Smile
9 It's Who Are You Juca?
Notas iniciais
Resumo do capítulo anterior:
Mili vai pedir explicações a Pata sobre o lance dela com Duda. Elas fazem um escândalo e Marian diz que as duas não prestam. Mili vê Mosca no pátio, explica a ele que terminou com Duda e diz que agora que terminaram seus namoros, um poderá consolar o outro. Pata aceita namorar escondido com Duda. Ladrões invadem a casa de Bia e ela reconhece que um deles é Juca.
P.O.V Bia:
– Você conhece ele, Bia? — perguntou o meu pai.
(Eu fiquei pasma)
– Conhece ou não? — perguntou mais uma vez.
– Sim, conheço! — respondi.
(Juca ficou me olhando sem reação)
– Eu não acredito que a minha filhinha se envolve com esse tipo de gente! — comentou.
– Não é isso pai! — expliquei — É que, o Juca é o garoto da faculdade que eu chamei aqui em casa pra nós fazermos uma atividade! — inventei.
– Não, não é! — gritou o outra ladrão, que reconheci que era o tal barra — Ele entrou aqui comigo pra roubar também! — gritou.
– Cala a boca, vagabundo! Pra não piorar o seu caso! — gritou o meu pai — Isso é verdade, Beatriz? — perguntou.
– Claro que não! Por que eu iria querer um ladrão debaixo do mesmo teto que eu? — perguntei e ele não respondeu — Eu acho que quando ele chegou vocês se confundiram! — disfarcei — Vem Juca, sobe comigo! — peguei ele pelo braço e subi rapidamente.
~~ No quarto ~~
– Por que você fez isso? Você ficou louca de vez? — perguntou repentinamente.
– Hey! Quem faz as perguntas aqui sou! — adverti.
(Ele abaixou a cabeça)
– Eu não consigo entender, não entra na minha cabeça por que você fez isso! — inconformei.
– Eu posso explicar tudo, Bia! — gritou.
– Então explica, vai! — ordenei.
30 minutos depois...
(Eu estava pasmática)
– Quer dizer que você tem uma dívida de 5.000 com o tal Barra, que invadiu minha casa com você, aí você foi obrigado a trabalhar no bar pra pagar, quase roubou minha moto e teve que invadir aqui? Que história... — pasmei.
– Nem me fale! Vem cá, você tá toda arrumada, ia sair? — lembrou.
– Ah, eu esqueci completamente! A minha aula de Zumba! — me desesperei — Você vem comigo? — convidei.
– Com essa roupa? — analisou-se. (Ela tava com uma causa jeans azul e uma blusa de capuz preta).
– Hum... Já sei!
~~ Quarto misterioso ~~
– Quanta roupa! — deslumbrou-se — Seus pais pensaram que iam ter menino? — zoou.
– Não bobo! — respondi — São roupas do meu irmão gêmeo, Mathias, que está no Canadá kkk' — zoei.
– Sério? Que TOP! — acreditou.
– Tô zoando, bobo! Ele foi pra Brasília morar com os meus tios, porque ele é muito rebelde e foi mandado pra um Colégio Militar! — expliquei.
– Então, ele é mais rebelde que você? Quem diria... Mas ele já tem 18 anos, ele já não deveria ter saído?
– Putz! Nem me lembra! — falei — Mas e aí, vai escolher ou eu vou ter que pôr em você? — ironizei.
– Não dá ideia que eu acredito hein! — falou.
– Vamo lá!
~~ Na casa da Pata ~~
P.O.V Pata:
Eu tava me arrumando pra sair com o Duda super animadinha! Quando de repente a campainha toca.
– Eu atendo! — gritei pro Mosca.
(Abri a porta)
– Mili?! — me surpreendi.
(Ela ficou me olhando com uma cara de "Não é a Xuxa!")
– Finalmente percebeu que tava bancando a egoísta e veio me pedir desculpa? — perguntei.
– Óbvio que não! — respondeu.
– E você tá fazendo o que aqui? — perguntei com uma cara.
– Ela veio ficar comigo! — falou Mosca.
– Como assim Mosca? Você chama essa daí pra vim aqui em casa sem me avisar! — reclamei.
– A pessoa que mais te ajudou quando você precisava que sempre confidenciou tudo a você, agora é apenas tratada como "essa daí"! — dramatizou.
– Nem vem, tá Mili? Foi você quem quis assim! — falei.
– Nossa, nem vão me convidar pra entrar?
– Claro, pode entrar Mili! — falou o meu irmã ajudando-a a entrar como se ela não conseguisse.
– Eu vou ficar aqui sentadinha no sofá, enquanto VOCÊ Mosca vai me arranjar um copo d'água por aí! — folgou.
– Ela vai ficar aqui Mosca? — inconformei.
– Claro! Algum problema? O Duda vai vim aqui? — perguntou sarcástica.
– Não é da sua conta! Qualquer problema Mosca, eu vou estar no meu quarto! — falei disfarçando.
Sério, alguém me explica qual é a da Mili? Ela nunca gostou do Duda, já investindo no Mosca e mesmo assim não me deixa em paz! Garota insuportável!
Eu tava sozinha no meu quarto quando ouvi uma discussão na sala e fui ver o que tava acontecendo.
– O que está acontecendo aqui? — perguntei avistando quem eu temia.
– Olha ela aí Duda, não veio aqui pra sair com ela? — perguntou Mili.
– Finalmente, Pata, me tira daqui! — desesperou Duda.
– O que essa idiota tá fazendo com você, Duda? — perguntei brava ficando ao lado dele.
– Idiota? Eu tô apenas me resolvendo com vocês dois, traidores de meia-tigela! — gritou.
(Começamos todos a discutir)
P.O.V Mosca:
Com aquela briga toda, eu percebi que o meu encontro com a Mili não ia dar em nada! Até que decidi agir.
– CHEGA! — gritei.
– Mas Mosca... — tentou Mili.
– Já chega de tanta discussão, Mili! Vamos resolver isso de alguma maneira! — sugeri.
– Como, Mosca? Essa daí só olha o lado dela e não tá nem aí pra os outros, E-GO-ÍS-TA! — explicou Pata.
– Tem um jogo bem legal chamado "O que você sabe?", é sobre testes pra ver se você conhece as pessoas muito, e ter certeza se a Mili se sente tão traída assim... — sugeriu Duda.
– O fato de eu não conhecer vocês, não quer dizer que eu não me sinta traída! — rebateu Mili.
– Se você não conhece, é porque não se importa e se você não se importa é porque você é egoísta! — falou Duda.
– Eu topo! — concordou Pata.
– Eu também! — concordei.
– Eu não sei... E se vocês tiverem armando alguma? — desconfiou.
– Deixa de ser fresca Mili! — exclamou Pata — Tá com medinho? — desafiou.
– Claro que não! Vamos começar! — mudou de repente (oh!).
– Eu vou pegar alguns folhas brancas e pincéis pretos! — falei indo ao meu quarto.
E...
(Nos posicionamos na mesa, eu de frente pra Pata e a Mili no meu lado direito e Duda do esquerdo)
– Começa, Pata! — falei.
– Tudo bem! — concordou.
(Preparamos o material)
– Então, qual a minha cor favorita variante do vermelho? — perguntou, só podia ser zoação.
– Você só pode tá de brincadeira, né? — perguntei.
– Como é que a gente vai saber? — perguntou Mili.
– Só mulheres sabem disso! — exclamou Duda.
– Estão esperando o quê? Vamos, escrevam! — ordenou.
(Começamos a escrever)
– Variante de vermelho! — resmungou Mili imitando Pata.
– Pronto? — todos respondemos que sim — Podem virar a plaqueta! — zoou.
Duda: "Vermelho sangue" Hã?
Mosca: "Vermelho escuro"
Mili: "Vermelho paixão"
– Vocês, Mili e Mosca, estudam arte e não sabe das cores! — falou.
– A gente faz "Artes Cênicas" inteligente! — ironizou Mili.
– Cala a boca idiota! Eu não quero perder tempo com isso! — se irritou.
– Calma, Pata! Diz logo a sua resposta! — interrompeu Duda.
– Tá! — concordou.
– Quando o namoradinho fala, ela obedece... — resmungou Mili.
– Chega, Mili! Senão a gente vai passar a noite inteira numa pergunta só! — interrompi.
– A minha resposta é: "Vermelho Fluorescente"! — respondeu.
– Ah vá! Vermelho fluorescente e vermelho normal é a mesma coisa! Nem eu que não sei muito sobre as cores, sei que essa cor não é "variante" do vermelho e sim o próprio vermelho escrito de outra forma! — explicou Mili.
– Claro que não! Vermelho fluorescente é mais vibrante, se você não fosse daltônica saberia! — retrucou Pata.
– Chega! Mili, agora você faz a sua pergunta! — falei.
– E quem acertou, os pontos vão pra quem? — perguntou Mili.
– Empatou, tudo bem? — resolvi.
– Bem não tá né? Mas... Vamos a minha pergunta...
– Lá vem besteira... — falou Pata.
– Olha, se você for continuar me interrompendo, eu vou embora! — ameaçou Mili.
– Então vai, querida! Vai embora e acaba logo com essa palhaçada! — falou Pata.
(Olhei pra o Duda e ficamos sem ter mais o que fazer)
~~ Na academia de dança ~~
P.O.V Juca:
Eu nem tava acreditando no que tava acontecendo. Eu fui ajudado pela garota mais linda que eu conheci! Ela é perfeita e muito bondosa! Só não tava muito feliz em ir fazer aula de dança, já pensou eu dançando?
– Ah Bia, eu não sei se eu quero entrar não! — falei me arrependendo.
– Deixa disso Juca! Vem, vamos logo antes que a aula acabe! — ela é toda pra frentex, nunca vi.
(Entramos no meio do povo)
– 1, 2, 3 abaixa, pula, roda, fica de cabeça pra baixo, voa, salta, vai pra cima, vai pra baixo — falava o personal, pelo menos era isso que eu tava entendendo.
Eu não conseguia acompanhar, já a Bia...
– Vamos, Juca! Segue o ritmo! Uhuuu! — ela tava muito empolgada.
– Precisa de ajuda rapazinho? — perguntou o personal.
– Não, não a Bia me ajuda! — respondi.
– Mas ela não eu professora! — falou — Você é novo por aqui, né? — perguntou.
– Sim, mas eu ainda não me inscrevi, eu só tô de acompanhante! — respondi.
– Mesmo assim! Vem comigo que eu te ensino! — me levou a frente de todos, eu já tava morrendo de vergonha.
Ele ficou me forçando a dançar, segurava o meu braço, queria encostar em mim e eu tentava sair. E a Bia se acabava de rir.
– Sai fora, oh! — falei saindo.
– Vem cá, cara! Se entrega na sensação! — forçava.
– Que sensação, sensação... Eu vou sair daqui! — falei e sai da sala.
~~ Nos corredores da academia ~~
– Era só o que faltava, eu, sendo cantado por um homem... — inconformei — E eu aqui pensando que...
– Pensando o quê, Juca? — perguntou Bia me surpreendendo.
C.O.N.T.I.N.U.A...
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