So Far Away

6 Aproximação - Mau pressagio?.


Notas iniciais
Olá! o/ Dessa vez quem fala é o Shion. Peço mil desculpas pela demora dessa capítulo. Aliais, nós dois pedimos. A Erza continua tendo problemas com o computador, então, pode haver mais atrasos como esses, por isso, fiquem preparados. (Se alguém quiser contribuir na vaquinha para comprar um pc novo para ela, só entrar em contato conosco ;D) Bem, muito obrigado pelas pessoas que estão acompanhando e favoritaram a fic. Agradecemos muito. xD E continuem acompanhando. Talvez estejamos enrolando um pouco de mais, porém, logo chegaremos ao verdadeiro objetivo da fic. u_u E além disso, também agradeço a senhorita Scarlet Lisbeth que, novamente, comentou na fic. Muito obrigado. o/ Por fim, desejo que tenham uma boa leitura! o/

— Precisamos conversar, Erza. – Como Lucy havia dito, Jellal estava corado. Será que ele se lembra de mim ou algo do gênero?

Apenas balancei a cabeça em afirmação, então o azulado passou a segurar minha mão, ela estava fria, e era áspera, pude sentir pela força em que ele segurava a minha.

Ele me puxou até os fundos do colégio, onde havia um belo jardim com variedades de flores, três bancos de madeiras, que ficava em volta de uma árvore de cerejeira, fazendo com que ela se destacasse entre outras, a grama era bem verde, e continha pedras fazendo caminho por todo jardim que levavam a uma fonte onde jorrava água através de um pote que era segurado por uma sereia, ela tinha algo como argolas presas na cauda.

Aquilo parecia um bosque escondido, mas todos do colégio sabiam de sua existência, afinal, quem sempre cuidava dele era Mirajane Strauss. Mira, como todos a chamavam, era a irmã de Elfman e Lisanna Strauss. Ela era de pele clara e de rosto angelical, cabelos lisos e brancos como a neve, foi considerada a mulher mais linda de Fiore quando modelo, porém, depois que sua irmã sofreu um grave acidente, resultando num grave coma, desistiu da vida de viagens. E quis ficar o mais perto possível de sua irmã. Acabando com a sua promissora carreira, entretanto, da mesma forma, dizia que preferia ser fiel a sua família, do que sair por aí e esquecer os seus irmãos, enquanto passavam por dificuldades. Ainda hoje ela visita sua irmã o máximo que pode.

— Erza? Está me escutando? – Saio dos meus devaneios rapidamente e encaro o azulado.

— Desculpa, pode repetir?

— Hm... Bom... – Ele volta a corar novamente, e começa a olhar para os lados, verificando se alguém estava escutando. – Vou ser direto. Eu realmente aprendi K-POP?! – Então era sobre isso? E eu tola pensando que ele poderia ter se lembrado de algo sobre nós ou apenas lembrado sobre mim... Tola. Como fui tão patética assim? Francamente, Erza.

— Sim, Jellal. – Suspiro. – Não apenas aprendeu como dançou no meio da praça. – Em pensar que ele realmente fez isso por uma garota me doía.

— Putaquepariu! – O azulado arregalou os olhos e passou a mão nos cabelos, o que deixou os fios mais rebeldes que antes. – Imagina se meu pai descobre?! Posso nascer de novo? Não posso. Posso desfazer isso? Não, não posso. E me fuder? Posso, isso eu posso.

Comecei a rir, o que chamou a atenção do azulado, ele me olhou e sorriu, um sorriso capaz de dar uma falhada no meu coração.

— Seu pai não descobriu, Ultear bolou um bom plano pra te livrar dessa. – Ouvi o suspiro de alívio dele. – E também, já faz um bom tempo que aconteceu o que chega a ser estranho você não se lembrar...

— Entendo. – Ele desviou seu olhar. – Vou indo, até mais. – Virou-se, erguendo sua mão e acenando sem olhar para trás.

Fiquei parada no mesmo lugar, tudo estava tão confuso, eu já não estava entendo mais nada, mas eu não tinha coragem de perguntar sobre a tatuagem, o desmaio, sobre se esquecer do passado. Tinha medo daquela cena se repetir, ver Jellal em agonia, chegando a parar no hospital. Mas lá dentro da minha cabeça dizia “Algo não está se encaixando”.

Não sei o que o fez mudar, mas não iria desistir dele, não agora. Estava decidida. Iria recomeçar, iria reconstruir meus laços com ele.

Mas a pergunta é: Seria tão fácil como eu estava pensando?

Deixei de pensar sobre isso e me direcionei para a sala de aula, dando uma última olhada naquele jardim que não combinava com meus pensamentos.

___x___

Entrei na sala, mas nela só encontrava-se Gray. Ele estava olhando desatento para a janela, perdido em seus pensamentos. Lembrei-me da conversa que tive com Lucy, então decidi falar com ele.

— Gray? – Chamei-o, porém não ouve resposta. – Gray- sama!! – Tentei imitar a voz de Juvia, mas pelo menos não foi um fracasso total, pois o moreno logo se alarmou.

— Juvia?!

— Sim, virei um smurf. –Disse, sentando-me na cadeira a sua frente.

— Isso ofenderia os smurfs do colégio, Erza. – Ele sorriu.

— Porém, é uma cor única e sejamos sinceros, são bem atraentes.

— Sim, mas o seu cabelo é o mais exótico que o de qualquer um, Erza. Admito que é de dar inveja. Agora tenta me imaginar com esse seu cabelo. Eu iria divar mortalmente. -- Olhei para ele, tentando imaginá-lo com meu cabelo, mas a única coisa que consegui fazer foi uma careta, tirando risos do moreno.

— Mas cadê esse povo que não chega? – Perguntou, mudando o rumo da conversa.

— Não faço ideia, mas é bom que não cheguem agora, quero conversar com você.

— E sobre o que é? – Perguntou, assumindo uma postura mais séria.

— Sei que não é da minha conta, mas o que houve com você e a Juvia? Você sabe que pode falar pra mim, sempre foi assim, Gray.

— Ah, sobre isso... Bom, nem eu realmente sei, está tudo tão... Confuso. Em um momento ela não larga do meu pé, vive me cercando, o que me deixava um pouco irritado, mas agora que ela não age mais igual uma perseguidora maníaca, eu sinto que algo está faltando, entende?

— Entendo, mas e você? Entende, Gray? Ela sempre esteve ali, do seu jeito exagerado de mostrar isso, levando patadas suas, recebendo seu olhar frio e, até mesmo sendo humilhada como na aula de natação. Se fosse outra pessoa, aposto que não duraria tanto tempo sendo ignorada, mas estamos falando de Juvia, não é mesmo? A garota que coloca quem ama a sua frente, que não guarda seus sentimentos como nós, que temos medo de mostrá-los e que quando ama, é pra valer. – Gray levantou seus olhos, e arqueou as sobrancelhas. -- Não chore pelo brinquedo quebrado, pegue ele e conserte-o. – Conclui.

O moreno nada disse, apenas deu um sorriso de canto. Levantei-me, e fui para a primeira carteira, e mesmo que inaudível, ouvi um “Obrigado”.

Repensando, quem era eu para dizer aquilo? Sendo que não consigo nem achar as partes do meu brinquedo? Irônico isso.

O sinal tocou, e já se podia ouvir as reclamações e a “boiada” passando nos corredores. De pouco em pouco os alunos entravam na sala, e logo em seguida o professor.

A primeira aula foi de História com a professora Mavis, ela era bem baixinha, quase sendo confundida com uma criança. Deixava todos conversarem enquanto passava a matéria na quadro, mas na hora da explicação quem desse um “piu” era mandado pra diretoria. Baixinha invocada.

A segunda era de artes com o professor Reedus Jonah, ele apenas pediu para fazermos uma arte abstrata e escrever atrás o seu significado.

A terceira aula foi novamente com a professora Mavis, apenas passou exercícios sobre o conteúdo que havia passado na primeira aula.

Quando o sinal bateu, todos saíram para o intervalo, cada um formando seus “grupos” e sentando-se juntos. Direcionei-me para uma mesa junto com Lucy e Juvia, logo começou a chegar Natsu, Gray, Gajeel e Levy. Começaram a conversar coisas alheias, zombando e rindo um do outro. Gajeel começou a fazer cócegas em Juvia, que se contorceu de tanto rir, Levy estava lendo tranquilamente seu livro, mas sem deixar de olhar Gajeel de soslaio, Gray e Natsu estava brigando em um canto e Lucy estava apenas observando tudo com cara de tédio.

As aulas poderiam até passar rápido, mas o intervalo passava em um piscar de olhos, logo todos estavam em suas salas.

A quarta aula era de Filosofia com o professor Gildarts, ele era bem animado e não aparentava ter a idade que tem, fazendo com que algumas meninas suspirassem de amor por ele. Sua aula foi tranquila, o que fez o horário passar rápido. Não teríamos a última aula, então quando bateu o sinal, todos saíram pulando e comemorando, afinal, era sexta-feira, ou seja, “Tuts Tuts” segundo o Natsu. Arrumei minhas coisas para ir embora, enquanto Lucy me esperava já na porta. Quando me juntei a ela, Jellal me chamou.

— Ei, Erza! – Virei-me.-- Preciso de sua ajuda para resolver uns assuntos do conselho, poderia ficar mais um pouco?

— Pode ir, nos vemos depois, ok? – Pronunciou a loira.

— Ok, tome cuidado. – Aconselhei.

— Pode deixar, mamãe. Até! – Ela acenou e saiu correndo atrás de Natsu que se encontrava mais a frente.

Olhei para o azulado, que me apontou a cadeira ao lado, fui até lá e sentei-me.

— No intervalo Makarov chamou um representante de cada sala e pediu para organizar algum evento ou algo do gênero para o pessoal de sua respectiva turma, só participará os alunos dos terceiros, mas cada sala irá a um lugar diferente e com dois professores responsáveis. Então queria pedir sua ajuda para decidir algo bem legal. Alguma ideia? – Perguntou, colocando os cotovelos apoiados na mesa e entrelaçando as suas mãos.

— Hm... Praia? – Sugeri. Geralmente, em passeios escolares, íamos a uma praia, que ficava a umas duas horas da cidade, os alunos adoravam. Todos sempre festejavam e se divertiam como nunca tinham a chance na escola.

— Não. Eu também sugeri, quando o Makarov falou, mas ele disse que gostaria de fazer algo diferente nesse ano. Além de quê, ano passado os alunos daqui destruíram algumas lojas da praia... Então, ao que parece, não somos bem vindos lá. – Respondeu ele, num tom inseguro. Além de quê, notei que tentava não olhar nos meus olhos.

— Ah... Foi mesmo... Natsu e Gray quase foram presos... – Falei, relembrando aquele dia. Principalmente a cena de alguns policiais tentando por Natsu dentro do camburão.

— É... Pois é... Sempre arrumando confusão esses dois... – Respondeu ele, agindo da mesma forma insegura.

— Hm... Bem... – Pensei em diferentes lugares, já excluindo feiras de conhecimento, ou coisas do gênero, porque seria confusão na certa, como Parques de Diversões, Parques Aquáticos, Santuários, Sítios históricos e etc. Mas em nada que a minha turma não pudesse causar muitos problemas, porque em qualquer lugar ela causaria.

— Nenhuma ideia? – Falou ele, com certo ânimo, dessa vez.

— Não, nenhuma... Acho que até numa caverna, o pessoal daqui traria problemas. – Respondi, tentando por um pouco de humor, naquela conversa sem sal, com uma piada mais sem sal ainda.

— Uma caverna... É meio inusitado. Não acho que já houve algum passeio como esse na escola... E é bem... “Original”... Ótima ideia, Scarlet. – Disse ele, mostrando um pequeno sorriso.

— Sério? – Falei um pouco perplexa.

— Sim, vou falar com ele. Vamos ter nossa resposta provavelmente na semana que vem. Enfim, até, Scarlet. – Concluiu. Levantando da cadeira, e indo em direção a saída.

Eu fui atrás, por algum tempo. Não com intenção de segui-lo, dessa vez, gostaria de tentar conversar mais um pouco, mesmo ele tentando rejeitar minha aproximação. Entretanto, fomos andando em silêncio até o fim do corredor, no qual ele virou em direção à sala de Ultear. Então, eu dei um simples “Até mais” e ele respondeu com um seco “Até”.

O resto do dia, não foi algo animado. Depois que cheguei em casa, além de fazer meus afazeres e lições da escola, Lucy me ligou, desesperada, pedindo informações sobre como tinha sido a minha conversa com o Jellal, mas antes perguntei como ela havia conseguido meu número, pois não recordava de ter cedido o número para ela. Porém, ela justificou dizendo que eu morava longe demais dela, então pegou meu número para poder saber das novidades o mais rápido possível. Quando ela começou a fazer suas perguntas, desliguei o telefone na cara da loira, peguei alguns potes de sorvete e uns pedaços de bolo que eu tinha em casa, e subi a escada, até o meu quarto, onde assisti TV e comi o máximo que consegui, tentando tirar da mente qualquer vestígio do Jellal da minha cabeça. Já estava cansada de remoer aquele mesmo assunto. Um assunto que só me causava angustia e desânimo. Tentar juntar as peças daquele extenso quebra cabeça me deixava louca. E eu já estava precisando me ausentar do jogo por algum tempo. Então, o que é melhor do que comer e assistir TV, para não se preocupar com mais nada em sua volta?

Enfim, aguentei essa diversão até por volta das 21h00min. Meus olhos pesavam cada vez mais, até que ambos se fecharam, resultando num dos piores sonhos que já tive na vida.

...

Eu estava sentada, analisando o espetáculo que o Sol fazia ao encontrar as águas do Rio. Porém, uma visão se fixou em minha frente, tapando a minha bela paisagem. Um jovem, com seus olhos substituídos por duas esferas negras. Possuía cabelos azuis e um sorriso idêntico ao de Jellal. Ele estendeu sua mão, e fez um movimento como se estivesse me chamando. Segui o mesmo, acreditando ser o Jellal que conhecia. Ele andava cada vez mais rápido, parecendo que estava querendo brincar de pega-pega. Eu s tentei acompanhar o mesmo, porém, escorreguei, caí morro a baixo, e, logo depois, direto no rio. Que estava muito mais fundo que o normal. Geralmente, chegava à cintura, agora, cobria todo o meu corpo. Tentei sair da água, que parecia ficar cada vez mais rígida, e, quando consegui sair, estava em meio a um oceano extenso. Onde o único sinal de apoio, era o mesmo Jellal que eu vi em meu caminho no rio. Tentava alcança-lo, pedia socorro, mas ele só olhava e sorria em minha direção. Às vezes acenava. Até que numa hora, cessei meu bater de pernas, deixei o mar me consumir. Fui afundando, e cada vez mais me distanciando da superfície. Aquele era meu limite, com isso em mente fechei meus olhos, me juntando às águas, mas quando não consegui manter a respiração presa, acordei atordoada e ofegante.

...

Acordei, fiquei pensando o quão estranho foi aquele sonho, mas depois de um tempo nem dei mais importância para ele, afinal, sonhos são apenas sonhos.

Levantei-me e fiz minha higiene matinal, quando sai do banheiro escutei um barulho na porta, subitamente lembrei-me de Lucy.

NÃO!

Não acredito que ela veio aqui de novo! E que pelo amor de Deus que não seja pelo motivo que eu estou pensando!

Fui até a porta e a abri, encontrando uma loira emburrada, de braços cruzados, batendo os pés impacientemente e me fuzilando com os olhos. A loira veio até mim com pisadas fortes, e apontou seu dedo indicador no meu rosto.

— Nunca mais desligue o telefone na minha cara sua cadela ruiva! – Após isso, Lucy jogou suas coisas no sofá e sentou-se como se fosse dona da casa. Quanta petulância!

___x___

A loira realmente havia vindo com o objetivo de saber sobre a conversa que tive com Jellal, e, assim como eu, ficou decepcionada. Também contei sobre o sonho que tive, mas ao contrário de mim, Lucy realmente levou a sério.

— Erza, isso pode ser um mau presságio! – Disse a loira em desespero.

— Não viaja Lucy. Foi apenas um sonho, nada mais que isso. – Ela me olhava incrédula.

— Vou mostrar que sonhos podem ter significados. – Disse ela pesquisando algo no seu celular. Não demorou muito pra encontrar o que queria. – Achei! Vou ler pra você. “Sonhar com afogamento é um sinal de perigo. Um prenúncio de coisas ruins que estão por vir, mas que são evitáveis. É preciso dar muito atenção a este tipo de sonho, pois alguns setores de sua vida podem ser prejudicados muito em breve.”

— Você não acredita nessas coisas, né? – Disse um arqueando uma sobrancelha.

— Acredito. – Disse já toda emburrada. – Leio meu horóscopo todos os dias, e sempre que tenho sonhos estranhos, procuro pesquisar sobre eles. Você devia levar a sério também, Erza. Não seja cética! Sonhos tem poder.

— Como se eu fosse acreditar em uma bobagem dessas. – Ri com aquela palhaçada toda. Sonhos não são sinais paranormais ou algo do gênero.

“Poderia ser até um absurdo toda essa história, mas com os descrentes, o destino gosta de brincar.”

Notas finais
Bem, espero que vocês tenham gostado do capítulo da semana. E, se não gostaram de algo, nos avisem nos comentários. Estamos abertos a críticas. E se gostou, comente também! Seus comentários nos estimulam muito a continuar com a fic. u_u (Imaginem um review, cof, cof). E sorry se não sou tão receptivo como a Erza. Infelizmente, ela não pode postar hoje. Bem, até algum outro capítulo! o/