Snow Towns

2 Capitulo 1


Notas iniciais
~> Sugestão de Música: Wish You Were Here - Pink Floyd ~> Estou preparando um vídeo sobre a fanfic que postarei em breve, só que o programa está travando muito então vai demorar um pouco.

O vento frio soprava frio em meu rosto. Eu mantinha meus olhos em um ponto fixo no horizonte, enquanto meus pés não paravam quietos. Tem sido assim nos últimos dias, desde que ela sumiu. Nada mais tem sido o mesmo. As aulas, os encontros da galera, os passeios à tarde pela pracinha, as aventuras. Tudo mudou. Bem, você deve estar se perguntando quem é ela? Ela é a Elsa, e não ela não é minha namorada! Ela é minha melhor amiga. A melhor amiga mais estranha do mundo. Vez ou outra ela foge ou passa um bom tempo trancada dentro de casa, mas dessa vez parece que ela fugiu de verdade. Não deixou cartas, pistas ou qualquer coisa que nos levasse á saber, onde ela estava. Simplesmente sumiu nesse mundo gigante.

Á ultima vez que eu a vi foi na semana passada. Ela estava com os cabelos trançados e bagunçados como sempre e vestia um moletom azul igual ao meu, eu gostava quando ela se vestia assim. Ela estava meio distraída e ao mesmo tempo agitada. Ela apareceu na janela do meu quarto um pouco antes da meia noite. Seus olhos azuis possuíam um brilho estranho e havia algo perturbador em sua voz. Mesmo assim ela sorria e me fazia sorri. Nós falamos sobre a faculdade no próximo ano, e sobre a viagem pra África no final do ano com os nossos amigos. Ela parecia entusiasmada com tudo isso, por isso nem imaginei que naquela mesma noite ela desapareceria sem deixar rastros. Bem, ela havia me entregado seu caderno com seus poemas, canções e desenhos, ela disse que eu poderia corrigir alguns desenhos que não estivessem bons. Eu falei que não era bom com desenhos, mas ela insistiu e eu acabei cedendo e ficando com o caderno. Mal sabia que entregar o caderno foi à forma que ela encontrou de se manter presente em minha vida, não só na minha, mas como na dos nossos outros amigos.

Eu abri meus olhos, mas não quis me levantar, fiquei deitado ali e vi que horas eram. Ainda tinha mais uns minutos até a hora da escola. Fiquei pensando onde ela estaria agora. Será que em um hotel de beira de estrada, ou então largada no chão de alguma mata como da ultima vez em que fugiu. Elsa é assim, gosta de tudo que foge do convencional. Ela fala que pensa em viajar o mundo, se tornar budista e nunca se casar. Sei lá, deve ser por isso que eu gosto dela. Ela é independente e tão diferente das outras meninas, eu me sinto tão sortudo de ser amigo dela. Eu peguei meu celular e liguei pro Soluço. Tive que ligar umas duas vezes até que ele finalmente atendesse.

– Cara você diz que eu sou preguiçoso, mas você é bem pior – falei

– Eu não sou preguiçoso – Disse ele enquanto bocejava.

– Eu liguei tipo, 50 vezes até você atender. Você dorme feito uma pedra!

– Isso é porque eu fui dormi duas da manhã procurando por pistas. — Ele falou irritado.

– E você encontrou?

– Não. As coisas que ela escreveu nesse caderno parecem ser sem nenhum fundamento. São completamente aleatórias e não consegui chegar a formular uma hipótese concreta. Mas acho que ela fugiu porque estava passando por conflitos internos de adolescente mesmo.

– Não acho que seja isso. A Elsa é estranha, mas não fugiria por um motivo bobo.

– Ela fez isso várias vezes.

– Mas sempre voltava. Dessa vez não.

–Enfim. Eu vou desligar porque eu ainda tenho meia hora pra dormi – E desligou.

Eu peguei o caderno da Elsa e folhei as paginas li algumas de trechos de suas músicas favoritas. Comecei com Wish You Were Here do Pink Floyd e que tinham alguns trechos grifados.


“Então, então você acha que consegue distinguir

O Paraíso do Inferno

Céus azuis da dor

Você consegue distinguir um campo verde

de um frio trilho de aço?

Um sorriso de um véu?

Você acha que consegue distinguir?

Ele fizeram você trocar

Seus heróis por fantasmas?

Cinzas quentes por árvores?

Ar quente por uma brisa fria?

Conforto por mudança?

Você trocou

Uma pequena participação na guerra

Por um papel principal numa cela?

Como eu queria

Como eu queria que você estivesse aqui

Nós somos apenas duas almas perdidas

Nadando num aquário

Ano após ano

Correndo sobre o mesmo velho chão

O que encontramos?

Os mesmos medos antigos

Queria que você estivesse aqui”



Essa era a música favorita dela e a que o mais lia no seu caderno e ultimamente a canção que eu mais ouvia. Eu tenho certeza que foi a mensagem que ela deixou pra mim. Ela foi embora, trocou seu conforto por algum lugar desconfortável e frio. E sim, ela estava triste e perturbada como o Soluço falou, mas não só por conflitos emocionais, há algo a mais envolvido, e é isso que eu não consigo descobrir. E eu sei que tenho que descobri e ir atrás dela, ela mesmo grifou que queria que eu estivesse lá com ela.

O despertador tocou, hora de me aprontar pra escola. Tomei banho e vesti o uniforme, em seguida desci as escadas do meu quarto e fui tomar o café. A Emma já estava a mesa e sorriu quando me viu. O Norte estava fazendo panquecas, e a Toothiana desceu logo em seguida acompanhada do Tio Bunnymund. É só pra você entender eu moro em uma casa com 5 pessoas. Meu avô Norte, Meu tio chato Bunnymund que é pai da Thootiana, minha irmã Emma e meu outro tio Sandy, que dorme mais do que tudo nessa vida.

– Bom dia Jack, você acordou cedo! Que milagre! – Falou a Fada, é o apelido da Toothiana porque ela quer ser dentista e eu a apelidei de Fada do Dente, também é sempre ela que põe a moedinha no travesseiro da Emma.

– Ei! Eu sempre acordo cedo – Falei sorrindo.

– É mentira, o Jack é o maior preguiço – Falou a Emma.

– Panquecas saindo – Gritou o Norte – Mel para a Emma, Creme de amendoim e chocolate para o Jack, Iogurte para a Fada e....

– Panquecas de cenouras – Falou o Bunnymund – As melhores.

A Emma fez uma careta. Eu me controlei para fazer uma, só o cheiro disso me faz querer vomitar.

– Sente-se a mesa Jack – Falou Norte.

– Na... ta – Falei enquanto me sentava. A Fada mantinha os olhos fixos em mim. Não gosto quando ela me olha assim, sei lá, me deixa sem jeito.

– Alguma noticia sobre a Elsa, Jack? – Perguntou a fada.

– Hum..... Não, ainda não.

– Eu tenho um palpite – ela falou enquanto puxava da bolsa um folheto – encontrei isso ontem à noite quando sai da casa da Punzie. É um anuncio de hotel, estava preso no telhado na frente da janela dela. Acho que ninguém o notou.

Eu peguei da mão da Fada. Era um panfleto com foto de um hotel em nova York. Era um hotel simples pelas fotos, e estava com um preço promocional até hoje. Que por coincidência é a mesma data em que foi achado.

– Tem certeza de que estava no telhado? Eu olhei tudo ali. – Falei.

– Estava embrulhado e preso com um daqueles chicletes que ela vivia mascando.

Eu fiquei encarnando o papel por um tempo.

– Acha que ela pode estar nesse hotel? – Perguntei.

– Não sei, talvez tenha saído. Aqui diz que a promoção é até hoje, provavelmente ela sairia para não pagar mais caro. Mas tenho quase certeza de que ela se hospedou nele, e algum funcionário deve ter alguma informação sobre ela.

– Eu vou até lá!- Falei.

– O que? Tipo hoje? – Perguntou.

– Sim!

– Você não vai a lugar nem um Frost. Isso não é problema seu. – Falou o Norte.

– Ele tem razão Jack, melhor não se meter nisso. – Falou o Bunnymund

– Oh preocupado comigo, Titio? – Provoquei ele que fez cara feia e resmungou – E Norte, o senhor precisa me deixar ir lá, é só em Nova York, não fica muito longe de Nova Jersey.

Norte olhou pra Bunnymund que virou os olhos e em seguida olhou para a Fada.

– Está bem, mas só se for acompanhado pela Fada. Ela tem mais juízo que você.

A Fada prendeu um sorriso, acho que gostou da ideia. Enquanto o Bunnymund quase engasgou.

– O que? Minha filha não vai sair pra lugar nem um com esse moleque. E outra, não a quero metida nessa história, você sabe muito bem o porquê Norte.

– Por que ela não pode ir? O que tem de mais em ela nos ajudar a encontrar a Elsa? – Perguntei

– É pai, qual é o problema- Perguntou a Fada.

– O problema é que a Elsa era uma garota esquisita e má companhia, e vocês nem eram amigas. Você não vai!

– Primeiro, a Elsa não era má influencia e sim uma garota com um ótimo caráter ao contrario do seu. – Falei.

– JÁ CHEGA! – Gritou Norte – Toda vez que nos reunimos para comer acaba em briga. Jack controle essa sua raiva, e Bunnymund seja mais compreensivo. Não há problema nem um em a Fada ir também.

– É pai, deixa eu ir.

– Está bem, mas se algo acontecer com ela, Jack e Norte vocês serão os responsáveis.

– Relaxa Tio. – Falei enquanto levantava-me da mesa.

Escovei meus dentes e junto com Emma e a Fada fui pra escola. Aquele panfleto era a única pista que tínhamos sobre ela. Ao chegar à escola fui direto falar com o Soluço.

– Ei cara, boas noticias.

– Manda ai – ele disse enquanto mexia no celular.

– A Fada encontrou isso no telhado que fica embaixo da janela do quarto da Elsa. – eu entreguei o bilhete a ele.

– Sunset Hotel? 20 dólares por dia?

– É cara, a Elsa pode estar lá. Talvez só até hoje que é quando acaba a promoção.

– E eu o Jack vamos até lá – disse a Fada.

– Bom, nesse caso eu também e provavelmente a Anna, a Rapunzel e a Merida.

– Então depois da aula eu vou pegar a mini van com meu avô e nós vamos para Nova York

Nesse momento a Astrid chegou, eu sei que ela e soluço tem um rolo, mas por algum motivo não contam ninguém, nem mesmo pra mim.

– E ai Astrid – Falei.

– Oi Jack – Ela disse deitando no colo do Soluço e botando o casaco no rosto.

– Que sono em. Espera ai, que horas você dormiu ontem Astrid?

– Sei lá cara, umas duas.

Eu encarei o Soluço, em seguida olhei pra Fada que pareceu não anteder, em seguida olhei pra ele e comecei a rir.

– Vocês estavam se pegando?

– O que? Não cara, eu estava pesquisando pistas sobre a Elsa.

A Astrid deu um pulo e me empurrou na parede. Incrivelmente seu sono desaparecera.

– Escute aqui Frost,, se você repetir isso de novo eu te mato.

A fada começou a sorrir enquanto a Astrid me enforcava.

– Ta... Desculpa – Falei e ela me soltou – Ufa!

Nesse momento a Merida chegou.

– Briga de logo de manhã cedo, oba!

– Não foi briga não Merida, foi só uma previa do que aconteceria se o Frost fizesse mais alguma merda.- Falou a Astrid.

– Uou! Ai mais alguma noticia? – Merida perguntou.

– Sim nós vamos pra Nova York? – Falei.

– Nós? Eu nem disse se queria ir. – Falou Merida.

– Mas você vai que eu sei. – Falei e Ela bufou.

– Gente, eu adoraria ir mas não vou poder. Tenho ensaio com banda, no final de semana vamos nos apresentar no restaurante do pai da Merida e já faltei dois ensaios.

– Ah a aquela parada pra arrecadar dinheiro pras buscas? – Falei e ela assentiu – Bem, pelo menos você vai esta ajudando também ,né?!

E então a Anna e Rapunzel desceram de um carro preto e caminharam até nós. As três costumavam chegar juntas já que moravam na mesma casa, mas agora só a Anna e Rapunzel vinham pra escola.

– Oi gente! Todos reunidos – Falou Rapunzel.

– Oi – respondi – Encontramos uma pista, acho que a Elsa está em Nova York nesse hotel aqui.

Entreguei o panfleto a Anna que o olhou atenta.

– Sunset Hotel? A Elsa me falou dele uma vez, disse que era tão barato que corria o risco desmoronar enquanto os hospedes dormiam. Além de ser uma replica fajuta do original que fica lá na colômbia, Não sei se estaria nele.

– Bom, é uma pista. Você sabe como são as pistas dela, da ultima vez que ela fugiu pra mata deixou folhas em baixo da cama, e tinha comprado uma blusa com um pinheiro estampado durante a semana. Esse panfleto foi encontrado pela Fada no telhado na frente da janela do quarto dela, grudado com aquele chiclete azul que ela vivia mascando.

– Ou que ela estava mascando o chiclete e ele ficou sem gosto, ela não tinha lixeiro próximo, então enrolou ele no panfleto e jogou da janela – Sugeriu Astrid

– Bem, não custa da uma olhada. Então quem vai comigo? – Perguntei e todos levantaram a mão menos a Astrid – Então, depois da aula nós vamos pra Nova York

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.