So Far Away

18 Eu também quero você


Notas iniciais
Olá meninas, bem, atualização surpresa. Bem, a partir dos próximos caps, eu vou dividi-los no meio pois eles tem estado bem grandões e sei que fica cansativo para você lerem em um dia. E assim irá aumentar o números de caps. Não irá mais ser 25 caps como eu pretendia, ainda tem bastante coisa para acontecer e eu quero deixar a fic bem explicada. Não gosto de escrever de qualquer forma, e acho que as leitoras que sempre estão aqui, comentando, recomendando e me mandando mensagens diretas perguntando sobre a fic, merecem algo bom. Então meninas é isso. Bejuss

Ela havia pensado que naquele dia em que acordara na base poderia ir embora apenas, mas se enganou. Fury a avisou de que teria mais uma missão com Roz, essa que levou uma semana para ser completamente realizada. Quando finalmente terminou de preencher o relatório naquele dia se viu mais que cansada, mas ainda era de tarde. Não iria passar a noite novamente na base, iria para casa, queria matar a saudade do apartamento, e principalmente de Bob e dos amigos.

Mas assim que passou pelo longo corredor da base avistou Natasha, teve de ir até a ruiva. Ela estava pensativa, coisa que ultimamente estava virando uma rotina cansativa.

–Ei ruiva.-a chamou parecendo animada, viu um pequeno sorriso nos lábios dela.-Não deveria pensar demais, encontra problemas aonde não há.-abraçou a mesma que manteve o sorriso nos lábios, mas os olhos estavam tristes, tristes demais para Andressa não perceber.

–Problemas aonde não há?-indagou enquanto andava com Andressa pelos corredores.-Estou apenas avaliando os problemas em evidência. Problemas que não querem de forma alguma serem resolvidos.

–Problemas que não querem ser resolvidos? Ou seria pessoas difíceis que não querem da o braço a torcer?-parou no meio do corredor olhando a ruiva que riu mais uma vez. Mas assim que viu os olhos verdes de Natasha escorrendo sentiu o coração doer mais.

–Eu não vou chorar, não aqui.-passou a mão sobre a face e olhou para Andressa.-Está tudo bem.

–Não é o que aparenta.

–Não quero lhe encher com problemas.

–Por que acha que eu não me recuperei dos meus?

–Porque não acho que você precise de problemas.

–Natasha, somos amigas, e não importa o quanto de problemas eu...

–Mas já vai passar.

–Não enquanto você se recusar a falar com os amigos, mas tudo bem, não posso lhe forçar a falar quando escondi algo de todos durante anos.-as duas riram, ainda era difícil para Andressa falar sobre aquilo, sempre seria, ela tinha convicção disso.-Só quero que fique bem, bem mesmo, olha, quero que vá no meu apartamento novo.

–Irei sim.-abraçou a morena e logo depois a viu sumir no fim do corredor.

...

Quando ainda abria a porta do apartamento pode ouvir as vozes vindas lá de dentro, eram de Carolina e Marie, pensou que provavelmente elas estariam brigando mas se deu conta de que elas estavam felizes demais para isso. Pode ouvir algo como "se cortar o cabelo dele novamente, Andressa lhe mata" e em seguida uma gargalhada tão exagerada de Marie, que fez Andressa revirar os olhos. Assim que largou as chaves com força em cima do aparador conseguiu chamar a atenção de todos na sala. Viu que além de Marie e Carolina, Thor e Bob estavam ali, o cachorro latiu para ela animado e logo depois lhe pulou nas pernas enquanto tentava lambe-la a todo custo.

–Não vai deixar elas cortarem o seu cabelo de novo né?-Andressa questionou a Thor que apenas riu.-Nem pensem garotas. Eu tenho uma arma, eu tenho permissão para usa-la.-dessa vez levou o olhar para Marie e Carolina, e viu as duas levantarem a mão em sinal de rendição.-Bom, agora eu vou tomar um banho e dormi.

–É muito bom te ver depois dessa semana também.-Carolina falou enquanto via a morena subir as escadas.-Senti saudades.

–Também senti.-ela respondeu sorrindo, era realmente bom está em casa novamente.

Quando finalmente chegou no quarto deu um pequeno suspiro, a imagem da cama era tão perfeita que ela sentiu como se pudesse chorar. Depois de passar uma semana inteira praticamente dormindo em um carro com Roz era válido chorar ao ver a cama, ela pensou enquanto se desfazia das peças de roupa e caminhava até o banheiro. Pensou em tomar um banho de banheira, mas achou melhor por não fazer, uma ducha fria seria melhor para por as ideias no lugar, mas que ideias? Pensou já embaixo do chuveiro e dando praticamente um pulo assim que sentiu a água fria lhe atingir a pele quente pelo cansaço. Talvez por a cabeça no lugar fosse por ter passado a semana inteira pensando em alguém, esse alguém que estava na sala com as amigas decidindo ou não se cortava o cabelo novamente.

–Ele não vai corta o cabelo.-disse enquanto passava o shampoo nos cabelos, minutos depois ela saia do banheiro vestida apenas com um roupão e os cabelos úmidos pelo ombro, sentou na cama e permaneceu pensando, o nome do Deus dançava pela mente dela, algo que ela não conseguia controlar, algo tão irritante que a fazia desejar que ele estivesse ali no quarto com ela, quando olhou a sua frente, Thor estava lá na entrada da porta, caminhou em passos lentos até parar de frente a morena que levantou o olhando.

–O que faz aqui?-ela perguntou o olhando, olhando os lindos olhos azuis dele, que escureceram a medida que a olhava.

–Você pensou em mim.-explicou dando de ombros colocando as mãos dentro dos bolsos da bermuda e logo dando o melhor sorriso de lado que ele tinha, a fazendo questionar se ele não iria a tocar.

–Tem sido dificil não pensar em você.-não contendo as mãos, tocou os cabelos dele, os fios loiros que brilhavam.-Dificil demais.-explicou fechando os olhos e deitando a cabeça o ombro dele. Quando voltou a levantar o rosto foi inevitável não olhar os lábios de Thor, e não deseja-los; inevitável resistir a eles, o beijou de forma lenta sentindo o sabor que durante toda aquela semana ela havia desejado sentir. Fechou os braços em torno do pescoço do Deus, assim que ele a pegou no colo, ela entrelaçou as pernas na cintura dele e continuou o beijo, embora começasse a ficar em folego, o calor invadia os corpos, como um incêndio sem controle.

Em passos incertos, Thor andou até a cama, o corpo afundou no colchão assim que Thor se deitou sobre ela, não por completo. Os lábios do Deus vagavam sobre o pescoço da morena enquanto ela tentava ao máximo conter os murmúrios. O corpo queimava, sentia como se fosse ondas dentro dela, a barriga com aquele frio irritantemente excitante, ela já sentia o corpo vibrar e pulsar. As mãos de Thor procuraram a faixa do roupão para abri-lo mas pararam assim que a mão de Andressa cobriu a dele, encarou os olhos verdes da morena ela ainda estava ofegante, mas ele conhecia aquele olhar. Enquanto se afastava dela via a respiração da mesma voltar ao normal, mas antes de dar chances de ela explicar algo saiu do quarto, assim como entrou, em completo silêncio.

Sentada na cama, não fez nada que o pudesse impedir de ir, talvez fosse melhor, mas só talvez, e algo dentro dela dizia que não. Enquanto se vestia ainda podia ver a face dele de completa decepção misturada com dor, ele sabia o que ela exatamente tinha pensado, chutou o pé da cama com força por se achar tão idiota, nem mesmo sentiu a dor causada pela pancada, apenas se deitou na cama bufando de raiva de si mesma e adormeceu.

Ainda era madrugada quando ela acordou, continuou deitada na cama se forçando a dormi, mas não conseguiu, encarou o teto lembrando da tarde, depois do banho, dos beijos de Thor, do calor e por fim a face de dor dele. Se levantou com raiva da cama e desceu, não se importou de vestir o robe, apenas desceu, andou até a cozinha e pegou uma garrafa d'água na geladeira. Bebeu longos goles até a garrafa ficar no meio, quando voltou novamente até a sala avistou a porta da sacada aberta, andou até lá para fecha-la, mas viu Thor na mesma, pensativo demais. Sentiu o coração sobressaltar assim que ele virou de frente a ela, quando a mesma abriu a boca para falar algo ele saiu da sacada, passando por ela rapidamente e entrando novamente na sala.

–Thor.-o chamou, o fazendo parar nas escadas.-Por favor.

–Pelo que?-perguntou enquanto voltava até ela que encarou o chão.-Por pensar nele? Está tudo bem.

–Não, não está, eu vejo nos seus olhos.-segurou a mão do deus assim que se deu conta de que ele iria subir.-Quero que intenda que ainda não consegui esquece-lo, não porque não quis, mas sim porque sinto como se tivéssemos algo inacabado.-explicou ainda segurando a mão dele.

–Não é o que parece as vezes, Andressa.

–Eu quero tanto quanto você Thor, acredite, mas não posso me entregar dessa forma, não quando ainda tenho coisas inacabadas, que não me deixam dormir em paz, eu só quero que intenda isso. Me desculpa.-encarou os olhos do mesmo que continuou em silêncio e se retirou da sala.-Droga.-suspirou enquanto prendia a vontade de chorar. Ela podia está estragando as coisas, mas tinha consciência de que estava pondo todas as cartas na mesa, de que não, e nem iria, esconder algo dele. Passou a mão no rosto e subiu mais uma vez para o quarto.

...

O celular tocou com aquele mesmo toque irritante de sempre, avisando de uma nova mensagem, embora odiasse o toque ela riu enquanto desbloqueava a tela do aparelho, mais uma mensagem dele, aquilo era bom, afinal. A mensagem dizia apenas.

"Boa Noite. Espero lhe ver amanhã novamente no nosso treinamento."

Ela deu mais um sorriso enquanto mordia os lábios de forma sapeca, pensou em responder a mensagem, mas já era tarde demais, mesmo ele tendo enviado aquela hora. apenas pois o celular de lado e deitou enquanto pensava no arqueiro e no que os dois estavam fazendo.

Fazia algumas semanas que eles ficavam juntos, desde que Andressa havia flagrado os mesmo, ela sempre achava estranho a morena não ter comentado nada depois, mas sabia também que a morena iria comentar, mais cedo ao mais tarde. Mas não queria pensar nisso agora, sinceramente ela só pensava nos beijos que havia trocado com Clint um pouco mais cedo dentro do carro dele no estacionamento da shield. Suspirou se deitando na cama e se enrolando no edredom, e em como queria está com Clint.

Não demorou muito para minutos depois ela se ver em frente ao espelho arrumando o cabelo, que desde a algumas semanas atrás ela achava horroroso desde que Carolina havia a apelidado. Mas não ligou, passou mais uma vez a mão sobre os fios negros e lisos e sorriu, pois Clint adorava os cabelos dela. Pegou a chave em cima do criado mudo o celular e tacou na bolsa, desceu rápido ainda com um sorriso bobo estampado nos lábios.

Dirigiu rápido, sentia a excitação aumentar a medida que o carro ia se aproximando mais do apartamento do arqueiro. As ruas estavam desertas, apenas alguns moradores de rua se encolhiam em seus cobertores velhos e sujos tentando se proteger do frio. Estacionou em frente ao prédio dele e entrou no mesmo, cumprimentou Joey e logo subiu, quando enfim chegou em frente a porta do apartamento do mesmo sorriu passando mais uma vez as mãos no cabelo, tocou a campainha e esperou alguns minutos, deduziu que ele estava dormindo, afinal, já era tarde demais, 02:00 da madrugada. Quando ele abriu a porta não pode deixar de sorrir, o mesmo estava apenas com um cueca box e esfregava os olhos, como uma criança, por causa do sono.

–Sono?-ele riu antes mesmo de olhar para ela, em seguida, a puxou com força colando os corpos Clint riu que nem um adolescente.-Pelo visto não.

–Não acha que é tarde demais para você dirigir pela cidade?-fechou a porta com o pé e logo a trancou atrapalhadamente. Tirou a blusa da mulher de forma desesperada enquanto ela apenas ria.

–Você me mandou ter um boa noite. E eu quero que você faça ela realmente boa. E dirigir pela cidade a essa hora era a única forma de...-mas Clint não quis ouvir, a empurrou para o sofá e logo tirou a calça dela.-Você está tão...

–Vou fazer a sua noite maravilhosa.-viu quando os olhos dela brilharam e logo a beijou, quando se deram conta, já estavam nus, pernas entrelaçadas enquanto se moviam de forma intensa um sobre o outro, ele ouvia o gemido rouco da mulher, parecia perdida e confusa, mas assim que ele se lançou mais uma vez dentro dela de forma lenta ouviu um ultimo suspiro quando ela chegou ao orgasmo, afundando o rosto no pescoço dela, exalando o cheiro dela intensificou a velocidade enquanto se perdia nela.

...

O céu clareava a medida que o tempo passava, um novo amanhecer nascia enquanto os dois se mantinham abraçados no sofá, Marie respirou fundo e passou a mão sobre o peito de Clint, levou um pequeno susto assim que a mão dele segurou a dela como resposta.

–Está pensativa.-ele falou com a voz rouca.

–Me conhece a tão pouco tempo, mas... Me conhece tão bem.-riu de lado dando um pequeno beijo no braço dele

–O que foi?

–Andressa.-respirou fundo pensando na amiga.- Sinto como se tivesse traindo ela, por não contar o que está acontecendo entre nós.

–Vamos contar.-afirmou puxando a mulher mais para cima de si.-Logo iremos, só não quero encher a cabeça dela.

–Também, mas... tenho medo dela não aceitar que estamos juntos Clint.

–Por que acha que ela não aceitaria?

–Sinceramente?-Viu ele assentir.-Não faço a minima ideia.

–Então não precisamos nos preocupar, não agora, quero apenas aproveitar. Sabe que, ainda não consigo entender como acabei gostando de você cabeça de vento.-Marie gargalhou assim que ele ficou sobre ela.

–Cabeça de vento? Por que acha isso? Só porquê eu quase acertei um agente com o arco e flecha enquanto olhava para você?

–Exatamente. Mas eu intendo porque se distraiu, sou muito gato mesmo.

–Você é super convencido isso sim.-beijou mais uma vez o arqueiro.

–É, talvez eu seja um pouco.-deitou novamente ao lado de Marie que pegou o celular para ver a hora. Já passava das seis da manhã e desde que ela havia chegado no apartamento dele, eles não haviam dormido nem um minuto sequer.-Sabe que eu tenho notado uma aproximação entre ela e Thor? E isso me preocupa.

–Você só notou isso agora? E por que te preocupa?

–Não, desde que voltaram, mas pensei que fosse apenas coisa da minha cabeça. Por que me preocupa? Marie.-falou como se a pergunta fosse obvia.-O que aconteceu com ela e Tony, o que ele fez com ela, acha mesmo que...

–Clint, ei.-setou no sofá o encarando.-Acha mesmo que Thor seria capaz de fazer o mesmo com ela, ou algo pior?-encarou o mesmo que respirou fundo e também se sentou no sofá.

–Eu não sei o que pensar, eu só quero que ela fique bem, e que não sofra mais. Eu vi como ela ficou depois que perdeu o bebê, e não quero nunca mais vê-la daquela forma.

–Thor também viu por tudo que ela passou, aliás, foi ele quem a ajudou a superar tudo. Quando ela chegou no Brasil Clint, ela apenas se manteve dias e noites na mesma, tinha dias que nem mesmo falava comigo, ela chegou tão mal, chorou desesperadamente nos meus braços e por meses eu tentei fazer com que a dor amenizasse um pouco, mas não consegui. Depois que Thor chegou no Brasil, foi tudo completamente diferente, eu vi que... ele é louco por ela, e vejo agora que ela também é louca por ele.

–Está querendo me dizer que os dois estão juntos?

–Não, estou querendo dizer que os dois são loucos um pelo outro e que Andressa ainda insiste em se manter presa no passado com Tony.-quando viu que Clint ia argumentar o interrompeu.-Sei, eu sei Clint que ela nunca irá esquecer, mas ela tem que se libertar.

–O que você sabe?

–O que eu acabei de dizer, que eles se gostam e de que Thor não irá magoa-la, tenho completa certeza disso. E eu sei que você acha que Thor faz bem a ela.

–Mas do que gostaria de achar.

–É completamente diferente do que você sentia com Tony?

–Completamente, com Tony eu sabia, principalmente por saber como ele sempre tratou as mulheres com quem ficava, como se não fossem nada, embora elas também não se dessem o devido valor. Sabe que depois de algum tempo eu pensei que eles realmente pudessem dar certo? Que ela havia conseguido muda-lo e quando descobrimos que ela estava grávida eu fiquei... aliviado.-encarou os olhos de Marie que pareciam encantados por ele.-Aliviado por ver que ela estava recomeçando, e que... sei lá, estava feliz, mesmo ao lado dele. Mas...-suspirou.-Posso dizer que aquele foi o pior ano novo da minha vida, vi toda a cena do acidente, ainda lembro do corpo dela sendo arremessado para fora do carro, e... a possa de sangue que se formava no chão, a chuva. Era tudo tão... Não parecia que aquilo realmente estava acontecendo, não mesmo, sabe? era ano novo e...-se calou sentindo o nó na garganta, ainda sentia aquela mesma aflição tomar conta dele, e aquela péssima sensação de que a irmã não pudesse mais acordar, que nunca mais poderia ver os lindos olhos verdes dela.

–Não pense mais nisso, já passou.

–Não para ela.-sentiu Marie o abraçar e segurou a mulher pela cintura enquanto apoiava a cabeça sobre o colo dela.

–Sim, mas aos poucos isso tudo vai passar e ela vai superar como sempre faz.-deu um beijo na cabeça do arqueiro que apenas assentiu. Os dois sabiam que deviam levantar, mas eles precisavam de mais um pouco de tempo um perto do outro.

...

–Carolina.-Andressa apareceu na cozinha aonde a ruiva e Thor tomavam café.-Bom dia.-disse ainda um pouco sem graça ao lembrar o ocorrido com o Deus na noite anterior, não conseguiu evitar os olhos dele, que pareciam arrependidos.-Viu Marie? Procurei ela no quarto e não está lá.-perguntou confusa andando até a pia e pegando uma xícara e logo a enchendo de café.

–Não, pensei que ela estivesse dormindo.-a ruiva comeu logo em seguida uma torrada e fazendo com que o silêncio tomasse conta da sala, deixando o ambiente constrangedor demais.-Bem, algo aconteceu?

–Como?-Andressa questionou largando a xícara em cima da mesa, depois de dar no máximo duas goladas.

–Você dois, sempre ficam falando a manhã inteira e agora estão calados.-comentou olhando os dois com um olhar julgador.

–Já parou para pensar que nós apenas não queremos falar?-Andressa questionou e ouviu a campainha tocar e agradeceu a Deus mentalmente, isso provavelmente interromperia as perguntas e daria para ela fugir o mais rápido possível para correr e levar Bob junto.

–Não, não parei para pensar nisso, pois não é esse o motivo. -esclareceu enquanto se levantava da mesa, Thor apenas se mantinha calado, não sabia o que falar.-Bem, deve ser Jason.-viu a cara de Andressa se transformar em uma careta feia e logo ela fazer um bico, talvez Jason não fosse de todo mal, afinal ele iria distrair a ruiva e não haveria mais perguntas, por outro lado, Jason poderia se juntar a Carolina e fazer mais perguntas. E foi por isso que assim que ela viu Carolina sair da cozinha ela chamou Bob, o cachorro levantou de baixo da mesa e abanou o rabo de forma animada.

–Vamos passear amigão?!- pois a coleira no cachorro e quando ela ia saindo da cozinha sentiu a mão de Thor lhe segurar a cintura.-Eu...-mas ela não teve chances, o Deus a beijou a imprensando contra a parede, sentiu os lábios dele, dessa vez não eram delicados, eram rudes e possessivos, a beijavam com impaciência, e aquela delicadeza estava toda de lado, nem mesmo parecia ele. Quando ele separou os lábios dos dois, viu os olhos dela confusos o encarando, ela tentou dizer algo, mas não encontrava palavras.

–Me desculpe por ontem a noite, sei que precisa do seu tempo, e eu estou disposto a esperar.-passou a mão sobre o rosto dela que ainda tinha a respiração ofegante.-Mas espero que não tenha pensado nele com esse beijo.

–Não pensei.-a verdade era que ela não conseguia pensar em nada a não ser que ele não deveria ter parado de beija-la.

–Desculpe por ontem a noite.-repetiu e quando viu que ela ia falar algo lhe deu mais um pequeno beijo nos lábios.-Precisarei ir para Asgard.

–Por quê?-deixou o tom de decepção transparecer na voz, enquanto segurava o braço do deus.

–Loki. Como disse, ele está próximo de ser liberto.-explicou enquanto brincava com uma mecha de cabelo dela que por fim havia recuperado o folego.-Se precisar de mim...

–Só pensar em você.-os dois riram, um sorriso bobo e ao mesmo tempo gostoso.

–Eu quero você, Andressa.

–Eu também quero você, Thor.-dessa vez ela quem o beijo, puxou o corpo do loiro para mais perto enquanto sentia todos os pelos do braço se arrepiarem, e aquela incrível sensação que lhe tomava o corpo, aquela excitação que só fazia crescer.-Muito.-murmurou ao ouvido dele.

–Estou esperando por você.-falou rente ao ouvido dela que estremeceu e logo assentiu, enquanto saia da cozinha olhava para o mesmo que tinha um sorriso de lado.

...

Os dias estavam mais solitários, antes nem mesmo ela se dava conta disso pois nunca havia provado como era está ao lado de alguém; de como era amar alguém de verdade.

Seria mentira dizer que nunca havia se apaixonado, mas amar nunca havia, e agora que já havia provado do doce e do amargo; das duas faces do sentimento que um dia foi tão sem sentido, e que a fez achar as pessoas tolas por acreditar.

Deu um salto do sofá assim que escutou a campainha tocar, à quanto tempo ela não ouvia aquele som mesmo? Tempo demais, concluiu dando um sorriso de lado e caminhando até a porta, aonde mais uma vez o som da campainha invadia o ambiente de forma impaciente. O coração acelerou, mas assim que ela abriu a porta.

–Clint?-perguntou confusa e decepcionada.

–Acho que você pelo menos poderia fingir que está feliz em me ver.-desencostou da parede e entrou o apartamento.-Pensou que fosse ele não é mesmo?-perguntou enquanto olhava a ruiva fechar a porta.

–Não.-mentiu olhando para Clint que cruzou os braços enquanto a encarava com um meio sorriso nos lábios.-Okay, pensei.-revirou os olhos se dando por vencida.

–Sábia.-riu mais uma vez, mas deixou o sorriso de lado, assim que viu Natasha dar um meio sorriso triste.-desculpa não ter ligado, mas queria fazer uma surpresa.

–Não precisa ligar, sabe que você... a Clint, você sabe que não precisa avisar.-sentou ao lado do mesmo no sofá lhe dando um abraço desajeitado, mesmo depois de anos de amizade, Natasha sempre se manteve a mesma, sempre muito fechada, Clint notou pelo abraço contido dela.-Não precisa ligar, sabe disso.-Encarou os olhos do mesmo sorrindo.

–Tudo bem. Trouxe vinho.-estendeu a bolsa com a garrafa para a ruiva que a pegou e logo levantou.

–O que acha de lasanha?-rindo junto a ela, ele assentiu e a seguiu até a cozinha.

...

Se deliciavam com a lasanha que Clint havia feito, bom Natasha que iria preparar, mas Clint preferiu não deixar essa tarefa nas mãos da mulher que só comia congelados.

–Está muito boa.-ela falou enquanto dava mais uma garfada na lasanha, eles já haviam comido metade da travessa, e ela se perguntava o quanto ia ter malhar no dia seguinte para perder aqueles milhões de calorias que estava ganhando, mas resolveu não pensar no momento tanto nisso, ela queria apenas se entupir o quanto pudesse com a massa.

–Estou vendo.-ele falou brincalhão enquanto olhava a ruiva comer como se não houvesse amanhã, mas resolveu dar um desconto para ela, pois sabia que a ruiva não comia direito havia alguns meses. Logo depois o silêncio tomou conta do ambiente, Clint viu Natasha largar o garfo com força sobre o prato.

–A quem eu quero enganar?-perguntou enfurecida, mas Clint tentava entender com o que e acabou se dando conta de que aquilo provavelmente era uma pergunta retórica.-Brigamos na ultima vez que nos encontramos, mas mesmo assim sinto saudades dele.-encarou o arqueiro que assentia com a cabeça.-Fale algo Clint, me de algum conselho, você já passou por relações, tem mais experiência que eu, e essa maldita dor parece que nunca vei passar.-ela se calou, penssando que havia dito demais, mas percebeu que agora não tinha mais volta.

–Bem, você sabe melhor que ninguém que minha antigas relações não deram certo, mas quanto a dor, nunca passa, ela só vai diminuindo ao longo dos anos até ser uma coisa que você convive tranquilamente.

–Mas aposta nessa?

–Nessa?

–Relação de agora.

–Natasha, não estou com ninguém agora.

–Por favor né, Clint, acha mesmo que eu não sei que você está ficando com a brasileira?-ela riu assim que viu a cara de espanto do amigo.-Deveriam ter mais cuidado ao ficarem se agarrando na base.

–Natas... Naty.-ele tentava reformular alguma pergunta, mas não conseguia, será que alguma outra pessoa teria visto?

–O que Andressa acha disso?

–Não acha nada.-disso seco.-E acho também que não vai ligar muito para isso quando souber.

–Acha mesmo que, Andressa não vai ligar para o fato do irmão dela está transando com a melhor amiga dela sem conta-la? À você tem toda certeza Clint, ela não vai ligar nem um pouco.-o tom de sarcasmo na voz da ruiva era tão irritante aos ouvidos de Clint que a única coisa que ele fez foi bufá com impaciência.-Quando pretendem contar a ela?

–Não sabemos ainda, não queremos encher a cabeça dela com coisas sem necessidade.

–Tudo bem, mas acho que não deveriam demorar a fazer, sabe que Andressa é mais inteligente do que imaginamos.

–Tudo bem.-ele levantou e levou os pratos vazios até a pia.

–Não precisa lava-los, acho que eu devo fazer isso já que quem fez a lasanha foi você.-eles riram, Clint sentou-se novamente em frente a bancada e esperou a mesma lavar a louça enquanto jogavam conversa fora, depois que a ruiva havia terminado, Clint decidiu ir embora, afinal, ele precisava ir para a base, se despediu com um abraço apertado na ruiva pois sabia que ela não se sentia confortável e logo foi embora deixando a mesma sorrindo.

Ela caminhou pelo apartamento sem destino, ainda ria de Clint, sabia que ele a abraçava daquela forma apenas para a irritar, mas desta vez ela até mesmo havia gostado e estava se sentindo mais leve, não iria para a base pois esse era um dia de folga, sentou-se no sofá e assim que fechou os olhos para descansar, ouviu a campahia tocar novamente, levantou sorrindo, sabia que era Clint, provavelmente achando que havia esquecido algo no apartamento dela, varreu o olhar pelo comodo e não encontrou nada.

–Clint seu babaca...-mas assim que abriu a porta e deu de cara com a figura loira, sentiu o coração bater como nunca antes, Steve estava diante dela, com aqueles malditos óculos de estilo aviador que apenas o deixava mais sexy, a encarando, mesmo com os óculos sabia que os olhos azuis dele a encaravam.-O que quer Steve? Não quero mais brigas.

–Clint? Ele estava aqui? Com você? No seu apartamento?-ela sentiu a raiva no tom da voz do capitão.-Também não quero mais brigas, mas ele estava aqui, e você... o jeito que abriu a porta, parecia tão feliz.

–Acha que não deveria está feliz? Acha que eu sempre deveria ficar me lamentando pelas atitudes idiotas que temos tomado? E o que acha que eu e Clint estávamos fazendo?-encarou o mesmo com os olhos verdes mais que acusadores fazendo com que Steve sentisse como lhe acertassem um soco bem no meio do estomago.-Clint e eu somos amigos, apenas amigos, embora anos atras tenhamos ficado uma vez juntos.-Steve sabia disso, assim como quase toda a base, mas sabia também que havia sido apenas sexo, nada de compromissos, e que o fato já havia ocorrido a anos atrás.

–Me de...

–Desculpar você? Por sempre vim aqui e me ofender? Me atacar desta forma? Não Steve, eu estou cansada, você vive querendo me mudar, querendo que eu largue a droga do meu emprego na Shield. O que você quer? Você quer uma menininha, uma dama que fica em casa durante todos os dias cuidando da penca de filhos os alimentando enquanto recebe ingratidão de tudo e de todos? Quer que eu seja aquela que receba as visitas em casa, e faça uma maravilhoso almoço para todos se esbaldarem e dizer que estava bom apenas? Eu não sou essa mulher Steve, não sou, nem nasci para ser uma dona de casa, me desculpa te decepcionar.-encarou o mesmo que a olhava de forma vidrada.-Eu nunca tentei lhe mudar, mesmo com essa droga de jeito inadequado, essa devoção doentia com o pais. Eu te amei da forma que você sempre foi.

–Amou?-perguntou dando um passo de frente a ela com desespero.

–Ainda amo, e eu não quer...-mas ela se calou, Steve não a deixou terminar de falar, invadiu o apartamento fechou a porta com um baque surdo e a tomou nos braços, a beijou apaixonadamente matando a saudade, não se importou com o lugar e nem mesmo de parecer educado, ou um bom homem, satisfez Natasha da forma que ele sabia que ela gostava, no chão da sala enrolados um no outro não ligando para o mundo lá fora.