Sob a Aurora
26 Epílogo
Akureyri
Inojin corria pelas vielas da vila, ele tinha acabado de sair de uma importante aula de transformação do gelo. Foi um dos últimos a entregar a prova, ele era um aluno aplicado de magia e seu espelho era sua mãe. A grande bruxa da magia. Naquele finalzinho de tarde ele chegaria atrasado para o jantar, então ele corria desesperado para não perder a hora.
Seis anos tinham se passado depois da grande batalha no vale, em seis anos muitas coisas mudaram no reino dos bruxos. Ino agora era a líder do clã, liderava com sabedoria, ela reconstruiu o clã do nada, antes um lugar de repulsa, hoje os bruxos que haviam saído regressavam para Akureyri, a vida por lá tinha melhorado.
O exército foi reestruturado e Sai o comandava com mãos de ferro. Mas por aqueles tempos a paz reinava entre os reinos, no entanto segurança e defesa nunca eram demais.
Após a batalha no vale, Sai retornou com Ino para casa. A bruxa estava recuada, com vergonha de suas próprias ações do passado, porém, tinha o laço que a unia com Sai. Ela foi morar com o pequeno Inojin na casa do bruxo, aos poucos foram trocando convivência, Ino não ousava dizer que ainda sentia fortes sentimentos por ele, sabia que não tinha esse direito, contudo para a surpresa da bruxa, um sentimento foi exposto e não foi o dela. Sai declarou-se para a bruxa, contou que a cada momento que ela esteve ali, seus sentimentos afloraram e viu uma Ino diferente, uma mulher bela e madura.
Uma mulher pela qual valia a pena lutar.
Os dois decidiram dar espaço a paixão que surgiu e pouco tempo depois se casaram, para alegria de Inojin. Ele amava ver os pais juntos e não tardou para ele ter um presente. Uma irmãzinha de cabelos dourados reluzentes iguais aos da mãe. Hashirama passou o clã a sua caçula, confiou na maturidade da sua filha, sabia que ela poderia levar o seu clã para o que era antes e ele não se arrependeu.
Akureyri vivia na paz, porém, a natureza não lhe deixava prolongar esse estado. O vulcão no topo da montanha entrou em erupção uma noite, a lava fervente descia lentamente causando estragos e pânico. Era o primeiro teste de Ino como a líder de seu clã, ela agiu sabiamente e o seu ato mudaria a história de bruxos e vikings. Ela pediu a ajuda dos temidos bárbaros, só eles poderiam ajudar o clã naquele momento e ao contrário do que pensou Hashirama, os vikings vieram e ajudaram a acalmar o furioso vulcão. As lavas viraram basalto e o clã sobreviveu.
A união entre bruxos e vikings foi selada. Madara e Hashirama cederam e ambos se cumprimentaram.
A sábia líder do gelo e o Urso selaram a paz de volta. Hashirama perdoou Sakura e Tsunade, foi um momento ímpar na vida das duas bruxas. Elas abraçaram o pai como nunca. Hashirama mudou o semblante de um homem carrancudo para um homem sem preconceitos e principalmente com os seus netos. No entanto, ele e Madara não deixavam de criar apostas sobre qual dos dois netos seria o mais forte.
— Cheguei! — Inojin chegou gritando. — Quase que não saí, repassar magia de gelo é muito cansativo.
— Porém bem útil. — Ino passou a mão no cabelo dele. — Será um grande bruxo. Agora ande, a sua tia voltará para Aicèuslis e quer se despedir de você.
— Por isso que eu vim rápido e claro, pelo o jantar também.
Konan conversava com Kakashi, estavam na grandiosa mesa do palácio e essa estava farta de alimentos.
— Aí está ele, achei que não iria se despedir da tia. — Konan disse.
— Magia de gelo. — ele fez uma careta. — Eu não deixaria de me despedir da minha tia favorita.
— Sei que diz a mesma coisa a Sakura e Tsunade, seu esperto. — ela sorriu. — Quero que vá me visitar nas férias.
— Irei. Lá é maravilhoso, tem muitas coisas que quero estudar com o tio Kakashi.
— A biblioteca estará disponível. Lhe ajudarei a entender o segredo dos alquimistas. Sei que ficarás encantado.
Ino sorriu orgulhosa do filho.
— Agora só falta o Sai.
— Não falta mais, eu a encontrei. — ele chegou trazendo uma garotinha de cabelos loiros tão reluzentes como os de Ino e uma outra pequena garota de cabelos roxos e algumas mechas brancas. — Ioli e Kah estavam brincando no jardim branco.
— Minhas princesinhas. — disse Ino pegando a menina. Era a sua segunda filha, Ioli foi o selo da união com Sai. Ela era esperta e bem traquina, Ino não desgrudava dela, ela tinha apenas três anos, a bruxa aproveitava para vê-la crescendo, já que não teve tantas chances com Inojin. — Ioli com certeza irá mexer com as espadas, será uma guerreira. — Ino comentou. — Bom, vamos nos servir. — Ino estava sentada na cadeira principal.
— Kah está toda suja de neve. — Konan falou. A pequena garota era a sua primeira filha com Kakashi, ela estava grávida de um segundo.
— Um dia ela caiu no barril de pólvora. — Kakashi falou rindo.
— Essas crianças são tão levadas.
— O Kakashi ficou sorrindo da cena. Meu coração quase se foi.
— Bom, pelo menos eles não tem dragões. — Sai disse tentando amenizar. Os presentes sorriram.
— Sabem, o Satsuki me chamou para voar com um. — Inojin falou. — Posso ir? Diz que sim, pai?
— Ino, pode resolver isso?
— Sem dragões Inojin, sem dragões. Por Odin.
Hafnarfjörður
A névoa cobria ainda parte da vila, era cedo da manhã; Sasuke desceu da dracar, a água gelada o despertou de vez. Estava frio e escuro, o inverno tinha chegado novamente. Sasuke pegou Floki, seu fiel escudeiro de viagens. Ele já estava velho, não tinha a força de antes, doze anos era uma idade avançada para cães, porém mesmo com dificuldade, o cachorro ia.
— Foi uma boa pescaria. — Obito vinha perto dele com uma rede cheia de peixes. Alguns vikings se aproximaram para pegar a carga, o deus do mar tinha sido generoso. Muitos peixes!
— Sim. Temos peixes para todo o inverno. — Sasuke respondeu. Madara tinha visto que o seu neto estava vindo, foi para o porto em companhia do novo líder do clã recepcionar os bravos pescadores que enfrentaram o mar.
— Que bom que chegaram! Pedi para que Odin ajudasse na volta e que fosse tudo tranquilo.
— Bom meu avô, ele não ouviu o seu pedido por completo. — Sasuke respondeu com o seu humor típico. — Estão aqui os peixes para o inverno. Trouxemos.
— Não fez mais que a sua obrigação. — Sakura respondeu. Sasuke olhou-a fuzilando, não importava quantos anos se passasse, ela ainda continuava abelhuda e agora que era a líder do clã dos vikings, tinha piorado.
No início, o cargo deveria ter continuado com Sasuke, porém era enfadoso para ele e tedioso. Terminou que por insistência de Madara, ele pegou o cargo e o seu tio ficava ao lado dele como um vice. No entanto, ambos sabiam que aquilo não era para eles. Por sorte, ele viu que a sua esposa tinha vocação para ser líder, e ela era uma líder nata. Sasuke foi passando algumas tarefas para Sakura e quando a bruxa se deu conta, estava liderando o clã enquanto Sasuke ia pescar. Houve uma reunião no castelo do clã para decidir o futuro do próximo líder, os moradores concordaram em deixar Sakura como a líder, ela tinha nascido para aquilo.
Ela tomava sábias decisões, ela tinha nascido com o intuito de ser uma líder de seu povo e agora os vikings eram o seu povo.
Hafnarfjörður tornou-se um porto de mercadorias. Trocar e vender, ali era o local ideal. Devido a sua importância, a vila cresceu. O viking sabia que cuidar disso daria muito trabalho e isso era tudo o que ele menos queria.
Isso foi um bom negócio para Sasuke, ele gostava de viver uma vida tranquila, apreciava acordar um pouco tarde e treinar com as crianças, seus filhos eram a sua paixão. Todo o amor que ele não pode dar quando eles eram crianças, ele supria a todo momento. Era o melhor pai do mundo, os gêmeos sempre conseguiam qualquer coisa com ele, ao contrário de Sakura que era severa na educação.
Sasuke deu de ombros para a bruxa.
— Pela noite iremos comemorar o feito. — Madara anunciou animado. Mesmo com a longa idade, ele ainda parecia forte e não costumava perder uma celebração.
— Estaremos lá para celebrar, meu pai. — Obito respondeu. — Irá Sasuke?
— Não estou com tanta disposição. — disse ele tentando se sair, estava com preguiça.
— Iremos Madara. — Sakura respondeu encarando o marido. Sasuke estreitou os olhos fuzilando-a. — Madara resolverei algumas coisas em casa, pela noite falaremos mais sobre o assunto do clã de Chiruzic.
— Claro Sakura. Até mais Sasuke!
— Até. — disse ele falsamente.
Sasuke seguiu caminhando pelas ruas gélidas de Hafnarfjörður, ao lado de Floki. o inverno tirava toda a beleza da vila de casas agora coloridas. Sempre escuro e nublado. Ele carregava alguns peixes com ele. Sakura vinha ao lado dele e bastante incomodada com o odor forte de peixe que emanava do Uchiha. Essa era uma das desvantagens de ser casada com um pescador.
— O filho do Naruto está na nossa casa essa semana. — Sakura falou quebrando o silêncio.
Sasuke franziu o cenho. Não gostava muito das visitas de Boruto, principalmente depois que Naruto comentou que ele daria um bom genro. Aquele garoto de cabelo similar a uma banana não iria encostar um dedo na sua pequena ursa.
— Se ele cair dentro do vulcão e eu falar que foi acidente, será que o Naruto acredita? — ele perguntou sério.
— Sasuke! — ela o repreendeu. — Eles são apenas crianças.
— Claro.
— Você está agindo como uma. Você e o Naruto.
Sasuke deu de ombros.
— Aquilo no céu… — Sasuke apontou. Os dois dragões passaram em uma velocidade anormal, de cima Sasuke avistou Sarada no Chidori, o dragão que ela deu o nome e no Sharingan, Satsuki e Boruto estavam montados no dragão.
Os dragões estavam crescendo e Naruto não podia mais controlá-los, os únicos que podiam fazer isso eram os gêmeos devido ao sangue puro, eram os únicos que os dragões obedeciam. Essa particularidade sempre deixou Sasuke e Sakura atentos, poderia aparece alguém para tentar sequestrar os seus filhos novamente ou fazer alguma maldade. As crianças nunca saiam para longe sem eles. O mundo ainda era mal.
— Estão apostando com os dragões novamente. — Sakura colocou a mão no rosto coçando a testa. Aquelas duas crianças não tinham jeito.
Sarada de cima do dragão vermelho notou seus pais no chão. A garota foi perdendo altitude até se aproximar dos dois. Satsuki fez o mesmo.
— Pai! —a garota falou animada. — Que bom que voltou!
— Estão apostando com os dragões, não é? — Sakura perguntou severa.
— Não. — ela tentou disfarçar. — Não estamos mamãe.
— Não mesmo. — Satsuki respondeu. Ele não sabia fingir bem.
— Oi tio Sasuke. — Boruto cumprimentou-o.
— Oi cacho de banana. — era assim que Sasuke o chamava.
— Vocês dois, levem os dragões para descansar, vamos para casa. — Sakura deu o ultimato.
— Só mais um pouco mãe! — Sarada pediu chorona. Sakura estava irredutível. — Pai? — Sasuke era a sua última apelação. Geralmente ele passava a mão na cabeça dos filhos. Sasuke iria falar, mas cessou quando o olhar de soslaio de Sakura passou por ele.
— Vamos todos para casa. — ele falou.
[...]
O Frikadeller estava servido na mesa, era a comida favorita das crianças. Era uma almôndega, crocante por fora e macia por dentro com um pouco de curry. Boruto conversava sobre a nova irmã, segundo ele, a pequena Himawari só fazia chorar.
— Vai por mim, irmãs são umas pragas. — Disse Satsuki com total experiência no assunto.
— Você que é uma praga, gelinho. — Sarada revidou.
— Você!
— Parem! — Sakura gritou. — Se eu ouvir mais outra provocação por aqui, nenhum dos dois irá a Denmag.
Sasuke apenas observava a mesa; Sua família e um intruso, era o seu orgulho. Sempre sonhou em ter uma família e não imaginou que essa seria a sua. As crianças já tinham doze anos, estavam grandes e nessa fase só faziam brigar um com o outro, custava o viking acreditar que os seus filhos já eram adolescentes. Sasuke treinava Sarada, a diversão de pai e filha era de se jogar dentro do vulcão, nunca era um treino, era uma brincadeira, bem ao contrário de Satsuki que sofria nas mãos de Sakura com os treinamentos do seu elemento e tudo pareceu piorar quando ele teve que aprender a fazer gelo. Sua mãe era pior que um tirano, o pobre garoto se lamentava por não ter tido o elemento do fogo. Os treinos do pai eram tão legais. Sarada dominava bem o seu poder, mesmo tendo o elemento do pai, ela puxou a inteligência da mãe. Ela gostava de ler e quando ganhou a varinha do seu avô Hashirama, ela prometeu para si mesma que seria uma grande bruxa do fogo. Mesmo com a pouca idade, ela estudava magia com sua mãe, mesmo sendo da água ela procurava um meio de adaptar para o seu elemento. Aquela pequena era o orgulho de Madara, ele sabia que por Sarada o clã iria longe, seria um novo tempo para os vikings.
Satsuki ao contrário, era a cópia exata de Sasuke. Até Mikoto se assustava com a semelhança dos dois pequenos e puxou em tudo ao pai, menos o elemento. Ele não apreciava tanto a leitura, mas infelizmente com o seu elemento, ele teria que ler bastante. Ele odiava. Preferia ir caçar com Sasuke. Tomou um gosto de brigar com ursos. Era o terror de Sakura, um dia viu o menino chegar todo arranhado e sangrando por um urso. Naquela noite, Sasuke ouviu o que não queria pelas próximas quintas gerações. Os treinos com Sakura eram rígidos, ele agradeceu a todos os deuses quando sua mãe assumiu o cargo de líder, algumas vezes ela não tinha tempo de treiná-lo.
— Pai, posso ir à próxima pesca? — Satsuki perguntou.
— Na próxima lua cheia iremos. — Sasuke respondeu. Tinha terminado o almoço e agora estava flertando com a sobremesa, o seu mel favorito. Presente de Konan. Nada como ser um rei. Ele ainda era o rei de Aicèuslis, algumas vezes ia ao reino mostrar ao povo que se importava e sempre iria proteger o reino e ninguém ousava invadi-lo. Ninguém queria enfrentar o urso negro, mesmo Sasuke tento aposentado a capa negra.
— Oba!
— Na próxima lua cheia, você irá para Akureyri. Terá aulas com a sua tia sobre marés. — Sakura falou deixando o garoto de queixo caído.
— Mãe!
— Irá.
— Mãe!
Sarada deu uma gargalhada zombeteira do irmão.
— Não é justo mãe. Eu quero ir pescar com o papai. Eu não quero estudar. Eu vou ficar branco igual ao Inojin se ler mais pergaminhos. — o garoto estava desesperado.
— Sem reclamações. — Sakura falou. — E não pense que eu esqueci o seu treino.
O garoto abaixou a cabeça na mesa. — Isso não é justo.
[...]
O almoço tinha terminado naquela tarde; As crianças tinham saído e provavelmente estavam sobrevoando algum lugar com os dragões. Sasuke tinha pegado uma toalha de lã e ia em direção á uma fonte termal que ficava próxima de sua casa. O céu ainda estava escuro, o sol não iria aparecer por ali até o fim do inverno. Sakura tinha lhe obrigado a tomar banho já que ele estava fedendo a peixe.
A fumaça saia da terma, a água estava quente e foi ali que o viking entrou, além de um banho, era um local de relaxamento e mais que merecido depois de alguns dias no mar sem dormir. Sasuke deu um mergulho e encostou-se nas rochas.
— Está bom? — Sakura surgiu perto das rochas.
— Depois de dias levando banho de água gelada, isso aqui é um paraíso. Não vai vir?
Sakura assentiu, despiu-se e entrou na água indo para próximo de Sasuke. O viking envolveu seus braços no corpo da mulher e afundou o rosto no ombro de Sakura. Ela estava de costas para si.
— Senti a sua falta. — ela falou.
— Hm, não sei. Tenho certeza que estava entretida com os problemas da vila. — ele comentou.
— Seu urso bobo. Senti sua falta e principalmente no inverno. Gosto de você para me esquentar.
— Você não sente frio, mulher de gelo. — ele sussurrou no ouvido dela. Ele deu um beijo singelo na nuca dela, lhe trouxe um arrepio. — Eu também senti sua falta.
Os dois ficaram por um tempo naquela posição. — Irá conosco a Denmag semana que vem?
— É preciso?
— Sim, preciso resolver algumas coisas por lá.
— Não pode adiar? Tudo que eu menos quero ver é o mar e suas ondas no momento.
— Eu preciso, em breve não terei tempo.
— Por que não terá tempo? — ele perguntou curioso.
— Vou estar debilitada. — ela respondeu. Sua mão brincava na superfície da água.
Sasuke virou-a de frente para ele.
— Está doente? — ela viu a preocupação surgir no rosto dele. Seu urso sempre atencioso.
— Não é bem doente…
— O que você tem?
Sakura deu um riso de lado da inquietude dele.
— Hm… — ela estava fazendo um mistério. — Bom, quando um viking puro engravida uma bruxa, a gestação dela é dolorosa. O bebê suga quase todas as forças dela.
Sasuke acompanhava, seu raciocínio ainda não tinha sido completado. Então…
— Você está grávida? — ele perguntou assombrado. Sakura assentiu com a cabeça. — Grávida? Meu favo de mel está grávida?
Ela levou a mão a barriga. — Sim. Eu estou, não sei as semanas ainda, porém já posso sentir uma movimentação estranha e magia oscilando. Igual como tive com os gêmeos.
Sasuke sorriu incrédulo.
— Grávida. — tão bobo. Ele levou a mão a barriga de Sakura. — Um ursinho...
— Ou uma outra ursinha. — ela disse sorridente.
Sasuke sorriu abobado. Aquela era a melhor notícia que ele poderia ouvir. Iria acompanhar a gravidez de Sakura e de seu próximo filho, isso não tinha preço.
— Não irei desgrudar do seu lado. — ele disse. — Estarei presente cuidando de você e do nosso novo filho. Não perderei um minuto dessa vez.
Os olhos de Sakura marejaram.
— Temos que comemorar.
— E como iremos comemorar?
— Que tal comemorar do modo que esse bebê foi feito? — ele pegou-a e colocou-a em seus braços.
— Seu urso safado.
— Sabe que não me canso de me lambuzar de seu mel, meu favo de mel.
Orochimaru tapou a sua bola de cristal, não estava empolgado em ver um casal se amando. Suas visões estavam certas, Sakura daria a luz a uma nova criança e essa seria especial. O oráculo riu. Agora estava calmo, mas antes estava espantando com o poder da nova criança que estava por vir.
— Dois elementos. — estava curioso para conhecer essa nova criança especial.
Orochimaru levantou-se para pegar uma xícara, ainda tinha uma grande lista de pergaminhos e uns tais de livros para catalogar. Ia ser um longo trabalho.
Na bola de cristal ainda apareciam Sasuke e Sakura e os dois ainda estavam se amando sob a aurora.
Fim...
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