So Kiss Me

1 Capitulo Unico


Notas iniciais
- eu nem curti e saiu curtinho - creditos da betagem de ultima hora : Nami

A chuva estava cada vez mais forte, observava cada relâmpago pela janela antiga, mas bela. Senti a presença de alguém na porta a me encarar e em um passo voltei-me a observar o moreno de olhos avermelhados.

- Mestre... – Sebastian deu um passo à frente, encostou-se a porta. – Preciso lhe dizer algo muito importante. – trancou-a. Ele me encarava como se fosse alguma coisa realmente importante, na verdade, não sabia o que aquele olhar vazio queria me dizer. Só sei que mesmo sendo um par de olhos misteriosos, eles me acalmavam de tal forma que era inexplicável, é como se nada mais existisse, que nada mais importava. Como se o mundo pudesse acabar, ou o tempo parar, e isso jamais me afetaria.

- Diga. – controlei-me. Fui simples, curto, grosso e frio como um Phantomhive deve ser, por mais que isso seja difícil agora ao lidar com ele.

- Desde aquela noite... – Sebastian encarava o chão, tinha dificuldades ao pronunciar o resto da frase. Desviei o olhar. – eu não paro de pensar no teu beijo, no teu cheiro, no teu corpo junto ao meu. – o homem tapou a boca com as mãos e voltou a me encarar, fiz o mesmo.

- Não se lembra o que eu lhe havia falado sobre esse assunto? Foi um erro, somente isso. E não se esqueça o que havia me prometido, que nunca mais o cometerá novamente e isso inclui tocar no assunto. Agora se retire da sala, preciso pensar. – e assim o demônio o fez, destrancou a porta e saiu batendo-a com força.

Sentei-me na mesa de madeira e tudo aquilo se passou em minha memória novamente.

“My lord” – o jovem de pele branca e olhos avermelhados. Continuava parado em frente à porta fechada.

“Entre” – me virei para encará-lo. Naquela noite a lua brilhava intensamente, deixando a sala mais iluminada de uma maneira romântica, deixando o jovem mordomo um tanto atraente. O mesmo caminhou em direção a mesa de madeira, sentou-se na mesma, puxando-me pela cintura, deixando nossos corpos a centímetros de se tocarem.

“Seb...” — fui calado, Sebastian havia colocado seu dedo indicador sobre meus lábios e sussurrou em meu ouvido as palavras: “não posso mais esconder o que sinto.” – então por fim, selou seus lábios com os meus, uma de suas mãos passou em minha nuca podendo me puxar para mais perto, enquanto a outra percorreu toda a extensão de meu corpo, sua língua explorava minha boca como se estivesse à procura de algo mais.

“Sebby...” — gemi baixo, então o empurrei para longe. “Não podemos fazer isso!” – me virei para encarar a janela. “Retire-se, por favor.” – e assim ele fez, como sempre batendo a porta com força. “Por que? Por que, Sebastian?” – foram as únicas coisas que eu disse pelo resto da noite.

A chuva estava parando, estava mais calma, dava-se para perceber as ruas alagadas. Fui para o meu quarto pensando naquela noite, era difícil parar de pensar nas palavras do mordomo. Entrei no quarto silencioso e sentei-me na cama de lençóis brancos e novos. Nesse momento, escutei passos leves, mas ao mesmo tempo pesados do outro lado da porta, era ele.

- Sebastian! – ordenei para que o dono da correria entrasse. E assim entrou sem se importar.

- Sim, mestre?

- Tranque a porta. – e assim ele o fez.

- Algo mais? – começava a me olhar cada vez mais desconfiado.

- Deite-se comigo.

- Mas, my lord... – Sebastian parecia estar se conformando com a idéia. Mas logo balançou a cabeça de forma negativa.

- Isso é uma ordem! Faça-a. – fui grosso, minhas palavras saíram mais alto do que o esperado, aquilo me assustava. O olhei severamente e observei seus passos calmos indo a minha direção.

- Yes, my lord. – e em poucos segundos o jovem demônio estava deitado ao meu lado, com seu sorriso demoníaco de sempre. Deitei-me sobre seu corpo, repousando minha cabeça em seu peito. Olhei para o mesmo de novo, apoiei meus braços na cama em volta do mesmo e sussurrei em seu ouvido:

- Acho que não podemos mais fugir disso. – selei seus lábios com os meus. E aquela noite, foi melhor do que o esperado, sem comparar com a outra, em que erramos, sem querer, e foi um erro fatal, um erro belo, um erro digno, um erro romântico.

"Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo." Como diria, William Shakespeare.

Notas finais
- espero que gostem
- comentem (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!