So Sick
18 Carta escondida
Notas iniciais
Carta da Sara pot tio Grissom ♥
A rua estava movimentada na cidade do pecado, as luzes poderiam distraí-la, mas sabia que tinha de ser rápida se quisesse um dia contar essa história a alguém, mas estava sozinha no carro, não podiam contar com ninguém, os braços doía, ela mal podia apoia-los no volante, no ferimento à bala, o sangue já sujava a manga de seu casaco, e pior de tudo é saber que seu assassino estava próximo de mais para que ela pudesse fugir a pé, estava cansada de tudo aquilo, estava indo rápido, mas nada muito alarmante, que pudesse chamar a atenção da polícia, estavam muito discretos, mas então tudo mudou, uma grande luz e uma buzina param em sua frente, pode reconhecer que se tratava de um caminhão, não estava na contra mão, mas ele estava, sem alternativa virou o carro para a outra pista, quase batendo em outro carro, os pneus cantaram e ela perdeu o controle do carro, que em alta velocidade ela capotou três vezes.
XXX
Um carro passava por ali, era o de Grissom, que mesmo apreensivo com o que podia acontecer com Sara, pode ver um carro quase ser esmagado por um caminhão na contra mão e o mesmo carro mudar de pista e capotar em alta velocidade. Num súbito momento, ele reconheceu o caro de Sara, parou no acostamento, saio do carro correndo até onde a mulher que ama estava, ao chegar, vendo que o carro não parara de ponta cabeça, correu até aporta para ver se ela respirava. Tirou-a do carro, colocando-a no chão e vendo que graças ao cinto de segurança, ela tinha apenas um corte na testa na linha do cabelo, estava desacordada, com todo cuidado e movido por m forte sentimento, ele a abraçou.
Catherine viu o suspeito o suspeito se aproximar com uma arma apontada para eles, mas ela tinha de ser mais rápidas, se não, os amigos nunca poderiam se resolver e tentar construir algo, ela sempre suspeitou de que alguma coisa existia ali, algo além de uma simples amizade, ela tinha de impedir, sacou sua arma rapidamente, apontou para ele e o derrubou com dois tiros, um na perna e outro na barriga. Poucos segundos depois, Brass e outros policiais chegaram e prenderam o homem ensanguentado no chão. Ele já estava oficialmente preso, Sara não tinha mais com o que se preocupar, mas havia um, porém, ela estava fraca e desacordada, corria riscos, Gil sabia disso, mas ele não queria perde-la, não estava pronto para vê-la ir.
Pov: Sara.
Não me acorde agora, deixe-me sonhar apenas um pouco, preciso disto, é bem provável que eu não vá mais acordar, mas vou aproveitar isto ao máximo, apenas estes segundo que estou com ele, ao meu lado, sem cadáveres ao redor, sem testemunhas, sem suspeitos, no momento mais extremo da vida é que podemos senti-nos acolhidos. Ainda tenho consciência, ainda sei o que me rodeia, não tenho forças para abri os olhos, mas posso sentir que ele está aqui, é ele que está me abraçando, por favor, deixe- me tê-lo ao lado, agora, só agora.
Pov: Autora.
Gil abraçava uma Sara muito machucada, ela sabia quem estava ao seu lado, ele não sabia disso, poderia tentar ser mais discreto, mas nada lhe importava agora, só que sabia e queria saber, era que ela estava fraca e que ele não queria perde-la. Estava com muito medo, e pensar que fora ensinado a sempre ser forte, mesmo quando a vida faz de tudo pra que se caia Gil sempre soube e levantar, mas pela primeira vez, ele não podia investigar nada, ter teorias ou falar com as evidências, justamente porque não dependia dele, dependia dela e agora doa paramédicos que estavam chegando.
-Senhor, temos que leva-la- disse um dos homes que saltou da ambulância.
-Claro, levem-na, com cuidado.
-Você está bem- Catherine apareceu ao lado dele.
-Você sabe que não. –ele respondeu amargurado.
-Vai ficar tudo bem. – ela é muito forte.
-Forte de mais pra morrer?
-Exatamente.
-Vou para o hospital com ela.
-Ok, mas passe em sua casa antes, você precisa, tome um café, troque o casaco sujo de sangue e tome um banho.
-Mas, eu quero ficar com ela.
-Não seja criança Gil, você nunca foi.
-Mas...
-Vai!
-Serei muito rápido.
Pov: Grissom
Catherine me obrigou á primeiro ir-me casa o que me deixou um pouco irritado, mas mesmo assim fiz o que ela pediu, não sei ao certo como cheguei a casa, pensava em Sara a cada cinco segundos, e o simples fato de pensar que poderia perdê-la... Matava-me. Abria a porta, mas antes de entrar, me deparei com uma carta, cujo nome do remente estava no nome de Sara. Não pensei duas vezes antes de pegar a carta e começar a lê-la. Pude ver a letra de Sara e algumas marcas de água, o que me provava que ao escrever, ela chorou. E tudo por culpa minha, sempre seria culpa minha. Dizia:
Era mais ou menos meia noite, acordo com meus próprios gritos, suada e com uma dor no peito, era por causa sua causa, mais uma vez, se eu fosse inteligente o suficiente, saberia que não há forma de mudar a vida das pessoas, mas sei que é possível mudar as pessoas. E lá estava eu de novo, lembrando-me do pesadelo que me fez acordar gritando o seu nome. A noite está escura, faz certo barulho na cidade do pecado, mesmo este bairro sendo tranquilo, pode-se ouvir a chuva batendo na minha janela fachada, estou com frio, por dentro e por fora, sei que de certa forma a culpa é minha, sou eu que não deveria ter se apaixonado, sou eu que sofro igual a uma condenada e sou eu que não é bom o suficiente para você, nunca serei...
Mas o que adianta distribuir a culpa agora? Sabendo que amanhã mesmo pensarei a mesma coisa, por que não tentar seguir em frente? Eu sei a resposta, nunca conseguirei seguir não é mesmo? Não é possível esquecer. Mas eu merecia uma chance de tentar, de pelo menos me afastar, todos sempre dizem que o tempo é o melhor remédio, mas estou tentando te esquecer a tanto tempo, mas esta é a hora de me dar ao luxe de dizer adeus a você. Acredite ou não é melhor assim. Sei que neste momento tudo parecerá imaturo ou estúpido, mas nestas circunstâncias já não me importo, só sei que quando ler isto espera que não me julgue como uma garotinha assustada, se não for pedir muito, apenas ache que eu não sou capaz de aguentar tanta coisa.
Obrigada por me trazer aqui de qualquer jeito, você me deu a chance de vir pra Las Vegas, trabalhar no melhor laboratório de criminalística do país, mas está na ora de encarar os fatos, estraguei tudo, apaixonei-me por você e fiz com que cada gesto seu ou meu quisesse significar algo, e isso foi me matando por dentro, pouco a pouco, obrigada por me permitir ter uma família aqui, a família que eu nunca tive antes, e diga ara todos que vou sentir muito a falta deles, e que sempre vou me lembrar dos conselhos da Cath, das piadas do Nick, das trapalhadas do Greg, da forma como o Warrick sempre foi forte, do Brass por ser para mim o pai que eu nunca tive, do Dr. Robbins, por sempre estar lá quando eu precisei e ao Dave, que sempre me deu muita força, quando eu era apenas a estanha no formigueiro.
Desculpa ter feito tudo a escura, deveria ter falado com você, mas simplesmente não pude, amanhã quando você chegar vai ver em sua mesa a minha carta de demissão, assinada, apenas esperando que você leia, se você se perguntar como consegui fazer tudo sem levantar suspeitas, saiba que como você, eu sei ser discreta e rápida quando quero algo. Peço desculpas a todos por não ter me despedido deles, mas eu nunca gostei de despedidas, e achei assim mais fácil de fazer.
Amanhã, quando você se levantar e abrir a porta, encontrará esta carta, e saiba que essa foi minha única escolha, não posso me ver pressa por algo que não existe, apenas na minha mente, se amanhã quando você ler esta carta me odiar, saiba que eu sinto muito mesmo. Mas eu já chorei de mais... Por você, e saiba também que você não será apagão da minha memória, pois isto não é possível, por mais que eu tente não vou te esquecer, e cada vez que o meu coração bater, saiba que é mais um segundo da minha existência que sinto a sua falta, e eu sinto você me esquecer a cada respiração sua, mas saiba que eu ainda vou ligar para alguns dos nossos amigos do lab. apenas para pergunta como você estar. Eu sei que quando acordar amanhã estará em um lugar novo, sem amigos, sozinha, da mesma forma que eu sempre vivi só que ainda estarei sentindo a sua falta.
Já que não pude matar esse amor, é melhor aprender a conviver com ele, sempre ativo, que verá seu rosto em cada sonho e relacionará qualquer coisa a você, mesmo assim é melhor me ter longe de tudo e evitar qualquer problema que possa ocorrer em função disso tudo, amanhã quando você ler isso e souber de toda a verdade, eu quero apenas que saiba que em meu último ano em Las Vegas, nada mais fez sentido ,e em quanto eu pensava sobre esse “nós” que nunca existiu, saiba apenas que eu cansei de tentar se para você mais do que sua subordinada, e que o John foi apenas um grande amigo. Estou apenas cansada Gil, cansada de tudo. Eu sei que quando eu acordar amanhã vou desejar você ao meu lado e quando eu perceber que não terei a seus lindos olhos azuis perto, ou sua voz ou mesmo seu sorriso que tarda a aparecer, mas que eu amo tanto, vou passar a chorar, mas logo vou lembrar que é melhor assim... Eu cansei de musicas que falam de amor, pois elas me lembram de você, cansei de me destruir a cada dia... Lamento por isso.
Ass.: Sara Sidle.
Notas finais
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