So Far Away

11 Não é preciso sangrar para saber se está viva.


Notas iniciais
Bom dia meninas, bem como eu disse, nesse cap tem um pouquinho mais do Thor com a nossa querida Andressa. Bem, espero que gostem. Bejusss

Já era noite, Clint e Marie já haviam ido dormi, mas a morena e Thor permaneciam na sala comendo sorvete e assistindo filme. Era um filme de comédia, Thor ria a cada minuto, ela ria também mas não do filme, e sim dele, ele parecia feliz na terra.

–Me diga, como é em Asgard?-falou o olhando e logo enfiando uma colher cheia de sorvete de chocolate na boca, fato que se arrependeu assim que sentiu os dentes doerem e a boca congelar.

–Não há muito a dizer sobre Asgard.-ele parou de olhar a televisão para olhar para ela que continuava a comer sorvete como uma crianças.

–Você gosta de Asgard?-ela revirou os olhos assim que se deu conta da pergunta sem cabimento que havia feito, e viu Thor da uma pequena gargalhada.

–Sim, gosto muito de Asgard. É onde sempre vivi, meu povo.-comeu da colher que a morena tinha em mãos, que deu um pequeno sorriso olhando a mesmo.

–Thor, não sei se tenho direito de lhe perguntar isso, mas... o que aconteceu com Jane?.-viu o loiro ficar sério e olhar para a TV, mas sabia que ele não via o que passava.-Desculpe.

–Tudo bem. Odin, pai de todos, disseste que Jane não era dama para mim, que ela não conseguiria viver em Asgard, que ela não seria feliz como seria aqui na terra.-ela viu que as palavras dele eram cheias de dor.-Não foi fácil aceitar isso, ver a verdade, ainda mais quando você não quer enxergar, mas...

–Entendo.-ela se sentiu culpada por fazer o Deus lembrar.-Bem acho que o filme acabou.-falou assim que os créditos finais começavam a subir na tela. Deixou o pote de sorvete de lado e desligou a TV deixando apenas que a luz da lua iluminasse a sala e a eles, tocou os cabelos curtos do deus.-Eu nem mesmo tive tempo para lhe agradecer pela a ajuda que tem me dado, por estar comigo nesses meses.-acariciou os fios loiros que estavam maiores, mais nada comparado ao que foi um dia. Thor não disse nada, apenas segurou na mão dela e levou até os lábios distribuindo um beijo delicado, fazendo a morena lembrar de como era a sensação dos lábios macios de Thor colados aos dela. Num impulso, sem pensar direito ela ficou de joelhos no sofá deixando o rosto dos dois colados, sentiu as mãos do loiro lhe segurando a cintura a puxando de encontro a ele a fazendo ficar sentada em suas pernas.

Passou as mãos sobre as coxas dela, deixando uma na cintura e levando outra até a nuca dela que conteve um pequeno gemido espalmando um das mãos no encosto do sofá e levando a outra até a nuca de Thor. Os cabelos que estavam presos em um coque se desprendeu lhe cobrindo um lado do rosto como uma janela brilhosa e sedosa, roçou os lábios no de Thor e colou os dois num pequeno beijo. Mas não aguentando e o beijando com vontade, aprofundando o beijo, sentindo os lábios do deus novamente, os macios lábios que ela havia desejado secretamente. E aquele mesmo frio na barriga. Ela sentia a língua de Thor lhe explorar a boca com sofreguidão, sentia as mãos dele lhe acariciar as costas, fazendo ela se arrepiar pelo contado mais íntimo. Ela levou uma das mãos até o peito do deus, acariciando e apertando o mesmo, escutou um gemido rouco e abafado do loiro e parou o beijo lentamente deixando as testas coladas, fitou o rosto dele que ainda mantinha os olhos fechados.

–Não podemos fazer isso.-murmurou e sentiu as mãos de Thor lhe soltarem o corpo com lentidão, como se não quisesse, como se lutasse contra ele mesmo.-Me desculpe.-pediu dando um beijo na testa do deus que continuou com os olhos fechados. Ela levantou de cima dele rapidamente com as pernas tremulas e andou para o quarto de hóspedes, aonde Marie dormia tranquila em um colchão.-Deus do céu.-passou os as mãos nos lábios, ainda podia sentir o coração tão acelerado quanto da ultima vez, deitou na cama e adormeceu antes que os pensamentos conseguissem pega-la e não a deixasse dormi.

Quando acordou já era dia, o sol invadia com violência o quarto, Marie já não estava mais dormindo no colchão. Sentando na cama ela se espreguiçou e prendeu o cabelo, levantou lentamente sentindo o chão frio sobre os pés quente, agarrou o próprio corpo assim que sentiu um corrente de ar a atingir, ouvia vozes animadas vinda dos outros cômodos, saiu do quarto ainda sonolenta e foi rapidamente ao banheiro, fez sua higiene matinal e voltou a sair do banheiro, foi caminhando preguiçosamente até a cozinha aonde viu Clint e Marie conversando, as vozes animadas eram deles. Marie se encontrava sentada em uma das banquetas enquanto Clint fazia algo parecido com panquecas. Sentando ao lado de Marie ela observou os dois que ficaram em silêncio.

–Bom dia para vocês também.-falou pegando a jarra de café quente e depositando numa xícara, enchendo até a metade.-Podem continuar a conversa, oras.-disse um pouco irritada tomando um longo gole de café e por quase ter queimando a língua.

–I acordou de mal humor.-Marie falou sorrindo assim como Clint.

–Não estou de mal humor, só estou com preguiça de ser simpática.-falou deixando um pequeno sorriso escapar e logo rir junto aos outros.

Depois de tomarem café juntos, Andressa se arrumou para sair.

–Aonde vai?-Clint perguntou assim que viu que a irmã ia sair.

–Vou tentar ter algo meu de volta.-disse decidida dando um pequeno sorriso.

–Posso saber o que é esse algo?-perguntou levantando do sofá. Marie saiu do quarto também arrumada e andou até Andressa que terminava de por o óculos de lentes escuras.-Você também vai?

As duas não responderam nada, apenas terminaram de sair do apartamento deixando o arqueiro sozinho.

...

–Diretor Fury.-Hill entrou na sala do homem que a olhou rapidamente, mas que logo voltou a atenção para os relatórios que havia em cima de sua mesa.

–Sim Hill, o que aconteceu?

–A Agente Barton deseja falar com o senhor.-Hill disse segurando as mãos atrás das costas. Talvez estivesse um pouco nervosa.

–Agente Barton, mas ele não está...

–Não senhor, quem deseja falar com o senhor e a irmã dele, agente Andressa.-disse com insegurança, não sabia se poderia chamar a morena assim ainda.

–Mande-a entrar.-Fury falou olhando a agente a sua frente, ela apenas assentiu e saiu em passos largos e rápidos da sala dele, segundos depois viu quando Andressa passou pela porta, ele lembrava de ve-la assim na primeira vez que a viu, os cabelos soltos, calça jeans surrada e os óculos. Quando ela se aproximou, fez um pequeno gesto com a cabeça para o moreno que apontou a cadeira para que ela sentar. Ela sentou e viu o homem fazer a mesma coisa.-O que deseja aqui?-foi direto, mas deu um pequeno sorriso. Ela riu já pensando que ele não havia mudado o jeito dele em nada.

–Meu emprego novamente.-sem rodeios, pensou ele.

–Me desculpe, mas isso não será possível.

–Por quê?-questionou olhando no único olho dele. Ele ficou calado parecendo pensar.-Você me trouxe até aqui novamente diretor, não apenas porque, Clint havia sido sequestrado, mas também porque sabe que sou uma das melhores agentes.-ele deu um sorriso assentindo.

–Nisso você tem certeza, é uma das melhores agentes que tenho aqui, mas se esqueceu de que não é a única.-agora estava sério.

–Não me esqueci diretor, como disse, sou uma dos melhores.-deu enfase nas ultimas palavras.

–Por que acha que deve voltar? seus atos irresponsáveis deixam certa duvida.

–Meus atos irresponsável deixam a prova de que eu faço de tudo para salvar os inocentes.-disse com convicção ainda encarando o homem a sua frente. Ele deu um sorriso de lado ainda encarando a morena.

Atos irresponsáveis, isso era realmente o que fazia um bom agente secreto. São aqueles que pensam rápido, mesmo correndo risco de vida, que não temem o perigo, que se arrincão por pessoas desconhecidas. E ele sabia melhor que ninguém que a morena era assim e sabia também que mesmo na Shield, muitos agentes que ali haviam não tinham nem 1% da coragem e inteligência dela. E que precisava dela na Shield.

–Seja bem vinda de volta, agente Andressa.-viu um pequeno sorriso se abrir nos lábios dela.

–Obrigado diretor.-assentiu mais uma vez com a cabeça e se levantou, saiu e passos rápidos da sala dele.

No lado de fora, Marie conversava com Thor, ela sentiu o coração acelerar. Lembrou da noite, dos beijos, das mãos de Thor, caminhou até eles em silêncio.

–E ai, conseguiu?-Marie perguntou animada, Thor olhou para ela aguardando uma responta da qual ele nem mesmo sabia o assunto.

–Sim, estou de volta, sou novamente uma agente da Shield.-falou, os olhos foram de encontro aos de Thor que assentiu e riu para ela. Marie a abraçou a apertando, quase a sufocando, ela sabia o quanto aquele emprego fazia bem para a morena.

–Está feliz?-Thor perguntou, Marie caminhou até o carro os deixando sozinhos, talvez ela percebe-se algo que deveria ser resolvido entre eles.

–Nunca me senti tão viva.-disse animada encarando os olhos azuis dele que brilhavam.

–Não é preciso sangrar para saber se está viva.-ele disse, mas ela intendeu.

–Mas eu preciso do perigo, é como uma confirmação de que eu ainda posso sentir, que eu não me tornei completamente fria.-ele sorriu pequeno, ainda podia sentir os lábios e a pele macia dela.

–Mas você sabe que está viva, sabe que pode sentir.-Ela olhou para o carro aonde Marie mexia em seu iphone de forma nervosa. Ela sabia que o deus falava sobre os acontecimentos entre eles.-Ontem...

–Eu não quero que... Eu não quero que aconteça a mesma coisa.-enfiou as mãos nos bolsos do casaco.-Eu não aguentaria perde a sua amizade, Thor. Você tem sido a melhor coisa que me aconteceu há meses. Eu não quero que isso que aconteceu estrague tudo, simplesmente não suportaria.-ele a abraçou, ela retribuiu o abraço, não queria realmente que as coisas tomassem o mesmo rumo assim como Tony, não queria terminar magoada, não novamente.

–Isso não vai acontecer novamente.-beijou o topo da cabeça dela.-Você não vai se machucar.-Ela assentiu ainda abraçada a ele, ela queria mais, mais que um abraço. Porem, talvez fosse melhor não ter aquela mais. Desfez o abraço e olhou para ele.

–Obrigado.-beijou a bochecha do deus com ternura

...

Ele olhava tudo de uma certa distância, queria intender o porque daquela aproximação toda entre o deus e a morena, aquilo o incomodava profundamente, mas tinha consciência de que não tinha mais direito algum de exigir explicações sobre a vida dela. Tudo que ele não queria era que as coisas acabassem da forma que ocorreu. Ainda com as mãos enfiadas nos bolsos da calça, abaixou a cabeça e ficou fitando os próprios pés, se perguntando se ela ainda tinha pesadelos e se ele era um deles agora.

Pensou em ter de voltar para casa, em Pepper, no choro da loira todos os dias, das brigas, as coisas não iam bem, ele precisava de uma bebida para aquecer o corpo, para aquecer a alma, mas nada disso no final bastaria, ele precisava era de Andressa, ele se sentia como em uma reabilitação sem sucesso, pois em todos esses meses a vontade de te-la ao lado dele não sumira e ele sabia que nem iria.

Notas finais
Fiquem com esse MARAVILHOSO Gif que eu AMEI E ainda estou babando http://data3.whicdn.com/images/54128106/tumblr_m4ensrY9pb1r8nrkqo1_500_large.gif