So Far Away
1 Difícil de esquecer.
Notas iniciais
Espero que gostem, bejusss.
2 Meses Depois- Brasil- 19:00 (Rio de Janeiro)
O lugar era bonito, ensolarado, quente, ela olhava a tudo desde que tinha voltado, sempre com a mesma rotina, sempre com os mesmos pensamentos.
Achou que seria diferente, que iria esquecer facilmente tudo o que lhe aconteceu, mas ainda doía, doía demais, ela não dormia durante as noites, não se alimentava direito só chorava a noite e de dia ficava distante de tudo, como acontecia nos últimos meses em que esteve em NY.
Naquele dia, não iria ver o por do sol como fazia de costume, entrou na casa abraçando o corpo, Bob correu em sua direção pulando nas coxas e lhe mordendo a bermuda, ela riu e acariciou a cabeça do labrador que lhe lambeu a mão e logo correu sumindo na casa. Casa que parecia estranha depois dos anos que ela havia passado em NY.
Marie havia feitos muitas mudanças no lugar, talvez esse fosse um dos motivos para ela não reconhecer mas tal, e se sentir confortável como um dia se sentiu. Mas isso não importava, talvez não fosse esse realmente o fato, a verdade era que ela já havia se acostumado tanto com NY, com Tony, em dormi ao lado dele, e até mesmo com as brigas, que na maioria das vezes acabavam na cama, se entregando um ao outro, mas aquilo não era mais possível.
Os jornais não falavam de outra coisa a não ser sobre o herdeiro Stark, o filho de Tony Stark e Pepper Ponts, de como eles estavam felizes com a chegado do bebê e que nada poderia trazer mais felicidade aos pais e casal do ano.
Ela sabia que aquilo era apenas imprensa, sabia que Tony não estava bem, assim como Pepper, mas ela não ligava, não ligava mesmo, talvez eles até merecessem tudo o que lhes estavam acontecendo.
Clint, não havia procurado por ela, assim como pediu, e ela se sentia tranquila por isso. Sabia que o irmão não dormia as noites por conta dela, por conta da preocupação que o atingia.
Enquanto caminhava pela casa, viu o piano de cauda preto dela, lembrou de Tony e da mansão em Malibu, da briga que tiveram e da noite de amor, provavelmente fora naquela época em que ela engravidara. Sentou em frente ao piano e deixou os dedos vagarem sobre as teclas, o som era sem vida, sem emoção e oco, mas ela não parou, era viciante, era como ela se sentia, sem emoção, oca e sem vida.
Ela viu quando Marie entrou na sala da enorme casa. A verdade era que a casa era de Andressa, ela sempre adorou o Brasil, desde a primeira vez que pisou no paìs, adorava o clima de festa e até mesmo o calor do país, achava que combinava perfeitamente com a cidade maravilhosa que tanto escutara um dia falar, e que sabia que era. Mas parecia que nem mesmo a cidade maravilhosa era capaz de faze-la se sentir bem, assim como um dia fez.
–Você está bem?-Marie perguntou sentando ao lado de Andressa que deu um sorriso fraco olhando para a amiga. Marie era muito bonita, tinha os olhos azuis, os cabelos negros iam até o pescoço em um corte chanel, bem excêntrico, corte que realçava mais ainda a beleza de Marie, o corpo da mulher era esguio e firme, os lábios eram pequenos e estavam pintados de vermelho.
–Parece que fez bastantes mudanças aqui, enquanto eu estava fora.-Andressa respondeu levantando e dando uma pequena olhada pela sala, ela riu, gostava do que via, mas apenas confortavelmente falando.
–Não gostou? Mas a verdade é que pensei que não voltaria mais, sabe que ia atrás de você? Mas no fim das contas decidi por não ir, então fiz mudanças, mas se quiser, podemos mudar, só que os móveis antigos eu dei para um abrigo.-ela disse e viu Andressa sorrir cruzando os braços.
–Não precisamos mudar, gosto de como está, só não me sinto muito confortável, talvez seja pelos móveis escuros, mas eu gosto desse dark todo. Vou para o quarto.
–A não Andressa, desde que você voltou você só fica no quarto, não sai, não faz nada para se diverti e... Deixa para lá.-Marie levantou andando até Andressa que continuava com os braços cruzados.
–Oque você ia falar?
–Nada.
–Diga.
–Droga, eu ia dizer que... Você tem que viver mais um pouco, não tem que ficar se lamentando pelo o que não aconteceu. Ou melhor, pelo o que aconteceu.
–Eu perdi meu filho, e você não quer que eu me lamente?-as duas se calaram, Marie abaixou o rosto olhando para o chão, ela simplesmente odiava vê Andressa assim, mas ela sabia que não podia dizer nada que fizesse aquela mágoa se dissipar de dentro da amiga.
Ela ainda lembrava quando a morena chegou novamente no Brasil. Ela estava na casa sem fazer nada, coisa que começava a virar rotina. Apenas escultava musica e dançava, hábito que aprendera com Andressa. Quando escultou a campainha tocar, andou lentamente até a porta, com a esperança de que quem estivesse batendo, fosse embora, não gostava de visitas, tampouco de pessoas enchendo o saco. Marie era de temperamento instável, e Andressa dizia que ela era bipolar. Quando chegou a porta e a abriu levou um susto, viu a imagem da morena, ela estava diferente, parecia abatida, estava toda vestida de preto como de costume, usava um enorme casaco com o capuz e os olhos traziam olheira profundas, ela torceu os lábios assim que avistou o labrador nas mãos de Andressa e logo depois riu para a mesma que largou Bob no chão e a abraçou, Marie ainda podia escutar o choro de dor de Andressa, ainda podia escutar os relatos de como os anos que havia passado fora foram, e a que mas lhe marcou, a perda do bebê.
–Desculpe.-Disse à contra gosto, ela odiava pedir desculpas, mas, Andressa era a única pessoa quem confiava então não pensou duas vezes para fazer.-Eu não quis dizer isso.
–Quis sim.-Andressa passou a mão sobre a testa e logo voltou a olhar a amiga a sua frente com um pequeno sorriso.-Mas, eu acho mesmo que já está na hora de esquecer, mas ainda é tudo tão recente e doloroso. Mas, o que você gostaria de fazer hoje? Eu topo tudo.
–Bem, o que acha de nós... Um, que tal filme e sorvete?-segurou nas mãos de Andressa que riu concordando.
–Acho que filme e sorvete cura todas as decepções, só me deixe tomar um banho e logo desço.
...
No banheiro ela se olhava no espelho, a água caia do chuveiro no piso, abafando o choro desesperado, os comprimidos já estavam contados, ela os pegou de cima da pia de mármore preto, pensou no que estava prestes a fazer, mas assim que ia tomar os comprimidos escutou a batida na porta.
–Sim Marie.-disse tentando deixar a voz o mais normal que conseguia.
–Abra a porta, tem alguém aqui que quer lhe ver.
–Quem é?
–Sei não, é um loiro, bem bonito por sinal, acho que você vai me chamar de louca, mas ele parece muito com aquele Deus que salvou NY, com seu irmão e os outros vingadores.
–Oquê?-ela voltou a guarda os comprimidos e fechou o chuveiro rapidamente, quando abriu a porta deu um largo sorriso.-Thor?
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