So Cold [HIATUS]
5 Capítulo 4
Notas iniciais
James sorri, e levanta o braço esquerdo, tornando visível um buquê de rosas vermelhas em sua mão.
– Eu estava passando por aqui e, bem, resolvi fazer uma visita. — diz, sorrindo galante.
A minha expressão de surpresa devia estar totalmente visível.
– Oh, ahm, — murmuro, pegando o buquê. — que gentileza a sua, James.
Sorrio sem graça para ele, que sorri mais ainda.
– Que nada, Clary, você merece muito mais. — diz, tocando minha mão.
Suspiro, olhando para nossas mãos, e sorrio amarelo para ele.
– Ahm... James, eu acho que estamos indo rápido demais. — sou direta.
Ele pisca algumas vezes, e torna a sorrir.
– Oh, desculpe. — diz, tirando a mão da minha. — Eu estou mesmo indo rápido demais.
Ele solta uma risadinha sem graça, e leva a mão a nuca.
– Mas, quem sabe se sairmos mais vezes, talvez... — murmuro, totalmente sem graça.
Ele olha para mim, e sorri de canto, totalmente envergonhado.
– Ah, sim, claro. — diz.
Sorrio e me levanto.
– Bem, tenho que arranjar um vaso para colocar as flores. — digo, sorrindo.
Ele sorri, e me segue pelo corredor.
– É, eu achei mesmo que fosse gostar. — escuto sua voz atrás de mim.
Sorrio.
– Eu amei, James, são lindas. — digo.
Passamos pela sala de Jace, e aproveito para dar uma olhada, já que sua porta estava aberta. Ele estava sentado em sua poltrona, falando ao celular, e quando passei, ele me seguiu com os olhos, estreitando os olhos ao ver James.
– É aqui. — digo, ao chegarmos em frente ao depósito.
James para ao meu lado, e abro a porta.
– Srtª.Fray. — escuto, e viro para o lado.
Jace Wayland estava parado em frente a sua porta, encarando a mim e a James.
– Oh, sim, Sr.Wayland? — pergunto, sorrindo.
Ele olha de James, para as flores em minhas mãos.
– Que eu saiba não está no seu horário de intervalo. — diz, me olhando.
Fico rubra.
– Ahm, é... — balbucio. — Eu só vim pegar um vaso para colocar as flores...
Ele mantêm o olhar firme.
– Certo, — diz. — depois venha até a minha sala.
Engulo em seco.
– Claro. — murmuro.
Ele volta a entrar em sua sala, e James olha para mim, com um sorriso culpado.
– Espero não ter lhe metido em alguma encrenca, Clary. — diz.
– Não, imagina. — digo, sorrindo calmamente.
Depois de achar um vaso no depósito, coloco as flores dentro do mesmo, coloco-as em cima de minha mesa.
– Bem, até mais. — diz, James, se aproximando de mim.
– Até, James. — digo, sorrindo.
Ele se aproxima mais de mim, e achei que fosse me dar um beijo na bochecha, mas para minha total surpresa, ele me deu um beijo rápido nos lábios.
– Até. — diz, se virando, e indo em direção ao elevador.
Toco meus lábios, e sorrio inconscientemente. Escuto alguém praguejar, e olho para o lado, vendo Jace me observando.
– Precisamos conversar. — diz.
Engulo em seco, assentindo. Entramos em sua sala, e ele se senta em sua poltrona, e eu me sento em um sofá em L, que ficava um pouco mais ao canto da sala.
– Sim, Sr.Wayland. — digo.
Ele fica me observando por um tempo, com a mão no queixo, e o dedo indicador acariciava os lábios.
– Tem uma regra básica que eu quero que saiba. — diz.
– E qual seria? — pergunto, arqueando a sobrancelha.
– Nada de convidados e/ou namorados no horário habitual de trabalho. — diz.
Respiro fundo, e pisco algumas vezes, mantendo o olhar firme no seu.
– Me desculpe, eu não sabia desta regra, — digo, e ele assente. — e mesmo que soubesse, James apareceu de surpresa, não planejamos nada.
Ele arqueia a sobrancelha.
– Entendo. — murmura. — Só queria que ficasse claro.
– Sei. — murmuro. — Era só isso?
Ele assente, e me levanto, abrindo a porta, e o olho por cima do ombro.
– E a propósito, ele não é meu namorado. — digo, e fecho a porta atrás de mim.
~X~
Depois de um dia cansativo de trabalho, eu estava largada em cima do meu sofá, olhando o News. Um cara havia matado cinco pessoas dentro de um circo na noite passada, entre uma delas estava o palhaço principal.
Não querendo ser chata mas, bem feito pro palhaço. Odeio palhaços, tenho medo de palhaços. Bem feito por ter morrido.
– É, menos um palhaço no mundo. — comento.
Escuto a campainha, e me levanto, indo até a porta, e abrindo-a. Havia um homem com um terno preto, e sapatos sociais também pretos, seus cabelos castanho-acobreados caiam como cascatas em seus ombros, e seus olhos azuis me observavam com curiosidade.
Eu conheço esse homem.
– Clary, quanto tempo! — exclama o mesmo, e ao ouvir sua voz, gelo.
Sebastian Verlac estava parado na porta do meu apartamento, sorrindo como se fossemos velhos amigos.
'-'-'-'-'-'-'-'-'-'-'-'
– Sebastian. — murmuro surpresa e assustada, depois de alguns segundos de trauma.
– Você está mais linda do que eu me lembrava. — diz sorrindo e me olhando dos pés a cabeça, demorando um pouco em meus seios.
Coro violentamente, e sinto um arrepio passar por meu corpo.
– Obrigada. — resmungo. — E parece que você deixou os cabelos crescerem...
Ele sorri malicioso.
– Eu me lembro que uma ruiva havia me dito que gostava de homens com cabelo comprido. — murmura. — E então, não vai me convidar para entrar?
– Não. — respondo.
Empurro a porta para fecha-la, mas Sebastian coloca o pé, atrapalhando.
– Qual é, Clary? Esqueceu os bons modos? — pergunta, sorrindo canalhamente.
– Esqueci, agora retire o pé. — mando, tentando manter a calma.
Ele bufa, e me empurra, passando pela porta, e trancando-a.
– Mas... — resmungo, assustada.
– Vai ter que fazer muito mais do que isso se quiser me mandar embora. — diz, sorrindo maldosamente.
Engulo em seco.
– Sebastian, sai.da.minha.casa.agora. — mando, entredentes.
Ele arqueia a sobrancelha, franzindo o cenho.
– Na realidade isso é um apartamento. — diz, sorrindo.
– SAI DAQUI! — grito.
Ele levanta as mãos no ar, rindo.
– Wow, calminha ruiva, ninguém aqui quer se machucar. — diz, divertido.
Suspiro, e abro a porta do apartamento.
– Eu vou contar até três e você sai daqui, se não eu vou gritar. — digo, raivosa.
Ele franze o cenho, mas continua parado no mesmo lugar. Abro a boca para começar a gritar, mas em passos ágeis, Sebastian já está na minha frente, tapando a minha boca.
– Você não vai gritar, eu sei. — diz, semicerrando os olhos, ameaçadoramente.
Engulo em seco.
– Duvida? — minha voz sai abafada por causa de sua mão.
Ele me observa por alguns segundos, e tira a mão da minha boca, olhando para o lado, ao mesmo tempo em que suspirava, e balançava a cabeça negativamente.
– Clary, Clary, Clary... você não sabe com quem está se metendo. — diz, voltando a me olhar, com os olhos semicerrados.
Engulo em seco, minhas mãos estavam tremendo. Ele segura meu rosto, e lhe dou um tapa na mão. Ele arqueia a sobrancelha rindo, e assente.
– Amanhã cedo eu passarei aqui, iremos dar uma volta no parque. — diz, indo em direção a porta.
– Oh, que pena, eu adoraria ir, — começo, ironicamente. — mas eu tenho trabalho.
Ele se vira, me encarando, e arqueia a sobrancelha novamente.
– Sério? — diz, e assinto. — Hum, ótimo, quando você...
– Eu trabalho até a noite. — corto-o.
Ele sorri.
– Ótimo, eu te pego depois do trabalho. — diz, sorrindo malicioso.
– Você não sabe aonde eu trabalho. — digo, convicta.
Ele sorri, e olha para a escrivaninha perto da porta, e vai até ela, pegando um papel, e levantando-o para eu ver.
EMPRESA WAYLAND — NEGÓCIOS
Engulo em seco.
– Mas, quem disse que... — tento arranjar uma desculpa.
– Te pego as 22h, Clary, esteja lá. — diz, malicioso e ameaçadoramente.
Engulo em seco, e o vejo sair do apartamento, e fechar a porta com um sorriso de vitória.
Meu corpo inteiro estava tremendo, e minhas mãos estavam suadas.
Eu não tenho medo de homens em geral, eu tenho medo de Sebastian.

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