So Far Away

10 Decisões - Mágoas


Notas iniciais
Hello pipous! aheuaheuhaeua Mil desculpas pela demora com os capítulos! Mas, bem... Sabe como é. Atualmente, são poucas as pessoas que comentam (Como a minha amada Scarlet Lisbeth), e isso me deixa desanimada/pouco inspirada, para escrever. A fic já está bem próxima do seu fim. Então, acho que não sei mais o que falar, então, leiam e espero que gostem! xD

Estávamos seguindo uma rota mais aberta, no intuito de encontrar a saída, mas como eu estava um pouco impossibilitada, andávamos devagar. Havia momentos que Jellal insistia em me levar nas costas, porém, eu só aceitava quando a dor gritava mais alto.

O lugar onde nos encontrávamos não era tão fechado, dava para ver claramente o caminho que seguíamos, o que não é ruim, caso precisássemos voltar. A nossa volta, a mata era baixa, contendo algumas árvores desde pequenas as mais altas. Podia se ver de perto a variedade de plantas e flores que eu havia avistado no começo, antes da entrada na caverna. E, pela localização do Sol, deveria ser umas 14h da tarde.

— Erza,vamos descansar um pouco. – Disse repentinamente, levando-me para perto de uma pedra que se encontrava mais a frente. Assim que me sentei, ele fez o mesmo, mas no chão. – Quem diria que seria os representantes a causar problemas, grandes exemplo. – Disse fazendo caretas. Isso me fez pensar em como eu queria entender melhor sobre tudo. Mesmo ele tendo me contado, foi tudo muito vago.

— Jellal... – Ele olha para mim com uma expressão preocupada. – Não queria ser chata, mas você poderia me contar sobre o acidente?Explicar as coisas melhores... Eu... Eu estou um pouco confusa. – Disse receosa.

— Hm... Bem, eu mesmo não entendo muitos detalhes. – Disse, com uma expressão desconfortável. – Ao que parece, meu pai e eu discutimos. Eu acabei pegando o carro, mas bati de tal forma, que ele capotou algumas vezes. Fui encontrado próximo das fronteiras da cidade, pelo que me disseram. Quase fiquei em coma. Quando despertei, durante alguns dias, sofri de perda de memória recente. Quando me recuperei, alguns médicos me explicaram que o trauma que sofri, fez com que as melhores e piores memórias da minha vida fossem esquecidas. Eu lembro quem são meus pais, familiares, lembro-me de pessoas com que já conversei, etc. Contudo, não consigo distinguir amigo de inimigo. Todos os momentos mais importantes da minha vida foram perdidos. – Forçou um sorriso, o qual não combinava com o olhar melancólico que transmitia – Não tenho memórias sobre meus aniversários, sobre minhas amizades, sobre a morte e o enterro da minha mãe, dos meus avós, nenhuma de minhas paixões. Enfim, as memórias sobre tudo o que eu prezava, foram roubadas de mim.

O pavor deve ter se mostrado claro em meu rosto, pela expressão que Jellal fez ao vê-lo. Aquela história me surpreendeu. Meu peito apertava só de pensar no quão horrível foi a cena. Contudo, logo após, ele falou desconcertado, algo que deixou minha preocupação de lado.

— Bem... Acho que os momentos que passei com você, foram realmente especiais para mim. Pois eu, realmente, não me lembro de nenhum deles. – Concluiu, com um sorriso tímido.

Ao ouvir senti meu peito esquentar e ficar mais leve. Segurei firme um sorriso que teimosamente queria tomar conta do meu rosto. Aquelas palavras fizeram sentir-me melhor do que qualquer bolo de morango que pudesse comer.

— Jellal! – Gritaram longe.

— Erzaaa! – Exclamaram novamente.

— Acho que deram por nossa falta. – Afirmou, voltando a sua expressão séria habitual. – Vamos. Quer uma ajuda para levantar?

— Tudo bem, só preciso de um apoio. Sem me levar nas costas dessa vez! – Eu disse, tentando parecer um pouco descontraída.

— Ok, ok. Não precisa repetir, Scarlet.

— Deixa de viadagem e me chama logo de Erza, cara. — E, depois de um caloroso riso, ele respondeu.

— Ok, Erza.

J&E

Os dias após o passeio se passaram. Logo depois que encontramos a turma, Jellal e eu fomos mandados para o hospital. Ele não se machucou muito. Já eu, tive de ficar com a perna engessada por umas mais de um mês. Lucy me disse que os professores sofreram nas mãos do diretor Makarov. Algumas pessoas da turma vieram me visitar, inclusive Lucy e Juvia. A qual estava mais avoada, desde o passeio. Eu e Lucy achamos que teve algo a ver com o Gray, porém, ela se recusou a contar. Jellal vinha entregar as lições de casa para mim, já que era represente da turma. Contudo, ele parecia, agora, se divertir com isso. E conversávamos sempre que podíamos, já que, finalmente, aquele clima pesado que vinha pairando sobre nós, havia sido derrubado, e as coisas esclarecidas.

Nesse mês que se passou, a minha aproximação com Jellal cresceu bastante, deixando-me mais confortável. Eu contava as horas para poder rever ele, mesmo que por fora eu ainda mantivesse minha armadura. Ele se mostrava sempre interessado em saber o que havíamos passado juntos. E repetia que, cada vez mais, lamentava ter perdido essas memórias.

Mas não ficamos só no passado. Eu sempre perguntava sobre como ele e o pai dele estavam. E, pelo visto, depois do acidente, o pai dele ficou mais afável e compreensivo. E quando ele dizia que a relação melhorava cada dia mais, um sorriso sempre se delineava nos seus lábios.

No fim, Jellal sempre foi o mesmo. Aquele Jellal sério, sarcástico, descontraído, sensato, confiável, até mesmo fofo quando tímido. Nunca soube demonstrar tão bem seus sentimentos. O mesmo Jellal por quem me apaixonei. Sim, eu finalmente aceitei esse novo sentimento que eu tentava negar. Eu tinha medo. Mas tenho mais medo de não ter a presença do azulado perto de mim. E, nas vezes que Lucy e Juvia me visitaram, eu contei tudo a elas, tudo o que sentia. Foi a primeira vez que realmente abri meu coração diante delas. As duas sempre diziam para eu largar de ser boba e me declarar. E, dessa vez, eu realmente, estava pensando no assunto.

J&E

Aquela folga toda havia acabado. Levantei de manhã e fui ao hospital retirar o gesso, pois ainda teria que passar no colégio para levar o atestado e avisar que retornaria às aulas na manhã seguinte.

Cheguei ao hospital e, por sorte, era a primeira. Não demorou muito para ser chamada, então me dirigi a sala do Dr. Neekis.

— Olha só se não é a moça de cabelos exóticos! – Levantou, estendendo sua mão em seguida.

Jura Neekis, era um homem alto, moreno, de longa barba, mas de pouco cabelo – ou melhor, sem cabelo algum. Um cara simpático e energético.

— Olá, Dr. Neekis. – Apertei sua mão.

— Pelo jeito veio retirar o gesso, não é mesmo? Sente-se na maca. – Apontou para o objeto ao lado.

Sentei-me, e ele começou a retirar o gesso, mas não pareceu demorar muito, já que o mesmo sempre nos detraia com suas conversas.

— Pronto! Novinha em folha, já pode quebrar ela novamente. – Comentou brincalhão, após remover aquele “treco” irritante.

— Nem brincando! – Sorri. – Talvez quando eu precisar ficar mais um mês sem comparecer ao colégio, eu pense nisso.

Despedi-me, seguindo o caminho pro colégio. Demorou cerca de 1h até lá. Quando passei pelo corredor da nossa turma, que estavam na educação física nesse horário, escutei a voz de Gray, ele usava seu tom de voz sério. Curiosa, cheguei mais perto, reconhecendo a voz de Juvia também, pelo jeito, só se encontrava os dois na sala. Como o assunto não era do meu bico, resolvi me retirar, mas quando me virei, dou de cara com a Lucy. A loira coloca a sua mão sobre minha boca, e com a outra, faz sinal de silêncio.

— Vamos sair daqui, Lucy! – Sussurrei, retirando sua mão.

— Fica quieta, quer que nos descubram? – Sussurrou de volta.

— Como sempre enxerida! – Revirei os olhos.

— Larga de ser chata, Erza. Sabemos que tanto eu, quanto você quer saber o que Juvia tanto se recusa a falar. – De fato o que Lucy disse, não deixava de ser verdade. Juvia andava muito distraída, fechada em seu próprio mundo. Isso nos deixava preocupada de certa forma.

Mesmo sabendo que não deveria, eu concordei com a loira.

— Ok, Lucy.

A conversa estava quase inaudível, então a loira se aproximou mais ainda, me empurrando mais a frente. Por alguma razão, estávamos um pouco agachadas, seria até cômico se não fosse eu naquela situação.

“Gray, Juvia fez o que você queria, não é mesmo? Então por que continua pedindo desculpas? Juvia não ficou irritada por ter brigado com o Lyon-san, um pouco chateada, mas já passou.” – Falou a azulada.

“Juvia, eu estou pedindo desculpas por ter sido um idiota todo esse tempo.” – Afirmou Gray. –“Eu agora entendi que realmente gosto de você.” – Confessou encabulado.

Alguns minutos de silencio se passaram, até que Juvia voltou a falar, um pouco alterada.

“Você acha que pode consertar tudo com apenas um pedido de desculpas”? – Perguntou Juvia soluçando. –“Acha que pode fazer com que todos os momentos de angústias que passei por todos os foras que você me deu desapareçam?”.

“Olha Juiva, eu sei que não, mas...”

“Você não sabe de nada!” – Gritou interrompendo-o. –“Você não tinha o direito de ir lá ao restaurante atrapalhar o encontro de Juvia! Deixe a Juvia seguir em frente de uma vez!”.

“Juvia, realmente me desculpe, ok? Eu... Eu...” – Repetia Gray desesperado.

“Até mais, Fullbuster!”—Disse Juvia, num tom nitidamente irritado.

“Juvia”... – Falou Gray quase num cochicho, enquanto Juvia se afastava, pisando cada vez mais forte.

“Espere.” – Disse Gray agora, num tom totalmente rígido.

Mas alguns segundos de silêncio se passaram. Lucy avançou sobre mim e olhou pelos cantos da porta. Mudando de uma expressão séria, para uma de surpresa. E, logo após, ela pega o meu braço, e entra na sala mais próxima de nós. Logo em seguida escutei um tapa, seguido de um “Gray, seu idiota”. E, novamente, os passos raivosos de Juvia, acompanhado de vários soluços.

— O que você viu? – Pasma, perguntei a Lucy.

— Gray a beijou. – Respondeu Lucy, nitidamente surpresa.

Depois da nossa surpresa, Lucy e eu fomos atrás de Juvia, obviamente, preocupadas com o que aconteceu.

Após algum tempo, sem sinal da azulada, nos separamos, para aumentar a chance de encontrá-la, Lucy foi para os andares mais baixos da escola, e eu fui para os de cima. Entretanto, aquela conversa dos dois martelava na minha cabeça a pergunta:

“E se eu esperei de mais?”

Sim. E se eu tivesse esperado de mais para mostrar à Jellal meus sentimentos? Mesmo ele tendo perdido a memória, agora, voltamos a ter um laço. Voltamos a ser amigos. Mas eu anseio algo além. Meu peito implora para ficar ao lado do azulado por todo tempo do mundo. O mais próximo possível. Quero ele ao meu lado por toda a eternidade. Mas e se isso estragasse tudo o que consegui, depois do mesmo perder a memória? Contudo e, se eu permanecer com essa dúvida, eu posso perder a chance de ser correspondida por ele?

— Erza, mal ganhou alta e já está correndo pela escola? – Ouvi a voz do causador daquelas perguntas. Vestido com as roupas padrões da escola, mas com um sorriso aconchegante. Se eu já não estivesse rubra, depois daquela torrente de perguntas, agora eu estaria.

— É-É! Bem... Algo como isso. – Respondi, sem graça.

— O que faz aqui? Veio mostrar o atestado? – Perguntou ele, ainda sorrindo.

Acenei, por achar que perdi a fala, e mostrei o atestado. Ele segurou e falou:

— Hm... Você está bem, Erza? Parece estar incomodada com algo... – Disse ele, mudando o tom de voz de receptivo, para preocupado.

— Ah! Eu estou bem Jellal, não precisa se preocupar não! – Falei, quase gritando. Meu coração estava cada vez mais acelerado. Parecia que algo ia sair da minha garganta a qualquer momento.

— Hm... Ok, ok! Acho já vou indo. Ainda tenho umas coisas para terminar. Nos vemos amanhã.

— Ah... Até! – Falei, forçando um sorriso.

Ele se virou, e deu alguns passos. Eu continuei parada, olhando para suas costas.

Meu peito continuava acelerando. Vê-lo ir assim, parecia que ia fazer meu coração explodir. Então, não me contive. Berrei:

— Je-Jellal! Espera!

— Ah... O que foi, Erza? – Ele disse, com uma expressão de espanto.

— Bem... Eu... – Aquilo que queria sair da minha garganta parecia ter se perdido no caminho, mas meu coração continuava a bater cada vez mais forte. Repentinamente, bati forte na parede e gritei novamente. – Eu gosto de você, droga!

Abruptamente, ele corou. Suas bochechas mudaram para um tom vermelho, e vi um sorriso se formando em seus lábios. Aquilo me fez corar ainda mais sem dúvida. Quando os lábios do mesmo pareceram se mover, para pronunciar algo, Lucy veio e gritou, se aproximando.

— Erza! Eu liguei para Juvia! Ela ainda ‘tava cho... Por que você está tão vermelha...­ – Disse, ela, quando olhou para meu rosto. Logo após, voltou a olhar para frente, e viu Jellal, também corado. Depois disso, ela ficou vermelha. E então, disse. – BEM, eu acho que eu atrapalhei algo, né?! Podem deixar que a loira burra aqui já está se retirando.

— Não, Lucy, não... Bem... Erza, acho melhor nos falarmos na saída, tudo bem? – Falou ele, ainda corado. Totalmente constrangido. Mas, não existiria forma para dizer que o mesmo não estava feliz com aquela declaração. O que me fez corresponder ao sorriso e acenar novamente com a cabeça.

Lucy e eu voltamos a andar pela escola. Constrangida pelo que aconteceu, me pediu inúmeras desculpas, e não falou muito sobre qualquer coisa. Contudo, já esperava que depois, ela vai fazer de tudo para saber o que aconteceu. Nós nos despedimos rápido, pois ela precisava ir para sala, e eu fui à busca de alguns professores, para mostrar o atestado médico. Quando a hora da saída estava se aproximando, fui à uma esquina, onde dava para ver o portão da escola, um pouco ansiosa, esperando o azulado aparecer. Passaram-se alguns minutos, alguns alunos já tinham sido liberados, dos quais alguns me cumprimentaram.

Passado mais um tempo, vi a cabeleira azulada de longe. Pensei em ir em direção ao mesmo, mas Ultear se aproximou dele. E, alegremente, pareceu começar a conversar sobre algo com Jellal. No decorrer, Jellal balançou a cabeça, como se estivesse negando algo. E, logo após isso, Ultear envolve o pescoço do azulado e lhe presenteia com um beijo.

Ao ver a cena, fiquei estática. Aquele vazio, que eu conhecia, voltou mais forte do que nunca. Mais forte do que eu poderia aguentar. Meu peito foi envolvido por desolação.

— E aí, Erza! Quanto tempo? – Falou Rogue, que apareceu repentinamente a minha frente, mas de um sorriso, foi para uma expressão de preocupação, ao ver o meu rosto.

— Você está bem? – Tentou ele.

Eu estava muda, o moreno olhou em meu rosto e seguiu com o olhar o que eu tanto encarava, deparando-se com a mesma cena que eu estava presenciando. Ao longe, percebo Jellal virar o rosto em minha direção, mas antes que eu pudesse ver a sua expressão, Rogue tampa a minha visão, envolvendo-me em um abraço apertado, mas tímido. Ele abaixou-se na altura do meu rosto, e sussurrou um “Tudo bem, vamos”. Desfez o abraço e me tirou daquele lugar. Mesmo querendo olhar para trás, eu não consegui. Eu não iria conseguir encará-lo, ainda mais depois de ter me declarado.

Notas finais
Ps: Bem, como estou meio desanimada com a fic, e não há muitos comentes e tal, vou passar a escrevê-la somente quando ficar com vontade, então, pode ser semana que vem, ou mês que vem. Não sei. Ps²: Comentar faz os capítulos, talvez, saírem mais rápido, já que irão me dar mais vontade de escrever, então, comentem, criticando bem, ou mal! Enfim, espero que tenham gostado! Até a próxima! o/