Smile
9 Princess Room.
"Droga! Dormisse no quarto de hóspedes! Você e eu nem estamos apaixonados!". – Discutiu internamente.
— Eu vou subir, para tomar um banho, então. – Lucy murmurou, se levantando. O copo de suco estava vazio.
— Tudo bem, querida. – Mary sorriu.
A Princesa subiu as escadas, com um pouco de pressa.
— Fico feliz que estejam se dando tão bem, Meguri, de começo, Lucy provavelmente ficou muito brava com a ideia de se casar.
— Eu também não gostava muito de ter que casar. Mas depois de ver Lucy pessoalmente, a ideia pareceu ser até agradável.
A Rainha riu baixinho.
— A Beleza dela? A pouca altura? – Continuou sorrindo. – Isso te interessou?
Meguri negou com a cabeça.
— Lucy é muito bonita sim, realmente, mas a ela como um todo, é uma noiva maravilhosa.
Suspirou, agradecendo mentalmente as aulas de poesia.
— Então, vejo que não foi má ideia unir aos dois, que puderam se gostar tão rápido! – Alegou Mary.
— E Meguri, nem para comentar com a mamãe sobre o que achava dela não é? – Miyuki sorriu, debochando do filho.
Lucy deitou-se na cama, já estava de pijamas, não queria voltar para a mesa de jantar.
— Não quero dormir com ele. – Murmurou, abraçando o fofo travesseiro.
Gritou contra o mesmo, que abafou o som.
— ...Droga. – Bufou. – Não quero ele na minha cama. Ele vai me abraçar... e urgh.
Rolou na cama abraçada ao travesseiro.
— Eh? A Princesa então também perde a postura séria de vez em quando? –Meguri ria, perante ao ataque de infantilidade de Lucy, rolando na cama.
A Princesa arremessou o travesseiro contra ele.
— NÃO TE DEIXEI ENTRAR! – Gritou, escondendo-se nos cobertores. – Humpf.
Meguri segurou o travesseiro e colocou-o na cama, sentando-se.
— Não precisa se esconder. Não vou fazer nada.
— Não há provas de que suas mãos permanecerão assim a noite toda. – Falou, mostrando somente a ponta da cabeça pela fresta do cobertor.
— Metade da cama para cada um e nada de mãos bobas.
— EXATAMENTE! – Assentiu com a cabeça também.
Saiu por inteira do cobertor e levantou para pegar outro para Meguri.
— Pode dormir com estes. – Apontou para os cobertores que deixou no colo de Meguri.
Estendeu seu cobertor ao seu lado da cama e deitou.
— Se incomoda? – Colocou a mão na camisa a fim de tirá-la.
— ... – Cobriu o rosto com o travesseiro. – Durma como quiser.
Meguri tirou a camisa e os sapatos e se preparou para deitar.
Apagou a luz do abajur ao lado da cama e fechou os olhos.
Lucy sentiu Meguri remexer na cama algumas vezes. Ele se aquietava e depois se remexia mais.
— Tem algo de errado com você, Meguri? – Perguntou, impaciente.
— Desculpe, Lucy. Meu cinto é muito desconfortável! – Murmurou.
— Tire. – Estava de costas para ele. – Boa noite e fique quieto.
— Ceeeerto... – Disse, com tom de duvida.
Colocou o cinto perto das outras peças de sua roupa e voltou a se deitar, apesar de Lucy estar de costas para ele, a Princesa tinha um aspecto de criança enquanto descansava.
Pequena e que parecia pedir proteção.
Depois de algum tempo, Lucy adormeceu e teve pesadelos, especialmente com aquele bêbado.
Aquelas mãos eram frias, até mesmo em sua mente, mas contra sua pele que tinha uma temperatura comum, elas pareciam ainda mais frias.
Um toque agonizante em suas coxas. Como sua mente estava fazendo isso? Era horrível.
Se debatia, e a sensação fria continuava.
Queria sair dali, parar de sentir aquilo. Gritava para aquele homem sair dali. Aquela sensação era como gelo na pele. Queimava.
Queria acordar.
Os toques não paravam. Agonia. Desespero.
Sentiu as mãos de Meguri em seu ombro e costas.
— ...Lucy. – Olhou-a com preocupação. – Está tudo bem? Está tendo um pesadelo?
Ela se sentou rapidamente na cama, com as costas um pouco encurvadas.
Estava tremendo e seus olhos demonstravam pavor. Odiava ter pesadelos.
— Eu estava... Obrigada por me acordar, eu não estava conseguindo.
Meguri assentiu gentilmente com a cabeça.
— Não é nada. – Colocou novamente a mão em seus ombros. – Não fique aterrorizada assim com algo irreal.
Olhou-o, suspirando em alívio.
— Parecia tão real... Consegui sentir. Assustador. – Murmurou. – Acho que podemos voltar a dormir. Desculpe, eu acordei você.
— Não vai ter pesadelos outra vez?
— ... Não pretendo. – Murmurou. – Obrigada pela preocupação.
Meguri a abraçou.
— Tudo bem. Você é minha noiva, afinal.
O calor daquele corpo... Era muito bom. Diferente da sensação fria que sentiu.
Se sentia protegida.
Se encostou ao corpo dele, minimamente, para não deixar de se sentir bem.
Aquela sensação horrível de ser tocada em lugares que não queria, passara, mas não completamente.
— ... – Beijou o topo de sua cabeça. – Tente dormir. Amanhã você provavelmente terá que provar vestidos durante o dia todo.
Ele riu baixinho, não como deboche.
Se questionou quando veria Lucy sorrir.
— Não quero nem pensar nisso. – A Princesa suspirou. – É uma droga quando há provas de vestidos. É melhor descansar mesmo.
Se soltou de Meguri e deitou outra vez, fechando os olhos, sentindo Meguri deitar na cama ao seu lado também.
— Ei, Lucy. – Levantou seus olhos, para ela. A luz fina da lua que passava por entre as cortinas, permitia-o apenas ver a silhueta de seu corpo.
— Sim?
— Se ficar com medo outra vez, pode segurar minha mão. Se quiser. – Meguri sorriu, mesmo no escuro, e sentiu as bochechas ficarem quentes.
As bochechas de Lucy arderam de vergonha.
A mão de Meguri estendida para ela, sob a cama... Não queria deixa-lo assim, então segurou-a.
— Obrigada. – Fechou os olhos novamente.
Meguri fechou os olhos também.
A mão de Lucy não era tão quente assim, mesmo estando debaixo dos cobertores.
O Príncipe passou um tempo acordado, olhando para Lucy, que de olhos fechados, mantinha uma expressão calma.
Ao contrário da sua expressão seria, que tinha durante o dia.
Uma delicada Princesa, com seus olhos de esmeralda, fechados.
Com a respiração calma, o ar entrando e saindo pela frestinha da boca da Princesa.
Agora, ela parecia não ter pesadelos.
Sorriu, entre a iluminação fraca da lua que passava por entre as finas cortinas de seda do quarto.
Deitado ao lado de sua noiva, que tinha as unhas pintada de branco.Sabia que sua vida, depois do casamento em alguns dias, seria exatamente assim.
Dormir e acordar ao lado da garota dos cabelos negros, a boneca de porcelana que tinha olhos de esmeralda.
Acariciou levemente seus cabelos com a mão livre e fechou os olhos.
Não sonhou com nada.
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