Era bem provável que eu ia perder os meus últimos dois anos de faculdade indo atrás dele, crianças não podem ficar sozinhas. Liguei para os meus pais, assim que respondi a mensagem de Justin.

-Alô? Mãe?

-Oi querida tudo bem?

-Sim e você?

-Estou bem.

-Que bom, mãe eu to indo pro Brasil, amanhã de manhã, posso ficar ai na sua casa?

-Minha casa? Essa casa é sua também, mais por que você ta vindo?

-Por causa do Justin.

-NAAAAAAAAAAAATHHHHHH – Cait gritou, tínhamos ido pra casa dela.

-Mãe eu tenho que desligar a Cait ta na cozinha sozinha e isso é um perigo. – desliguei o telefone antes mesmo de minha mãe poder dizer tchau, a Cait na cozinha sozinha é um perigo.

-Que foi... Ai meu Deus o que você fez? – a cozinha estava toda suja, de um liquido não identificado.

-Não fechei a tampa do liquidificador direito.

-Ah Cait, fala sério.

-Oi meninas. – Chris o irmão de Cait desceu e parecia que tinha acabado de acordar – a Nath você deixou ela sozinha aqui?

-Eu não sabia que era um perigo tão grande.

-Sabe pra onde eu vou hoje a noite? – ele me perguntou enquanto pegava um suco na geladeira.

-Pra onde?

-Pro Brasil.

-Você também?

-Você vai pra lá?

-Vou sim, amanhã tenho que tomar conta do Justin e as brasileiras são muito taradas. – nos três rimos.

-Tá explicado porque você é assim. É brasileira – Cait disse rindo enquanto pegava um pano pra limpar a sujeira.

-O que você vai fazer lá? – perguntei a Chris

-Vou ver uma garota que conheci.

-Ah sei, e vocês dois, tem alguma coisa?

-Claro que não, ela é só minha amiga.

-Igual o Chaz é só amigo da Cait.

Chris riu e saiu da cozinha, acho que ele foi tomar banho, dormi na casa de Cait aquela noite, acordei as onze da manhã e ao meio dia já tinha embarcado no avião, só chegaria as onze da noite no Brasil, e Justin só iria pra minha casa no dia seguinte, peguei meu celular, três chamadas perdidas e nove mensagens, Justin estava preocupado, respondi dizendo que estava tudo bem, ele não podia saber que estava indo ao Brasil, ele queria que eu completasse os meus estudos, e se eu não completar, o meu pai é dono de uma empresa é eu posso trabalhar nela mesmo estando fora do Brasil então pronto.

Onze da noite e finalmente eu cheguei, peguei um táxi e fui pra casa, era uma casa simples, um sobrado de três andares uma pequena piscina no fundo e três quartos. Meus pais estavam na sala me esperando, quando cheguei conversamos, eu contei porque tinha ido e meu pai parece não ter gostado muito da idéia de eu e o Justin juntos, ele achava que estava pondo a minha vida em um tipo de risco, porque agora tem papparazzis atrás de mim, e todos sabem tudo sobre a minha vida mais eu não ligo muito pra isso.

Subi pro meu quarto e fui dormir, acordei as nove tomei banho e desci, Justin chegou lá as onze, a campainha tocou e eu fui ver quem era. Peguei a chave e fui abrir o portão.

-Você não estava no Canadá? – ele me perguntou surpreso.

-Eu tenho que tomar contar de você, você é só uma criança.

Ele entrou e me abraçou, de repente percebemos flashes de câmeras do outro lado da rua, fechei o portão e entramos correndo.

-Eu já estava com saudades sabia? – eu disse e depois ele me beijou.

-Não era só você.

Justin foi cumprimentar meus pais, fomos todos pra sala. E Justin começou a falar.

-Olha, eu e a Nath – ele me puxou pra perto dele e segurou a minha mão – nós já somos maiores de idade, já meio que oficializamos isso mais queríamos a permissão de vocês. Eu amo muito ela, e não quero namorar sem que vocês saibam por nós.

Meus pais se entreolharam e se viraram pra nós.

-Tudo bem vocês podem ficar juntos – meu pai disse, e se virou para Justin – mais você tem que me prometer que não vai deixar a vida dela publica.

Justin fez que sim com a cabeça, conversamos mais um pouco e fomos pro meu quarto.

-Viu só não aconteceu nada de ruim.

-Ainda bem, Justin o Chris ta aqui no Brasil e a gente tinha combinado de ir num barzinho porque ele vai encontrar uma menina, vai comigo?

-Claro que eu vou amor, mesmo que você não tivesse me convidado eu ia, tenho que tomar conta da minha criancinha.

-Seu bobo – sentei em seu colo e o beijei.

Me arrumei em casa e depois fomos pro hotel onde ele estava, ele se arrumou e saímos do hotel, estávamos esperando o carro chegar.

-Ai que frio – disse e me virei pra ele.

-Você devia ter pegado uma blusa.

-Justin, ta errado eu falo ai que frio, ai você tira a sua jaqueta e dá pra mim vamos fazer de novo. – dei uma risada e disse novamente. – Ai que frio.

Ele tirou a sua jaqueta e colocou em meus ombros.

-Acertei agora? – ele riu e me abraçou.

-Acertou sim.

O carro chegou entramos e fomos pro barzinho, Chris estava na porta esperando a gente.

-Oi Nath, e ai Jus – ele disse com um sorriso no rosto.

-Oi Chris – disse sorrindo.

-Oi, você cresceu? – Justin disse rindo.

Chris riu também.

-Ela chegou. – ele apontou pra um carro que parou em frente a nós, e de lá desceu uma menina, loira, alta, olhos verdes, e com uma saia que devia ser menor que a minha mão.

-Oi Chris – ela disse indo em direção a ele, e o beijou.

Justin olhou pra mim e disse sem emitir som. Ela não é boa pessoa. Eu respodi é eu percebi. Aquela garota não me era estranha, e me passou a impressão de que não era boa pessoa como Justin disse, e era bom que ela não magoasse o Chris. Chris foi nos apresentar, ela se virou pra mim e pra Jus, e então eu a reconheci.

-Você? – dizemos juntas.