Notas iniciais
Heeeey, minhas lindas! WASSUP?!
Muuuuuuuito obrigada pelos 8 comentários no prólogo! Sério, eu não imaginava que só com aquele prólogo teria tantos comentários *U*
Entonces, como está lá nas notas da história, eu posto todos os sábados! Por isso, eu estou aqui *U* uhuuuuu o/ o/ o/
Anyway, espero que gostem deste capítulo =D

~Enjoy It~

»♥«

Depois de oito anos, eu estou novamente me levantando cedo para mais uma entrevista de emprego. É claro que o medo não se esvaiu completamente de mim, eu ainda tenho medo que algo aconteça comigo quando eu colocar os pés na rua, mas, não posso mais viver assim.

Eu havia gastado todo o meu dinheiro que havia arrecadado com o trabalho de modelo, e o dinheiro que meu pai havia depositado na minha conta bancária anos atrás. Se eu não procurasse um emprego logo, entraria em falência, e se brincar, ficaria até na rua, passando fome.

Já estava na hora de deixar esse medo de lado e viver a minha vida. E foi com esses pensamentos que eu me levantei esta manhã, tomei um banho quente, prendi os cabelos em um coque bem feito, e coloquei um conjunto de terninho feminino nas cores preta e cinza, junto com minhas sapatilhas de boneca, também na cor preta. Eu precisaria estar apresentável hoje, afinal, parte da impressão que eles têm de você em uma entrevista de emprego, é o modo como você se veste, afinal, ninguém iria querer ter um funcionário vestido de forma inadequada no ambiente de trabalho. E bem, salto alto está fora de questão, afinal, faz oito anos que eu nem sequer toco em um salto alto, perdi totalmente o equilíbrio.

Depois de tomar café, e comer o último pacote de bolachas que se encontrava em meu armário, sai do apartamento com uma maleta de couro na cor preta, e fechei a porta. Olho para o lado e vejo James, meu vizinho, me olhando impressionado.

– Clary. — diz, abobado.

Meu corpo fica rígido, e respiro fundo. O medo estampado em meus olhos.

– James. — cumprimento educadamente.

Eu ainda possuo medo de homens, em geral. Afinal, todos que eu conheci nesta cidade me fizeram mal. Menos, James. Pelo menos não até agora.

– Nossa, quanto tempo. — diz, chegando perto, e mesmo sem intenção, dou um passo para trás, mas, ele não parece notar. — Faz o quê? Uns, seis anos que você não sai direito do apartamento.

– Oito anos. — corrijo.

Ele solta uma exclamação de surpresa.

– Muito tempo. — diz.

– Muito. — repito.

Ele estava com uma xícara de café em uma das mãos, e na outra estava um jornal. Ele ainda estava de pijama.

– Ah, que idiotice a minha, — diz, levantando a xícara de café. — me acompanha em um café?

Engulo em seco.

– Ahm... eu não posso, — começo. — tenho uma entrevista de emprego agora.

– Ah, sim, entendo. — murmura, desconcertado.

Eu até diria o famoso ''talvez outro dia'', mas, não me sinto pronta para voltar a passar tempo demais ao lado de alguém.

– Bem, até logo. — digo, tirando a chave da maçaneta.

– Ah, ta... até mais tarde. — murmura, sorrindo.

Sorrio vacilante, e aperto o botão do elevador, que logo chega, as portas abrindo. Dou uma rápida olhada para o lado, e vejo que James ainda está me observando. Suspiro, e entro rápido e silenciosamente no elevador.

Me olho no espelho, notando que minhas bochechas estão rubras, e meus olhos estão opacos, o brilho que eles obtinham se foi faz tempo. Noto também que minhas mãos estão suadas. Arrumo minha saia lápis, e coloco um fio de cabelo solto atrás da orelha.

Você precisa se acalmar, Clary. Você precisa desse emprego para sobreviver.

Logo o elevador chega no térreo, e saio dele, olhando ao redor. Estava tudo do mesmo jeito que era antes, nada mudou.

Caminho para fora do apartamento, e pego o ônibus em direção á empresa Wayland.

ღ

Desço do ônibus rapidamente, e olho o relógio. 6:55. Tenho cinco minutos. Corro até o grande prédio, e quando chego perto o suficiente das portas de vidro, elas se abrem, revelando um salão grande, as paredes revestidas de espelhos, o piso de porcelanato branco, e um grande lustre no teto. Havia uma sala de espera em um dos lados, onde havia vários sofás de couro preto, e uma grande TV de plasma. Do outro lado do salão, havia uma recepção, onde as atendentes vestidas em terninhos femininos na cor preta e branca, estavam sentadas atrás das mesas, mexendo em computadores da Apple, e conversando com os clientes. Me apresso a ir até elas, e me debruço no balcão, recebendo um olhar assustado da garota loira á minha frente. Parece ter uns 28 anos.

– Bom dia, senhora. — diz, desviando o olhar do computador e olhando para mim novamente.

– Ahm, eu tenho uma entrevista de emprego agora, ás 7:00. — digo.

Ela volta a olhar para o computador, e escreve algo.

– Clary Fray? — pergunta.

– Sim. — respondo.

Ela abre uma gaveta, pegando um crachá escrito visitante, e me entrega.

– Aqui, ponha o crachá, e vá até o sexto andar. O elevador se encontra no fim do corredor. — diz. — Boa sorte, Srtª.Fray.

Olho em seu crachá, que está escrito ''Susan Henry'', e volto a olhar para ela, e vejo que a mesma está sorrindo confiante.

– Obrigada, Susan. — digo, e pego o crachá, pendurando-o em meu terno, e caminho até o final do corredor, onde está o elevador.

Aperto o botão, e as portas se abrem. Suspiro, e entro no elevador, seguida por outras pessoas.

Dentro do elevador tocava uma música, daquelas que tocam no supermercado. Eu podia sentir o nervosismo pairando no ar. Todas aquelas pessoas ali, com crachás de visitantes, estavam aqui para a entrevista de emprego.

De repente o elevador para, e as portas se abrem. Fui a primeira a sair, afinal, já estava atrasada. Vou até um balcão onde se encontra outra garota, com pelo menos 28 anos, e paro em frente á ela.

– Srtª.Fray? — pergunta.

Assinto.

– Você só precisa ir até o final deste corredor, é a última sala á esquerda. — ela diz, apontando para o corredor. — Não precisa bater na porta, basta entrar.

Assinto novamente.

– Obrigada. — digo sorrindo.

Ela assente, retribuindo o sorriso, e volta a teclar. Seguro firme minha maleta, e atravesso o corredor, indo até a último porta. Respiro fundo, e seguro a maçaneta. Minhas mãos estavam tremendo. Giro a maçaneta e entro na sala, fechando a porta em seguida. Me viro, e vejo um homem de cabelos loiros que iam até um pouco acima de seus ombros, os olhos cinza-azulados me observavam, ele é lindo, e mesmo não querendo, me sinto corar.

Tomo coragem, e caminho até uma poltrona em frente a mesa dele, e me sento.

– Bom dia. — murmuro, sorrindo fraco.

Pego minha maleta, colocando a mesma em meu colo.

– Dia. — diz.

Volto a olhar para ele, que ainda me observava. Depois de alguns segundos ou minutos, ele finalmente se encosta na sua poltrona, e pega um papel de cima de sua mesa.

– Muito bem, — diz, olhando o papel. — Senhorita Fray.

Sua voz era aveludada, e fez com que arrepios involuntários passeassem por meu corpo, me deixando mais nervosa do que já estava antes.

– Por que você quer este emprego? — pergunta, me olhando atentamente.

Sou pega de surpresa. Eu não esperava esta pergunta.

– Bem, — praguejo. — Eu sempre tive interesse nesse tipo de cargo, e já havia trabalhado nele por um tempo, — digo, para não dizer ''por um dia''. — mas, bem, como você pode concluir, não deu muito certo. E por isso, eu estou dando á mim mesma mais uma chance de conseguir um emprego que realmente me faça bem, e que me interesse.

Ele estava atento as minhas palavras, me observando com cautela.

– Entendo. — diz, simplesmente.

Respiro fundo, apertando a alça da maleta, com força. E quando olho novamente para ele, vejo que estava olhando para as minhas mãos.

– Não precisa ficar nervosa, senhorita Fray, uma entrevista de emprego não é um bicho de sete cabeças, afinal, você já lidou com isso, não? — pergunta, me olhando com um sorriso de canto.

Se ser entrevistada por um velho que quer te molestar é normal para você...

– Você decidiu seguir está carreira há quanto tempo? — pergunta.

Ah, esta pergunta eu consigo responder.

– Desde quando eu tinha 12 anos já pensava neste cargo. Bem, é claro que meu pai não respeitava isso, queria que eu fosse médica que nem ele, — digo, sorrindo ao me lembrar de meus pais. — dizia que eu seria uma grande cirurgiã, mas, eu nunca consegui me ver segurando um bisturi e cortando as pessoas. — digo, rindo nervosamente, e vejo um sorriso se formar no canto dos lábios dele. — Eu sempre me imaginei sentada atrás de uma mesa, atendendo os clientes, atendendo o telefone, agendando eventos, e consultas. Eu sempre quis fazer parte deste tipo de pessoas, neste tipo de agência. — termino.

Ele estava me observando atentamente, com o dedo indicador acariciando o queixo. Seus olhos azuis-acinzentados olhando diretamente para os meus olhos castanho-esverdeados.

– Pois bem, senhorita Fray, obrigada por vir. — diz, se levantando de sua poltrona.

Fico desconcertada. A entrevista já acabara? Mas, ele só me fez duas perguntas. Me levanto também, e vejo que ele estava segurando a porta, que estava aberta. Vou até ele, e paro em frente a porta, olhando para ele.

– Tenha um bom dia, senhorita Fray. — diz, pegando minha mão e beijando-a.

Solto um suspiro, e olho de minha mão, para ele.

– Obrigada, Sr.Wayland. — digo, e logo em seguida saio da sala.

Caminho pelo corredor, e vou direto ao elevador, entrando no mesmo.

Como assim a entrevista já acabara? Ele só me fez duas perguntas! Da primeira vez que fiz uma entrevista de emprego aquele velho arrogante me fez umas vinte perguntas...

As portas do elevador se abrem, e caminho até a porta de entrada.

– Até mais, Senhorita Fray, tenha uma boa tarde. — diz, Susan, quando passo por ela.

– Até mais, Susan. — digo, sorrindo.

Vou até a porta de entrada e saio do prédio. Eu estava desconcertada. Totalmente nervosa, e confusa.

Será que ele me achou tão entediante que não quis seguir com a entrevista? Ou achou que eu não servia para o cargo?

Droga, era só o que me faltava mesmo.

Notas finais
E então, galera? A Clary conseguiu o emprego ou não?
ASHUSAHASUHAS' bem, espero que tenham gostado!
I need reviews!

Kisses ♥