So Cold

18 Depois do pesadelo //


Notas iniciais
Bem pessoal, este não é o ultimo capitulo , por isso não abandonem já o "barco" ♥ (:

Anteriormente em So cold:

Lobisomens e Caçadores chegaram segundos depois.
Lutando furtivamente com ela, enquanto Stiles, Melissa e Deaton tentavam reanimar a garota inconsciente.
Jennifer foi derrotada por Deucalion, e perdoado por Scott e Derek. Mas o problema é que Alexia continua inconsciente.
Scott correu até o corpo da rapariga, assim como o Sr. e Srª. Argent e Allison, ajoelhando-se.

–Não, ela não pode estar morta! — exclamou Scott, encostando a cabeça ao peito de Alexia.

A familia Argent chorava pela perda, assim como os outros presentes. Scott agarrou as mãos frias de Alexia e permitiu lágrimas escorrerem pela face e soltou um suspiro de alivio assim que ouviu os batimentos cardíacos da garota.

–O coração dela está a bater. — disse Isaac sorrindo.

Todos se aproximaram e Alexia acordou , tossindo , ainda com os olhos fechados.
Mas quando ela e Scott olharam todos, tinham algo de novo em comum. Não era apenas o amor um pelo outro, era também a cor dos olhos. Vermelho vivo.

Atualmente em So cold:

~4 dias depois~

Pov. Alexia

Voltei à consciência, mas ainda não abri os olhos. Sinto coisas espetadas nos meus braços, incomodando-me.
Ouvi passos no solo e abri os olhos rapido , fechando-os repentinamente devido à luz forte que incidia no lugar.

–Menina Argent? — chamou alguém perto de mim.

Eu voltei a abri-los, desta vez, devagar. Encontrava-se um homem que vestia uma bata branca ao meu lado, que me olhava atentamente.

–Eu sou o Dr.John. — apresentou-se. — Como te chamas? Consegues dizer-me?
–O meu nome... — sussurrei e fiquei a refletir — é Alexia?
–Sim, muito bem! Então e consegues dizer-me nomes que te lembres? — perguntou ele. — Como da tua familia?
–Richard e ... Mara. — disse , mas voltei a refletir durante um tempo — Victoria, Cristopher e Allison?

Ele escreveu algo no caderno que trazia e depois voltou a olhar-me, com uma pequena lanterna na mão.

–Vou apontar-lhe esta lanterna para os olhos e vai seguir a luz está bem? — explicou e eu assenti concordando-

Então ele fez o que explicou e eu fiz a minha parte. Ele sorriu e voltou a escrever no caderno.

–Estou aqui à muito tempo? — perguntei confusa.
–4 dias, Alexia. — respondeu o Dr.John — Eu já volto. Vou mandar uma enfermeira te trazer comer.

Eu assenti e ele saiu do quarto. Eu estou muito confusa e isso é algo que me incomoda. Eu lembro-me das coisas, e sei muito bem o que aconteceu. Só parece que a minha memória não quer trazer essas lembranças ao de cima.
Eu sei é que não será por muito tempo.
Alguns minutos depois, entrou pela porta uma enfermeira que transportava um tabuleiro.

–Olá querida. — saudou ela e eu sorri — Chamo-me Anne.
–Olá, sou a Alexia. — apresentei-me e ela sorriu, pousando o tabuleiro sob as minhas pernas, que se encontravam tapadas pelo lençol branco.
–Tens dores? — perguntou ela, enquanto eu levava uma colher de sopa à boca.

Levei a mão involuntáriamente à testa, onde senti um curativo.

–Aqui. Algumas. — respondi.
–Tudo bem, já te trago uns remédios para isso. — avisou e despediu-se com um sorriso , saindo do quarto onde eu estava.

E fiquei sozinha. É algo me diz, que já me senti assim antes...

Pov. Allison

Depois de a termos trazido para um hospital, ela tem dormido por 4 dias. E não acho normal, mas os médicos tranquilizam-nos. E Melissa, mãe do Scott, tem dado um jeito de ver a ficha clinica dela e tem dito que está tudo ok. Eu só, estou preocupada com a minha irmã.

–Sr. Victoria e Sr. Christopher. — chamou o médico e então nós levantamo-nos.
–Sim. — disse meu pai.

Stiles colocou-se ao meu lado, assim como Isaac. Derek ficou sentado, foi o unico, porque Lydia estava ao lado da minha mãe.

–Tenho noticias. — avisou , sorrindo. Mas ele sorria sempre.
–Diga então Dr. — pediu Victoria.

Melissa que nos tinha visto, correu até nós. E colocou-se ao lado de Stiles, esperando também a noticia.

–A Alexia acordou. — informou o Dr. John e todos suspiramos de alivio.
–Oh meu deus! — exclamou a minha mãe que foi abraçada pelo meu pai. Eu e Isaac também nos abraçamos.
–Está estável. Mas parece recusar-se a lembrar de algumas coisas. — informou ele e nós olhamos-o.
–Como assim ? — perguntou Melissa, mais dentro do assunto.
–Eu fiz-lhe perguntas como o nome e pessoas da familia. — explicou ele — Ela refleiu normalmente no nome, mas na familia demorou um pouco mais tempo e psicologicamente ela parece-me... preturbada.
–Como um trauma?! — perguntei preocupada. Mas abendo o porquê.
–Não é bem um trauma. É mais uma rejeição às memorias daquela noite talvez. Ela parece recusar-se a lembrar de algo que tenha a ver com aquela noite. — esclareceu o homem.
–E podemos vê-la Dr. ? — perguntou a minha mãe.
–Talvez daqui a uns minutos. Eu depois chamo-os. — avisou ele e retiro-se da sala de espera.

Eu voltei a sentar-me , desta vez, com menos um peso nos ombros. Melissa voltou para o guichê e pegou no telefone, provavelmente para ligar ao Scott, que voltou para casa às 3h da manhã de hoje, ao que parece, para descansar.
Stiles e Lydia foram comer algo e Isaac está a servir de apoio para a minha cabeça. E Derek levantou-se saindo do Hospital , é... eu sabia porque ele estava aqui. Ele queria ter a certeza de que se ia sentir culpado se por acaso a Alexia não abrisse os olhos.
Todos estavamos muito mais calmos. Pelo menos até amanhã.

Pov. Alexia

A enfermeira voltou como prometido, mas acompanhada do médico de à pouco. Ela sorriu e voltou a sair, depois de me dar dois comprimidos.

–O quanto te lembra do que se passou? — perguntou o Dr. John calmo, ao meu lado. Com o livro pronto para escrever algo.

Eu parei o olhar num ponto qualquer da parede branca.

Flashback on:

–Quando .... me... matas? — perguntei com a voz fraca.
–Quando estiveres tão fraca, que não consigas falar. Mas não passas da madrugada, querida. — respondeu com a voz sombria.

O lugar estava escuro, que ter os olhos fechados não fazia diferente, via-se o mesmo. Nada.
Mesmo assim eu mantinha-os abertos, porque é uma forma de eu ter a certeza que continuo viva.

–Está na hora da conversa, Alexia. — sussurrou ela, próxima ao meu ouvido, empurrando a minha cara contra o chão.

Eu gemi de dor, ao sentir o sangue escorrer pela minha testa.

–Tens saudades deles? — perguntou ela — Responde, Alexia!!
–De... quem? — perguntei confusa.
–Dos teus pais, os mortos, claro. Da Erica, do Boyd. Foram tantos. — respondeu Jennifer.
–S-sim. — respondi entre os gemidos de dor.

Todos os dias era um tema diferente , ou dois. Mas doíam todos de igual forma, tal como ela queria, para me deixar mais fraca.

–Tu és uma humana, e quando os humanos querem muito uma coisa eles mentem. — cantarolou ela, perto de mim.
–Não... estou a... mentir! — disse , entrando no jogo psicológico dela.
–Claro que estas. Eles morreram por tua culpa! — gritou ela.
–Não... — sussurrei, sentido ela deixando-me mais fraca.

(...)

Doía tanto, que eu mal conseguia respirar. Ficar sem forças doí, ou ela faz doer. E eu já não tenho mais forças .
Ouvi os passos dela em minha direção e ela colocou o pé em cima das minhas costas, empurrando, eu gemi de dor.
As lagrimas, por tudo, escorriam pela minha face, misturando-se com o sangue da minha testa.

–Podes chorar querida, não é um erro, é uma necessidade. Tu precisas colocar para fora toda a dor que já te causaram. — gozou ela e começou a rir.

Depois saiu do lugar, eu soube pelo som dos sapatos contra o solo.
Não sei quanto tempo passou, podem ter passado anos, eu não notei diferença. Não sei mais quando estou acordada ou dormindo, nem o que é pior.
Sei que depois ela voltou.

–Já é quase madrugada, Alexia. — avisou ela e pela primeira vez em semanas ela ligou a luz.

Os meus olhos fecharam-se , com esforço, devido à claridade que eu não via à dias.
Quando os meus olhos poderam-se abrir minimamente, visualizei a silhueta de Jennifer diante de mim. Ela ajoelhou-se, ao meu lado.

–Vamos, então, ter a nossa ultima conversa. — sussurrou ela , fazendo carinho no meu cabelo, enquanto as lagrimas se acumulavam.

(...)

–Vamos falar do Scott. — contou ela e Alexia torceu por dentro para que Jennifer muda-se de tema.

Ela continuou com o carinho no cabelo da mais nova, depois aproximou-se e beijou-lhe a testa, em forma de gozo. Faz parte do jogo.

–Amas-o ? — perguntou "Sr. Blake" e Alexia fechou os olhos com força — Como foste capaz de fazer isto à tua própria irmã, Alexia?! Responde!!!
–A.... — tentou responder Alexia.

Jennifer sabia que ela ainda estava com medo, e quando a gente tem medo geralmente acaba dizendo a verdade.

–Não consegues falar? Ainda continua a doer? — perguntou ela em tom de gozo e depois acrescentou — O sofrimento significa que tentaste, querida.

Alexia tentou impedir que Jennifer entrasse na sua mente, mas era impossivel. Já estava entre a viva e a morte.

–A maior arma que alguém pode usar contra nós, é nossa própria mente. Aproveitando-se de dúvidas e incertezas que ali se escondem. Somos verdadeiros com nós mesmos? És verdadeira contigo mesma, Alexia? — perguntou Jennifer.

(...)

Alexia suspirou entre as lágrimas uma ultima vez, e depois tudo o que viu foi o escuro. E desta vez ela tinha a certeza que não voltaria a abrir os olhos. Desta vez ela tinha a certeza que estava dormindo... para sempre.

Flashback off:

–De nada. — menti depois de alguns... minutos?
–Alexia, algo me diz que te está a recusar a lembrar. Por favor, tens de confiar. — pediu ele simpatico.
–De tudo Dr. Eu lembro-me de cada infimo e mais pequenino promenor. — disse sentido os meus olhos encherem-se de água.
–E como te sentes sobre isso? — perguntou ele atento à minha reacção.
–Sinto que ... eu não sei Dr. — respondi e ele assentiu, então escreveu durante um tempo.
–Ora bem... disse ele acabando de escrever e então depois acredcentou — Estão pessoas ali fora que te querem ver, posso manda-las entrar?
–Quem são? — perguntei curiosa.
–Os teus pais , a tua irmã e os teus amigos. — respondeu ele e eu assenti , sorrindo.

Ele saiu do quarto branco e eu fiquei sozinha, novamente. Lembrei-me de todos. De todas as pessoas por quem me sacrifiquei e não podia ter feito algo mais correto. Sorri, involuntariamente.
O Dr. abriu a porta, minutos depois, e colocou a cabeça.

–Vou deixa-los entrar, Alexia. — e eu assenti concordando.

Então a porta foi aberta por Allison que sorria largamente, e depois entrou a minha mãe e o meu pai. Alli já me abraçava com força, enquanto eu sentia as lágrimas dela no meu pescoço. Eu deixei varias lagrimas rolarem, também, apertando-a com força, mas com dificuldade devido aos tubos nos meus braços.

–Senti muito a tua falta. — disse ela, olhando-me nos olhos. Eu sorri.

Ela afastou-se e foi a vez dos meus pais me abraçarem fortemente, enquanto a minha mãe chorava compulsivamente.
Ela agarrou-me na cara com ambas as mãos.

–Filha, desculpa.- pediu ela e eu olhei para o meu pai.
–Pelo quê? — perguntei confusa.
–Por te termos metido nisto tudo, Lexi. — respondeu ele.
–Quando nos preocupamos com as pessoas, magoar-nos vem no pacote. — disse brincalhona e eles riram, os três, abando a cabeça.
–Bem-vinda de volta a Beacon Hills mana! — exclamou Alli e eu sorri largamente.

Voltamos a abraçarmo-nos todos. Então, depois, o Dr.John entrou sorridente.

–Bem, se tiveres em condições podes ir hoje para casa, mas continuas em repouso. — informou ele.
–Eu estou bem. — respondi e ele sorriu.
–Então vou pedir ao Sr. e Sr.ª Argent junto com a Menina Argent para sairem. Vou fazer alguns "exames" à Alexia para ela poder ir.
–Com lincença, então. — pediu Victoria e sairam os três.

Ele voltou a fazer-me aquilo da lanterna e outros mais exames. Ele sorri sempre, inacreditavel.

–A mim pareces-me bem. — avisou o Dr. e eu sorri aliviada.
–Então posso ir para casa ? — perguntei esperançosa.
–Claro! — exclamou — Vou pedir a uma enfermeira que te traga as tuas roupas.

Eu assenti, novamente e ele saiu da sala. Agora, não me senti tão sozinha...
A porta voltou a abrir-se algusn minutos depois , era uma enfermeira, mas não uma qualquer.

–Alexia! — exclamou a mulher que, depois de pousar a mala na cama, me abraçou fortemente.
–Ei, os braços, cuidado! — avisei brincalhona.
–Ah, desculpa. — pediu ela e então quando se afastou pude ver a sua cara muito melhor.
–Melissa! — exclamei, depois de a reconhecer.
–Sim. Eu quero te agradecer tanto, por teres salvo a minha vida. — disse ela e comoveu-se.
–Só quero que faça uma coisa por mim... que seja feliz. — disse eu e ela sorriu contente.
–Obrigada! — agradeceu novamente e eu sorri, depois ela foi até à mala e retirou alguma roupa — Bem! Aqui está a tua roupa.

Ela entregou-me para a mão e eu sorri agradecida.
Levantei-me e coloquei-a em cima da mesinha que ali estava. Comecei a despir-me.

–O Scott vai ficar muito feliz em saber que estás bem. — disse ela distraidamente, enaunto ajeitava a "minha" cama.

Eu olhei para ela, que estava de costas. Scott. Sim, o meu melhor amigo. Ou mais... Abanei a cabeça retirando esse pensamento da minha cabeça e voltei ao que estava a fazer.

–Eu tentei ligar-lhe, mas ele deve estar a dormir e não ouviu. Mal tem descansado. — explicou ela.

Sorri, involuntáriamente, com a explicação. Isso pode significar que ele esteve aqui. Mas... Para Alexia!

–Estou pronta. — avisei, quando acabei de me vestir.
–Estás muito bem. — elogiou e eu sorri agradecida.
–Vou só ao banheiro. — avisei e fui fazer a minha higiene.

Voltei rapidamente e Melissa colocou a minha mala no seu ombro, e ofereceu-me o seu braço, então eu entrelacei o meu.
Saimos daquele quarto sufocante e percorremos um longo corredor, com algumas pessoas.
Ela abriu uma porta grande.

–Aqui é a sala de espera. — disse ela, assim como em todos os sitios onde passamos, como uma visita guiada.

Então, passamos por algumas pessoas até chegar-mos ao nosso destino. A minha familia estava sentada, para os quais sorri. E do lado esquerdo deles, estavam eles... os meus amigos. Stiles, Lydia e Isaac.
Stiles agarrou-se a mim, enquanto sussurrava coisas fofas ao meu ouvido, e eu sorria. Ele afastou-se e foi Lydia que me abraçou com igual força.

–Obrigada por tudo, lexi. Eu realmente te amo! — exclamou ela e eu sorri emocionada.
–Eu também Lyh. — retribui e ela afastou-se com os olhos, lindos, vermelhos.

Isaac aproximou-se e sorriu largamente. Eu sorri também, então ele abraçou-me confortavelmente.

–Nem tens a noção da quantidade de coisas que perdes-te. — disse ele brincalhão e eu ri .
–Conto contigo para me ... atualizares. — disse eu e ele afastou-se assentido, enquanto sorria.

Eu sabia que faltava alguém. Alguém muito importante.
Ignorei esse sentimento.

–Alguém me diz que horas são? — perguntei sorrindo.

Allison olhou para o relogio de pulso e disse:

–São, agora, 15h! — eu sorri agradecida.
–Bem, vamos para casa querida. — avisou o meu pai.
–É, acho que estamos todos muito cansados. — concordou a minha mãe e olhou agradecida para todos.

Saimos juntos do hospital. Eu vi o sol e o céu e senti-me viva, livre. Há dias sem ver nada disto e agora... sorri largamente para o Sol.

–Alexia, vamos! — exclamou Allison.

Eu caminhei até o carro e entrei, assim como eles. O caminho até casa foi confortável.
O Pai estacionou na garagem e subimos em direção à cozinha.

–Agora vais para o teu quarto. — mandou a minha mãe.
–Mas...
–Vamos, mana! Sem hipotesse! — avisou Allison e eu seguia.
–Queres que fique contigo? — perguntou ela.
–Não, vou só deitar-me. — respondi.

Ela beijou-me a testa e saiu do quarto. Deitei-me na cama e fechei os olhos.
Estava em casa. Sentia-me bem por isso.

Pov. Stiles

Saber que ela está bem é optimo! Eu ficava sentado naquelas cadeiras, duras, junto com Lydia, Isaac e Scott. Se bem, que nenhum de nós ficava lá tanto tempo como o Scott. E era extramamente horrivél saber que ela poderia não abrir os olhos. Derek ía lá regularmente, talvez preocupado.
A verdade é que, pelo menos por agora, estamos todos seguros. Ela está mais que morta.

–O Scott vai ficar realmente... feliz. — disse Melissa.
–Concordo. — disse eu, enquanto estacionava à porta da casa dos McCall.

Descemos os dois e caminhamos até à porta de casa. Ela abriu-a. Entramos e ela caminhou até à cozinha, enquanto eu subi até ao quarto de Scott.
Bati à porta.

–Scott, sou eu! — exclamei.

Ele não respondeu então abri na mesma e entrei. Scott estava deitado na cama, a dormir.
Rolei os olhos e abri a janela, deixando entrar a claridade. Ele resmungou.

–Sei que deitas-te tarde, e não tens descansado, Scott. Mas ACORDA! — disse e gritei a ultima frase.
–STILES! — gritou ele de volta e sentou-se na cama.
–Eu sei, eu sei. — disse eu ironico.

Sentei-me na cadeira da secretaria de frente para ele.

–Espero que tenha haver com a Alexia o facto de me teres acordado, Stiles! — ameaçou ele e eu sorri.
–E tem. — respondi.

Ele ficou sério e olhou-me. Eu fiquei sério como ele.

–Ela acordou. — informei e ele tapou a cara com as mãos, suspirando — E já está em casa.

Ficamos assim durante alguns minutos. Ele olhou-me , depois, e eu sorri por saber o quanto ele estava aliviado.

–E só me avisas-te agora? — perguntou ele e eu rolei os olhos. Tinha de ser!
–Precisavas de descansar. — respondei e ele arregalou os olhos indignado.
–E depois? Eu ando à dias à espera de apenas um mexer de um dedo da Lexi! — exclamou irritado.

Eu baixei a cabeça, entendendo. Scott levantou-se e começou a vestir-se, depois foi para o banheiro.
Fiquei ali a pensar o que será daqueles dois, quando tiverem de conversar a sério e expor os sentimentos.
Scott voltou para o quarto e pegou no telemovel, assim como... em mim. Arrastou-me até ao andar de baixo. Foi rapidamente beijar o rosto da mãe e saimos de casa.

–Onde vamos? — perguntei , enquanto entravamos no carro.
–A casa dos Argent. — respondeu ele obvio e eu sorri.

Chegamos rapidamente. Scott bateu à porta.
Esperamos algum tempo, até a porta ser aberta por o Sr. Argent.

–Scott. Stiles. — saudou ele e nós sorrimos.
–Eu quero ver a Alexia.- informou Scott , eu mantive-me calado.
–Claro, entrem! — disse ele e nós entramos.

Victoria encontrava-se sentada no sofá lendo o livro qualquer e parou.

–Meninos, que surpresa!- exclamou.
–Boa-tarde Sr.ª Argent. — saudou Scott, eu apenas acenei.
–Subam a Alexia está no quarto. — avisou ele e Scott foi em direção à escadas.

Eles começaram a olhar-me confusos e eu sentei-me na poltrona.

–Não vou subir. Acho, que vim só fazer de motorista.- respondi à pergunta muda.

Victoria voltou a ler e Christopher foi para o seu escritório.

Pov. Alexia

Estou com os olhos fechados à horas, mas ainda não dormi.
Os meus pensamentos voam constantemente para aquela noite e toda vez eu desvio-os.
Ouvi batidas na minha porta e abri os olhos lentamente, vendo o teto.

–Entre! — exclamei .

A porta abriu-se , mas eu continuei a fixar o teto do meu quarto.

–Alexia! — exclamou uma voz que me fez sentar, repentinamente, na cama.

Scott. Ele estava à minha frente e era real.
Sorri, involuntáriamente.
Levantei-me e ele caminhou até mim.

–Não posso acreditar que estás bem. — disse ele analisando-me atentamente, fazendo-me corar um pouco.
–Nem eu, acredita. — concordei e vi ele sorrir largamente. Como eu senti falta do sorriso dele.
–Lamento...imenso. Mesmo muito. Por não ter chegado mais depressa. — disse ele e vi um reflexo de culpa.
–Oh não, Scott! Por favor! Não tem problema, está tudo bem. — tranquilizei-o eu.
–Só quero que saibas… Não sou capaz de encontrar palavras para expressar o tamanho do meu alívio ao ver-te aqui, inteira. Nunca fui tão grato por nada. — disse ele.

Sorri emocionada. Ele aproximou-se e eu fiquei nervosa, o que é estranho. Abraçou-me forte e eu retribui.
Depois, afastamo-nos, mas continuavamos terrivelmente proximos um do outro. Olhei-o nos olhos e vi um reflexo de vermelho vivo.

–Viras-te mesmo um Alfa Genuíno, Scott? — perguntei confusa e ele afastou-se , parecendo saido de um transe.
–Sim... — sussurrou ele, virando-se de costas. Eu aproximei-me e coloquei uma mão no ombro dele.
–Parabéns , eu acho. — sussurrei, também.
–Não sabes toda a história. — disse ele e eu afastei-me.
–Conta-me. — pedi. Ele voltou-se para mim.
–A cor dos teus olhos mudou, Lexi. — contou Scott.
–Huum? — eu estou realmente confusa.
–Tu és guardiã do meu bando. — disse ele e baixou a cabeça.
–Como?! — exclamei indignada afastando-me.
–Lamento muito, mesmo. — pediu ele aproximando-me.
–Não tens culpa. — sussurrei — Eu só...
–Fui eu que te dei força para sobreviveres quando estavas sem batimentos cardíacos e acho que foi isso que completou a nossa conexão. — explicou ele e eu olhei-o.
–Obrigada. — disse , realmente agradecida.
–Estás a agradecer-me e eu estraguei-te a vida!! — gritou Scott indignado, andando de um lado para o outro.
–Não, Scott. Tu salvas-te-me a vida. — corrigi — Eu faria o mesmo pelo meu melhor amigo.

Ele olhou-me confuso e depois ... triste?

–Tenho de ir.- disse ele e eu olhei-o confusa.
–Estás ...estranho... Scott. — acusei e ele caminhou até à porta — Scott!
–Estou mesmo muito feliz por estares bem, Lexi. — disse Scott e saiu do quarto, deixando-me confusa.

Encostei-me à parede fria e respirei fundo. Tentando encaixar tudo e situar-me no tempo. Sou a guardiã do bando do Scott. Mas e o que isso implica?
Ouvi batidas na porta e caminhei até ela. Abri, a pensar que era Scott, mas era Stiles.

–Entra! — exclamei.

Ele entrou e sentou-se na minha cama.

–Que estás aqui a fazer? — perguntei.
–Também senti a tua falta, fofinha. — disse ele ironico — Vim dar boleia ao Scott.
–Mas ele já saiu. — avisei confusa.
–O teu pai queria falar com ele. — contou Sty.

Sentei-me ao lado dele.

–Deve ser por eu ser a guardiã do seu bando. — disse eu.
–Tu sabes?! — exclamou Stiles e eu assenti.
–O Scott contou-me. — respondi.
–Huuum ...

Ele deitou-se na minha cama e eu fiz o mesmo.

–Então e não falaram sobre o vosso... relacionamento? — pergutou distraidamente.
–Não percebi. — respondi e ele olhou-me.
–Sobre tu e ele. — disse ele fazendo gestos, mas eu estou realmente confusa — O que existe entre vocês, Alexia!!
–EU e o SCOTT? — perguntei levantando-me.
–SIM.- gritou ele, como se fosse obvio.
–Ah... eu falei em "melhor amigo" e ele saiu do quarto. Acho que ele e eu já não somos tão proximos. — disse eu triste e Stiles olhou-me indignado.
–O quê?! — perguntou ele e levantou-se — Estás a gozar comigo?!

Pov. Stiles

Eu amo-a, do fundo do coração e ela é um excelente de pessoa, mas é lerda para caramba!

–O quê?! — perguntei e levantei-me — Estás a gozar comigo?!
–Sty eu não estou a perceber nada! — exclamou ela e aproximou-se.
–Oh meu deus! — exclamei e respirei fundo umas quantas vezes.
–Que foi? — perguntou preocupada.
–Sabes, eu e a Lydia estamos a namorar. — contei a novidade, aproveitando, na esperança de depois puder explicar-lhe isto melhor.
–A sério? — perguntou feliz e começou a pular — O Isaac bem disse que eu tinha perdido demasiada coisa!!

Ela correu até mim e abraçou-me feliz, eu retribui.

–Ela e eu gostamos um do outro... muito. — disse eu,insinuando , quando nos afastamos — Temos uma... relaçao!
–Sim, eu sei... — disse ela , semi-cerrando os olhos e eu rolei os meus.
–Ouve, fofinha... — disse sério e coloquei as minhas mãos nos ombros dela — O que sentes pelo Scott?
–Pelo Scott? — perguntou e eu assenti — Ele é meu...
–Sim... ?- insinuei e ela refletiu.
–Antes daquela noite... — disse Lexi, com dificuldade — Eu sentia algo estranho aqui — e apontou para o peito — Toda a vez que ouvia a Allison falar do Scott.
–E então? Era o quê? Esse sentimento. — perguntei olhando-a nos olhos.
–Eu não sei, Sty. — respondeu ela e beijei-lhe a testa — Não sei o que estou a sentir pelo Scott. Essa é a verdade.
–E então ele? — perguntei curioso.
–Ele o quê? — perguntou a Alexia.
–O que achas que ele sente? — perguntei novamente.
–Acho que este tempo que houve nos afastou. Acho que já não sou a melhor amiga dele. — disse ela, triste. Eu simplesmente sou muito fofoqueiro e não aguentei.
–Ele tá apaixonado por ti e tu nem vês isso, fofinha. — sussurrei.

Sai so quarto e parei antes de descer as escadas. O que eu fiz? E lembrei-me... o Scott está provavelmente a ouvir tudo!
Desci as escadas a pensar de quantas maneiras irei eu ser torturado.
Não se deve brincar com lobisomens, muito menos ... Alfas!

Notas finais
Gostaram ? Já tinha saudades desta fic , meu deus ♥ E claro... vossas ;) Bem, façam-me feliz... e comentem, okay? Se não vou ficar triste :( Então beijinhos e até ao próximo capitulo ♥