Smells like daisies
1 smells like daisies
OBS: Esta é uma versão alternativa aos acontecimentos que tiveram curso a partir do episódio “Looking death in the eye”.
“Eu canto à Xena, princesa guerreira, melhor amiga, alma gêmea, e ao único sentimento capaz de transformar o mortal em imortal: o amor.
Desde que Eve entrou em nossas vidas, cada minuto delas foi sobre sobrevivência. Não pedimos pelo Crepúsculo dos Deuses, mas mesmo assim alguém queria que ele acontecesse e, por alguma razão, escolheu Xena para trazer ao mundo a criança que seria o começo do fim. Talvez porque Xena fosse a única mortal na Terra capaz de proteger Eve de todo o Olimpo. Depois de meses sendo caçadas como animais, finalmente tínhamos a resposta. Nosso plano era bom. Forjar nossas próprias mortes nos utilizando dos próprios deuses. Eles colaborariam com o plano sem nada saber. Conseguimos as lágrimas de Celesta, a essência da Morte. Octavius levou Eve para onde estaria segura. Colocamos os deuses exatamente onde os queríamos. Fizemos uma encenação convincente. Tudo correu exatamente como previmos, exceto por uma coisa: Ares. Joxer estava lá, ele viu acontecer. Meu amigo assistiu Ares roubar o corpo de Xena após ingerir “veneno” e desaparecer com ele. Ele me deixou para trás e por cinco anos eu lamentei que ele não tivesse me levado junto. Não há vida sem Xena. Não para mim. Octavius teria cuidado de Eve, sei que teria, ou talvez Joxer. Ela teria ficado bem sem nós. Mas eu sem Xena?
Por meses viajei, por meses procurei por qualquer rastro dela ou do Deus da Guerra, mas eles desapareceram. Xena não havia passado por lugar nenhum da Grécia, o que parecia impossível. E Ares... jamais foi visto desde aquele dia na praia. O pior de tudo foi perceber que eu a amava muito mais do que se deve amar uma melhor amiga. Eu já sabia, mas não queria reconhecer. Desde seu desaparecimento só conseguia pensar que o amor da minha vida esteve ao meu lado por cinco anos e eu jamais lhe disse o quanto a amava. Não sei quanto peso perdi ou quantas noites virei em claro nesse tempo. Meu coração estava em pedaços. Eu não sou nada sem ela. Eu estava vazia, terrivelmente vazia. Jamais aceitei a ideia de que ela estivesse morta, embora todos a tivessem assumido após tanto tempo sem qualquer sinal ou mensagem dela. Essa era a única explicação pra Xena ter sumido da face da Terra deixando pra trás seu bebê e a mim, era o que diziam. Mas por mais vazia que eu estivesse, eu sentia dentro de mim que ela ia voltar.
Dois anos de busca ininterrupta e eu caí terrivelmente doente pela terceira vez em seis meses. Foi numa noite congelante nas terras do norte que decidi que era hora de parar. Dessa vez não só eu estava doente e delirando, Argo estava adoecendo de exaustão e, acredito eu, de tristeza também. Depois de delirar a noite inteira e quase morrer de frio rezando que a fogueira sobrevivesse até a manhã porque eu não tinha mais energias sequer para alimentar o fogo, decidi que precisava parar. Não podia continuar daquele jeito. Nunca desistiria de Xena, mas viva ou morta havia algo que eu sabia que ela gostaria que eu fizesse: cuidasse de Eve.
Cheguei a Roma e encontrei-a com quase três anos de idade. Octavius a criou como filha por todo esse tempo, mas agora era hora de Eve e eu voltarmos para casa e sermos a família uma da outra, como deveria ser. Escolhi uma parte da Grécia por onde eu e Xena passamos inúmeras vezes durante nossas viagens e construí sozinha uma pequena cabana para nós. Era perto de um rio com cachoeira, onde eu e Xena gastamos horas e horas nadando e brincando. Bom clima, muitas árvores que davam fruto quase o ano inteiro e boa caça. Havia uma cidade não muito longe dali, então eu poderia correr para lá se nos faltasse algo ou se precisássemos de um curandeiro ou roupas novas.
Aos poucos transformamos nossa casa em um lar. Eve crescia bonita e saudável. Fisicamente era uma lembrança diária de Xena. Tinha cabelos escuros como os da mãe, um pouco mais cacheados, como os de Cyrene, e olhos grandes e azuis. Seu jeito de falar também me lembrava Xena, o que era surpreendente, já que elas não conviviam. Já sua personalidade, talvez pelos anos compartilhados comigo e ninguém mais, era bem mais como a minha. Eve falava pelos cotovelos, adorava ouvir uma boa história – principalmente sobre a princesa guerreira – e tinha o hábito de cheirar as flores novas que brotavam perto de casa. Foi por isso que decidi que deveríamos fazer nosso próprio jardim, trazer algumas flores para mais perto de nós, assim sempre que Eve abrisse a janela do seu quarto pela manhã, o perfume das margaridas e rosas encheria suas narinas e colocaria um sorriso em seu rostinho.
Nunca parei de procurar por Xena. Nem Joxer, nem Octavius, nem Cyrene. Mas agora eu tinha Eve para cuidar e ela precisava ter seu próprio ninho. Minha procura agora era de longe, enviando e recebendo recados, viajando apenas por pequenos períodos, o quanto fosse saudável para Eve. Eu não podia deixá-la para trás novamente. Mesmo após anos as notícias eram exatamente iguais: ninguém parecia ter visto Xena ou Ares novamente. Apesar da dor de viver sem minha alma gêmea, Eve preenchia meus dias com graça e alegria. Em pouco tempo o meu laço com ela era de mãe e filha e eu não poderia me imaginar sem ela. Era como se a vida tivesse me dado uma segunda chance para ser mãe. Fracassei com Hope, mas não fracassaria agora. Eve teria tudo o que uma criança merecia ter, principalmente o amor de uma mãe. Talvez isso curasse a nós duas.
Eve tinha cinco anos, quase seis, quando aconteceu. Levantei cedo e preparei nosso café da manhã enquanto minha pequena menina ainda dormia em sua cama. Tudo à minha volta parecia normal, mas eu sentia algo dentro de mim me dizendo que as coisas estavam prestes a mudar. Ignorei minha intuição o quanto pude até que fui tomada por um enorme nervosismo e falta de ar e resolvi sair de casa por uns minutos para respirar ar fresco. Minhas mãos e pernas tremiam e eu me perguntei se havia notícias sobre Xena chegando nas próximas horas. Meu coração se encheu de esperanças e de medo. Chequei Eve, que ainda estava adormecida e decidi que deveria ir à cachoeira molhar o rosto, talvez isso me ajudasse a me acalmar. Quando fechei a porta atrás de mim e dei três passos, senti minhas pernas congelarem no lugar.
À minha frente, a muitos metros de distância, a silhueta da mulher que mais amo no mundo. A mesma armadura, a mesma postura, os mesmos olhos azuis com uma expressão indecifrável, uma mistura de comoção, dor, medo, alegria, saudade e amor. Permaneci estática. Havia uma batalha acontecendo dentro da minha cabeça e outra dentro do meu peito. Será que agora estava alucinando? Não bastavam os pesadelos quase todas as noites, não bastava o peso no meu coração ao acordar todos os dias e constatar que ela não estava mais ao meu lado, agora eu estava imaginando coisas?
“Gabrielle?”
Em um instante recebi em meu corpo um golpe de energia e felicidade que não seria capaz de descrever nem se fosse a melhor poetisa do mundo. Era sua voz. Era minha Xena. Era real. Gritei seu nome e antes que pudesse perceber, estava correndo em sua direção. Ela fez o mesmo e nos encontramos no meio do caminho no abraço mais cheio de emoção, saudade e amor jamais dado. Deslizei minhas mãos por seu rosto, cabelos, ombros e braços, reconhecendo cada pedaço dela. Nenhuma de nós conseguia controlar as lágrimas e o sorriso. A abracei novamente como se estivesse segurando o mundo nos braços – e estava, meu mundo – e ela afagou meus cabelos com tanto amor que meu coração parecia inundar de ternura.
“Gabrielle!”, ela sussurrou meu nome e eu folguei o abraço para olhá-la por entre minhas lágrimas.
“Diz de novo! Por favor!”
“Gabrielle”, ela sorriu.
“Os poetas tinham razão. É diferente quando dito por você!”.
Ela sorriu e voltou a me abraçar, depositando beijos carinhosos em meu cabelo e soube que ela entendeu o que eu quis dizer. Permaneci no calor de seu abraço até que ela se afastou e me encarou com uma expressão séria e receosa.
“Gabrielle... Eve?”
“Vem comigo”, segurei sua mão e a guiei até a frente da minha cabana. “Me espera aqui, só um minuto”. Ela assentiu com a cabeça, ainda preocupada, e eu entrei. Em um minuto estava de volta com Eve adormecida em meus braços e meus olhos encheram de lágrimas novamente ao ver a expressão no rosto de Xena. Eu podia dizer com certeza que Xena voltou a viver naquele mesmo instante. Ela olhou a pequena menina em meus braços e se encheu de amor, felicidade e vida nova. Vendo que ela não conseguia se mover, encurtei a distância entre nós e coloquei Eve em seus braços. Me sobressaltei quando Xena soltou o ar num jato e caiu de joelhos ao chão.
“Você está bem?”, me ajoelhei à frente dela. Seus olhos, que contemplavam Eve cheios de comoção, encontraram os meus e um sorriso tomou seu rosto.
“Nós conseguimos? Nós a salvamos!”
“Sim! Sim, Xena, conseguimos”, sorri comovida. Xena abraçou Eve e chorou por uma eternidade sobre ela, enquanto lhe cobria de beijos e carinhos, mas cuidando para não acordá-la. Acho que nenhuma cena no mundo poderia me tocar mais que essa. Ver Xena chorar de alegria por reencontrar sua filha fazia tudo valer a pena. Era além das palavras. Eu só conseguia contemplá-las e cuidar para que meu sorriso não rasgasse meu rosto.
Coloquei Eve de volta na cama e Xena e eu fomos dar uma volta. Não soltamos as mãos nem por um segundo. Ela me contou tudo: Ares, pensando que ela estava morta, a levou para o Monte Edna onde ela permaneceu congelada por quase cinco anos. O frio conservou seus órgãos vivos até que uma avalanche abriu uma fresta no gelo por onde o sol entrou e aqueceu a caverna, trazendo-a de volta. Tudo faz sentido. Por isso ninguém sabia nada sobre ela, por isso ela jamais enviou qualquer mensagem, por isso não havia rastros dela em qualquer lugar. Contei a ela tudo sobre minha vida desde o incidente que nos separou. Havia dentro de mim uma vontade imensa de recuperar cada um dos nossos cinco anos perdidos. Pelos deuses, eu olhava para aquela mulher e já não havia lugar para dúvidas: ela era o amor de todas as minhas vidas.
“Xena, eu prometo que não vou deixar nada no mundo nos separar dessa maneira de novo! Se eu pudesse voltar atrás...”
“Eu sei...”, ela sorriu e afagou minha bochecha.
“Gabby!”, a voz de Eve chamou nossa atenção. Elas nos viu sentadas nas rochas perto de casa, veio correndo na minha direção e me entregou uma margarida. “O tio Joxer estava me ajudando no jardim outro dia e me disse ‘Eve, sabia que margaridas são as flores preferidas da sua mãe?’. Eu estava cuidando todos os dias pra que elas ficassem bonitas pra você!”.
Xena observava Eve com encanto e atenção.
“Obrigada, meu amor! Eu adorei!”
Eve olhou para Xena pela primeira vez e sei que o coração de minha amiga estava batendo a mil por hora dentro do peito. Juro que quase podia escutá-lo. Depois de se olharem demoradamente, Eve virou-se e voltou correndo para o jardim.
“Ela é tão... linda!”
“Eu sei... ela me lembra você...”
Eve voltou correndo com mais uma margarida e entregou nas mãos de Xena.
“Minha mãe gosta... espero que goste também...”, disse timidamente.
“Obrigada, Eve! Você quem cuidou?”
“Sim”, Eve abriu um sorriso de orgulho, “eu e Gabrielle!”.
“Fizeram um ótimo trabalho! Suas flores são lindas!”. Eve sorriu e voltou a brincar.
De repente senti vontade de dar explicações.
“Xena, ela me chama de mãe às vezes... só às vezes... ela sabe que não somos mãe e filha de verdade... eu conto a ela histórias sobre você desde que ela tinha três anos... eu tentei explicar a ela que...”
“Gabrielle, tudo bem”, Xena me interrompeu gentilmente, “Eve sente que você é mãe dela e você é... você a criou. Você tem sido tudo que ela tem há anos. Se eu pudesse escolher uma pessoa no mundo pra ela chamar assim além de mim, não poderia escolher outra pessoa que não você... obrigada... por criar minha filha. Nossa filha. Por cuidar dela tão bem”.
“Xena, eu amo Eve como se ela fosse uma parte de mim... ela tem sido minha alegria, minha vida, desde que você se foi... eu não poderia amá-la mais se ela tivesse sido gerada no meu ventre...”
“Eu sei... eu posso ver nos seus olhos”, um longo silêncio se fez entre nós enquanto eu me perdia no azul daquele olhar. O silêncio foi quebrado pela gargalhada de Xena ao perceber que Eve estava contando histórias e encenando-as para suas flores no jardim.
“Mas o que é isso, deixei uma barda e encontrei duas?”, ela ria se divertindo muito com a gesticulação exagerada de Eve, exatamente como eu fazia quando nos conhecemos. Sorri sentindo minhas bochechas corarem de constrangimento.
“Desculpa, eu juro que não incentivei, ela só gosta de ouvir histórias e quando eu menos esperava ela começou a contá-las também...”
“Olha pra ela!”, Xena voltou a gargalhar quando Eve se jogou no chão simulando o herói de sua história sendo atingido por uma espada e depois levantando gloriosamente e atacando seus inimigos. Ela usou um galho como espada e acertou com vários golpes as pedras perto do canteiro de flores. Acho que passei de tons de rosa para tons de roxo de tanta vergonha.
“Eu também não encorajei ela a lutar, seja lá o que for que ela está tentando matar com aquele galho foi tudo puxado de você!”
“Mas aposto que encorajou a conversar com as flores, eu lembro bem de quando você tentou ‘incentivar’ rochas a montarem um coral.”
“Xena, eu estava drogada! Foi o pão de nozes, okay?”
“Claro que foi”, ela prendeu o riso e eu lhe dei um tapinha no ombro e ela me puxou para um abraço. “Eu senti sua falta, barda!”.
“Sentiu nada, você passou cinco anos tirando uma soneca!”
“Mas quando acordei fui atingida como um tiro por cinco anos de saudades.”
Sorri e a olhei nos olhos, sua mão ainda abraçando minha cintura de lado. Respirei fundo e lamentei em voz baixa.
“Acho que é pior sentir saudades dia após dia e não saber se a pessoa mais importante da sua vida está viva...”. O rosto dela ficou sério e ela afagou meu cabelo.
“Gabrielle, se eu pudesse fazer qualquer coisa pra apagar toda essa dor de você... eu não posso imaginar como esses anos foram difíceis pra você...”
“Mas valeu a pena, Xena, você está aqui. Eve está aqui. Os deuses não fazem ideia. Ninguém jamais vai nos separar de novo. Nunca mais!”
“Nunca mais!”, ela repetiu com o rosto coberto de amor.
“Xena, você é tudo que eu tenho... até quando te perdi, o que me restou foi Eve, a sua filha. Mesmo se eu nunca voltasse a te ver, você sempre seria a melhor parte de mim, Xena.”
“Pode dizer de novo?”, a expressão no rosto dela me deixou um pouco confusa, mas era algo entre amor e emoção.
“Dizer o que?”
“Meu nome.”
“Xena.”
“É... os poetas estavam certos mesmo... é diferente quando dito por quem você ama...”
Meu coração se encheu de alegria e eu soube que não havia melhor momento. Sorri e puxei seu rosto pra mim, unindo nossos lábios. Ela imediatamente abraçou minha cintura e me puxou para mais perto. Nos beijamos por mais tempo que eu pensei que meu fôlego pudesse aguentar e mais uma vez estou duvidando da minha qualificação como poetisa, pois não consigo encontrar uma só palavra que descreva de forma adequada como eu me senti ou o gosto daquele beijo ou a dimensão dos meus sentimentos por Xena. Eu apenas sinto, eu apenas a amo. Completamente, infinitamente, um infinito de infinitos. Ela é tudo que eu preciso em todas as minhas vidas. Ela é suficiente e ao mesmo tempo é muito mais do que mereço. Acho que eu abriria mão de quaisquer outras vidas futuras se pudesse escolher passar o resto da eternidade ali, sentindo minha boca na dela, o calor do corpo dela tão perto do meu, os dedos acariciando meus cabelos de forma tão delicada que acho que ela sequer tinha consciência do gesto.
Fomos acordadas do nosso doce delírio quando Xena sentiu que estávamos sendo observadas e olhamos para o lado para encontrar Eve com um minúsculo sorriso terno no rosto. Ficamos sem reação por uns segundos até ela nos pegar de surpresa mais uma vez.
“Você é Xena, não é?”. Xena e eu nos olhamos confusas e boquiabertas, enquanto Eve esperava pacientemente por uma resposta.
“Sim... sim, Eve, sou Xena. Como sabia?”
Eve sorriu.
“Gabrielle sempre me disse que Xena foi o grande amor da vida dela”. E foi isso. Uma menina de pouco mais de cinco anos de idade que não sabe nada sobre o amor o reconheceu em nós. Um beijo disse a ela tudo o que eu e Xena não dissemos uma à outra em todos nossos anos juntas. Como se eu não estivesse emocionada o bastante, Eve abraçou Xena e disse que sabia que ela era sua mãe. “Gabby me disse que você ia voltar porque me amava muito”, ela disse, e Xena sorriu pra mim e confirmou. As duas ficaram abraçadas enquanto Xena fazia todas as declarações de amor a sua filha que não pôde fazer até então. Eu nunca fui tão feliz. Eu nunca tive tanta certeza de que tinha uma família. E a minha família está agora na minha cama, mãe e filha dormindo abraçadas enquanto eu as observo da minha escrivaninha.
Xena tem um sorriso pacífico no rosto que me faz duvidar se essa é mesmo a mulher que tem vivido um tártaro desde os 17 ou 18 anos. Eve está tão a vontade nos braços dela como estaria nos meus. Eu me sinto grata. Estava certa hoje cedo: tudo mudou nesse dia. E mudou para melhor do que eu poderia sonhar. Ontem eu tinha saudade, esperança e medo. Hoje eu tenho os dois amores da minha vida bem ao meu lado. Duvide se te disserem que nossa felicidade não mora em alguém. A minha mora nelas e eu já experimentei viver sem elas para saber que não há alegria em outro lugar.
Eu, Gabrielle de Potedia, battling bard, melhor amiga, alma gêmea, canto à Xena e ao sentimento que nos manterá unidas através dos tempos e por todas e todas as vidas que vivermos: o amor.”
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