercebido nos telhados.

O mar estava agitado e de ressaca, ondas tinham atingido o litoral e apesar dos esforços, em alguns lugares ás barreiras de proteção não conseguiram deter o avanço do mar.

Não tinham causado um grande estrago.

Na casa do Sasuke o silencia momentaneamente estava reinando por lá.

O viking tinha dormido um pouco tarde devido ter trabalhado durante boa parte da noite para monitorar o avanço do mar. O qual não ficou muito satisfeito por ter perdido uma noite de sono importante. Aquele dali não rejeitava uma noite de sono, apenas quando tinha companheiras.

Ele já não andava com os melhores dos humores; o boato que a feiticeira tinha congelado uma das acompanhantes do neto do líder percorreu todo o clã, qual deixou algumas moças de cabelos em pé e o Uchiha com uma dor de cabeça, sem limites.

O galo tinha cantado na sua hora exata e acordado o jovem viking, ele tentou voltar dormir novamente, mas não conseguiu. Revirou-se por várias vezes na cama e seu precioso sono não tinha retornado.

— Droga. – bufou na cama pelo seu estado de insônia.

No andar de baixo, Sakura estava enrolada em suas cobertas velhas e cheia de ácaros como de costume. Sua noite teria sido um pouco agradável se uma goteira não tivesse pingando por uma boa parte da noite e causando aquele som azucrinante. Ela estava encolhida sobre seu colchão de feno, quando ouviu um barulho vindo da cozinha, eram panelas batendo.

Abriu um olho ainda sonolenta e bocejando.

Viu o viking enrolado em seu lençóis e mexendo nas panelas. – Panaca. – disse para si mesma.

“Oh não, ele iria fazer aquilo.” – pensou ela já imaginando o que iria sair do caldeirão.

— Acordou. – disse ele em seu péssimo humor matinal.

Sakura enrolou-se em suas cobertas e sentou-se no colchão.

Ele colocou o caldeirão com água no fogo , sua refeição de sempre seria feita novamente, para desgosto da feiticeira. O estomago dela revirou-se quando lembrou daquela gororoba com peixe que vinha se alimentando desde sua estádia ali. Ela não conseguia suportar mais aquilo. Sentia náuseas apenas de recordar.

— Peixe ao molho não identificado? – disse ela o encarado. Ele ergueu sua sobrancelha e apenas assentiu e ela revirou os olhos com uma expressão de nojo.

— Qual o problema? — disse ele cortando umas cebolas sem jeito.

— Nem você consegue comer mais isso. – replicou ela. – Se quiser posso cozinhar algo diferente. – Sakura conseguiu a atenção dele novamente. – Não sou excelente na cozinha, mas faço algo melhor que isto.

— Não. – disse áspero.

— Algo com tomates. – Sasuke voltou a fita-la e ela sorriu dissimuladamente.

Durante seus dias de cativa ela percebeu que ele gostava de tomates e mais além do normal. Quando estava em casa ele sempre colhia algumas vermelhas e bem suculentas e comia. Sasuke parece ter ponderado um pouco.

Seu orgulho nunca deixaria o admitir que já estava de saco cheio daquilo.

E como estava !

— Me solte e cozinho. – ela mostrou suas correntes nos pés, ela era ardilosa em suas palavras e em seu modo.

Quando ela queria algo nada a detinha.

— Se fizer alguma gracinha. – ele apontou sua faca para ela. – Já sabe, não é?

— Eu só quero cozinhar algo, pois não aguento mais sua comida. — disse com um pouco de sutileza e fazendo o seu jogo. Sasuke se aproximou e abaixou e retirou suas pesadas correntes que estavam em seu calcanhar.

Sakura de um longo suspiro aliviada.

Aquelas correntes machucavam muito e sem mencionar que ela não podia andar pela casa. Levantou-se imediatamente. – Preciso de tomates frescos. – o olhou.

Ela não tinha algo em mente.

Ela não iria mata-lo ou aprontar alguma coisa parecida, se fizesse isso com certeza os outros vikings viriam confronta-la e como estava sem sua varinha, sucumbiria.

Suspirou pesarosa, realmente estava em um quadrado sem saída. O jeito era cozinhar, só assim ficaria livre daquelas medonhas correntes.

— A horta é logo atrás. – disse ele e em seguida bocejou.

— Humpft. – ela o olhou por cima e pegou suas cobertas. Lá fora estava frio e chovendo, bem que a segunda não era um empecilho para ela. Abriu a porta e foi atingida por uma rajada de vento frio que a fez tremer.

Olhou o Uchiha de soslaio e viu um sorrisinho cafajeste no rosto dele.

Seria difícil achar algo ali quando ela olhou a horta que tinha sido inundada pelas águas da chuva na madrugada.

Só tinha lama naquele local.

Escutou um risinho do Uchiha que apareceu na porta a observando como um defronte, ela simplesmente deu de ombros.

Teve uma enorme vontade joga-lo naquele lamaçal.

Apontou sua mão direita em direção á lama — Frysta— o gelo ia alcançando a lama e a transformando em uma espécie de lago marrom congelado. A lama estava sólida. Virou-se para a Sasuke e mostrou um sorrisinho de canto.

Sasuke já sabia que tudo estava inundado na horta, por isso a enviou para fora. Fez questão de sair e observar o que ela faria, não se surpreendeu, ela sabia que ela era inteligente.

Sakura encontrou alguns tomates no tomateiro já com folhas murchas e alguns até quebrados. As tomates não estavam em perfeitas condições já que algumas estavam machucadas, mas serviriam.

***

Ele olhou aquele prato com suas desconfianças.

Estava atrativo e parecia algo sofisticado, muito sofisticado. Ela fez tomates com recheio de bacalhau, como só tinha aquele peixe ali...mas com uma diferença: um novo molho e com temperos diferentes. Sasuke encarava aquele prato e até um pouco receoso.

— O que foi? – ela cruzou os braços.

— Quem me garante que não tem algum cogumelo ai? – ele apontou para o prato e ela revirou os olhos em protesto.

O reino Fungi é um grupo eucariotas e um dos membros mais conhecidos dessa enorme família são os cogumelos, alguns são comestíveis, outros por exemplo são extremamente venenoso, causando até á morte.

Sakura pegou um, mastigou e por fim engoliu. – Não tem cogumelo. – ela disse séria e o viking desconfiado parece ter acatado e pegado um, ainda sob desconfiança mordeu. – Embora você me deu uma excelente ideia. – ele parou sério com a boca entreaberta.

— O que achou? – ela perguntou e pegou um bolinho para si. Não era a melhor cozinheira do mundo e nem foi era aficionada na culinária , mas se virava em algo. Sabia que o tempero era que dava vida á comida e como uma feiticeira, ela sabia o poder de cada erva natural , seu pai a ensinou quando mais jovem.

— Razoável. –ele disse devorando seu terceiro bolinho e seguindo para o quarto. – Dá para comer.

— Estou vendo sua insatisfação. – disse ironicamente, ela levantou-se e deixou um prato na pia. Parou em frente á janela, a chuva ainda cismava em cair lá fora. Sakura viu algumas pessoas com sacos de areia fazendo uma espécie de muro de proteção contra o mar.

— Vera enn — falou e virou-se, viu o Uchiha a encarando. – Eles estavam em vão brigando com o mar. Tentei o acalmar.

— Nos ajudando? – ele falou

— Ainda tenho alguns meses aqui e aqueles idiotas apenas iriam ficar cansados. – ele concordou e voltou ao prato, era o último bolinho.

Ele não queria dizer, mas aquilo estava delicioso.

— Como se chama? – ele a perguntou deixando a surpresa. – Tem um nome, não é ?

— Ora, é claro que tenho um nome ou você acha me que chama de feiticeira o tempo todo ?

— Te chamamos de feiticeira o tempo todo. – falou e lambeu os dedos.

— Me chamo Sakura, seu porco sem educação. – disse não entrando em detalhe sobre o seu nome e muito menos sua origem, não queria que ele soubesse que ela pertencia ao clã herdeiro dos feiticeiros, seria arriscado para ela. Por fim pegou alguns pratos e colocou sobre á pia.

Sasuke apenas processou o nome dela e repetiu algumas vezes. Sakura...não era estranho para ele esse nome.

“Sakura” ele falou mentalmente tentando associar a feiticeira para o seu nome. “Não combina”

Ele retirou-se da mesa e já estava pronto para voltar para sua cama, era inverno e chovia forte e ainda por cima, estava escuro. Nada para fazer.

— A onde pensa que vai ? –disse autoritária e ele virou-se na ofensiva.

Dormir ?

— Nem pensar, tem os pratos para lavar. – ela jogou uma espécie de palha que usava-se para esfregar os pratos. – Ou você achou que eu iria fazer isso ?

É obvio.

— Humpft, não sou sua escrava empregada do lar, lave-as. – ela falou e voltou para o seu lugar. – E além do mais, eu fiz a comida porque eu queria.

Sasuke pareceu imóvel ponderando sobre sua nova realidade.

Ela tinha mandado nele ?

“Que mulher irritante” disse ele, desde quando alguma mulher fazia isso com ele ?

Apenas uma o colocava nas rédeas e essa se chamava Uchiha Mikoto, contra sua vontade.

Elas pareciam tem algo em comum. Mikoto era uma antiga guerreira do clã, sempre procurava estar em algum combate ou se aventurando em alguma caça. Desde que o Sasuke era pequeno ela o ensinou a “vira-se” sozinho e isso incluía “ fazer sua própria comida” ela o ensinou a lutar e manusear lanças. Era uma mulher formidável. mesmo com o advento da súbita morte de seu marido ela não deixou-se abalar, continuou em suas obrigações quais foram triplicadas depois da morte de Fugaku. Ela assumiu o lugar dele.

— Não vai me prender? – ela disse, estava deitada olhando para o teto e com as mãos sobre o peito.

— Vou te deixar livre pela casa, mas sabe que se tentar algo eu lhe matarei. – na verdade, ele estava com preguiça de acorrenta-la . Sakura caçoou dele. – E está inofensiva.

— Se diz. – disse falsamente.

— Não me provoque. – ele foi em direção á pia de mau gosto.

Naquele frio que estava fazendo, a água da bacia parecia estar congelada – e de vias estava, Sakura tinha feito uma de suas artimanhas traiçoeira. Lá ele com a mão dentro d´água , seu corpo parecia congelar e todo seu sistema nervoso congelar, era como se estivesse na água do Ártico, como agulhas estivessem adentrado em seu corpo. Ele fazendo um serviço inoportuno.

Sakura segurava o riso , mas um muxoxo logo foi ouvido pelo bravo Viking explorador de bacias.

— Traiçoeira como o Loki. – ele murmurou. – Hita.— ele invocou suas forças, aliais ele era o detentor do calor, logo sua bacia de mármore fervia mais que uma caldeirão em fogo escaldante. – Vai precisar mais que isso. – falou para ela.

Parecia que o placar dois estava em um empate.

Terminado seu novo encargo ele pegou suas cobertas , enrolou-se e subiu para o quarto. Ele dormiria ali pelo o resto da manhã, nada o atrapalharia. Ele já estava irritado com a situação.

“Atchim. “ um som de espirro espalhou-se pela casa e não só uma, mas diversas vezes.

Ele estava oficialmente gripado.

Parece que a feiticeira tinha virado o jogo.

— Saúde. – ouviu ela falar sorridente. Olhou para o teto e pediu forças para Odin para não matar aquela mulher carbonizada ali mesmo.

“Atchim”

****

Nem todos estavam aproveitando aquela manhã na cama.

Uchiha Itachi estava na baia com o seu fiel escudeiro Shisui observando o nível do mar, qual repentinamente tinha sossegado, as bravas ondas tinham sido reduzidas em simples marolas.

Ele sabia que aquilo não era normal, tinha sido magia e dela.

— Todos falam dela. – disse Shisui sentando na barra de madeira. – Não entendo quais os planos do seu avô.

— Nem ele mesmo entende. – replicou, estava afiando sua lança como de costume. – Meu avô já está velho e suas palavras quase não condizem mais com a realidade.

0 Quando será que ele largará a cadeira? – falou o encarando. – O Obito terá que assumir.

— Acha mesmo que o néscio do me tio está apto para assumir ? – riu com desdém. – Meu pai que iria assumir, ela era o mais capaz e como ele morreu, só cabe a mim ser o novo líder.

— Mas, o Obito seria a mudança natural?

— Seria... – ele o encarou sério. – Mas não vai, aquele lugar é meu. – disse ele apontando em direção. – Eu serei o novo líder custe o que custar e não importa quem estiver no caminho. Cruzou os braços numa expectativa de fazer o frio passar.

As nuvens carregadas não davam trégua, agora a chuva tinha enfim cessado e dado lugar para os flocos hexagonais de neve caírem pelo o vilarejo. A neve tinha voltado com força. Brevemente ao longe pode ser ouvido um crocito de um corvo cruzando o horizonte. Os dois vikings observaram lentamente até o corvo pairar sobre terra firme.

Itachi se aproximou e pegou-o.

— O que ele quer? – perguntou Shizui intrigado, um corvo sempre trazia notícias, era uma espécie de correio para o clã.

Itachi deixou seus olhos ficarem tão vermelhos quanto um rubi e passou a encarar aquela criatura em sua mão, logo o olhar do corvo tornou-se vermelho e como uma espécie de bola de cristal, o viking pode ver o que se tratava.

Viu pessoas sendo atacadas em uma remota ilha por inimigos fantasmagóricos. Viu o sangue aparecendo na terra de gramíneas tão verdes e agora maculadas pelo o sangue.

Ele saiu do transe e seus olhos voltaram a sua cor de antes.

— O que viu? – perguntou o amigo.

— d̥ɛnmɑɡ̊ está sendo atacada. – disse atônito. – Nossos irmãos estão sendo atacados por aquele seres demoníacos e estão perdendo. Uma armadilha, se aproveitaram do fato do inverno.

— Temos que informar o líder, imediatamente. – disse Shisui, sua tonalidade estava mais branca que o normal e Itachi assentiu.

O inverno estava apenas no início.

Notas finais
Viram que as tretas estão iniciando ? E com esse repentino ataque... Do que o Kabuto acusou a Ino? Ideias ?. SasuSaku está andando por ai, essa Sakura está colocando ordem no priguiçoso Uchiha, mas não se enganem com ele. E Itachi aos poucos vamos descobrir algumas coisas sobre ele. Bom, isso é tudo e espero de coração que tenham gostado. Obrigada pelos favoritos, sério nem sei como agradecer. Y are Rock folks ! De coração, e se não favoritou ainda ajuda a autora hehe. Adoraria ler o feedback de vocês, isso me motiva bastante. Beijos e até o próximo.