Sob a Aurora
3 Fraquezas
Não estava sendo nada confortável para ela ficar cativa naquele lugar.
Encontrava-se no canto da parede com os pés amarrados e em posição fetal. Estava na mesma posição há tanto tempo que já não sentia câimbras nas pernas ou dores na coluna, para o seu pavor seu corpo estava se acostumando com aquilo. Sacrilégio.
Seus pensamentos iam além de seu corpo e seu desejo de se libertar dali já era seu anseio mais forte.
“Que ninguém me veja nesse estado.” Pensou, e aliais isto era uma situação vexaminosa para uma feiticeira de sua classe. Ela era filha do grande Hashirama Senju , um dos feiticeiros mais poderosos da história do seu clã que ganhou a guerra contra o temido Pain, um outro guerreiro do seu clã que revoltou-se contra a hierarquia e desafiou o Hashirama, que venceu após uma luta sangrenta e poderosa, foram três dias de batalha e no último instante, quando não havia mais esperança o líder Senju invocou um poder dos antigos deuses do gelo qual congelou o coração do Pain, logo depois ele foi selado e jogado nas profundezas do mar Ártico. No entanto, mesmo com a vitória um alto preço foi pago dentre do clã, um grande remanescente de bruxos foram condenados á torre do gelo eterno ,uma torre onde localizada numa masmorra em uma floresta de espinhos , eles foram condenados á prisão perpetua. A vila passou por várias perdas e inclusive a mulher do Senju faleceu, deixando três garotas órfãs.
Esse pequeno remanescente de feiticeiros ficaram presos por duas décadas na prisão de gelo, entretanto há duas semanas atrás eles conseguiram fugir da torre, o que foi algo que pegou o clã de surpresa, pois a torre de gelo é protegida por um feitiço poderoso e uma vez condenado, preso até o fim da vida.
Era assim que se pensava, até os feiticeiros fugirem.
Sabia que o sol tinha raiado pelos feixes de luz que invadiam ás brechas da cabana. E que noite demorada tinha sido áquela e agoniante, além do fato de estar presa em uma condição humilhante, mal conseguiu dormir devido aos gritos que ouviu durante á noite.
E quantos gritos...
Pareciam urros desesperados de alguém que estava sofrendo, mas logo ela descartou esse pensamento quando a mulher pediu por mais.
Não era sofrível, parecia estar bom para á loira.
Sakura sabia o que era sexo, já não era mais virgem. Ela era noiva de um dos principais novos guerreiros da nova geração, Sai Yamanka era considerado um bruxo extremamente habilidoso e poderoso. Porém, não era assim com ele.
Definitivamente não era.
Sakura ouviu um barulho e logo abriu os olhos, viu a escandalosa da noite passada, a dita cuja que berrou durante toda noite. Ela ainda estava nua e como estava de dia, Sakura pôde observa-la atentamente, ela a olhou de cima a baixo, achou regular e nada de extravagante, o que Sakura admirou com esmero foi apenas o cabelo loiro da mulher que batia na cintura e um pouco ondulado, lembrou o da sua irmã. O homem apareceu já, ele vestia uma calça cor de areia e seu peitoral estava nu.
— Pensei que iria ficar mais tempo por lá. – ela o abraçou de forma maliciosa e começou a dedilhar sutilmente o peitoral do viking, que ainda estava sobre efeito do sono.
— Por hoje está bom. – ele desvencilhou-se dela que rapidamente fez cara feia. – Vista suas roupas e vá. – ela falou algo incompreensível e a Sakura não entendeu bem. De soslaio, ele olhou para feiticeira que demonstrava um semblante nada satisfeito por estar ali.
— Uma bruxa. – ele murmurou.
Sua companheira da noite passada agora estava vestida e deu um breve beijo na bochecha do homem que mal se importou, ela abriu á porta e uma brisa fria adentrou na cabana, fazendo o homem sentir um pequeno arrepio.
Ele conhecia muito bem aquele vento...era o inverno vindo.
Ele estava de costas para feiticeira que noto que além de insaciável, ele era um faminto de primeira e lá estava ele procurando mantimentos para comer. Novamente ele pegou o peixe desidrato e batatas.
Sakura observava cada passo e ação que ele fazia.
— Eldur. – ele estendeu a mão e uma pequena flama de fogo surgiu em sua palma deixando a feiticeira abismada. Ele depositou a pequena flama sobre a lenha e instantaneamente passou a queimar.
Elemento do fogo.
Sakura parecia hipnotizada e logos sentiu um temor, fogo.
Esse elemento natural por séculos devastou sua terra, seu clã estava localizado numa região de vulcões que sempre entravam em atividade, algumas delas eram brandas e não chegavam á destruir a vila, entretanto outras eram cruéis, as lavas queimavam tudo que vinham pela frente, nem mesmo o seu elemento de batismo podia ajudar em alguns casos.
Se os bárbaros tinham o inverno como um dos principais inimigos, eles tinham o fogo.
Depois de ter cozinhado sua refeição de aparência duvidosa ele serviu-se, comeu sobre olhares sedentos de uma feiticeira curiosa e antes de tudo faminta. Pelo ao menos em algo eles combinavam, na fome. Aquilo incomodou o jovem Viking, mas ele não poderia culpa-la, até prisioneiros tem fome e como seu avô queria ela viva, o certo era alimenta-la.
Ele pegou um prato de alumio e colocou uma generosa porção para ela e foi em sua direção, abaixou-se e a entregou como ela fosse uma cachorrinho de estimação.
Ô, ela sentiu-se humilhada e em seu caderno mental ela anotou : Irei me vingar, de certo.
Ela pegou o prato como instintivamente, aquilo tinha um péssima aparência? Sim, porém sua fome era maior.
Ele voltou á sua posição e de lá observou ela devorar aquilo.
Agora ela era observado e não gostou muito. Ela viu um sorriso de canto brotar em seu lábios. Que insulto !
Ela tinha um orgulho enorme e passou o encarar de forma altiva.
“nunca viu ninguém comendo antes ? “ Passava em sua mente.
Ele notou que aquilo claramente a incomodada e passou a fita-la e até uma expressão de escarnio surgir. Era um jogo?
Sakura encarou como um atrevimento daqueles.
Um bárbaro zombando da filha do grande guerreiro Senju Tobirama, como ousa ?
— Nunca viu ninguém comendo ? – seus pensamentos ganharam voz.
— Tão desesperadamente... – ele fez uma cara pensativa. – Não.
Ela cruzou o nariz e ele achou graça. Ele gostou de provoca-la e ficaria ali o tempo que fosse para vê-la ficar mais vermelha que as tomates cultivadas na horta de sua mãe, no entanto tinha deveres na vila.
Ele retirou-se e foi ao seu quarto e colocou seu exuberante casaco de pele de urso polar. Seu troféu e como amava exibir aquele casaco. Ele mesmo matou a peça do vestuário. Sakura o observou saindo antes dele ir embora ele falou algo e o fogo da lareira apagou-se.
Como mágica.
— Não fuja. – ele disse com um riso preso a olhando e ela virou o rosto.
O mataria.
Queria mata-lo.
Ele merecia.
Ela faria.
Foi se arrastando com as enormes correntes em seu pé e conseguiu chegar até uma janela e de lá viu seu algoz, que na verdade estava mais para um zombeteiro de maus instintos. Ele caminhava tranquilamente olhando o horizonte da baía, nimbos carregados surgiam de lá e ele sabia que aquilo era mau pressagio, o inverno tão temido.
Sakura não bobeou. – Wind ís dansi. – proferiu o feitiço contra o homem do outro lado que viu ao seu redor a neve tomar forma de um pequeno cone de furacão, parecia que a neve estava dançando com ele e o cercou. Ele cruzou os braços em forma de defesa, aquela dança do gelo era perigosa e começava se aproximar dele. Logo dele, que não gostava muito do gelo. Era um feitiço simples, mas exigia muito da jovem feiticeira que estava desabilitada e logo não conseguiu prosseguir com sua brincadeira.
O Uchiha nem sequer parou para pensar, olhou em direção á casa e seus olhos ficaram vermelhos como rubis, Sakura viu pela janela e antes que pudesse fazer algo sentiu uma súbita dor na sua cabeça. Levou á mão a cabeça rapidamente, não conseguia aguentar tanta dor. Era ele...
Imagens horríveis começaram a passar em sua mente como um flash pavoroso. Isso era um dos poderes do homem, o olhos criavam ilusões que desarmavam psicologicamente os inimigos. A feiticeira caiu no chão, foi intenso para o seu estado fraco. Do outro lado, Sasuke não sentiu mais força de magia vindo ou de outro elemento, seus olhos voltaram para o estado normal e ele seguiu caminhando.
Se ela queria brincar...
Sasuke seguiu para á cabana de reuniões, onde o ancião costumava a atender as pessoas que vinham expor seus problemas na esperança de conseguir uma ajuda. O líder estava sentado no meio do circulo em uma cadeira de madeira parecida com um trono, porém menos pomposa e em volta os residentes da vila estavam, o jovem viking foi para trás do seu avô onde encontrou-se com seu irmão e o seu tio, Obito que lhe deu um “tapinha” nas costas.
E o que farão com a feiticeira? – perguntou uma aldeã e seguida de outros.
— Ela está segura sob cuidado do meu neto. – disse o líder, aparentemente entediado por estar ali. Ser líder nunca foi uma pretensão de Uchiha Madara, ele assumiu essa missão quando o antigo líder morreu subitamente, então como o jovem Uchiha Madara na época era bem visto e considerado um guerreiro excepcional tanto na força quanto em sua inteligência, todos aprovaram ele como o “cabeça” do clã.
—Qual sua intenção em manter ela cativa por aqui? – outro perguntou e essa pergunta interessou muito o Uchiha Sasuke, pois esse não tinha á mínima noção do que seu avô planejava com áquela feiticeira travessa.
— O inverno está se aproximando e todos aqui sabem o quanto sofremos quando essa época chega, perdemos nossas plantações, a pescaria fica perigosa. – ele levantou-se e começou a caminha em círculos pelo local. – Todos sabem, como as ondas do mar ficam terríveis nessa época e quantos conhecidos e entes queridos perdemos, ficamos com ás mãos atadas. Mesmo com o nosso elemento, o fogo. Então, essa feiticeira caiu como uma luva, ela é do elemento água. Que elemento de nossa mãe natureza mais nos prejudica ?
— A neve. – disse o Obito.
— Isso, neve não é nada mais que água em seu estado sólido, congelada. Ela tem esse poder. – disse ele com os olhos brilhando, ele era um líder carismático e atraia todos com sua simpatia. – É para o nosso bem. – ele fez um sinal com a mão e todos entenderam que a reunião ali estava encerrada, todos iam saindo pouco a pouco e só restaram Uchiha Obito, Itachi e Sasuke.
— Aqui não se pode guardar nada em segredo. – disse Itachi, um pouco mal-humorado.
— Uma aldeã saiu falando que viu uma mulher em sua casa, meu sobrinho. – disse Obito demonstrando um sorriso sacana.
— Sasuke, isso não pode se espalhar por outras vilas e não pode chegar até o clã dela. Tome cuidado em quem leva para sua casa. – seu avô disse.
— Eu não posso fazer nada, fiquei dias em mar aberto e não ia deixar de trepar pela bruxa . Não se preocupe, cuidarei.
— Como ela está ? – perguntou Madara, já sentado em sua cadeira e bocejou um pouco. Atender várias pessoas e com queixas tão insignificantes dava sono e muito.
— Bem. – deu de ombros.
— Não é perigoso manter ela aqui? – Obito perguntou.
— Ela não irá a lugar algum sem sua varinha. Com aquele objeto de magia, feiticeiros podem conjurar feitiços de alto poder, sem eles são apenas guiados pelo elemento.
— O que não deixa de ser perigoso. – falou Sasuke com um pouco de tédio.
— Não sabemos qual o nível de magia ela tem, se é uma grande maga ou uma qualquer. – o ancião disse. – Sasuke irá investigar isso. – o mais novo revirou os olhos. – É pelo nosso clã. Fui ao topo da montanha e consultei o oráculo de lá e ele me disse que esse inverno seria catastrófico para nosso povo, não quis causar pânico em ninguém, no entanto ele disse que no fim do túnel uma flor apareceria e poderia ajudar.
— Ele quis dizer uma feiticeira. – Itachi murmurou.
— Seus cabelos são róseos como uma flor que desperta em terra fértil, o oráculo não se engana.
— Se diz.
— Eu irei com você, Sasuke. Irei falar com nossa ilustre cativa. – o ancião falou.
— Irei com você meu avô. – falou o mais velho e logo foi negado pelo o avô.
Os dois foram caminhando em direção á cabana do Uchiha, pelo o caminho o ancião foi contando historias do tempo que guerreou com o clã dos feiticeiros, ressaltou sobre os poderes deles e isso deixou o Uchiha curioso,
Aquela feiticeira seria tão poderosa como seu avô falava ?
O jovem viking chegou á conclusão que não.
O neto abriu á porta, não era todo dia que seu avô aparecia na casa dele, e mesmo que não fosse uma visita, era um fato extraordinário. Sasuke sempre teve um orgulho do seu avô e de tudo o que ele representava para o clã, desde de pequeno ele imitava o avô e adorava quando ele contava ás historias sobre seu tempo de guerreiro. Quando cresceu, o Uchiha ainda nutria sua admiração pelo patriarca, no entanto aquele sonho de ser como ele foi extinguindo aos poucos, ser líder tem muita responsabilidade e tudo o que o moreno não queria e não quer.
Ele entrou na cabana e torceu mentalmente para sua cativa está acordada.
Ele usou uma antiga técnica do seu clã chamada Tsukuyomi, onde quem cai nos encantos dessa técnica fica preso em uma espécie de ilusão ao qual o usuário controla. Sasuke executou apenas um truque de ilusão que fez a rosada cair apavorada por pensar que estava sangrando; Por sorte, ela estava acordada e com olhos bem abertos, se estivesse com sua varinha em mãos com certeza ela já tinha exterminado o Uchiha da face da terra.
— Lembra-se de mim ? – o ancião perguntou, pegou um banco de madeira e posicionou-se á sua frente, a feiticeira virou o rosto, Madara não se incomodou, já esperava isso dela. Ele retirou a varinha e mostrou para feiticeira, que inclinou-se para pegar, porém foi negada.
— Me devolva.
— Uma varinha dessa é algo especial para um feiticeiro, não é ? – ele disse, enquanto manuseava o objeto.
— É minha, me devolva. – vociferou.
— Elas são únicas, uma vez perdidas ou destruídas o possuidor não pode ter outra. – Sakura o encarou aflita. – É uma linha que une o feiticeiro e á magia. Quer de volta?
— O que quer em troca ? – ela disse, seu tom demonstrava uma certa aflição.
— É inteligente. – ele olhou para o neto e seu rosto de satisfação estava vivaz. – Cada clã que existe na terra do fogo é detentor de um elemento, o nosso é o fogo e o seu é a água, temos terra e ar por ai, no entanto como uma brincadeira de Odin, cada clã é fraco em um elemento, o seu e o fogo e nós já o controlamos e o nosso é água. O inverno é crucial para nosso clã e temos tantas perdas.
Sakura sabia exatamente onde ele queria chegar. – O inverno está chegando. – ela falou.
— Que coincidência você aqui. – ele falou sarcasticamente. – Eu lhe devolverei sua varinha, assim que o inverno passar.
— Inadmissível. – protestou.
— Nos ajude no inverno e lhe devolverei. Ficará bem guardada e um lugar que apenas eu saberei, ninguém a tocará. Temos um acordo ?
Á mente da Sakura deu voltas.
Inverno é um longo tempo.
Tinha o seu clã e ela não tinha notícias de lá, quando retornasse depois da estação fria, como eles estariam e tinham sobrevivido ? Por outro lado, se ela recusasse sua varinha seria quebrada e ela provavelmente seria morta por eles, não tinha muito escolha.
Era um tiro em um lago profundo e sombrio.
— O que me garante que eu a terei de volta depois do inverno ? – disse séria.
— Minha palavra, minha jovem. Pode confiar.
— Que seja. – ela murmurou e ele levantou-se vitorioso.
— Meu neto irá providenciar um lugar um pouco mais confortável para você. – Sasuke o olhou com uma expressão “ eu ?” – Ficar no chão não é nada bom. Sasuke, me acompanhe até a saída.
Sakura ficou sozinha no seu canto da parede e lamentando-se por estar nessa situação. Porém, fez sua consciência admitir que essa era á única solução.
Ela viva poderia voltar ao clã e no momento que tivesse em poder sua varinha, mandaria esse maldito clã para longe.
Divertiu-se com uns pensamentos sádicos que passou em sua mente.
Sua varinha era capaz de levantar á agua da baía toda em direção á vila. Ela faria e ainda congelaria tudo.
Sentiu-se maléfica.
E mal podia esperar por isso.
No lado de fora, neto e avô conversavam sobre os procedimentos que teriam com a “visitante” primeiro, nenhum clã rival poderia saber que havia ali uma feiticeira cativa, isso se espalharia como um incêndio em uma floresta seca e chegaria aos ouvidos dos feiticeiros, uma batalha com eles no inverno não seria nada agradável. Mas, o sábio ancião tinha um outro conselho e esse de suma importância.
— Fique longe dela. – ele disse severamente. Conhecia o neto e sua fama de mulherengo por onde passava, Sasuke não podia ver uma mulher e o ancião constatou que a feiticeira de via de fato, era uma mulher atraente.
— Sasuke o encarou e não disse nada, sabia onde seu encalço apertava. – Uma relação entre um Viking e uma feiticeira é uma aberração diante os olhos de Odin, ele condena veementemente este tipo de prática. Eu quero encarregar essa tarefa a você, meu neto. – ele repousou sua mão sobre o ombro espaçoso dele. – Eu confio em você.
— Que seja. – falou impaciente e deu de ombros.
— Tem todas mulheres que precisa aqui e se estralar os dedos elas caem ao seus pés. Lembre-se, a feiticeira é proibida. – assim ele se despediu do neto que retornou para o interior da casa.
Ele a olhou e sim, entendeu o que o avô falou.
Observando, a feiticeira era dona de uma beleza única em cada detalhe e seus cabelos róseos era algo diferente. Ele nunca teve uma rosada.
Ele levou a mão aos cabelos o colocando para trás. A proibida era bela.
— Você não perde por esperar. – sua voz o tirou do seu devaneio.
Ele riu de canto. – Então gostou da brincadeira ? – disse provocativo.
Seria um longo inverno...
**
Akureyri
O clã das bruxas de longe era avistado pela fumaça.
Dois dias após a rebelião interna, o vilarejo ainda mostrava quão grande tinha sido a batalha. Tinham cabanas queimadas, outras destruídas. Quem de longe passasse, afirmaria eu teria sido algum vulcão por perto que teria acordado da hibernação.
Hashirama estava ao lado de sua filha caçula, Ino. Ela tinha aparecido dois dias atrás próximo ao lago da cidade em péssimo estado físico. Seus ferimentos foram curados pela sua irmã, que também era a curandeira do clã, Tsunade Senju.
— Procuraram por Sakura em um raio de cinquenta quilômetros e nada acharam. – disse o ancião, segurando a mão da sua filha. – Eu não sei se ela está viva.
— Sakura é uma feiticeira extraordinária, meu pai.
— São dois dias. – o líder estava perdendo sua fé em encontrar sua filha viva, seria quase um milagre. Ele se martirizava-se por ter deixado suas filhas resolverem o assunto, pensou que seria apenas feiticeiros comuns, mas quando percebeu que era uma armadilha, foi muito tarde. Ele conseguiu afugentar um dos cabeças do golpe, para isso usou uma grande magia e seu corpo já em idade avançada sentiu as consequências.
— Ela pode ter ido para qualquer lugar, meu pai. – falou Tsunade, enquanto trocava o pano cálido da testa da irmã.
— Esse é o meu medo, dela ter ido cair em qualquer ligar, Sakura é poderosa e se estiver machucada qualquer um poderá se aproveitar disso.
— Iremos acha-la.
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