So Sick
13 Visita para Grissom
Notas iniciais
Pov: Sara.
Eu abri o jogo com John, estava mais amiga dele do que nunca, ainda mais agora que eu o ajudei a conquistar uma garota aqui do laboratório, às vezes, sentamos juntos e vemos um filme, como se isso fosse compensar a falta que me faz alguém. Mas sinceramente, fico me perguntando: Qual o seu problema, Sara? Por que não se apaixonou por John? Sendo que já sei a resposta: “Porque você ainda é perdidamente apaixonada por Grissom!” Só eu conheço essa dor, a dor de saber que nunca vai se livrar desse sentimento não reciproco, ele é eterno. Olhei ao redor, estava encarando o meu notebook há horas, como se isso pudesse me tirar dos pensamentos, eu deveria procurar a fixa criminal de um assassino desconhecido, eu só tinha o primeiro nome dele, o que dava para justificar a demora, e pensar que eu já tinha achado o cara faz tempo. Decidi que não deveria mais ficar ali sentada esperando pelo ontem. Levantei e fui obrigada a ir à sala dele, que fora designado para me ajudar no caso, é eu sei nada melhor do que investigar ao lado de alguém que só se quer ficar longe.
Estava a poucos passos da sala, a penumbra ainda estava tomando conta daquele lugar, estava prestes a bater na porta, mas me interrompi rapidamente, ele tinha visitas, meu coração falhou uma batida, era Sofia, pensei que a mesma já estava casada, com filhos, sei lá, ela simplesmente desapareceu um dia, e nunca mais ouvimos falar dela. É claro que eu a conhecia, todos sabiam do pequeno rolo dela e Grissom, tive raiva de mim mesma por deixar aquela mulher me abalar tanto, mas o que eu podia fazer? Ela estava de mãos dadas com ele, eu podia ver, não tinha aliança no dedo, e ele, estava com um sorriso besta no rosto, coisa que eu achei fisicamente impossível! A droga das lágrimas já estava nos olhos, eu só tinha que entrar e dar os papéis para ele e sair, por que eu não conseguia?
Senti uma mão pousar no meu ombro, me virei de costas, era John, estava olhando para o mesmo lugar que eu, algo me disse que ele sabia o que estava se passando comigo.
-Quer que eu entregue os papeis pra você?
-Não precisa... — minha voz falhou.
-Sara...
-Eu tenho que fazer isso...
-Posso entrar com você pelo menos?
-Pode, mas com uma condição.
-Qual?
-Se eu começar a chorar, diga que minha amiga de faculdade morreu, e você a conhecia- dei um meio sorriso.
-Essa é a Sara que eu conheço- ele me deu um abraço.
Entrei na sala, depois, é claro de ter secado as lágrimas, John estava ao meu lado, bati na porta, e logo Grissom soltou a mão dela e disse um: “entra” para mim.
-Desculpa interromper. –falei olhando para ela.
-Imagina, nós só estávamos conversando sobre coisas bobas – disse ela sorrindo, senti vontade de bater nela. John deve ter percebido, porque começou a rir.
-O que tem aí, Sara?- perguntou Grissom.
-São os resultados das digitais encontradas no local e a fixa do possível suspeito.
-Bom trabalho. –ele disse.
-Agradeça ao Greg, ele fez quase tudo. –Saí da sala com John inda do meu lado.
-Quer comer alguma coisa? –ele me perguntou.
-Pode ser, mas não quero ser chata, não quero segurar vela perto de você e da Liza.
-Ei, não é nada disso, vamos chamar o Nick e o Greg, você precisa se distrair um pouco, na verdade, todos precisaram.
-Você tem razão. –e assim chamamos os outros pra jantar.
XXX
-É ela Grissom?
-É sim.
-É por ela?
-Sofia, há coisas na vida que nós não escolhemos.
-Isso é uma dela?
-É, sinto muito.
-Sou eu que devo sentir, obrigada por fazer isso da melhor forma... Até mais.
-Até.
Pov: Narradora.
E assim terminava a conversa deles, ele com medo que ela falasse sobre o assunto tratado, ainda mais com a revelação que o mesmo fizera, sendo que ele fez o máximo para na machuca-la muito, afinal ela acabara de dispensa-la. Mesmo assim ele admirava a coragem dela de falar o que sente diferente dele. Que ainda estava sem reação desde o último dia que realmente falara com ela.
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