A ventania parecia produzir um som singelo e macabro do outro lado da montanha. Rajadas de ventos quase desequilibraram o viking que ia em direção do bosque sagrado, um lugar que era protegido pelas lujahs, eram uma espécie de fadas espirituais que faziam a guarda do bosque e adoradoras da deusa Frigga. Outros costumavam a dizer que as lujahs eram Valquírias deidades menores, servas de Odin, ninguém sabia ao certo a origem delas.

O bosque era um lugar sombrio e inóspito para os vikings. Ele tinha que ir lá em busca de uma cura para seus entes feridos.

Os raios solares não penetravam aquele lugar graças as árvores milenares gigantescas que por ali existiam. Ele sabia que estava sendo vigiado, olhares o guiavam em seu caminho, por nenhum minuto Obito temeu.

— Sabe que não deve vim até aqui. – uma voz feminina manifestou-se no meio do breu.

— Preciso de ajuda. – ele proclamou ao vento. Estava tão frio ali, fumaça saia de sua boca. – Vocês nos devem favores.

— Ouvimos falar que atacaram o clã. Não sei se queremos ajudar. – a voz soava como um eco no meio daquelas árvores.

— Eu imploro. – Um viking nunca iria atrás desse tipo de cura, no entanto Obito estava desesperado, não deixaria sua família morrer.

De repente, na escuridão pontos brilhantes foram aparecendo e iluminando o local, era um belo espetáculo o aparecimento daqueles seres espirituais.

– Uchiha Madara o qual tanto ajudou vocês está entre a vida e a morte. Eu sei que vocês podem ajuda-lo.

Um barulho como água corrente foi ouvido. Elas falavam entre si.

— Madara é um bom homem, tem herança da primeira linhagem. – uma outra voz falou.

— Ele está morrendo, ajude-o.

— Acho justo ajudarmos. – uma fada disse. Sem esperar e para sua surpresa, a neve branca do chão foi ganhando uma luz e subindo ao ar, como se fosse areia em uma tempestade em um deserto, o bosque foi ganhando vida.

Obito não sabia para onde olhar, sem dúvidas aquele era o lugar mais lindo que presenciou em sua vida. Era um jardim de flores, das mais variáveis espécies, um colorido intenso.

Ele viu uma Lujah voando, elas era pequenas talvez do tamanho de um pássaro, ela pousou sobre uma flor que logo brilhou em um tom dourado como se fosse ouro. Uma outra lujah trouxe um pequeno pote.

Evler era uma forte erva medicinal de cura, e apenas encontrada ali, teria sido um presente do próprio Odin.

Uma Lujah desceu a montanha congelada com o Obito, ela iria fazer o chá para os feridos. O viking agradeceu e disse que ajudaria as Lujahs no que fosse necessário, seria grato por toda vida.

Em uma pequena cabana, avô e neto estavam lutando pela vida. Madara estava bastante ferido, seu coração aos poucos desfalecia. Estava parando. Sasuke foi encontrado pelo o seu tio na rua, Floki latia tão alto que o viking veio ver, seu sobrinho estava deitado sobre a neve e sangrando, estava inconsciente.

— Por aqui. – Obito chegou apressado na cabana. A pequena lujah voava, sua cor era branca e brilhava, na neve quase não a via pela sua tonalidade.

A lujah viu os dois homens cobertos bravamente lutando pela suas vidas.

— Ouch! – ela esbravejou. – Não se vá. Ainda não é o seu tempo.

Óbito olhou para a criatura e não entendeu. Com quem ela estava falando?

O viking não poderia ver, mas a Lujah via o espirito de Madara aos poucos deixando o seu corpo.

Ela podia ouvir uma canção sendo tocada, barulhos de harpas. Era uma canção melancólica e única, uma melodia capaz de envolver o espirito saindo e o leva-lo para os portões, os portões de Valhala estavam sendo abertos para o nobre viking.

— Frigga... – era a é a deusa da fertilidade, do amor e da união. – Não é a hora ainda, não o deixe Odin leva-lo agora. – Precisamos preparar o chá imediatamente.

Uma forte luz atingiu o quarto e o viking viu a lujah ganhando uma forma humana, uma bela mulher de cabelos castanhos e aparência jovial.

— Água! – ela ordenou e abriu o pote. – Vamos iniciar com o senhor.

Obito entregou o pote, estava nervoso e tão aflito.

Seus únicos familiares que restavam vivos.

A água doce reagiu com o pólen da flor, a lujah estava com pressa para dar o liquido ao ancião do clã, sua alma guiada pela música já estava quase terminando a jornada da vida.

Ela abriu a boca de Madara e o fez beber um pouco.

Do outro lado, Sasuke tinha calafrios e gemia, a dor era angustiante.

— Esse é valente, – ela disse. – ele está enfrentando tamanha dor e mesmo assim resiste. Odin não iria se importar de recebe-lo, o espirito dele tão inesperadamente, ele é nobre como o seu filho Thor. — referiu-se a Sasuke.

Óbito deu um sorriso de leve, seu sobrinho era um bravo homem.

— Não posso evitar a dor dele, eu não posso fazer nada por ele.

— Por quê? – perguntou curioso.

— Eu não sei. ­– havia um tom de compaixão em sua voz. – O futuro dele é incerto.

— Ele irá morrer?

— Eu não sei, eu não sinto o futuro dele. Madara precisará de cuidados por um bom tempo, nossa deusa está intercedendo por ele. Eu terei que ir.

— Obrigado e o Sasuke? – ele insistiu.

— Isso não cabe a mim, é a ele. – ela o olhou pela última vez.

A lujah voltou a sua forma original e saiu voando pela cabana.

Deixando um viking mergulhado em tristeza.

— Sasuke...

Akureyri

As filhas de Hashirama queriam uma resposta, principalmente Ino. Essa era a mais que almejava saber o que aconteceu com o pai. Ela quase perdeu a vida por ter sido considerada uma assassina, contudo aquele momento não estava tão propicio para respostas. Um exército de Notikkins descia a colina em direção á vila.

Uma batalhão de bruxos foi convocado ás pressas para as ruinas da velha muralha ao lado leste da cidade. Sai liderava eles, ele ia no batalhão de frente. Ele também queria saber sobre a ressureição milagrosa do ancião, já que o mesmo foi ao fundo do lago o salvar, no entanto o velho fez mistério e disse que ele tinha que estar preparado para uma grande batalha que estava vindo.

Ele estava montando em um cavalo negro e segurava as rédeas, o que ele via pela frente não era nada animador.

Parecia um enxame de abelhas do outro lado. Era um exército numeroso o do inimigo, ao contrário deles em um número reduzido.

Sai não queria ser pessimista, mas a situação não era das boas.

— Criem muralhas de gelo! – ele ordenou. Os bruxos ergueram as mãos para a frente, precisavam criar uma grande muralha como um escudo de proteção.

Na torre, incertezas rondavam as bruxas e alguns presentes. Hashirama tinha dado ordens para preparem flechas de fogo, só assim poderiam conter os Nottikins.

— Eu sei que estão confusas, – ele tentou se explicar. ­– Mas como disse, agora não é o momento, eu irei contar tudo e é algo sério, então peço que aguardem, confiem em mim.

Ino olhou para a irmã, ela estava intrigada com a presença dele ali. Ela o viu morto.

— Precisamos armar uma estratégia para conter eles. – Sakura tomou a palavra.

Hashirama quando viu sua filha, sentiu o coração queimar de felicidade, sua herdeira estava viva. Foi uma baita surpresa para ele.

— Nottikins são criaturas maléficas, eu já os enfrentei algumas vezes, não são fáceis. – tinha um certo desprazer em sua voz.

— A barreira, a barreira, ela não está funcionando! – gritou um soldado. Sakura correu para ver e viu que os Nottikins avançavam pela muralha de gelo. Ela lembrou-se da vez que os enfrentou, gelo não iria conte-los.

— Eles passam pelo o gelo. – Ino disse abismada. – Parece que o nosso poder não é suficiente para eles.

— Fogo é o que os contem. Uma vez eu lutei com eles e um bárbaro apareceu, ele usou chamas estranhas e logo eles queimaram.

Sakura olhou para o pai, foi inevitável não lembrar.

— Chamas. – ela disse um pouco triste.

— Será uma luta árdua, não vamos temer diante deles.

— A questão não é temer, — Ino tomou a palavra. – Nosso elemento é a água, e que eu saiba sobre os bárbaros, eles possuem chamas negras que queimam pessoas, algumas são eternas. – Ino era uma estudiosa, ela sabia sobre cada clã e seus poderes. – Acha mesmo que fogo comum irá destruí-los?

— É o que iremos saber. – seu pai disse com um semblante triste, Ino negou com a cabeça.

— É um suicídio. – retrucou ao pai.

Os flecheiros lançavam centenas flechas flamejadas por cima da muralha por segundo. Um bruxo saiu espalhando pela aldeia que os invasores temiam ao fogo e por toda Akueyri fogueiras foram sendo espalhadas. Os bruxos se defendiam com tochas.

Sakura via tudo do alto da torre, sua cabeça maquinava um plano, precisava encontrar algo ou seu clã iria ruir. Desejou que Sasuke estivesse ali, com certeza se ele estivesse ao lado dela a ajudaria e tinha o seu tio, eles poderiam ajudar com as chamas de seus olhos.

Pensar em Sasuke a desestabilizou por alguns instantes.

Ela chacoalhou a cabeça, precisava tirar a imagem dele de sua mente, mas pediu para Odin que tudo estivesse bem com ele.

— Temos que inundar a parte principal da cidade. – Sakura disse. – Vai custar tempo a eles para atravessar.

— Como um rio. – o pai completou.

— Exatamente. – ela passou as ordens para um bruxo que foi imediatamente levar ao batalhão.

Sai estava no meio de uma luta, os bruxos usavam seus poderes para reforçar a muralha, isso os faziam ganhar um pouco de tempo, perceberam que quanto mais camadas, eles demoravam para atravessar.

O batalhão dos bruxos sempre estava dando um passo para trás. Então, um bruxo mensageiro chegou com a mensagem, era preciso inundar aquela área, não seria difícil, já que era um sopé de vale, que há algum tempo atrás tinha sido um grande rio.

— Deixem os cavalos irem, façam os subir a montanha pelo lado oeste. – o bruxo foi ordenando, logo os cavalos foram sendo livres e alguns bruxos os guiavam, eles teriam que escapar da água. – Quero alguns bruxos aqui reforçando a muralha. – ele viu que os nottikins estavam chegando aos poucos. – Reforcem!

— Temos que escavar mais o leito do rio. Eles tem que afundar. – Nawaki explicou.

— Levantem a neve e as pedras!

— Sai, essa magia de levitação é cansativa, os bruxos que estão aqui não vão conseguir e além do mais, o nosso exército está reduzido.

— Eu posso fazer isso. – Sai virou-se e viu Ino ao seu lado. – Isso será fácil para mim.

Se não fosse uma situação tão desoladora, Sai abraçaria Ino ali naquele instante, a mãe de seu primeiro filho estava salva, porém teve que se conter em apenas um sorriso de gratidão;

— Não vai usar toda sua magia?

— Não, eu fui a aluna aplicada em levitação. – ela fez uma careta, não queria posar como sabichona uma outra vez. Ela foi até o sopé.

— Abe afjone blitzar.

Sai olhou com entusiasmo a grande porção de terra e pedras flutuando diante dele, era algo incrível. Nenhum cascalho caia. Ino estava centrada naquilo e o levantar de suas mãos fazia a tonelada de terra levantar.

Sai ficou bastante orgulhoso quando viu ela jogar a tonelada de barro para o outro lado da muralha, com certeza os Nottikins não esperavam por aquilo. Foi uma grande jogada.

Os bruxos foram imediatamente enchendo o lugar com água. Parecia grandes chafarizes depositando água saindo de suas mãos.

— Você está bem? – Sai a perguntou preocupado com Ino.

— Estou. – ela respondeu.

— Não quero que fiquei aqui, não coloque em risco o nosso bebê.

Ino abriu um sorriso breve, sabia que suas bochechas tinham avermelhado, ela não ligou. Porém sua alegria se foi quando lembrou que Sakura tinha voltado, pensou que Sai voltaria imediatamente para ela. A bruxa sentiu a tristeza dentro de si, mas não quis se abater, Apesar que algum dia isso iria acontecer.

Ela tinha agido errado com tudo ali, tinha enfeitiçado o homem de sua vida e seu bebê no ventre nem tinha sido fruto de um amor. Teria que encarar suas consequências.

Sakura mal tinha percebido quando Ino saiu do seu lado, logo naquele momento que precisaria da irmã. Do alto da torre ela observava tudo e como se fosse um jogo, ela tentava achar um meio de conter e encontrar uma maneira de derrota-los, precisava ser pragmática. A inundação seria um paliativo, precisava de algo consistente. Chamas.

◇

Kabuto olhava da torre a luta do exército de bruxos, alguns bruxos estavam em cima da muralha e com flechas de fogo em seus arcos.

Rin tinha feito uma poção ás pressas, agia como um gás inflamável que entrava em combustão com o ar. Era extremamente perigoso, principalmente para os bruxos, já que eles poderiam se queimar.

– Minha intuição me diz que você sabe alguma coisa sobre a ressurreição dele. – Rin cochichou.

— Deixe de ser curiosa. – Kabuto sempre se esquivava do assunto. – Estou preocupado com essa batalha.

— Todos nós estamos.

— Cadê a Kurenai? – Kabuto ouviu Sakura perguntar.

— Ela não está conosco agora. – ele respondeu. – Essa é a substituta dela, depois te explico porque ela não está aqui.

Sakura assentiu.

Sentiu que tantas coisas por ali tinha mudado e em pouquíssimo tempo.

— Oi, eu sou a Rin, não sei se lembra de mim. – a bruxa se apresentou, ela estendeu a mão, logo percebeu que aquele não era o momento certo.

Sakura lembrava dela, era amiga do Sai.

— Quero que vá até os livros e procure os pergaminhos proibidos. Me traga urgente!

— Certo.

— Usará magia proibida? – seu pai perguntou.

— É uma batalha, não importa os meios. – respondeu séria.

Os Nottikins que transpassavam as muralhas caiam nas águas fundas, os bruxos não cansavam de encher, alguns já estavam exaustos.

Um por um ia caindo, na água gelada, cavalos cediam.

— Congelem os que caem! – Sai comandou. Ino o ajudou a congelar os que caiam, seria mais trabalho para eles se libertarem, os que se libertavam, enfrentavam os bruxos lutando.

— A muralha está rachando. – Nawaki informou.

Do outro lado, os Nottikins já estavam informados sobre o plano. O líder deles seguiu pela retaguarda para procurar novas entradas, o que não seria difícil.

A muralha tinha um fim e as laterais estavam desprotegidas. Um engano fatal dos bruxos.

Aos poucos os Nottikins foram dissipando rumo a lateral da muralha, os bruxos de cima viram o movimento e avisaram imediatamente os outros.

Logo as barreiras foram sendo construídas, não com tanta agilidade, alguns bruxos estavam exaustos, era muito poder e sem tempo de recuperar.

Os Nottikins estavam preparados e um por um furavam o bloqueio. Estava virando uma batalha campal. Assoladora.

Os bruxos em desvantagem.

Sai percebeu essas dificuldades, uma outra parte estava lutando com os invasores com armas.

— Quero que vá para a torre Ino. – ele pediu.

— Eu não quero, eu posso lutar. – ela não tinha tanta habilidade em luta corporal e muito menos em um manejo de espada, mas era uma excelente bruxa, Sai sabia que ela poderia fazer diferença. – Me deixe ajudar.

Hashirama empunhou sua espada, ele estava inquieto desde o começo e não poderia ficar apenas assistindo aquela batalha, teria que fazer algo.

— Irei. – disse a Sakura.

— Precisamos de ajuda na ala leste. Não temos mais reforços. – Sakura falou, ela estava centrada.

Seu pai sempre teve orgulho dela, uma pura líder estrategista e agora ele via que não estava enganado.

— Espero que volte, tem muitas coisas para nos esclarecer.

— Não só eu, filha. Quero saber onde esteve todo esse tempo. Esteve em algum lugar, certo?

Sakura sentiu uma pontada na cabeça. Quando o seu pai soubesse e tudo o que aconteceu, não a perdoaria. Ela não iria contar de forma alguma, até o fim da batalha ela iria inventar alguma desculpa convincente.

— Sim. – ela respondeu, no entanto manteve-se fria, queria dar a impressão que foi um lugar qualquer.

Seu pai assentiu e logo chamou mais dois bruxos para o acompanhar.

Rin voltou com uma pilha de pergaminhos proibidos, eles cobriam o rosto dela.

— Todos estão aqui.

— Excelente. Quero que você e o Kabuto examinem cada magia negra e encontrem algo relacionado com chamas. deve haver algo.

Kabuto pegou alguns pergaminhos e os espalhou pelo o chão, Rin o acompanhou.

Sakura torcia para encontrar algo parecido, ou seria o fim.

◇

Sai lutava com um Nottikin, o tilintado das espadas era veloz. Eles eram habilidosos, o jovem bruxo dava o seu melhor.

Ino lhe deu uma ideia sobre colocar a poção que Rin fez na espada dele, a espada parecia uma tocha de fogo. Ajudava a derrotar alguns.

Um veio atrás de Ino, ela conseguiu o erguer e o jogou diretamente para a muralha de gelo, os ossos da criatura fantasmagórica saíram um por um.

Ela continuo a usar sua magia dessa forma, conseguia espantar alguns.

A poção inflamável de Sai acabou. Alguns Nottikins avançaram para perto do bruxo, ele conseguiu expelir alguns para longe, mas parecia uma horda, outros apareciam do nada e iam em sua direção. Mesmo conseguindo expelir, era cansativo, era magia.

Um Nottikin conseguiu vim por trás e lhe acertou na perna, Sai deu um brado de dor.

Outros Nottikins vieram para cima, o bruxo já não conseguia expelir teve que usar a espada, mas não era o suficiente.

Ino presenciou a cena horrorizada, sentiu a fúria crescer dentro de si. Uma áurea negra foi saindo do corpo dela, seus olhos azuis transformaram em negros.

Anyamos excles aptivies.

Os Nottikins ao redor de Sai, um por um foram transformados em cristais de gelos e explodidos. Ela conseguiu derrubar uns cem deles aproximadamente.

Sai estava ferido no chão e em um estado grave. O breve furor da bruxa se foi e ela foi correndo socorrer o seu amado.

◇

Kabuto e Rin deram a pior notícia para Sakura. Ali não havia nada sobre chamas. Havia todo tipo de magia por ali, mas nada que pudesse ajudar naquele momento.

A bruxa olhou para o que acontecia lá embaixo.

Tentou manter a esperança, contudo estava difícil. Preciso de um plano B imediatamente.

Assistiu a ira a de Ino e temeu pela irmã, ela tinha usado uma magia proibida perigosa. Ino teria que sair dali imediatamente.

— Rin, produza mais poção inflamável.

— Onde vai? – Kabuto perguntou.

— Eu irei lá embaixo. Preciso falar com Ino.

Ela pegou a espada de Sasuke. Era ali a sua conexão com o seu urso.

— Não se preocupe, eu volto. Tente manter aqueles malditos longe do palácio.

Sakura desceu a escada da torre em toda velocidade, por pouco não tropeçou tamanha pressa.

Antes de sair ela avistou Tsunade no jardim, ela estava metros longe do corpo de Dan, ainda chorava.

Com certeza Tsunade não saia o que se passava lá fora.

Sakura pensou em falar com a irmã, mas Tsunade nada poderia ajudar naquela situação. Que ela ficasse por ali mesmo.

Pelo o trajeto ela se deparava com Nottikins, bravamente ela passava cortando as criaturas no meio. Ela era extremamente habilidosa com a espada, não tinha muitos problemas.

Viu o seu pai lutando com os invasores, ele era valente e não demonstrava medo, apunhalava um por um e sem uso de magia. Ele era teimoso e só usava quando necessário.

Precisava ir até Ino.

Os Nottikins tinham tomado por completo Akuyeri, estavam espalhando terror. Alguns bruxos se escondiam com crianças e idosos, alguns iam em direção do vulcão buscar por abrigo.

A cada passa a ira de Sakura crescia, foi ali que ela que cresceu, era o seu lar e em tão pouco tempo novamente sendo atacada. Seu povo não resistiria.

Ino tentava manter os inimigos afastado de Sai, estava sendo uma tarefa árdua, ela estava ficando cansada.

— Frysta. – ela congela eles.

— Ino! – Sakura chegou.

Sakura ia lutando com os Nottikins. Eles foram se agrupando em volta delas.

— Sakura?! – Sai exclamou surpreso e confuso.

Ela o olhou rapidamente, ele estava péssimo.

— Não vamos conseguir sair daqui. – Ino falou com dificuldade.

— Eu vou usar o feitiço que você usou, assim que eu o conjura-lo saia daqui com o Sai.

— Você irá ficar fraca.

— Não tem outra saída. – ela apontou a varinha em direção aos Nottikins. – Anyamos excles aptivies.

Um por um foram transformados em cristais de gelo, logo em seguida vários pedacinhos ao ar.

— Ino, fuja!

A bruxa não hesitou e com o pouco de força que tinha executou o feitiço de teletransporte. Desapareceu dali com o Sai.

Gengetsu Hōzuki, era o líder do exército dos Nottikins, ele tinha assumido uma forma humana, até como humano ele tinha uma aparência medonha e caminhava lentamente sobre os cristais.

Sakura ouviu as pegadas pesadas sobre os estilhaços de cristais e virou-se, primeiramente o analisando.

— Jovem bruxa. – ele parou em frente dela, segurava sua espada, a ponta dela encostava no chão. – Haruno Sakura, ouvi falar de você diversas vezes, mandei te eliminar diversas vezes.

— E falharam. – ela respondeu com um riso desdenhoso, ela não costumava a se intimidar diante de um inimigo.

Ele riu de escarnio.

— Sim, mas quando queremos algo bem feito, temos que faz nós mesmo, não acha?

— Eu concordo. – ela ergueu a espada, mostrando que não tinha medo.

O Nottikin partiu para cima da bruxa com sua espada de aço brilhante, Sakura teve certeza que ela mal foi usada. As lâminas se tocaram causando um forte tilintar. Ele era o dobro do tamanho dela, Sakura fez um certo esforço para manter o equilíbrio. O Notikkin investiu em um golpe lateral habilidoso, Sakura interceptava cada um com exímio talento. Os golpes foram repetidos, uma, duas, três vezes e em todos os momentos as espadas encontravam-se.

Em um golpe, os dois foram para ao lado, andavam lentamente analisando o movimento de cada um, cada deslocamento era um rápido pensamento de defesa.

— Eu entendo agora porque não conseguiram, é uma grande bruxa.

Sakura manteve seu olhar altivo e o respondeu: – Creio que agora não é o momento para elogios e eu já sabia disso. – ela passou a antebraço direito em sua testa secando o suor que descia.

O Nottikin se cansou de esperar e logo retornou os golpes, eram mais furiosos e velozes, não negava que era um bom espadachim. Sakura tentava contornar cada um e sendo que um deles conseguiu transpassar a roupa do homem na altura de sua barriga.

Ele não se importou e continuou a ataca-la sem o mínimo pudor.

A espada de Sasuke tinha um único defeito: Era pesada e isso em alguns golpes atrapalhava a bruxa e com o tempo seus movimentos ficavam lentos.

Hõzuki veio com toda a força do seu corpo em um golpe com a sua espada e conseguiu arrancar a espada da bruxa, essa caiu longe.

Sakura não lamentou, mas lançou-lhe um olhar furioso.

Era orgulhosa como o seu pai, não gostava de usar poder em lutas desse modo, mas sua vida dependia daquilo.

— Frysta! – ela lançou para afasta-lo até conseguir pegar sua espada de volta, o fantasma não se intimidou e foi rápido em ver a bruxa correndo até pegar a sua espada, ele chegou primeiro, pegando a bruxa de surpresa logo á sua frente.

Ele segurou Sakura pelo pescoço como a estivesse enforcando, ela usou uma magia e conseguiu se soltar dele.

Ela passou a mão rapidamente pelo seu pescoço e praguejou mentalmente aquilo.

– Como quer morrer?

Ela preferiu não responder.

A bruxa conjurava murmurando um feitiço e a neve começaram a subir, ela ergueu os braços como estivesse dando um sinal, logo a neve foi transformada em centenas de agulhas de vidro pontiagudas e Sakura lançou contra.

Ele agora tinha assumido a forma fantasmagórica. O ataque não funcionou.

— Repito, — ele foi se aproximando, não importava quanto feitiço ela conjurasse, um fantasma não seria atingido por gelo e muito menos água.

Seu poder ali era tão inútil. – Como quer morrer?

Ela rapidamente passou a mão pela bainha de sua roupa retirando a sua varinha, ela virou para ele.

— Eldur. Uma flama foi queimando sobre o Nottikin.

Enquanto o Nottikkin queimava, Sakura correu para pegar a sua espada. Voltou até o corpo queimando e teve uma desagradável surpresa quando percebeu que ele estava sorrindo. Ela o atacou com toda força que teve, descendo a espada pelo o corpo dele.

Ele riu de deboche.

A bruxa deu por si que não iria destruí-lo. Ele não era como os outros, ele era poderoso.

Ele veio em sua direção, ela não iria correr, mesmo sabendo que tudo estava perdido ela não agiria como covarde.

Apertou a empunhadura da espada e como desejou que Sasuke estivesse ali.

Seus dentes cerravam um no outro de raiva.

Sua magia era irrelevante naquela situação.

— O que querem aqui? – ela perguntou, o monstro percebeu o ódio em sua voz.

— Por que eu deveria contar? – ele pegou a bruxa pelo o pescoço, Sakura tentou congela-lo, mas ele libertou-se. Lembrou-se da magia do gelo eterno, mas não lembrava da última parte do feitiço proibido.

Em um ato desesperado ela socou o rosto dele, em vão.

Ele puxou-a para si pelo cinto de sua bainha e já erguia a espada para atravessa-la.

— Huh? – ele expressou um murmuro. A mão dele estava sobre a barriga dela, de repente ele a soltou.

Sakura olhou desacreditada, ela já enfrentava o seu destino. Morrer em uma luta era uma honra para um guerreiro.

Ela visualizou um sorriso enigmático no rosto dele. Ele parecia não estar acreditando em algo e ela muito menos.

— Magia! – ele disse com entusiasmo. Mesmo sorrindo, ele era assustador. Ele ergueu a mão para cima como se fosse uma espécie de comando, todos os Nottikins pararam o que estavam fazendo. – É o bastante.

Ouve um vozerio ao longe, era incompreensível para Sakura e o restante dos bruxos.

— Logo irão compreender. – ele voltou-se para Sakura e como se a olhasse com compaixão disse: – Bendita sois vós.

Os Bruxos não entendiam o porquê dos Nottikins estarem sumindo um por um. Bem, eles agradeceram.

O próprio Hashirama estava desnorteado com a cena.

Do alto da torre Kabuto e Rin olhavam incrédulo a cena, parecia não ter explicação.

— Ganhamos? – Rin questionou.

— Eu não sei. – Kabuto respondeu, no fundo ele sabia o que tinha acontecido.

Em um piscar de olho, o Nottikin que estava diante de Sakura sumiu. Ela estava completamente aturdida no chão.

Recuperou aos poucos suas forças e conseguiu se colocar de pé. De algum modo, eles tinham desaparecido dali.

Mas não tinha sido uma vitória e ela lamentava internamente por ter sido fraca.

◇

Desolador era o cenário em Akueyri; Em tão pouco tempo o clã dos bruxos tinha sofrido o segundo ataque, mal tinham se recuperado do outro.

Mortos, pessoas feridas, crianças perdidas. Cenários de batalhas eram pesarosos. Sakura caminhava pelas ruas, segurava sua espada, essa arrastando a ponta no chão, deixando marca pela neve.

Ela olhava com amargura para os lugares.

Cada choro ouvido a deixava mais desolada.

— Ela nos salvou! – um bruxo gritou ao longe. – Ela é a nossa salvadora.

Algumas pessoas se aglomeram perto dela. começaram a salutar a bruxa.

— Eu não fiz nada. – ela disse, mas ninguém prestava atenção.

Por onde ela passava era aplaudida pela sua bravura.

Ela entrou no recanto da família, sua mente estava longe. Ela queria ter uma explicação para aquilo e o significo da frase. O que ele quis dizer?

◇

Algumas horas tinham passado desde o fim da batalha, os ânimos estavam acalmados por ali.

Ino estava com Sai na enfermaria, o estado do bruxo era grave. Rin estava preparando uma poção, mas temia que não estivesse pronta a tempo.

Hashirama ouvia alguns de seus soldados, ele estava sentado no seu trono.

Sakura escutava tudo ao longe, estava encostada em uma parede e com os braços cruzados. Estava taciturna. Ela viu Ino chegando e a sua irmã parecia estar furiosa.

Hashirama também notou.

Ele dispensou os soldados, disse que queria ter uma conversa a sós com suas filhas e pediu que alguém chamasse Tsunade.

Ino trocava curtos olhares com Sakura.

— Quando irá nos contar toda a verdade? – a bruxa estava impaciente. – Eu quase morri por ter sido culpada de sua morte, eu quase fui enforcada. – pela primeira vez ela gritou com o pai. Ele a compreendeu.

— Deixe sua irmã chegar, eu contarei tudo.

— Tsunade é uma inútil, não serve para nada, não tem que dar satisfações a ela. – retrucou a caçula. – Ela não acreditou em mim e pior, aceitou que eu fosse enforcada.

Tsunade chegou no salão, Ino virou o rosto contra a irmã. Ela ainda pranteava.

— Vocês devem satisfações.

Sakura apenas observava.

— Meu marido morreu injustamente acusado de tê-lo matado e você vivo papai. Como? – Tsunade quis tirar satisfações.

Sakura respirou profundamente, não queria briga com a irmã e dessa vez não seria verbal.

— Eu precisava fingir a minha morte. – ele ainda estava sentado no trono e as três diante dele. – São alguns acontecimentos, eu não sei por onde começar.

— Temos tempo. – Ino falou.

Hashirama assentiu, sua caçula de longe era a mais revoltada dentre as três. – Clãs ao nosso redor estava sofrendo ataques dos Nottikins, cada dia eu recebia notícia de um ataque desses seres, não foi difícil ter a certeza de que o nosso clã seria o próximo. Em todos os relatos dos clãs atacados, eu soube que eles procuravam poder dos clãs e algo em particular. Eu não pretendia fingir a minha morte, mas depois de uma tentativa de envenenamento, eu soube que eu estava ameaçado e eu não sou idiota, sabia das pretensões do Dan, se teria alguém que estivesse interessado em tirar minha vida, seria ele.

Tsunade negou.

Ino praticamente a fuzilou com o olhar.

— Pedi aos deuses a resposta e em uma visão do oráculo eu soube que era ele e que tinha se aliado aos Nottikins. Se eu matasse Dan ali, eu não obteria as repostas suficientes para descobrir o que tanto os Nottikins queriam, então com a ajuda do Kabuto eu fingi minha morte, uma poção de paralisia. Um truque barato, mas necessário. Em minha morte, eu aproveitei para me afastar daqui e descobrir o que tais criaturas queriam, então me infiltrei entre eles, não foi fácil, mas obtive minhas respostas.

— A antiga oráculo me acusou, teve uma visão. – Ino o interrompeu.

— Chiyo é uma grande amiga minha, me serviu por décadas como oráculo, ela me ajudou de bom grado.

— Por que eu?

— Você estava agindo estranhamente e claro, depois soube que estava sendo possuída e logo por um Nottikin. Eu teria que jogar a culpa para alguém que coubesse bem no posto.

Sakura olhou para a irmã confusa.

— Sei que tem uma longa história para contar a sua irmã, não é Ino?

A bruxa abaixou a cabeça envergonhada.

— Meu marido não tinha nada a ver com isso, Dan foi inocente. – Tsunade manifestou e logo cessou, depois de receber um tapa no rosto de Ino, que com certeza deixou marca dos dedos da irmã.

— Seja mulher! – Ino vociferou. – Aprenda a ser uma mulher de verdade.

A primogênita estava surpresa com o ataque. Estava com a mão no rosto.

— Como ousa? Eu sou sua irmã mais velha!

— Não, eu não sou irmã de uma criatura tão inútil quanto você. Foi capaz de trocar sua família por um homem, um maldito que lhe fazia de capacho. Eu tenho ânsia de você Tsunade. Assinou a sentença de dois inocentes. Você é uma vergonha, eu te desprezo.

Hashirama não se intrometeu, elas precisavam daquela conversa.

Sakura estava como uma mera espectadora, não achou ruim o que a irmã caçula fez, ficou orgulhosa.

Tsunade estava perplexa.

Sakura quis mudar o rumo da conversa e logo perguntou:

— Descobriu o que os Nottikins queriam, por que eles atacavam os outros clãs? – Sakura, estava curiosa.

— Sim, descobri. – ele e pôs de pé. – Estavam extraindo poderes dos clãs, querem obter a mais pura magia para despertar um dragão que está adormecido.

Ino ergueu a sobrancelha e Sakura franziu o cenho.

— Dragões? Eles são lendas. – Sakura disse.

Ino concordou.

— Conhecemos suas histórias por lendas, mas ai que se enganamos, dragões existem. Logo quando eu soube do que estavam atrás, eu fui proteger os últimos dois sobreviventes.

— Pelo que eu recordo da lenda, o clã do Ar era responsável por esses dragões e animais mágicos. – Sakura falou.

Ino estava constatando que o seu pai estava maluco, de alguma forma. Tsunade estava sentada no chão e mal escutava a conversa.

— Eles mesmo. Os dragões causaram destruição, quando caíram em mãos erradas, o próprio clã não tinha mais poder sobre eles. Então a lenda conta que um guerreiro antigo, foi capaz de sela-los. No entanto, o clã Uzumaki ainda tinha dois desses dragões e com medo desses caírem em mãos erradas, o líder do clã na época nos deu dois dragões para protegermos. Eles nasceram aqui em nossas terras.

— Dragões aqui? Onde estariam? – Sakura o questionou.

— Estão selados com magia permanente. São eles que causam os pequenos tremores em nosso clã. Querem se libertar, porém não existe mais ninguém capaz de controla-los e se cair na mão errada, teremos problemas.

— O que seria magia pura?

— Descendentes dos primeiros seres sobrenaturais. Eles foram feitos da magia pura, sem restrições, se hoje temos clãs e com cada elemento dividido, os de magia pura carregavam partes de todos os elementos. Uma linhagem intocável.

— Somos descendentes? – Ino perguntou. Ela estava um pouco mais calma, bater em sua irmã aliviou.

— Não. O último descendente direto da linhagem, foi o antigo ancião, mas como ele morreu e dois de seus filhos também, nosso clã não tem. Porém, não é garantia que esses herdeiros sejam capazes de dominar os dragões, teriam que ser poderosos.

— Algum clã ainda detém a primeira linhagem? – Sakura perguntou.

— Creio que não. Eu não conheço a linhagem de todos os clãs. Espero que eu tenha explicado para vocês.

— Os dragões ficarão presos para sempre?

— Sim. É o nosso segredo, ninguém pode saber. Quando tudo acalmar, eu as levarei para vê-los. Agora me deixem a sós com Tsunade, primeiro tenho que conversar com ela, depois quero falar com você Sakura, por agora acho que você e a Ino tem muito o que falarem, não é Ino?

A caçula concordou.

Hafnarfjörður

Jiraiya e Naruto tinham retornado para o lar deles, não poderiam deixar lá abandonado por muito tempo. Eles desejaram sorte aos vikings, e que podiam contar com eles.

Setsuna e Obito estavam sentados no lado de fora da cabana, estavam aguardando o oráculo chegar. O tio de Sasuke estava intrigado com o comentário de Lujah, o que ela estava insinuando em não ver o futuro dele, então recorreu quem sabia do futuro.

— E o futuro do clã? – Setsuna perguntou preocupado.

— Infelizmente o papai não pode mais. Terá que ser o Sasuke. – afirmou. Ele estava com um graveto desenhando no chão nevado.

O clã estava se recuperando aos poucos, os vikings controlaram as chamas, agora contavam os mortos. Uma cerimônia fúnebre iria acontecer mais tarde com todos os mortos.

— Sasuke quando acordar irá atrás da bruxa dele.

Obito pausou o desenho, olhou para Setsuna pensativo, tinha esquecido disso.

— O clã não pode ficar sem líder. Sasuke é o herdeiro de Madara.

O outro concordou.

— Estamos vulneráveis.

— Sasuke a ama, ele irá atrás da bruxa, não podemos evitar isso. – disse com uma certeza inabalável. – Ele não vai aceitar ser líder se ela não estiver aqui.

— Temos um dilema pela frente. Convence-lo a ficar.

Orochimaru andava pelas ruas apressado, geralmente em tragédias como essa, o povo costumava a consulta-lo para saber do futuro.

Sentiu um alivio quando viu Obito e Setsuna, apressou mais os passos.

Os dois levantaram-se para saudar o oráculo.

— O clima aqui na aldeia está lamentável. Entendo o luto, mas terão que se reerguer logo. ­– o oráculo falou. Ele não era muito sensível.

— Iremos.

— O que querem? – falou, não soou rude, já que todos estavam acostumados.

— O futuro.

— Isso parece grandioso, vago, seja especifico. – ele gesticulou com as mãos.

— Uchiha Sasuke. – Obito disse. – Uma Lujah não o viu.

— Hm... aquelas tolas. – eles não se davam bem. O oráculo balançou a cabeça algumas vezes. – O urso. – ele parecia olhar para as estrelas e para todo lugar, era o seu jeito peculiar.

— Ele vai atrás da bruxa, não é? – Setsuna perguntou.

— Vai. – respondeu rápido. – Assim que despertar.

— Quando ele a reencontrar, ele volta, certo? O nosso clã precisa dele.

— Ele não vai encontra-la, ele morerrá no meio do caminho.

Os dois vikings entreolharam-se assustados.

— Como?

— Ele encontrará um exército de Nottikins, ele é forte e tudo mais, mas um exército de centenas e centenas, e ele ferido. Talvez nem o próprio Thor aguentasse.

– Você não vai fazer nada? – perguntou Obito exasperado.

— Eu só vejo o futuro. – deu de ombros. – O futuro é dele, a decisão é dele.

— E se mudarmos? – coagitou o outro viking.

— Há probabilidades.

— Poderemos salva-lo? Ele não pode ir. Não! – falou com a voz embargada. Já tinha perdido o irmão Fugaku, o sobrinho Itachi, não poderia permitir a família do seu irmão ir embora dessa maneira.

Sasuke abriu os olhos, estava um pouco grogue.

Seu corpo estava dolorido, seus ossos pareciam queimar. Quando respirou profundamente, sentiu o dobro da dor. Ele não gritou, apenas fechou os olhos e fez uma careta.

Para ele a dor significava que ele estava vivo, então ele apreciava.

— Água. – ele pediu.

Os que estavam lá foram ouviram e logo foram atender o viking acamado.

Sasuke se apoiou aos poucos e bebeu a água. Estava com muita sede.

— Que bom que acordou. – Obito disse agradecido.

Sasuke praticamente vasculhou o lugar com os olhos, não a viu.

— Sakura, onde ela está? Me traga ela tio. – falava com dificuldade.

Obito ficou calado.

Orochimaru fingiu que não era com ele.

Setsuna lançou um olhar de confiança ao amigo.

— Chame a minha ursa tio. – ele sentiu os ossos estralarem. – Quero vê-la.

Ele estava com muita febre, sentia calafrios.

Mas assim que ele soubesse que ela não estava ali, ele iria atrás.

Seu amor pela sua favo de mel era imensurável. Aquela que aquecia seu coração em dias frios.

— Ela lutou bravamente contra Itachi. – ele iniciou a falar. Seria doloroso para ele, mas ele precisava do seu sobrinho vivo.

As palavras pareciam entalar em sua garganta.

— Ela não resistiu. Ela está morta, meu sobrinho.

A dor que o urso sentia pareceu ir embora, o tamanho choque da notícia, fez seu corpo paralisar, como uma descarga de um raio. Ele olhava para Obito, sua visão ficou turva.

Setsuna e Orochimaru nada falavam. Talvez um olhar para Obito expressando surpresa e ao mesmo tempo alivio.

— Não! – Sasuke vociferou. – Não! Não!

Ele levantou-se aos trancos e barranco.

— A onde vai? – Obito o perguntou nervoso e o amparando.

— Quero vê-la. Quero vê-la.

— Ela está morta.

— Não! – ele estava transtornado. – Não! Ela não! Tio, ela não.

Setsuna abaixou a cabeça, o sofrimento de Sasuke lhe partia.

— Não! – suas lágrimas desciam. – Diz que é mentira.

Obito negou com a cabeça.

Um forte e alto grito assemelhando-se a um bramido de urso foi ouvido pela vila.

Um grito carregado de uma dor, essa na alma.

Sua aflição foi tão grande que ele não suportou e caiu.

Notas finais
Hmm, tadinho do urso, tadinho, tadinho. Será que ele aguenta sem ela e Sakura? Nuss, tretas pela frente