Smile
5 It's Beatriz
Notas iniciais
Resumo do capítulo anterior:
Pata diz a Duda que irá pensar. Eles dois cantam e dançam no QG. Pata pede ajuda a Bia e questiona se Duda está sendo verdadeiro. Bia chama Mili para ela tirar suas próprias conclusões. Á noite, Pata chega e briga com Duda, mas ele diz que a ama e os dois se beijam.
P.O.V Bia:
Já era noite de segunda, eu tava muito cansada daquele dia cheio na facul. Tentei assistir uma filme, mas não deu certo. Tentei escrever, dançar, desenhar, mas eu queria mais. Decidi então sair, era arriscado porque eu poderia faltar a facul amanhã, mas e daí? Eu vivo me arriscando mesmo! Peguei uma "teresa" no meu armário que já até sabia o caminho da rua.
Desci na teresa tentando fazer o mínimo silêncio, mas parece que quanto mais a gente não quer fazer barulho mais a gente faz um escândalo.
Quando eu já estava perto do chão, eu cai, machuquei a perna, o cachorro ouviu e começou a latir alto, eu fugi pelo lugar errado e o alarme começou a apitar e eu corri mesmo com a perna machucada. Peguei a moto que tava toda suja de lama da última vez e parti pra o meu destino.
~~ Bar Nota 1000 ~~
Cheguei e o lugar parecia tranquilo, porque era dia de música ao vivo e quem estava tocando era o JP, meu parceiro nas reuniões chaaataas da alta sociedade, bleh! Quando ele viu que eu tava me sentando ele veio até mim.
– Não acredito que é que eu tô pensando! — falou se direcionando a minha mesa.
– Tenta agora! — me levantei e dei uma voltinha.
– Vem cá, baixinha! — falou e me abraçou. — Tá fazendo o que aqui?
– Vim checar a qualidade masculina deste lugar! — falei olhando de um lado para o outro.
– Espero que esteja gostando! — falou seguindo os meus olhos.
– Dá pro gasto! — falei e ele sorriu.
– Tá fazendo faculdade? — perguntei pedindo um chop pra mim e pra ele.
– Tô, de Direito e Artes Cênicas! — respondi.
– Direito não é bem a sua cara! — comentou.
– Foram aqueles velhos que me forçaram a isso! — falei.
– Aqui está o chop! — falou o garçom.
– Tá e eu vou ficar chupando dedo? — perguntei irônico.
– Desculpa, acho que teve um erro! Eu vou checar! — tentou se explicar.
– Não precisa, eu te dou o meu! — falei.
– Não, esse é o trabalho dele, vai rápido! — gritou.
– Para com isso, JP! Ele só se confundiu! — tentei acalmá-lo.
– A gente tem que ser severo com esses serviçais! — falou.
– Vai cantar pra lá, JP! — falei.
– Aqui está o seu chop, senhor! — falou o garçom.
– Obrigado, lindo! — falei com o garçom e ele sorriu.
– Que é isso, Bia? Me respeita pelo menos! — falou.
– Eu não tô com você, tá! — adverti.
– Vou cantar uma música pra você! — falou se levantando.
– Vai, lá! — falei e quando ele foi soltei um: "iludido", sem querer!
(Ele cantou "Alegria, Alegria", o que essa música tem haver comigo?)
(Me levantei e comecei a dançar e beber sem parar)
Passou mais ou menos uma hora e eu já tava fora de mim, ficava só na troca de olhares com o garçom, até que decidi agir.
– E aí gato, qual é a sua? — perguntei bem sexy e.e
– Sai fora, garota! Eu não me envolvo com meninas alcoólatras e viciadas!
– Ah, é? Então você vai ver quem é a viciada! — fui ao centro do bar.
(Ele ficou me olhando)
– Ai, pessoal! — chamei a atenção de todos — Esse serviçalzinho aí, não quer dá chance pra essa gata, aqui! Será que ele curte essa fruta?
(Todos começaram a vaiá-lo)
– Solta o som, DJ! Push It! — gritei e subi em cima do balcão.
Musical on:
Ah shh push it
Ah shh push it
Get up on this!
(Comecei a fazer uma dança sensual e tirar a roupa)
Uh baby baby, baby baby
Uh baby baby, baby baby
Get up on this!
Ah shh push it
Get up on this!
Ah shh push it
S-s-salt-n-Pepa's here!
Get up on this! (2x)
Now wait a minute, y'all
This dance ain't for eveybody
Only the sexy people
So all you fly mothers
Get on out there and dance
Dance, I said!
Salt-N-Pepa is here and we're in effect
Want you to push it baby
Cooling by day
Then at night
Working up a sweat
Come on, girls
Let's go show the guys that we know
How to become number 1 in the hot body show
Now push it!
Ah shh push it, push it good
Ah shh push it, push it real good
Ah shh push it, push it good
Ah shh push it, p-push it real good
Ah shh push it
Get up on this! Hey! Get up on this!
Yo baby pop, yeah you
Come here give me a kiss
Better make it fast or else I'm gonna get pissed
Can you hear the music pumpin' hard like I wish you would?
Now push it
Ah shh push it, push it good
Ah shh push it, push it real good
Ah shh push it, push it good
Ah shh push it, p-push it real good
Ah shh push it
Get up on this!
Ah shh push it
Get up on this!
Ah shh push it
Holler!
Get up on this!
Ah shh push it
Ahh... push it!
Musical off.
– Bia?! — ouvi a voz da Mili.
(Ela ficou pasma)
– Desce daí! Vem comigo! — falou me ajudando a descer.
(A música parou. E todos começaram a vaiá-la. Eu desci)
– Você pirou de vez? Que cheiro de cachaça! — reclamou.
– Desculpa, Mili... Como você me achou? — perguntei tonta.
– Eu já tô te procurando um tempão! — falou.
– Por que você tava me procurando? — perguntei sem a mínima noção do que eu tava fazendo.
(Ela foi me levando até o carro)
– Seus pais me ligaram perguntando de você e eu disse que você tava na minha porque eu já te conheço! E o resto você já sabe, vem entra! — foi me levando pra dentro do carro.
– Olha, vê se não vo... — vomitei em cima dela.
– AAAAHHHHH! — gritou desesperada.
No dia seguinte...
~~ Casa da Mili ~~
– ACORDAAA BIIAAAA! — gritou Mili batendo dois pratos (instrumento musical) fazendo o maior escândalo.
– Para, Mili! Eu tô morrendo de dor de cabeça... — tentei pará-la.
(Ele pegou uma corneta e começou a tocar mais)
– Pronto! — dei um pulo da cama, mas ela não parou — Por que você tá fazendo isso?
– Você vomitou em mim ontem á noite, eu tava tomando banho até agora, nem dormi, e esse cheiro horrível ainda não saiu! — falou brava.
– Desculpa mesmo, amiga! Onde eu posso tomar banho, no seu banheiro é que não! — falei rindo.
– É engraçado porque não é o seu carro que tá completamente sujo! Eu só vou buscá-lo em 1 mês, só pra garantir, né? — falou brava.
– E nós vamos á pé? — perguntei.
– Não, nós vamos voando! Claro que nós vamos á pé! O meu pai já saiu e o da minha mãe tá na oficina! Não tem outro jeito! — falou.
– E por que nós não vamos de ônibus? — perguntei.
– Milena Almeida Campos Pereira pegando 3 ônibus lotados com esse calor? Á pé é mais produtivo! — falou viajando.
– Você tá brincando, né? Daqui que a gente chegue lá o seu carro já saiu do lava-jato! Vamos de ônibus sim! — falei.
– Aaaahhh... — tentou fazer birra.
– E chega hein! — falei.
~~ No ônibus ~~
– Eu não acredito que eu tô andando de ônibus! — falou.
– Ai que saco! Cala a boca pelo amor de Deus! — falei.
– Como é que funciona isso aqui? — perguntou.
– Você tá parecendo a Vivi! É só pagar o cobrador e passar ali naqueles ferros! — expliquei.
– Nem você sabe o nome! — falou metida.
– Que seja! — falei.
(Encontrei o garçom no ônibus)
– Eu não acredito que essa louca do bar tá aqui! Você tá me seguindo? — perguntei e sentei ao seu lado e a Mili ficou em pé.
– Claro que não! Mas eu queria te pedir desculpa por ontem! — falei.
– Guarde suas desculpas para você! — falou.
– Eu sei que eu errei, mas eu quero consertar o meu erro! — falei.
– Ah, é? Mas agora é tarde porque eu me demiti! — falou bravo.
– Por que?
– Por que? Porque você me fez passar a maior vergonha da minha vida e eu não que voltar lá nunca mais! — falou.
– Desculpa, como eu posso te ajudar? — perguntei me sentindo culpada.
– Sumindo da minha frente! Eu não preciso da ajuda de ninguém, eu posso me virar sozinho! Ainda bem que chegou ao meu destino, adeus! E vê se me esquece! — falou batendo o pé.
– Me diz pelo menos o seu nome! — gritei.
– Posso me sentar agora? — perguntou Mili. Ela sentou, colocou as pernas no meu colo e ficou ouvindo músicas no fone de ouvido.
(Entraram uma mulher grávida e uma idosa no ônibus e ficaram olhando pra gente)
– Quê que tão olhando? — perguntou Mili.
E...
– Eu não acredito que expulsaram a gente do ônibus! — exclamou Mili.
– E eu não entendo como você discutiu com uma mulher grávida! — falei.
– Não tinha necessidade daquela velhinha jogar a bengala na minha cabeça! — reclamou. — E agora, pra onde a gente vai? Como a gente vai chegar na faculdade?
– Eu sei de um jeito... Mas eu não garanto nada! — adverti.
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