So Far Away
30 Porque você é tudo.
–China.-ainda abraçada ao homem os dois sorriram.
–Senti saudades desse apelido ridículo.-admitiu desfazendo o abraço e olhando a morena mais uma vez, pensando se talvez fosse possível está sonhando.-Mas como?
–Longa história.-o abraçou de lado olhando para os outros.-Okay gente, podem vim me abraçar, matar a saudade.-com um enorme sorriso viu Natasha caminhar até ela, abraçou a ruiva com força que murmurou no ouvido dela que sabia que ela não havia morrido, logo foi Steve a levantando até não sentir mais o chão, em seguida Bruce.
–É muito bom revê-la, Andressa.-Bruce falou desfazendo o abraço a olhando sorrindo.
–Pois digo o mesmo doutor.-Encarou todos pela sala e viu Tony. Encararam um ao outro durante alguns minutos, até que Tony caminhou na direção dela, ainda a olhando nos olhos, quando estavam próximos, sentiu os braços dela o acolher. Enterrou o rosto no pescoço dela e se sentiu aliviado, numa sensação de puro êxtase em sentir ela nos braços dele mais uma vez.
–Não acredito que está aqui.-segurou o rosto dela entre as mãos.
–Mas estou Tony.-segurando as mãos dele deu um pequeno sorriso e logo secou o rosto dele com as costas das mãos.
–Pensei que nunca mais fosse te ver, nunca mais...- não terminou a frase a abraçou novamente sentindo o cheiro dela, o cheiro que ele tanto sentia falta, sentindo o corpo dela colado ao dele.-Eu te amo.-sussurrou.-E sempre vou.
–Eu também.-murmurou para ele enquanto desfazia o abraço. O Olhou mais uma vez e deu um grande sorriso se lembrando das coisas que um dia os dois haviam vivido, como a primeira vez que se viram, as provocações, as brigas, as reconciliações, os beijos que trocaram, as palavras, a forma que ele tentou ajuda-la, tudo aquilo iria ficar para sempre com ela, dentro dela, todos os momentos, felizes e tristes. E Tony permaneceria para sempre sendo um grande amor na vida dela.
Olhou para todos da sala, inclusive para Thor que sorria com os braços cruzados.
–Mas como tudo isso aconteceu?-Natasha perguntou, assim como Bruce e Steve.
–Acho que Jason e Carolina podem explicar essa história para vocês, agora preciso falar com uma pessoa em especial.-caminhou até Clint o abraçando de lado.-Vamos maninho.-os dois riram, mas quando estavam prestes a sair da sala pararam assim que ouviram alguém chamar por Andressa.
–Andressa.-a mulher de olhos azuis chamou a morena que virou de encontro a ela. Hill tinha olheiras e havia emagrecido alguns quilos, que eram desnecessários para ela, se tornando uma figura esquelética e cansada.
–Sim, Hill.-dando um pequeno sorriso, Andressa fitou os olhos da mulher, cheios de tristeza.
–Me desculpa por ter atirado, por ter quase matado você.-tentando não demostrar emoção alguma, Hill manteve a postura e a cabeça erguida, coisa que não funcionou.
–Tudo bem, Hill. Foi apenas três semanas em coma, algumas costelas quebradas, órgãos internos, nada grave.-a ironia na voz da mulher foi o que fez todos na sala sorrirem enquanto observavam ela sumir no corredor com Clint.
–Acho que ela estava brincando quando disse que não era nada grave.-Steve coçava a cabeça confuso, Fury fez negativo saindo da sala com um pequeno sorriso, era bom ter a agente de volta, muito bom.
...
Enquanto caminhavam se afastando da Base, nos longos gramados da Shield, Andressa contava o que havia acontecido para Clint. Ele ainda estava confuso, ela podia ver, caminhava meio perdido olhando a frente, a longa estrada que se estendia por quilômetros vazia, sem sinal de nada, nenhuma construção, nenhum carro, apenas a estrada. Ela parou e o viu parar também, olhando para o céu azul livre de nuvens, sentiu a brisa quente atingir o rosto.
–Foi isso.-terminando de contar o que havia acontecido, olhou para Clint que assentiu.-Desculpa por não ter... Por não ter te avisado, Clint, sei que você, assim como os outros ficaram mal.
–Mal não chega nem perto. Mas tudo bem, você está aqui agora e eu realmente não quero discussões, não quando eu senti a dor que é te perder e perceber que havia negligenciado nossa relação.
–Você não fez isso em momento algum.-segurando as mãos dele fitou os olhos do irmão.-Não foi negligente comigo, Clint. Nem com nossa relação, somos irmão, não temos que ficar lado a lado todos os segundos, brigas são mais que normais, e acho que você tem que viver ao invés de ficar se preocupando comigo.-Viu que ele ia protestar mas começou a falar novamente.-Eu sei que me ama, sei que estivemos muito longe esse tempo todo, mas... Isso não... Eu te amo e quero que entenda que mesmo quando estamos longe, continuaremos sendo os mesmos.
–Você continua a mesma.-abraçou ela mais uma vez e ouviu o riso dela, era bom, na verdade era ótimo.-Mas, deixa eu ver se entendi uma coisa.-quando Andressa o olhou, ele juntou as sobrancelhas parecendo pensar.
–O que foi?
–Você disse que o Thor te salvou, e permaneceu do seu lado todos os meses, é o que eu estou pensando? Vocês, am... Estão...
–Estamos, Thor e eu estamos juntos.-disse dando um sorriso bobo e encarando o irmão.-Não vai surtar?
–Como?
–Assim como fez quando soube que eu e Tony estávamos juntos, não vai dizer que estou sendo idiota e burra?-cruzando os braços o encarou se preparando para ouvir o que ele tinha a dizer.
–Não.-dando de ombros, enfiou as mãos nos bolsos da calça do uniforme preto que usava.
–Assim, só não? Não vai rolar nem uma bronca básica? Tipo "você não é tão esperta né maninha?"-irônica descruzou os braços o vendo fazer mais um bico e olhar pelo lugar.
–Não.-disse simples.
–Qual é Clint, diga algo? Não consigo saber o que está pensando, ainda não leio mentes sabia?-irritada empurrou o ombro do mesmo.
–Não estou chateado por você e Thor estarem juntos.-revelou e a viu abrir a boca para falar, mas logo a fechando quando se deu conta da resposta dele.
–Não?-incrédula, voltou a cruzar os braços o encarando com curiosidade.
–Aposto que quer saber por que não é mesmo?-rindo colocou o braço sobre os ombros dela e voltou a andar.-Thor te faz bem, isso é quase impossível de não vê, acho que até um cego enxergaria isso.
–Ele me faz muito bem mesmo.-admitiu deixando um sorriso escapar dos lábios, falar de Thor fazia bem.
–Mas isso não começou agora não é mesmo?-ela assentiu olhando para o chão.-Sei que vem desde o Brasil, ou até mesmo antes.
–Talvez antes, mas no Brasil acabamos percebemos que havia algo a mais entre nós, não só amizade.-segurou a cintura do irmão e deitou a cabeça no ombro dele.-Nos beijamos apenas lá, mas senti algo mais forte. Eu gosto mesmo dele, Clint, muito.
–Eu sei, percebo isso, na forma que olha para ele, é o mesmo que sinto por Marie.-a puxou para mais perto.-O que quero dizer é que não acho que você está sendo idiota, nem burra. Sei que Thor gosta de você, e sinto que ele não vai te magoar, é diferente do que sentia com Tony, completamente.
–Está querendo dizer que aprova meu namoro com Thor?-divertida parou de frente a ele que riu.
–Sim, aprovo.-Voltou a abraçar ela de lado enquanto caminhavam de volta para a base.
–Isso é muito importante, obrigado.-deitou novamente a cabeça no ombro de Clint e recebeu um beijo.
–Sei que é, mana.
...
–Isso ainda é bem... Ainda não consigo acreditar também Cath.-o doutor falava ao celular sorrindo, contando a catherine sobre Andressa, o que havia acontecido.
"-Bruce, estou tão feliz. Isso é ótimo."–a doutora ria do outro lado da linha enquanto observava Annabely comendo na cozinha.-"Não precisarei dizer para Annabely que ela está viajando, e nem mesmo precisarei pensar numa forma de dizer que ela havia morrido."
–Isso é muito bom, todos nós ainda estamos meios chocados... Mas... Isso é ótimo.-foi a única coisa que conseguiu dizer.-Mas, não liguei apenas para te contar sobre a volta de Andressa, liguei também para saber de você. Como está se sentindo?
"-Bem, não tenho tido tonturas mais, apenas alguns enjoos."–explicou e o doutor assentiu ouvindo.-"Diga para Andressa que estou muito feliz que ela não tenha... Morrido."–deixou uma gargalhada escapar e Bruce também não conseguiu conter o riso."
–Tudo bem, quando chegar conversamos mais, prometo que hoje chego mais cedo. Te amo.
"-Te amo, Bruce."–disse antes de deligar a chamada.
No longo do Corredor Bruce viu os irmão, eles andavam abraçados sorrindo, parecendo em uma conversa animada.
–Doutor.-Andressa o chamou e o viu sorrir.
–Catherine disse que está feliz, pela sua morte que era mentira.-explicou ajeitando os óculos enquanto guardava o celular dentro do bolso da calça.
–Como a doutora está?-Dessa vez quem perguntou foi Clint, e Andressa não pode deixar de notar o tom preocupado na voz dele, uma vez que era impossível.
–Esta bem, um pouco cansada, mas bem.-Bruce explicou dando um sorriso amarelo.
–O que está acontecendo?-Andressa perguntou olhando os dois.
–Nada, ela só está cansada, se você fizesse uma visita a ela tenho certeza de que ela iria adorar, Annabely também, não para de perguntar sobre você.-viu o olhar de duvida da morena, o questionando se ele, Catherine ou alguém havia contado para Annabely se ela havia morrido.-Não contamos a ela, preferimos não contar. Ainda bem, pois você está aqui, não é mesmo?-deu um ultimo beijo na testa da morena.-Tenho que voltar agora para o laboratório, quem bom que voltou Andressa.
–Obrigada, Bruce.-viu o homem sumir assim que entrou no laboratório, mas não pode deixar de notar o desanimo no doutor, ela iria perguntar a Clint o que estava acontecendo, mas em outra hora, quando eles não estivessem na base, quando ela sabia que ele não fugiria dela. Encarou o irmão durante alguns segundos e logo depois se pôs a andar o deixando para trás.
...
Caminhou até o lado de fora mais uma vez, aonde encontrou agora Bob e Thor, ele estava sentado no chão com o cachorro do lado, sobre uma sombra projetada pelos prédios da base. Caminhou até eles em passos lentos, observando toda a cena, como Bob estava deitado de costas no chão, recebendo carinho de Thor que olhava para frente, perdido nos pensamentos.
–Oi.-falou se sentando ao lado dele. Sentiu o braço de Thor sobre os ombros a puxando para mais perto, deu um pequeno sorriso deitando a cabeça sobre os ombros do mesmo.
–Tudo bem?-perguntou enquanto acariciava o braço da morena, sentindo a mão dela sobre as costas dele o puxando para mais perto.
–Tudo, eu acho que sim. Quer dizer... Sinto que Clint e Bruce estão me escondendo algo. E sério, não parece ser qualquer coisa, algo bobo que não exija cuidado.
–O que acha que pode ser?-rosto dela estava impassível, logo depois retorcida em uma careta, como quem pensava seriamente.
–Não faço a mínima ideia, e parece que isso me deixa mais curiosa. Acho que é algo com Cath.-ponderou durante alguns minutos, olhando a frente monótona.-E parece que não é apenas ela.
–Como assim?-deixou a mão parada sobre a cabeça de Bob que se retorcia em busca de carinho na barriga, enquanto a observava.
–Não sei, sinto algo estranho.-Voltou a olhar para ele e deu um pequeno sorriso.-Voltei por apenas algumas horas e já estou surtando.-fechou os olhos dando um pequeno sorriso, quando voltou a abri-los viu Thor próximo demais.-Obrigado.-a voz era baixa e suave.
–Pelo o que?- virou de frente para ela deixando Bob de lado. Observou ela, era o que ele mais gostava. A pele dela macia como um veludo quente, os lábios vermelhos, os olhos, aqueles malditos olhos verdes que o desfazia em pedaços, que ele odiava e amava.
–Por ter discutido comigo naquele dia, sabe, foi como se você tivesse me agarrado e me sacudido pelos ombros. Eu pensei de novo, varias vezes, as vezes enquanto você dormia,e percebi que não podia ir embora, e agora me dou mais conta disso, vendo todos cara a cara novamente.
–Não tem de quem.-os lábios dele se curvaram num sorriso sarcástico que fez Andressa rir também,segundos depois os dois se beijavam com paixão, sentido os corpos esquentarem, e os corações baterem em um ritmo louco como se fosse parar.
–Convencido.-ofegante e com o rosto vermelho, afastou o corpo do dele enquanto levantava.-Sabe que se continuarmos assim vamos acabar fazendo amor ao ar livre.
–Sabe que não vejo problemas nisso?-a segurando pela cintura de lado, começaram a caminhar até o estacionamento aonde Andressa sabia que Clint estava, Bob ia atrás olhando os dois.
–Não vê problema em fazer sexo num lugar com alta segurança e ser observado?-questionou o olhando com curiosidade.
–Bem, pensando desta forma.-pensativo enfiou a mão livre no bolso da calça.
Quando chegaram no estacionamento encontraram Clint, podiam ver Marie dentro do carro de olhos fechados parecendo dormir e do lado de fora o Irmão junto de Rozz. Andressa caminhou animada até eles sem parar de olhar para Rozz.
–China, sabia que havia sentido a minha falta.-parou ao lado de Clint de frente para Rozz, deixando os braços cruzados enquanto sorria para o mesmo.
–A não, aquilo foi apenas educação.
–Não foi o que pareceu.-ela ria assim como ele.
–Pode crer que foi.-olhou para ela antes de se retirar, os olhos cheios de compaixão e alegria.
–Bem, pelo visto todos ainda estão muito surpresos pelo fato de você está viva.-Clint falou a olhando, e observando Thor brincar com Bob.
–Acho que isso é bom, não é mesmo?-perguntou dando um tapinha no ombro do irmão que assentiu sem exitar.
–É muito bom. Mas agora eu tive uma pequena ideia.
–Que ideia?
–Que tal voltarmos para o apartamento e comer algo?-sugeriu enquanto entrava no carro e esperava pela irmã, Thor e Bob entrarem.
–Pizza?-Já dentro do carro todos disseram um enorme sim em uníssono e logo o arqueiro dirigia novamente para o apartamento dela e de Marie.
...
Meia hora depois eles já estavam no apartamento sentados em um circulo comendo a Pizza que havia chegado em poucos minutos. Bob latia do canto da sala em busca do alimento, Andressa jogava as bordas para o mesmo que parecia se deliciar, e dizer obrigado a cada latido de satisfação.
–Clint.-ainda mastigando, chamou o irmão que a olhou com atenção, sabia que ela iria perguntar algo.
–Sim.-respondeu simples encostando as costas no sofá e dando mais uma mordida no pedaço de pizza que tinha em mão.-Fale.
–O que está acontecendo com Bruce, é algo com Cath ou Annabely?-tacou metade do pedaço para Bob, e encarou o irmão, não queria mais comer, havia perdido a fome. Viu que Clint ficou calado parecendo procurar as palavras certas, Marie também permaneceu calada, assim com Thor.
–Cath está grávida.-disse por fim largando o pedaço de pizza na caixa e se levantando, Andressa foi junto ao mesmo que caminhou até o banheiro e lavou as mãos.
–Isso é uma noticia ótima.-surpresa e feliz lavou as mãos assim que Clint deu espaço, mas notou que o rosto do mesmo permanecia sério.-O que foi?
–Bruce é o Hulk.-declarou como que aquilo explicasse tudo.
–E o que que tem?-secou as mãos na toalha estendida e cruzou os braços.
–Não vê? Ele foi atingido por raios gamas, aquilo o transforma naquela coisa verde sem controle, todos aqueles raios o afetou, todo o corpo, todos os sistemas, todos o genes dele.-Andressa se manteve calada enquanto pensava, lembrando de tudo o que um dia lera sobre Bruce Banner, de como o acidente aconteceu, dos problemas que o doutor enfrentou.
–Está querendo me dizer que Catherine está gestando um bebê mutante?-encarou Clint que assentiu.-É apenas um Bebê.
–Não é o que Fury pensa.
–A é claro, Fury tinha que está nessa história.-sarcástica apertou mais os braços envolta do corpo.-O que vocês estão pensando? Que a criança vai nascer verde, sem controle e matando todo mundo?-irônica gesticulou com as mãos forçando um sorriso, embora não achasse a minima graça.
–Isso não tem graça alguma, Andressa!
–É claro que não tem, Clint, porque é apenas um bebê, um bebê, droga. Qual o problema de vocês?-indignada gritou com o irmão. Será que eles não conseguiam enxergar o quão estavam indo longe nessa história?
–Fury quer apenas nos manter bem, manter o mundo bem.
–Eu tenho a plena certeza de que o mundo ficaria bem sem ele!-o silêncio tomou conta do apartamento enquanto os dois se encaravam, o clima era tenso e ambos sabiam que a conversa ainda não havia chegado nem na metade.-Mas que porra vocês estão fazendo?
–Fury deu ordens para que uma bateria de exames fosse feita em Catherine apenas, ela tem se sentido cansada demais, indisposta...
–Fala sério.-revirou os olhos como se Clint estivesse falando a coisa mais idiota e sem cabimento do mundo.-Ela está grávida, estão a submetendo em um monte de exames idiotas, está fingindo a Bruce que tudo está bem para não deixa-lo nervoso, como queriam que ela estivesse?-Clint permaneceu calado, pensando no que a irmã falava, fazia sentido é claro.-Não podem fazer isso com ela.
–Não é apenas por ela, é pelo bebê também.
–Como você mesmo disse maninho, é apenas um bebê, não pode fazer nenhum mal.-voltou a caminhar de volta a sala, mas parou no meio do caminho e voltou até o irmão.-eu sei a dor que ela está sentindo, sei como é ter uma criança dentro de você, que você só quer cuidar com amor, e não deixar que nada e nem ninguém a machuque. Você só quer proteger a criança.-viu Clint assentir enquanto passava as mãos sobre o cabelo.-Ela está confusa, assustada com a possibilidade de gerar uma vida, assim como eu, e ainda mais por achar que o bebê pode nascer com... pode nascer... como Bruce.-os olhos estavam cheios de lágrimas, mas ela respirou fundos para prende-las.-Sei que esses exames podem ajudar, mas acho que ela tem que está de acordo, tem que concordar, assim como Bruce, são eles que tem que tomar a decisão, não Fury, não você e nem ninguém, Clint. Apenas eles.
–Me desculpe, eu não tinha pensado desta forma, não imaginava o quanto ela poderia está assustada.-a abraçou e sentiu os braços se enroscarem em volta dele. Ele ainda lembrava quando a irmã descobrira sobre a gravidez, a forma assustada e choro inconsolado, o medo que a tomava e o temor de não conseguir criar a criança que nem ao menos chegou a nascer.-Me desculpa.-sussurrou e a viu assentir.-falarei com Fury amanhã.
–Falaremos.-respirando fundo voltou a caminhar para a sala, mas não parou ali, subiu para o quarto, entrou no mesmo e batei a porta. Se jogou na cama e agarrou o travesseiro enquanto chorava, nem mesmo ouviu quando a porta se abriu e Thor entrou no quarto. Ele a observou durante alguns minutos, sabia que ela precisava de um tempo para se acalma, mas logo depois ignorou os pensamentos e sentou na cama a puxando num abraço.-Não.-a voz estava esganiçada pelo chorou, tentou se livrar dos braços dele mas não conseguiu.-Não.-voltou a falar enquanto socava o peito do mesmo, as lágrimas escorrendo como uma cachoeira.-Eu tentei .-começou a falar e a notou que agora o apertava para mais perto.-Tentei protege-la de tudo, eu juro que tentei.-de inicio ele ficou confuso, mas logo depois percebeu que ela falava sobre o bebê que havia perdido.
–Está tudo bem.-acariciou as costas dela em movimentos suaves, subindo e descendo a mão, sentindo a respiração quente dela sobre o peito dele. Ela se acalmou e afrouxou as mãos sobre o corpo dele.
–Só não consegui protege-la de mim mesma.-voltou a chorar sem controle, Thor sentia como se o coração fosse partido em milhares de pedaços, a verdade era que vê-la sofrer o fazia sofrer também, enterrou o rosto sobre o cabelo dela, fechou os olhos com força assim que sentiu as lágrimas se alojarem nos olhos.-O pior foi acordar dias depois no hospital e descobrir que a perdi, que a mantei.
–Não! Não foi você que fez isso, Andressa.
–Não?-o encarou com estranheza.-Eu não pensei, Thor, eu não conseguia pensar, deveria ter, mas não consegui... Aquilo tudo doía tanto, a traição dele, as palavras.-agarrou o lençol da cama com força e curvou a cabeça tentando parar de chorar.-Mas... Eu peguei a droga daquele carro e não pensei nas drogas das consequências, não pensei. Estava tão desesperada para sair de lá, desesperada para fugir, querendo que aquilo não passasse de um sonho ruim, um pesadelo.-segurou os ombros dele com força, cravando as unhas sem mesmo se dar conta, mas Thor não ligou, nem ai menos sentiu.-Foi tudo tão rápido, a chuva como batia no vidro do carro, as ruas passando tão rápido...-parou de falar sorrindo alto e logo depois desabando em lágrimas, engasgando com o choro e sentindo mais uma vez quando Thor a abraçou, dessa vez nem ao menos tentou se afastar, continuou apenas chorando.-A chuva parecia em câmera lenta despencando do céu me atingindo, Clint parecia tão assustado, nos meus sonhos ainda consigo ouvir os gritos dele para que chamassem uma ambulância. Talvez se eu tivesse morrido naquele dia seria mais fácil, ou se eu tivesse coragem, se não tivesse sido covarde em acabar com a minha miserável vida antes de encontrar ele.
–Como pode dizer uma coisa dessas?-furioso o deu a afastou para olhar nos olhos.-Como pode dizer uma coisas dessas?-levantou da cama irritado.-Intendo o quanto essas coisas mexem com você, quanta coisa ruim que já passou, como sofreu. Mas simplesmente não pode. As vezes eu me sinto um nada.
–Thor...
–Você diz essas coisas sem pensar, como se eu não fosse nada.
–Não diga isto.-ficou de joelhos na cama o encarando.
–Por que Andressa? Por que não dizer isso se é o que as vezes parece?-irritado, passou as mãos sobre o cabelo os colocando para trás.
–Porque você é tudo. Você é tudo pra mim agora, me desculpa por ser assim, por falar essas coisas, por te fazer sentir um nada.-com as lágrimas ainda escorrendo dos olhos viu quando ele se aproximou da beirada da cama.-Você é a minha vida.-respirou com força segurando a camisa dele sentindo as mãos grandes sobre as dela.-Me desculpe, Thor.-ela se sentia agora pior do que antes, não havia pensado que ele um dia se sentiria tão ofendido como via nos olhos dele.
–Você quer que eu saia da sua vida?-abraçando ela para mais perto, repetiu a pergunta que já havia feito, mas dessa vez não sentiu o coração bater como da vez anterior, era apenas um palpitar fraco.
–Nunca, nunca.-agarrou o rosto dele.-Me desculpa por favor, eu não fazia ideia do quanto estava te a magoando falando essas coisas, agindo dessa forma.-Eu preciso de você, Thor. Tentei negar isso a meses atrás, tentei me manter afastada, nunca pensei que fosse sentir o que estou sentindo, é muito mais forte... Droga, não posso ficar sem você.
–Gostei de ouvir isso.-com um meio sorriso nos lábios, ele a beijou, com calma, sentindo o coração dela acelerar ainda mais pelo toque dele. Thor sabia, não era preciso que ela dissesse, sabia que ela o amava, e aquilo o inundou de um sentimento desconhecido, um sentimento mais forte que fez o coração dar saltos, como se gritasse algo que ele sabia dentro de si, gritar que a amava mais, mais do que podia suportar.
Agarrou o corpo dela mais junto do dele. Em um piscar de olhos já estavam na cama arrancando as roupas um do outro. Os pensamentos vagueavam em suas mentes, de forma confusa com o desejo lhe queimando os corpos.
Como era possível amar uma pessoa daquela forma? Com aquela força e aquela intensidade? E aquela dor maldita que sentiam dentro do peito ao se olharem, ao perceberem que aquilo nunca iria acabar, que sempre pertenceriam um ao outro?
–Preciso de você.-Com a voz abafada e ofegante ela disse. Ele não respondeu, apenas terminou de tirar as ultimas peças do corpo dela, aquele corpo que o deixava louco, aquele corpo que pertencia agora a ele, que ele amava satisfazer. Lenta e cuidadosamente ele entrou nela, começou com os movimentos lentos, a ouvindo suspirar. Deixou que as mãos vagassem pelo corpo dela ao ouvir que ela reagia ao toque dele, se movendo na mesma intensidade, buscando faminta a boca dele a mordendo, assim como o queixo o pescoço e o ombros. Deixou um gemido escapar, mas continuou com os movimentos, agora mais lentos, ouvindo os gemidos mais altos, sentindo as costas arranhadas pelas unhas dela, o nome ser chamado de forma jocosa por ela. Já estava no limite, mas não se permitiu ir antes dela. Com os olhos embaçados e os pensamentos mais que confusos, sentiu quando ela finalmente se deixou ir, a feminilidade dela se contrair contra o membro dele e o ultimo gemido escapar dos lábios. Num ultimo movimento se deixou ir, se esvaziando dentro dela.
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