Notas iniciais
Espero que gostem. ~Lena

– Uma rena? — Anna perguntou, abismada.

– Sim. — Rapunzel respondeu. — Ele é bem inteligente, mas tem problemas com o espaço pessoal alheio. O cavalo da Merida odeia ficar muito tempo perto dele. Não podemos culpar o pobrezinho.

– Meu irmão que o diga. Lembra na festa de natal do ano passado? — Flynn perguntou para Rapunzel.

– Ah sim. Sven comeu o sweater que o pai do Hiccup mandou para ele. Ele ficou realmente chateado. — A loira esclareceu para Anna e Elsa.

– Eu não sabia que a escola tinha um estábulo. — Anna comentou. — E se Hiccup é o seu irmão, porque ele e o Sven dividem o quarto?

– Bem, os quartos e as duplas são sorteados. — Flynn esclareceu. — Na verdade, eles vão pendurar a lista daqui a pouco.

– Como assim? — Elsa se pronunciou após um longo tempo de silêncio.

– É. Eles vão colocar a lista com os números dos quartos e as duplas. Mas não se preocupem, tenho certeza que vocês vão ficar com alguém legal.

– Vocês moram na escola? — Anna perguntou, cada vez mais confusa.

Nenhuma das duas fora informada sobre isso. Não esperavam estudar em um colégio interno.

– Claro que sim. Por isso chamam de colégio interno... — Flynn respondeu, rolando os olhos.

– Ah, pobrezinhas. A presença é obrigatória. Não podem estudar aqui sem morar aqui. Vocês não sabiam? — Rapunzel perguntou, notando a aparência preocupada das duas.

– Não. — Elsa respondeu. — Não sabíamos. Não podemos vir para cá, Anna. Nossos animais... E Olaf! Oh, não podemos deixá-lo sozinho!

– Quem é Olaf? — Rapunzel perguntou.

– Nosso... Tio. — Anna respondeu.

Elsa apreciou a habilidade da irmã de esconder o fato de Olaf ser o mordomo. Pessoas normais não costumam ter mordomos. Mas elas nunca foram normais.

– Ele deveria cuidar de nós. Estamos morando com ele. Talvez eles abram uma exceção, Ann...

– Lamento querida, sem exceções. — Uma voz suave disse.

A voz pertencia a uma mulher pequena é muito magra, com cabelos extremamente curtos e coloridos. Seu nariz era mais fino que o de Elsa e seu vestido era repleto de penas coloridas.

– Eu sou a Srt. Tooth, conselheira da escola. Já entrei em contato com seus pais e seus animais estão sendo transportados para cá. Olaf está trazendo suas coisas e ele se candidatou para o cargo de professor de botânica. Curiosamente, nosso antigo professor se demitiu ontem, então acredito que dará tudo certo.

– Certo, mas precisaremos nos separar? Não podemos ficar no mesmo quarto?

A Srt. Tooth olhou com compaixão para as duas. Elsa se perguntou se ela tinha irmãs, se entendia pelo que estavam passando. Mas aquilo seria impossível. A situação era bem mais complicada. Sem Anna por perto, Elsa não sabia se conseguiria controlar seus poderes.

– Sinto muito, mas a divisão dos quartos é uma parte importante de sua formação acadêmica. O objetivo é integrá-los com outros alunos. A lista sairá em quinze minutos. Encontrem seus quartos e organizem suas coisas. Vocês terão a tarde livre para conhecer seus colegas de quarto e as dependências do colégio. Seis horas, pontualmente, haverá uma reunião no auditório. A presença é obrigatória. Tenham uma boa tarde.

A conselheira se retirou, indo informar os outros alunos.

– Eu preciso ir buscar minhas malas. — Rapunzel disse. — Você pode me ajudar Flynn?

O rapaz não hesitou, apenas seguiu a loira, acenando para Anna e Elsa.

As irmãs ficaram sozinhas, se encarando no refeitório já quase vazio.

– Não vai ser tão ruim. — Anna disse, após um longo momento de silêncio. — Vamos nos ver nas trocas de aulas e durante as refeições.

– Eu sei. — Elsa disse. — Mas não vai ser a mesma coisa. Sem você, como vou conseguir me controlar? Mamãe e papai foram bem claros: só poderemos voltar para Arandelle depois que nos formarmos na faculdade. Serão anos até lá.

– Nós vamos dar um jeito, ok? Juntas.

– Juntas. — Elsa concordou.

– Hey, vocês duas! — Merida estava na porta do refeitório. — A lista acabou de ser pendurada! Vamos logo!

As irmãs pegaram suas mochilas e seguiram a ruiva, vendo seus cachos sacudirem com a velocidade. Ela era extremamente ágil.

– Chegamos! — Ela parou abruptamente diante de uma multidão de jovens. — Ah cara, isso vai demorar.

Os alunos empurravam uns aos outros, ansiosos para ver com quem dividiriam o quarto durante o resto do ano. Alguns pareciam desapontados e outros contentes. Mas a ansiedade parecia predominar em todo o ambiente.

– Yeah! — Alguém gritou, extremamente animado.

Elsa viu dois garotos, mais altos do que a maioria, batendo as mãos.

As cabeças de Kristoff e Flynn.

Os rapazes pareciam animados, caminhando contra a multidão na direção das garotas.

– Nós estamos no mesmo quarto! — Flynn gritou. — Abaixo do de vocês!

Ele coçou o cavanhaque e Elsa se perguntou quantos anos exatamente ele tinha. Ela não sabia nada sobre nenhum deles. Apenas que Hiccup desenhava, Kristoff tinha uma rena e Rapunzel era exageradamente animada. Nada além disso. Como poderia confiar em alguém para dividir o quarto com Anna?

– Com quem está falando? — Merida perguntou. — Ainda não conseguimos ler a lista.

– Com a Anna! — Rapunzel apareceu por trás dos garotos, radiante. — Nós duas estamos juntas! Vamos ser companheiras de quarto!

A loura se jogou em Anna, que parecia tão chocada quanto Elsa. Até aquele momento as duas ainda guardavam secretamente a pequena esperança de que ficariam juntas.

Mas agora sabiam que Anna ficaria com Rapunzel.

Elsa se sentia aliviada. Ao menos era alguém que ela já conhecia. E Rapunzel não parecia amedrontadora. Na verdade, ela parecia bastante inofensiva. Anna poderia lidar com ela.

– E vocês duas pegaram o mesmo quarto. — Hiccup disse, andando calmamente em direção às garotas. — Acima do meu e do Jack.

– Eu e Elsa? — Merida perguntou. — Bem, pelo menos não vai ser alguém ruim. — Ela disse, virando-se para Elsa. — Vamos fazer isso dar certo.

A ruiva parecia segura disso, extremamente determinada. Mas Elsa apenas conseguia pensar na reação dela, quando começasse a nevar dentro do quarto, durante a noite. Anna era a única capaz de afastar os pesadelos.

– Tenho certeza que sim. — Ela respondeu, sem acreditar nas próprias palavras.

Notas finais
O que estão achando? Devo continuar? ~Lena