So Far Away

12 Juntos - Não tão distantes.


Notas iniciais
DESCULPAAAAAAAAAAAAAAAAA! ~~leva pedrada~~ Pessoal, perdão pela demora da atualização. Fiquei com mega bloqueio em tudo, além de ter sempre aquela preguiça, não nego. Mas cá estou, pois seria muito filhadaputagem dar pausa na fic. Não garanto que o capítulo esteja bom, mas assim como todos, está feito com todo o carinho. Obrigado pelos comentários e favoritos, isso me incentiva muito mesmo! Não me abandonem! t.t Enfim, chega de enrolação, espero que curtam. Desculpa se tiver algum erro de digitação ou etc algo do genero sdpokopkd Boa leitura :3

Quando cheguei à casa da Lucy, algo estava diferente. Não sei se era a quantidade de doces que elas estavam fazendo na cozinha ou os sorrisos cúmplices que elas davam uma para a outra. Algo estavam tramando.

–- Qualé? Vai ficar me secando ou procurar um filme “pá nois vê”? – Pronunciou a loira, falando em um tom de voz grosso.

–- Cada dia que passa mais eu penso em te internar. Se cuide pra não ficar igual essa aí, Juvia. – Brinquei antes de me dirigir a sala. Sentei em frente a estante, procurando pela caixa dos DVD’s, mas sem sucesso. Normalmente a loira deixava a caixa dentro da estante, pois ela dizia que assim ocupava menos espaço, mas vai saber como a cabeça dessa menina funciona.

–- Lucy! – gritei, e logo, ela apareceu na porta -- Onde está a caixa dos DVD’s?! – Perguntei.

–- Droga! – exclamou batendo a palma da mão na testa – Emprestei pra Levi-chan.

–- Então vamos chamar ela também, e já aproveitamos e pedimos pra trazer a caixa.

–- Err... Sabe... – Ela murmurou, procurando as palavras certas.

–- Levi-chan está com o Gajeel-kun, e já a convidamos, mas ela disse que hoje seria “especial” para os dois. – Disse Juvia aparecendo repentinamente na porta levemente corada ao dizer “especial”.

–- Oh... E-Entendo. – Disse, sem querer pensar sobre o “especial”. – Mas e agora o que vamos assistir?

–- Juvia pode ir à locadora que fica a três esquinas daqui. – Sugeriu a mesma.

–- Vou pegar o dinheiro, espera aí. – A loira subiu a escada, e em menos de dois minutos já estava descendo elas correndo. Entregou o dinheiro e disse o nome do filme, levando Juvia até a porta.

–- No fim deu tudo certo. – Disse se jogando no sofá.

–- Mas poderia não ter dado, não é mesmo?

–- Quanto pessimismo mulher! -- Respondeu jogando uma almofada em minha direção e, rapidamente, correu para a cozinha. Quando decidi ir atrás dela, a campainha da porta tocou, então fui atender pensando que era Juvia, mesmo estranhando a rapidez. Talvez tivesse esquecido algo.

Ao abrir a porta, eu me deparo com a pessoa que menos queria ver, e a que mais evitava pensar no momento. Jellal.

–- O que está fazendo aqui? – Pergunto de maneira fria e direta, avançando em sua gola da camisa. Não sei o porquê de minha atitude, mas nesse momento meu sangue ferveu, me fazendo agir sem pensar.

–- Ei, calma aí, Erzinha. – Apareceu Natsu, que eu nem ao menos notei, retirando minhas mãos devagar. – Apenas o encontrei no caminho e pedi para que me acompanhasse, nem sabíamos que estava aqui, então relaxa.

–- O que você fez para despertar o lado “demônio” da Erza, smurf? – Perguntou Gray com um sorriso zombeteiro.

Quando Jellal iria dizer alguma coisa, uma Lucy “brota” do chão, chamando-os para entrarem. Natsu vai direto pro sofá, sentindo-se dono da casa. Gray pergunta algo para Lucy, e assim que ela responde, ele dá um aceno dizendo que logo volta, saindo porta a fora. Jellal apenas fica me encarando.

Parecia que todos percebiam a tensão que estava entre mim e Jellal, e como eu não queria estragar o dia de ninguém e, muito menos, ficar no mesmo local que ele, decidi me pronunciar.

–- Vou embora, deixei a casa sozinha, foi mal Lucy. – Inventei uma desculpa, muito esfarrapada por sinal, mas era a única que me veio à mente.

–- Hã? Que doideira você está falando? Você sempre vem aqui e deixa sua casa sozinha. – Me entregou na cara dura, me fazendo lançar um olhar mortal para ela, no entanto, recebi um caloroso sorriso, como se estivesse dizendo “Deixa comigo”.

–- Tsc... – Revirei meus olhos, esperando o pior.

–- Natsu, vamos atrás da Juvia, essa garota está demorando e já está quase anoitecendo. E vocês peguem a comida na cozinha e tragam para a sala, já voltamos. – Só deu pra ouvir a porta batendo com a saída dos dois. É nesse momento que não precisamos de inimigos.

Depois que os dois saíram, o silêncio que se instalou na sala foi sufocante. Eu não sabia o que dizer para quebrar aquilo, aliás, eu nem pensava em dizer alguma palavra.

Em silêncio fomos buscar as coisas na cozinha, trouxemos tudo sem proferir palavra alguma. Dentro de mim algo gritava para falar com ele, ao menos, ter uma explicação para aquilo, mas meu orgulho estava gritando mais forte, querendo que ele tomasse alguma atitude.

Quando nos sentamos para esperar os outros, ele parecia nervoso, até que resolveu se pronunciar.

–- Erza... – Neste momento olhei para ele com um olhar reprovador, mas isso não o impediu de continuar. – Sobre o beijo que a Ultear me deu, saiba que não quer dizer nada, ent... --- Cortei-o.

–- Nada? Eu vi vocês se beijando, Jellal! E ainda tem a audácia de dizer para eu te esperar. Se fosse para mostrar aquilo, dissesse que não queria nada comigo de uma vez! – Esbravejei. Então não querendo mais continuar aquilo, levantei-me para ir embora, porém, senti sua mão segurar meu braço.

–- Gosto de você, Erza. – Suas palavras me fizeram parar por um instante. Virei e olhei em seus olhos. Aqueles olhos verdes, que pareciam me sugar cada vez mais. E foi através deles que eu vi aquelas palavras que eu tanto esperei, expressarem sinceridade.

Aos poucos ele foi se aproximando, levando suas mãos com delicadeza até meu rosto. Consegui sentir sua respiração descompassada, parecida com a minha. Nossos olhos não se desviavam por momento nenhum, estávamos a centímetros um do outro. Eu não conseguia ver nada em nossa volta, parecíamos estar em um mundo só nosso.

–- Eu gosto de você. – Nesse momento ele acabou com a distância que havia entre nós. Seus lábios se uniram aos meus, e logo, sua língua pediu passagem, sendo rapidamente permitida por mim. Sua língua entrelaçada com a minha fazia com que eu quisesse cada vez mais, e apesar de um beijo calmo e gentil, era também prazeroso, trazendo sensações que eu não havia experimentado antes.

Nossos lábios se separaram pela falta de ar, só depois me dei conta do quanto nossos rostos estavam vermelhos, então rapidamente afundei-me em seu peito, podendo ouvir seus coração acelerado, o que me fez soltar um sorriso discreto, enquanto ele afagava meus cabelos. Um calor que correspondia a minha felicidade naquele momento havia invadido meu peito. Ansiava manter-me abraçada ao azulado pela eternidade.

Mas, ao ouvir a porta abrindo, empurrei Jellal, no automático, contra uma parede e sentei o mais rápido possível no sofá, torcendo para o tom vermelho que ocupou meu rosto se esvaísse. E Jellal, demorou um pouco para entender o porquê do empurrão repentino, entretanto, ao escutar a voz de Lucy repremindo Natsu, ligou os pontos e saiu em direção à cozinha.

–- O que aconteceu, Erza? Você tá parecendo um tomate. – Exclamou a loira, com um pequeno riso no final da frase. – Ah, é, e cadê o Jellal? – Questionou.

–- Ele foi pegar algo na cozinha. – Retruquei, automaticamente. A loira pegou o controle da TV, clicou em alguns botões, para ligá-la, e deixá-la pronta para colocar alguns filmes. Entretanto, ao olhar em volta e notar Natsu deitado no sofá, esperando Lucy colocar algum filme, mas não ver nenhuma garota de cabelo azul, perguntei. – Espera. Você não foi buscar a Juvia? Cadê ela?

–- Ah, ela e o Gray estão conversando. Daqui a algum tempo eles vão vir. – Respondeu de forma despreocupada, pegando um pacote de doces que eu havia deixado na mesa, e logo após abriu e perguntou. – Aceita um?

Entretanto, ao notar a palavra “Gray” na resposta dela, lembrei-me do que havia acontecido com Juvia naquele dia, o que abriu brechas para apreensão tomar meus pensamentos e logo, perguntei.

–- Pera, Loira. Gray? Como assim eles estão conversando? Como assim eles já vão vir?

–- Calma ai, Erza. Eles estão se resolvendo. Acalme-se. – Disse ela, num tom calmo, enquanto Natsu pareceu confuso com o comentário da loira. – E você ainda está como um belo tomatinho bem maduro. – Continuou, aproximando-se, num tom de malícia. E repentinamente, agarrou meu pescoço e disse ao no meu ouvido. – O que você e o ‘Jelly’ estavam fazendo, hein? – Quando a mesma completou, meu rosto ficou de um vermelho incandescente, tanto de vergonha, quanto de raiva. O que fez a loira soltar-me e cair na gargalhada.

–- Sabe, – Comecei, controlando-me – acho muita coincidência tanto Gray, Natsu e Jellal encontram-se aqui hoje. Até porque, Jellal e Gray não são tão íntimos seus... Não tem nada a ver com isso, não é?

–- Claro que não, Erza! – Respondeu ela, com um pequeno sorriso cínico.

–- Hm... Acho bom. Até porque, seria ruim se o Natsu aí soubesse que você está goxxxtando dele.

Com isso, os risos da loira cessaram, e seu rosto começou a ficar rubro, ao olhar em direção a Natsu e ver que o mesmo havia ouvido. Agora foi a minha vez em cair na risada.

J&E

Eu havia perguntado para Lucy onde a Juvia estava quando cheguei à casa da mesma e, rapidamente, falou para eu ir até a locadora que ficava a umas quadras dali. Segui apressado, queria conversar a sós com ela, tentar me redimir mais uma vez. Tinha que dizer o que tentei reprimir por tanto tempo.

Avistei-a ainda se dirigindo para a locadora, sem pressa, com as mãos entrelaçadas nas costas e observando tudo sua volta. Chamo-a, fazendo com que parasse e olhasse assustada.

–- Gray... – Ouço-a sussurrar.

–- Será que podemos conversar? – Perguntei, recebendo um aceno positivo. – Quero pedir desculpas por ter te beijado daquele modo. Eu realmente sinto por ter agido de modo idiota novamente. – Ela não disse nada, apenas continuou me encarando, enquanto mexia as mãos, parecendo nervosa.

–- Droga... Essas coisas são tão complicadas. – Sorrio um pouco tenso. – Sabe, toda vez que eu mandava você embora, era por que eu pensava que não tinha o direito de ter nada, e se eu tivesse perderia como sempre. – Ela continuou em silêncio, olhando fixamente para mim, com aqueles belos olhos cor de safira. Quando decidir falar mais alguma coisa, para tentar quebrar o silêncio da mesma, a mesma surpreendeu-me anunciando, rispidamente.

–- Já terminou? Eu preciso ir à casa da Lucy, sabe?

–- Ah... Tudo bem. – Respondi.

–- Hm. Ok. – Retrucou, secamente.

Ao primeiro passo da azulada, meu coração gelou.

Eu torcia para que ela, ao segundo, virasse e me falasse algo.

Qualquer coisa.

Mas o que escutei foi um terceiro, e, logo após, um quarto passo. Ao quinto, meus braços foram tomados por algo quase sobrenatural e minhas mãos, seguraram a delicada mão da azulada. A qual se virou, parecendo um pouco irritada, preparada para falar algo, entretanto, adiantei-me e declarei.

–- Eu sempre senti algo por você. Tentei ao máximo esconder de todos, até de mim mesmo. Não sou bom em relacionamentos, sou horrível em tratar com tais sentimentos. Achei que seria melhor não começar nada com você, porque não queria te machucar. Eu tinha convicção que a rejeitando seria menos doloroso. “Com o tempo, você iria me esquecer”, eu acreditava. Mas você sempre voltava, o que só me fazia passar a gostar mais de você. Sim, isso é horrível. Eu sei que sou alguém horrível. E sei que você tem todos os motivos para me odiar. Eu aceito qualquer punição que você acha que mereço, mas, por favor, dê-me a chance de me redimir, Juvia.

Ao terminar, os braços da azulada envolveram-me. Surpreendi-me, a primeiro momento, mas logo depois devolvi o gesto.

Pouco tempo depois, nos separamos. Um pedaço da minha alma parecia ter se partido, junto com o fim daquele momento. Juvia estava rubra, o que era fazia contraste com seus cabelos, mas aquilo era de uma fofura indescritível.

–- Bem, então... Me perdoa? – Arrisquei.

–- Nem pensar, coração gelado. – Retrucou. – Você ainda vai ter que ralar pra ter a honra de ser stalkeado por mim novamente. – Completou, com um sorriso no rosto. E automaticamente, sorri de volta, quase explodindo de felicidade por dentro.

J&E

Jellal havia voltado da cozinha, e ficou observando aquela estranha cena. Natsu estava de olhos arregalados, encarando uma loira que mais parecia um tomate, enquanto eu olhava triunfante para a ela.

–- Calma ai rosado, só estou brincando com a loirinha aqui. – Envolvo meus braços sobre seu ombro, chegando mais perto de seu ouvido e sussurro. – Chupa loira. Faz isso de novo, faz. Você está na minha mão, vadia. – E, terminando a frase, a loira olhou para mim, com rosto temeroso.

Logo após a porta é aberta. Era Juvia, acompanhada de Gray. Ambos não pareciam tensos, o que fez a ansiedade que sentia pela azulada diminuir.

–- Já estávamos achando que tinham morrido! – Exclamou a loira. – Trouxe todos os filmes, Juvia?

–- Ah, sim, sim. – Falou Juvia, mostrando a sacola.

–- Bem, o que vamos ver? Perguntou Jellal, acomodando-se no sofá, e olhando para mim, o que me fez quase corar novamente.

–- Ah! Deixa eu ver... – Falou Lucy, pegando a sacola das mãos de Juvia. – Que tal Meu Malvado Favorito 2? Eu ainda não vi. E os minions são tão fofis. – encerrou ela.

–- Eu preferiria ver algo com luta. Ou aventura. Não tem algum sobre idade média aí não? – Perguntou Natsu.

–- Prefiro ver algo fofo, Natsu. Sabe disso. Essas lutas com guerras sem sentido são todas chatas. – Retrucou a loira.

–- Eu também não quero ver esse, Lucy. – Falei.

–- Eu já vi. Achei meio meh. – Disse a azulada.

–- Nessa eu to com o esquentado. – Falou Gray. – Não tem nada com ação aí, não?

–- Senhor dos anéis seria legal. – Pronunciou Jellal.

–- Eu concordo. – Falei.

–- Bem, tem esse o Hobbit aqui, mas parece ser bem chato.

–- O que você disse? – Perguntaram Gray e Natsu juntos.

Depois de algumas horas de discussão, Lucy decidiu colocar a “droga”, como disse ela, do Hobbit.

Até o fim do filme havia anoitecido, os garotos dormiram nos sofás, e Lucy estava totalmente apaixonada pelo filme. Depois que acabou, ela, Juvia e eu, subimos ao quarto da loira e lá dormimos, sabendo que, amanhã de manhã, ouviriam diversas reclamações de dores nas juntas dos garotos.

Notas finais
E aí, o que acharam? Critiquem, comentem, façam o que quiser, eu não mordo u.u UIHASHDKHS Desculpa pela demora de novo. E obrigada! :u Bye