Notas iniciais
Obrigada por estarem lendo! Agradeço pois esta é a primeira fanfiction que eu faço e espero que gostem! Beijos de uma loba. Huehuehuehue

Capítulo 1

- EU NÃO VOU FICAR TRANCADA AQUI! EU NÃO FIZ NADA! — gritava Mira desesperadamente

- Sim. E eu sou o Homem-Aranha. Levem-na!

- EU SOU INOCENTE GENERAL!

- Isso é o que todos os culpados dizem. Você vai ficar aqui, presa, durante três meses até o seu julgamento.

Os guardas pegaram a garota pelos braços e a levaram para a capsula de segurança máxima da maior e mais forte prisão dos Estados Unidos.

O velho homem cujo os cabelos eram tão cinzas quanto seus olhos se virou e saiu da sala.

Mira lutava com todas as suas forças contra os guardas, mas não adiantava nada. Seu vestido que antes era branco estava com sangue e todo sujo. Seus longos cabelos castanhos estavam bagunçados e oleosos por conta de seu suor. Seu olhos azuis ficaram inchados e vermelhos.

Ela queria gritar, mas sabia que não adiantaria nada. Depois de cinco minutos, ela cedeu. Convenceu-se de que se tentasse lutar, pioraria a situação.

De pé e de cabeça baixa, os soldados prenderam Mira em um cilindro gigante.

Aquilo parecia loucura. A humanidade não fazia ideia do que acontecia dentro daquela prisão.

Após segundos, ela percebeu o que aquele equipamento faria. Era como um capacete de ultra realidade, como um vídeo game. As algemas que prendiam completamente seus pés e mãos eram para que ela pudesse fazer os movimentos dentro do ''jogo''.

Porém, por que eles faziam isso? Um vídeo game? Ela não conseguia compreender até que sua mente entrou em um cenário.

Era o México. Já estivera naquele lugar anteriormente com sua família. Então, apareceram bandidos e a agarraram, a espancaram até começar a sangrar.

O sol brilhava mais que o normal e a areia debaixo de seus pés descalços era fina, porém tão fervente quanto lava. Podia ver as dunas que se formavam a medida que o vento soprava.

Será que se isso fosse a vida real, seria divertido? - pensou caída no chão — Fora esses malditos bandidos, é claro.

A sim... Ela podia sentir a dor como se estivesse lá pessoalmente.

Essa era a estratégia deles. Eles acabavam com você a partir do jogo... pouco a pouco.

A medida que Mira apanhava, ela pensava sobre como sair daquele lugar. Provar sua inocência. Mas para isso, ela deveria esperar até o julgamento.

Seria uma longa espera, porém, se fugisse antes, estaria dando a eles exatamente o que queriam. Se fugisse antes, era como se estivesse fugindo do julgamento, como se ela fosse mesmo culpada.

Mira pensou sobre isso até o momento em que sua mente apagou.

***

- Acorda sua barata imunda!

A garota sentiu como se estivesse se afogando. Alguém jogara um balde d'água em sua cara.

Havia uma mulher gorda com um coque em sua frente. Eca... ela era horrível! Seus dentes estavam para fora e eram amarelados. Tinha muitas verrugas em seu rosto e seu bafo... Blá... Ela tinha escovado os dentes a quantos milênios atrás?

- Estou com sérias dúvidas se eu sou a barata imunda daqui. — resmungou Mira em tom de resposta e examinando a criatura (literalmente criatura).

- O que foi que você disse mocinha? — a mulher-criatura estava cara-a-cara com a garota

- Acho que você ouviu muito bem. Se eu sou a barata imunda... Você é bem pior. Já se olhou no espelho? Espera, esqueci. Acho que não porque ele não aguentou a feiura e quebrou. — ela deu de ombros falando naturalmente

- Você sabe onde está? Quem sou eu? — indagou

- Só por eu estar em uma prisão não quer dizer que devo obedecer certas pessoas. Afinal, já estou presa. Para que respeitar as regras agora?

A baleia parecia pasma. Talvez nunca ninguém tivesse tido coragem de enfrenta-la daquela maneira.

Sua sorte? Mira Lark falava o que pensava mesmo sabendo que poderia ser morta por isso. Sempre foi assim desde que sua mãe lhe abandonou.

- Bem, não quero ficar dormindo aqui no chão então... Vou trocar de roupa. Poderia me fazer o favor de tirar essa sua banha do lugar e me dar as roupas de prisioneira?! Opa, esqueci a palavra mágica. Por favor?

Ela saiu andando de nariz empinado com aquela bunda gorda mexendo.

***

Pão, rosca, manteiga e café para um delicioso café da manhã. Não era bem assim.

Uma palavra: Gororoba!

Entrou no refeitório e ficou pasma. Era imenso e tinha mais de 2.000 pessoas lá dentro. Milhares de mesas e uma única fila para pegar o café, melhor dizendo, gororoba.

Não havia uma mesa vaga naquele maldito local. Todas estavam ocupadas e vamos dizer que Mira Lark não era lá uma das melhores pessoas a fazer ''amigos''.

Apesar de que naquela prisão havia um espaço para as meninos e outro para os meninos, parecia que a hora do café nenhum respeitava as regras e os seguranças pareciam estar nem aí.

Quando enfrentou aquela imensa fila e conseguiu pegar a comida, estava tão distraída que derramou a gororoba em alguém que ia em sua direção.

Naquele momento, todos pararam o que estavam fazendo e observaram.

- Ai Meu Deus! — falou tentando tirar a gororoba da camisa branca da pessoa — Eu sinto muito. Não era a minha intenção...

Algo a tocou no ombro e abaixou um pouco para olha-la direito.

Seu coração disparou. Era um garoto que aparentava ser um pouco mais velho que ela. Ele tinha cabelos lisos jogados para o lado e seus olhos eram verdes e penetrantes.

- Tudo bem — ele deu sorriso, mas algo me dizia que ele não era daquele jeito o tempo todo — Eu que deveria ter prestado atenção por onde passava. Acho que sua comida foi pro saco... Toma. Fica com a minha. Então, tenho que trocar essa blusa. Até mais!

Depois que ele passou por ela, uns outros três caras foram ao seu encontro e Mira os ouviu resmungando:

Por que você não deu um jeito naquela garota?

Ah fala sério! Nunca te vi agir assim!

E outras coisas do tipo. Mira se virou e observou os quatro rapazes conversando.

Aquele cara que ela tinha derramado comida virou a cabeça meio que de lado e se fixou nos olhos de Mira até que as portas atrás deles se fecharam.

Continua...

Notas finais
Por favor comentem! '3'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.