Smile
1 Smile
Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem!
Mais um soco no rosto, seu corpo desaba sobre o duro chão de cimento batido. O gosto metálico de sangue já estava fazendo seu estômago revirar, juntamente com o cheiro pútrido do lugar.
Estava em uma sala úmida, fria, a ausência de janelas lhe causa uma sensação claustrofóbica. Uma única lâmpada iluminava o lugar, não que tivesse muito a se ver, era uma sala pequena, com uma mesa e cadeira de metal, e os dois.
Sentiu o sangue quente escorrer por seu nariz,e cuspiu o excesso em sua boca, deixando uma mancha no chão que não poderia ser tirada.
Mesmo fraca, e dolorida, ela se levantou, segurou um protesto de dor, não daria esse gostinho para ele, não demonstraria sua dor.
De pé, ela viu o viu de costas, com as costas apoiadas na mesa, imaginou de tivesse uma arma, ou uma faca, seria o momento perfeito, mas não tinha nada, a cadeira e mesa eram parafusadas no chão.
Caminhou lentamente até a cadeira, e sentou-se, colocando uma das pernas sobre a mesa, e continuou calada.
— Você é difícil derrubar não?!
A voz rouca a vez estremecer, a postura daquele homem era ameaçadora, exalava loucura, sua voz não demonstrava sentimento, sempre o mesmo tom neutro, indecifrável.
— Achei que há soubesse disso. — tentou manter o tom o mais firme possível.
Ele se virou, e apoiou o tronco sobre a mesa. Seus olhos encontraram os dela, e sua boca abriu um sorriso.
Psicótico
Era estranho para ela olhar aqueles olhos, eram opacos, sem vida, não havia mais uma alma naquele corpo, só restará uma casca vazia, com uma mente deturpada.
Ela desviou o olhar do dele, mas sentiu sua mão grande agarrar seu rosto dolorido, apertando suas bochechas, a forçando a olhar para ele.
— Sou tão repulsivo assim que não consegue olhar para mim?
Ela se desvencilhou de seu aperto, se inclinou em sua direção, o encarando.
Riu
— Como foi que adivinhou?
Ele estreitou os olhos, se levantou, dando a volta na mesa indo em sua direção. Ela prendeu a respiração, esperando o próximo golpe. Mas não aconteceu, ele se agachou ao seu lado, pegando em suas mãos.
— Suas decisões e atitudes poderiam ter evitado essa situação Ochaco. — Disse tirando de rosto uma mecha seus cabelos castanhos que estava grudada pelo sangue que escorria da cabeça.
Não se sentiu confortável em ser chamada assim por ele, mas para toda aquela situação desconfortável era uma descrição simplória — uma grande merda-.
Ela soltou uma triste e curta risada.
— Não é como se você pudesse entender meus motivos.
Ele puxou-a pelos braços em sua direção, a fazendo cair sentada no chão.
— Não é como se isso fosse fazer diferença agora.
Dito isso ele desferiu um tapa em seu rosto.
Ochaco sentiu o rosto arder e pulsar, mas virou seu rosto de volta para olha-lo.
Ele levou a mão até sua nuca, trazendo a cabeça da garota a força até perto de seu rosto.
— Eu deixei bem claro que você é minha... Por que ainda insiste em tentar fugir de mim?
— Eu não sou posse de ninguém, ainda mais de um maníaco, psicótico e obsessivo!
E cuspiu o excesso de sangue em sua boca no rosto dele.
Calmamente ele passou os dedos pelo líquido, e os levou até a boca, saboreando o sangue que ele mesmo tirará. Mas seus olhos continuaram a encarando.
Ochaco sentiu todos os pelos de seu corpo arrepiarem, estava ali presa com aquele louco, não sabia se a achariam, buscará formas de escapar mas estava perdendo as esperanças.
Quando imaginava sua morte, era algo como durante uma missão, ou já bem velhinha, quando seu corpo se não suportasse mais. Pareciam boas formas de se morrer. Mas, presa — num lugar escroto como esse- sem ter noção do próprio tempo, suja e torturada, era uma péssima maneira de morrer.
— Se bem que parece melhor que ficar aqui a mercê dele- pensou.
Foi levantada sendo puxada bruscamente pelos braços, ele a colocou contra parede, a prendendo pelo pescoço.
A passagem de ar foi impossibilitada, mesmo naquela situação, foi capaz de olhar nos olhos de seu agressor, e sorrir com desdém.
Ele aumentou o aperto em seu pescoço, as pequenas mãos da moça tentavam se livrar do aperto, sem sucesso, ela então usou suas unhas para arranha-lo no rosto, como um felino.
Seu corpo foi solto,ela buscou desesperadamente por oxigênio, enquanto o maior levava as mãos até o ferimento aberto na região do olho esquerdo, ela não sabia se o tinha machucado muito, esperava que sim.
O sangue escorria entre seus dedos cobertos por luvas pretas, e logo os protestos se transformaram em risadas.
Ochaco Uraraka era uma das heroínas em ascensão, e lutaria como tal, até o fim de sua força física, e mental.
Seria fácil perder a sanidade ali.
Ficar como ele.
Já de pé, olhou diretamente para ele. Estavam frente a frente.
Ele retirou a mão do ferimento, revelando um rasgo que ia da sobrancelha até a bochecha, passando encima de seu olho.
Ela soltou uma risada travessa.
Sua camisa branca agora tinha manchas de sangue. Passou a mão ensanguentada por seus fios verdes, manchando-os também. Retirou as luvas pretas e as jogou no chão, e olhou para ela sorrindo.
— Pois bem, mostre-me o que tem Midorya.
Notas finais
Se você leu até aqui podia deixar um comentariozinho rsrs
É isto.
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