So Far Away
20 Shake It Out
Notas iniciais
...
2 Horas Depois.
O salão estava cheio, pessoas divididas em todos os cantos, umas conversando sobre politica, outras sobre ações do mercado financeiros e outras fofocando apenas sobre as roupas de outras pessoas. Andressa não estava se sentindo bem, não pelo fato de está olhando diretamente para Tony e sua família, mas sim pois aquele mesmo salão era onde alguns anos atrás eles dançaram juntos, dia em que ela quase não conseguiu chegar a tempo de dançar com ele. Mas agora ali estava ela, diante dele, com aquele aperto no coração, olhando aquela pequena criança, aqueles cabelos castanhos escuros e aqueles olhos terrivelmente castanhos igual ao do pai. Howard não tinha apenas isso que pertencia à Tony, parecia até mesmo uma cópia do homem de ferro quando ainda era um bebê. Ela respirou fundo e sorriu, como já pensara vezes demais, o pequeno era apenas uma criança que não tinha a minima culpa pelos erros que o pai havia cometido no passado.
Não pode deixar de notar que Pepper não conseguia a encarar, e ela também não queria, talvez ela ainda fosse a única pessoa que não havia conseguido perdoar, pois independentemente de tudo, ela quem tinha ido atrás de Tony, sempre inventando desculpas sobre a indústria de que sempre cuidou bem sozinha.
–Está tudo bem?-Clint perguntou a fazendo acordar dos pensamentos, ela apenas o olhou e riu assentindo.-Sabe que não precisa ficar aqui, se quiser pode ir para casa, falo com Fury.
–Está tudo bem Clint.-pegou uma taça de vinho quando um garçom passou.-Não quero que me trate como uma criança.-riu junto dele.-Está tudo bem.-Afirmou mais uma vez assim que viu os olhos verdes de Clint a encarar com dúvida.-Tenho de cumprir meu turno.-levantou a taça para o irmão em sinal de brinde e o viu sorrir novamente enquanto o deixava para andar pelo salão, quando se deu conta estava indo em direção a sacada, aonde havia dado o cordão para Tony, se perguntava se ele ainda tinha, ainda podia ver como o pingente reluzia na pele dele quando faziam amor. Respirou fundo mais uma vez e quando se deu conta bateu de frente com uma parede de músculos.
–Não parece bem como acabou de dizer para, Clint.-Thor encarou por alguns segundos e logo olhou em volta do salão, Tony estava com alguns homens, ria como se nada jamais tivesse ocorrido, e Pepper em outro lado com o bebê no colo.
–Estou bem Thor, mesmo. Tem de confiar em mim.-falou firme e segurou na mão dele.-Isso é apenas passado que estou com um pouco de dificuldade de esquecer. É uma dor que insisto em sentir.
–Por que insiste em senti-la?
–Porque a vida é assim, nós humanos necessitamos da dor para sabermos que estamos vivos, não fisicamente, mas emocionalmente, são os extremos.-deu mais um gole na taça e riu para ele.
–Apenas a dor que tem de ser sentida para saber que está vivo?
–Não, amor, paixão, desejo.-riu de lado para ele.
–Está sentindo algo mais que a dor do passado não esquecido?
–Sabe que sim.
–Sei.-ele afirmou e sentiu a mão ser apertada mais uma vez por ela, como um sinal.-Prefiro seu cabelo solto.-passou as costas da mão pelo rosto dela que riu.
–Também prefiro, mas parece que esse vestido não combina com cabelo solto, bem, pelo menos foi isso o que Carolina e Marie disseram.-viu as duas conversando em uma canto enquanto olhavam para ela e Thor.-Estão falando de nós.-riu encarando os olhos de Thor.
–Isso lhe incomoda?-incomodava? ela perguntou para ela mesma e se deu conta de que não.
–Não.
–Ainda bem, pois eu não me importo, nem um pouco.-ainda com a mão na dela, eles cruzaram o salão até aonde os outros estavam junto a Carolina e Marie. Bruce e Catherine haviam acabado de chegar, sem Annabelly, Rozz também, mas desacompanhado.
–Reparou como a torta está murcha?-Clint perguntou olhando um pequeno pedaço de torta que tinha em mão com cara de nojo.
–Ei China.-Andressa chamou Rozz fazendo todos os outros sorrirem.
–Sou coreano.- se aproximou com um sorriso de lado enquanto ajeitava a gravata.-Você está muito bonita Andressa.
–Deixa só sua namorada escutar você falando isso e saber que quase transa com as ricaças em missões.-ela pegou a o pequeno transmissor que Clint estendia a ela e saiu sorrindo enquanto o arrumava no ouvido.
–Como assim quase transou com a ricaça?-Jason perguntou com seu habitual tom malicioso na voz fazendo os outros rirem novamente enquanto se separavam com seus pequenos transmissores no ouvido.
–Ei galera, fazia parte do plano.-tentou se explicar, mas não havia sobrado mais ninguém.
Andava distraída, nem mesmo viu a figura ruiva ir ao seu encontro, enquanto carregava o pequeno bebê nos braços.
–Andressa.-a voz, a única que se ela pudesse nunca mais ouviria na vida. Olhou a pessoa á sua frente e viu Pepper, respirou fundo cerrando os punhos.-Tudo bem?-a ruiva perguntou em tom baixo com um pequeno sorriso.
–Não.-Andressa respondeu seca.
–Só queria... eu nunca tive chances de me desculpar pelo que aconteceu, soube que você perdeu...
–Cala a boca. O que você quer? Me lembrar?-encarou a ruiva que abaixou a cabeça.
–Eu amo Tony.
–E você achou que eu não amava? O que você achou que eu estava fazendo? Que eu ia larga-lo, assim como você fez?-ela sabia que estava sendo cruel, mas simplesmente não se importava.
Tony viu as duas mulheres, via que Andressa parecia nervosa e Pepper tinha os olhos cheios de lágrimas a ponte de chorar, deixou os sócios falando sozinho e foi até elas.
–Eu só queria me descul...
–Não preciso das suas desculpas de merda, não preciso da sua pena.- o clima era tenso, Tony não sabia o que fazer, olhava as duas paralisado, até perceber Clint se aproximar.
–Andressa.-chamou a irmã, mas a mesma não fez a minima questão de olha-lo.-Andressa, vamos, não vale a pena.-tentou puxa-la pelo braço, mas ela se soltou e deu mais um passo em direção a ruiva. Ela ia falar, mas assim que sentiu a pequena mãozinha lhe tocando o braço, não pode deixar de olhar Howard, que ria para ela e levantava os braços em sua direção, como quem pede colo. Olhou para Tony que tinha um sorriso bobo nos lábios, Pepper chorava em silêncio e Clint que não expressava nada no momento, voltou a olhar para o bebê que ainda tinha os pequenos e rechonchudos braços estendidos na direção dela.
Ela riu, um sorriso pequeno para o bebê, o viu se remexer inquieto nos braços da mãe, louco para ir para o colo dela, que não tardou em fazer, pegou a pequena criança nos braços e riu assim que ele colocou as duas mãos no rosto dela e lhe beijou o nariz .
–Você é muito lindo, Howard.-ouviu a gargalhada dele e não conseguiu conter uma própria.-Se parece tanto com seu pai.-deu um beijo na testa do menino que ainda ria e logo o entregou nos braços de Pepper, quando se pois a andar novamente pode ouvir o choro do pequeno.
–Esta tudo bem?-Thor perguntou assim que andou até a morena.
–Está, só preciso de um pouco de ar. Só isso.-Thor a viu andar até a sacada, não foi atrás dela, sabia que ela realmente precisava daquele tempo sozinha, mas minutos depois viu Tony entrar na sacada, observou enquanto os mesmos conversavam, e sentiu ódio do homem de ferro.
...
A cidade não parecia mudar nunca, pensou respirando fundo o ar para os pulmões, fechou os olhos e sentiu quando ele se aproximou.
–Obrigado.-Ela sabia que era ele, aquela voz nunca ia sair de sua cabeça, ainda podia o ouvir sussurrar em seu ouvido.
–Pelo que exatamente?-sugeriu ainda olhando a vista.
–Por não... pensei que você fosse...
–Ela estava com Howard no colo.-se explicou sorrindo junto dele.
–Mesmo se não estivesse, sei que não faria isso.
–Não vale a pena e não seria educado bater na esposa de Tony Stark, dizer que ela é uma vadia na frente de tantas pessoas que acham vocês um simbolo, um grande exemplo.-ironizou ficando de frente para ele, que assentiu e olhou para os próprios pés sorrindo sem graça.
–Bem, eu sei que eu não tenho nenhum direito de lhe peguntar coisas da sua vida.
–Não, não tem nenhum direito.-afirmou ainda o olhando.
–Mas, não pude deixar de ver você e Thor... am, como posso dizer?-gesticulou com as mãos tentando achar uma palavra que se encaixa-se.
–Quer saber se estamos juntos?-Viu ele assentir olhando para os lados.-Não sei muito ao certo como estamos.
–Então quer dizer que...
–Estamos conversando.-riu lembrando de Thor, dele dizendo que eles poderiam se beijar com mais frequência.
–Sei também que não tenho nenhum direito de lhe perguntar algo.
–Como já disse, não tem mesmo.-ela riu mais.
–Andressa.-chamou a mesma em um suspiro.-Eu só quero ficar bem com você. Não posso apagar os erros que cometi e também não quero.
–Isso mudaria quem você costumava ser e quem você é agora. Vamos deixar as coisas assim, o que acha?
–Mas...
–Acho que você já se desculpou mais esse ano, do que em toda a sua vida.-bebeu um gole de vinho da taça que tinha nas mãos e riu de frente a ele.
–Tenho saudades.
–Eu também.-confesso percebendo naquele momento que não o odiava, e que nunca o odiou. Sabia que simplesmente não podia, mesmo com o que ele havia feito ela passar, mas eles haviam passado por coisas demais juntos, por momentos de superação tristes e muitos momentos felizes. Viu que não podia simplesmente virar as costas e ir embora, negar tudo isso, todo esse sentimento; toda história que tiveram juntos , como vinha fazendo durante todos esses meses. Sentiu o vento lhe atingir o rosto e acabou por perceber que só assim, aceitando as coisas como elas realmente eram, era que conseguiria se libertar dele e seguir em frente com Thor.
–Nunca pensei que diria isso.-confessou dando mais um passo para a frente e assim como ela sentindo a leve brisa lhe tocar a pele.
–Nem eu, nunca me imaginei falando com você novamente, e nem mesmo que voltaria um dia para NY.
–E nem que se apaixonaria por um deus, depois do babaca aqui ferrar com você?-sugeriu com um bico desgostoso.
–Exato. Você realmente ferrou comigo.-Virou mais uma vez de frente para a vista de NY e tomou o ultimo gole de vinho que tinha na taça, desejou tomar mais uma , mas decidiu por não beber mais. Os minutos se passavam enquanto eles ficavam calados. Ela respirou fundo fechando os olhos, agarrou com força o corrimão de metal frio, até os dedos se moldarem perfeitamente, até o metal esquentar com a temperatura da pele dela.
–Você está...
–Era uma menina.-Tony não precisou perguntar para saber do que ela falava, mas aquilo o pegou de surpresa o fazendo apenas encarar o chão sem respostas.-Perguntei ao médico assim que sai do hospital.
–Eu...
–Sente muito?-perguntou o encarando com os olhos verdes repletos de lágrimas.-Eu também.-riu secando os olhos com as costas da mão.-Mas passou, e eu quero seguir em frente.
–E eu quero que você fique bem.-disse sincero.-Sabe que eu ainda vou ao seu refúgio?
–Não é mais meu.-começou a se retirar da sacada, mas parou no meio do caminho.-Sabe o que eu percebi durante esse tempo, Tony?
–O quê?
–Que queríamos apenas cuidar um do outro. Eu era a menina problemática, e você o playboy em que todos um dia acreditaram que podia mudar, quando enfim alguém diferente entrou em sua vida. Acabamos nos enganando não é mesmo?
–Talvez um pouco.
–É, talvez um pouco.-saindo da sacada se sentiu leve, livre e finalmente liberta. Andou até o bar e pediu uma água,e viu assim que Thor se aproximou, ele não tinha a face a melhor das expressões, as mãos estavam enfiadas dentro do bolso da calça.-Nossa deus, tão sério.-ela riu e logo deu um gole na água que havia pedido. Ele se manteve em silêncio olhando em volta do salão, parecia em busca de algo, as pessoas dançavam animadas e despreocupadas com o que acontecia ao redor.
–O que ele fez com você?-falou finalmente e viu o olhar de confusão dela o encarar.
–O quê? Tony? Nós conversamos apenas.-explicou olhando em volta assim como ele.-O que tanto olha? Está me deixando nervosa.
–E ele pediu desculpas como nada tivesse acontecido, e você aceitou!-afirmou com sarcasmo a olhando duramente.
–Não sou tão imbecil como pensa.-exclamou levantando do banco.
–Não disse isso.-defendeu-se dando mais um passo na direção dela.
–O que queria dizer então?
–Que eu não quero que ele te magoe novamente, pois eu vi como você ficou. As loucuras que ia cometer.
–Você acha que eu vou fazer o que, Thor? Que eu vou desculpa-lo e voltar a dormir com ele? Que eu vou cair na dele novamente?-irritada cruzou os braços o encarando com dureza.
–Não foi isso que...
–Mesmo eu estando completamente louca por você?- os olhos de Thor, que vagava pelo salão repleto de pessoa, focaram na morena com surpresa
–O quê?- ele deixou um sorriso bobo escapar enquanto a olhava.-Você...-deixando a frase incompleta enquanto olhava mais uma vez o salão.
–Thor.-o chamou, mas ele continuava a olhar pelo salão, parecia perturbado com algo.-O que está acontecendo?- os olhos dele não paravam em um ponto certo por mais de alguns centésimos. A música, os risos, estava tudo alto demais em sua cabeça.
–Alguma coisa vai acontecer.-viu o olhar da morena de preocupação enquanto olhava em volta do salão, procurando por alguma movimentação suspeita e incomum, mas não encontrou nada.
–Clint.-Andressa o chamou pelo comunicador que trazia consigo preso no ouvido.-Tem algo de errado.-esperou até Clint responder.
–Fala da torta murcha?-a voz de Clint soou embargada, como se tivesse fazendo algum esforço.
–Droga Clint, meu vestido.-Marie falou irritada.
–O que vocês estão fazendo?-A morena perguntou enquanto continuava olhando em volta.-É, não respondam, não quero saber.-se era o que ela pensava ela realmente não queria saber.-Aonde vocês estão, não estão no salão principal não é mesmo?
–Não.-foi a única coisa que ele respondeu.-Mas qual o problema, se não é com a torta o que está acontecendo?
–Não estou falando dessa droga de torta.-ela revirou os olhos irritada ao escutar mais alguns palpites do irmão, pensou com ela mesma que Clint as vezes era mais idiota que o habitual.-Cala a boca Clint. Thor está sentindo algo ruim, e eu posso dizer que também não estou com uma boa sensação.
A música foi cortada deixando todo o salão em silêncio.
–Temos que tirar as pessoas daqui.-ela sentiu um mal-presságio.
–Meu Deus, o que é isso?-a voz eufórica de uma mulher mulher ecoou pelo salão, chamando a atenção de todos.-Uma bomba, parece uma bomba.-foi o bastante para o pânico se alastrar por todo o lugar.
–Uma bomba, corram, uma bomba.-um agente gritava, enquanto tentava correr junto de outras pessoas para sair do lugar. Andressa estava paralisada, nem mesmo ouvia a voz de Clint a chamar pelo comunicador, ela não tinha forças para se mover, foi quando sentiu a mão de Thor a puxar pela cintura com força para atrás do bar, as coisas aconteceram rápido demais, quando ela se deu conta estava deitada no chão agarrada com Thor que a protegia como um escudo.
–Tape os ouvidos.-ele falou para ela que fez o que ele pediu, sentiu apenas o corpo ser mais apertado pelo deus e logo em seguida o som da explosão. Quando se deu conta tudo já havia acabado, restando apenas o tilintar do concreto despenando seus últimos pedaços no chão, os gemidos de algumas pessoas.-Está bem?-ouviu a voz rouca de Thor, se deu conta de que estava o apertando mais do que pretendia e que ainda tinha os olhos fechados.
–Es-estou.-Gaguejou o olhando.-Obrigado.-pediu enquanto sentia a respiração voltar ao normal e a de Thor, que a soltou e levantou e logo a ajudou.
A poeira tomava conta do lugar, uma grossa nuvem que quase os impossibilitava de respirar e ver alguma coisa, quando sentiu que podia cair, segurou em Thor e apoiou a cabeça no peito dele.
–Você está bem?-escutou ao fundo a voz de Thor; assentindo enquanto segurava nele olhando em volta, tendo a impressão de que as coisas se passavam em câmera lenta, enquanto ouvia o ouvido zumbi pelo som da explosão.
A visão se moldava ao poucos a medida que piscava.
–Estou bem.-Finalmente falou segurando no bar enquanto tentava olhar em volta sem sucesso já que Thor estava na frente dela, a deixando apenas com a imagem ainda embaçada do terno que ele vestia.-Estou bem.-forçou um meio sorriso. Quando Thor saiu da frente dela, ela se assustou, o salão estava completamente destruído, algumas pessoas estavam caídas gemendo pelos ferimentos, outras corriam até essas mesmas caídas tentando dar ajuda como podiam. Ela se desesperou assim que pensou em Clint.-Clint.-gritou pelo mesmo andando ainda com um pouco de dificuldade pelas ruínas do salão.-Clint.-gritou novamente mas o mesmo não respondia, sentiu ânsia de vomito e um aperto no peito.-Clint.-chamou novamente e mais uma vez não obteve resposta. Sentiu a mão de Thor lhe segurar o ombro, o abraçou enterrando o rosto no peito do mesmo, quando sentiu a primeira lágrima rolar pelo rosto ouvir a a voz do irmão. Olhou em meio ao salão destruído e viu Clint descer as escadas que havia ali, e que não havia sido destruído.-Clint. Clint.-abraçou o mesmo que a acolheu nos braços.
–Calma mana, estou bem.
–Seu babaca.-deu um tapa no braço do mesmo o empurrando para longe.-Por que não respondeu? Estava preocupada pensando que você estava no meio dessa droga de destroços, pensei que tivesse morrido.
–Tem certeza que ficou preocupada?- perguntou enquanto massageava o braço.
–Já disse que eu quem posso te matar.-respirou fundo contendo o choro e dando um meio sorriso.
–Isso realmente me conforta.
–Aonde estão os outros, eles estão bem?- pergunto o olhando.
–Marie está lá em cima, os outros não sei.
–O que está acontecendo?
–Não é algo bom para vocês humanos.-Thor respondeu olhando em volta, ainda parecia em busca de algo.
–Como assim, para nos humanos?-agora a morena olhava o Deus, o silêncio que tomava o lugar era tanto que chegava a ser irritante.
–Invasão, invasão.-os berros soou no transmissor com pânico, eram de Roz, viram agentes correndo de um lado para o outro, barulho de helicópteros se aproximando.-estamos sendo atacados.
–Por quem?-Andressa perguntou enquanto tirava os saltos com rapidez. No transmissor apenas só se pode ser ouvido os gritos de Roz, ele parecia que havia levado um tiro. Quando a morena se preparava para correr Thor a impediu.-preciso ver Roz, preciso ajudá-lo.
–Andressa...
–Vou ficar bem deus.- com seu sorriso habitual de lado, deu um selinho nele e correu em direção aonde achava que o homem poderia estar.-Clint, e Marie, quero que tirem os feridos daqui o mais rápido que conseguirem, e Natasha e capitão, tirem o resto dos civis. Carolina e Jason, fiquem junto dos outros agentes a posto, impeçam quem quiser entrar aqui.- fizeram o que Andressa mandou. Clint junto de Marie, tiraram os poucos feridos que havia, logo em seguida Natasha e Steve organizaram o grupo de pessoas que não se encontravam feridas e as tiraram do local.
Ainda corria quando chegou no andar acima do salão. Pode escutar mais gritos de Roz, eram urros de dor, parecia ser torturado. Ela praguejou assim que se viu sem arma. Olhou em volta em busca de algo que pudesse se proteger, nada, não encontrou nada, sem alternativa continuou a ir com as mãos vazias, não podia recuar agora, não quando ouvia os gritos cheios de dor de Roz. Chegou na porta aonde os gritos ficaram mais altos, respirou fundo e arrombou a porta.
O agente estava sentado em uma cadeira com as mãos e os pés presos, e a boca tampada com fita adesiva, fora atingido por três tiros, dois no braço e um no abdômen. Andressa entrou mais no quarto, mas assim que viu os olhos de Roz encarar a parede atrás dela se virou rapidamente indo direto ao chão assim que desviou da facada que ia levar de Francesca. A mulher qual haviam roubado os códigos à algumas semanas atrás. Estava vestida toda de preto e tinha uma faca em mãos e uma arma, calibre 22, mais conhecido como arma da tortura, ela possibilitava que o alvo fosse atingido diversas vezes antes de morrer. Sem dar chances da mulher pegar a arma, Andressa lhe deu uma rasteira a levando até o chão, enquanto levantava sentiu a mão de Francesca lhe puxar o pé a fazendo cair, a mulher mais velha avançou sobre Andressa, quando ia acertar o rosto da morena ela desviou. Empurrando Francesca de cima dela, Andressa se sentou e chutou o rosto da mulher que gritou colocando a mão sobre o nariz que escorria sangue.-acha que tem plástica na cadeia, Roz? Pois ela vai precisar.-a morena pegou rapidamente a arma de Francesca e lhe deu uma coronhada no rosto, deixando a mulher desmaiada no chão.
Andressa ouviu os gemidos abafados de Roz e andou até ele, o soltou e tirou a fita da boca do homem que deu mais um grito.
–Você grita que nem uma menininha.
–Diz isso porque não foi você quem levou três tiros.
–Vamos medir agora quem já foi mais torturado?- perguntou enquanto ajudava o homem a levantar, caminharam pelo corredor rapidamente até chegarem a escada.
–Francesca quem é a mandante disso, disse que vai acabar com a shield por ter enviado dois agentes imbecis para roubar os códigos dela.
–Então isso é um problema interno? O governo então não irá participar, assim como as outras forças. Bem só precisamos sair daqui agora.- com Roz apoiado em seu ombro, os dois desceram rapidamente as escadas, mas assim que entraram no salão aonde acontecia a festa, ficaram surpresos, tudo estava destruído e haviam vários agentes lutando.
–Parece que estamos em uma guerra.-Roz falou.
–Tá legal, você vai tentar de alguma forma sair daqui.
–E você?
–Vou ajudar os outros. Agora vai.- nem mesmo verificou se Roz havia ido embora ou não, apenas correu para o meio do salão aonde havia uma arma abandonada, pegou a mesma e atirou no ombro de um homem, lutou entre vários agentes, os ajudando. Observou que num canto escondido do salão Catherine e Bruce conversavam, bem, parecia apenas que a mulher conversava com ele pra mante-lo calmo, ele apertava as mãos no ouvido, tentando não ouvir os barulhos de tiro, e dos gritos, sirenes e as hélices do helicóptero.
Correu até os dois e puxou Catherine, a mulher se recusou a sair, não dando escolha a Andressa que deu um soco na doutora a desmaiando. Viu Steve, deixou Catherine com ele e voltou até Bruce. Ele tinha a respiração acelerada, parecia perder o controle gradativamente.
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