Small Psychopath

5 Capítulo IV - Só mais uma vez...


Notas iniciais
Mais um capítulo dessa curta fic!
Agradecimentos: Obrigada por ter lido e comentado Biah!
Espero que goste, boa leitura!

Querido Diário (nem tão querido assim),

Sempre achei muito idiota isso de ficar escrevendo em diários, mas eu guardo um terrível segredo e como não tenho ninguém com quem eu possa desabafar, decidi ter meu primeiro diário. Já faz dois dias que eu e Jeff não matamos ninguém, exatamente, matamos pessoas. Mesmo assim, Jeff sempre aparecia com a mesma desculpa de que sentia minha falta e que queria alguém para lhe fazer companhia, bom, ele que sempre planejava tudo, então, estava esperando ele planejar algo.

Sophie fechou o diário e trancou o cadeado, logo depois a menina o escondeu dentro da gaveta do criado-mudo ao lado de sua cama. Ela ficou sentada na beirada da cama observando a janela, ela esperava por Jeff, minutos depois ele aparece na janela e entra no quarto da menina, como sempre. Sophie olha para o relógio de gato na parede do quarto, marcavam nove e quarenta da noite, estava muito cedo.

— Então...? — perguntou Sophie.

— Então o que? — perguntou Jeff.

— Já planejou alguma coisa? — explicou.

— Ah, já. Estava começando a ficar entediante. — respondeu, Sophie deu de ombros — Assistiu o noticiário?

— Não, não assisto o noticiário. — respondeu a menina.

— Devia passar a ler. — falou Jeff.

— Certo, começo amanha, continua. — apressou.

— Tem um cara chato investigando as mortes, um policial, ele diz que vai me prender. — debochou — Ele é casado, não tem filhos, então estava pensando eu acabar com ele.

— Topo qualquer coisa. — disse Sophie.

— Já ta tudo preparado, vai ser uma longa noite. — disse Jeff — Podemos ir agora.

— Ta, só espere um minuto. — concordou.

Sophie se colocou de pé e caminhou lentamente até a porta, a menina saiu do quarto e foi até o quarto dos pais, os dois estavam deitados um do lado do outro e assistindo televisão, a luz estava apagada, normalmente era isso que eles faziam no domingo.

— Pai, mãe, amanhã eu tenho aula então vou dormir mais cedo, ta? — mentiu.

— Ta bom filha. — respondeu Rebecca.

Sophie voltou ao quarto, ela pegou uma boneca que era quase de seu tamanho e colocou a boneca na cama, logo depois ela cobriu a boneca com o cobertor e trancou a porta do quarto. Sophie apagou a luz e saiu pela janela, como sempre, Jeff a ajudou a descer do telhado.

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Kennedy Simpson, um policial de quarenta e dois anos, casado com Rachel, uma professora de trinta e sete anos. Kennedy havia aceitado o caso do assassino do sorriso sinistro, mas ele não fazia ideia do perigo em que estava se metendo, ele sempre subestimou Jeff e como nenhum outro policial queria se envolver no caso, ele foi escolhido. Kennedy estava trabalhando na base de que Jeff não trabalhava sozinho, ele acreditava que o jovem assassino possuía um cúmplice. Já eram quase onze horas da noite e Kennedy continuava no computador trabalhando no caso.

— Querido, não vai vir dormir? — perguntou sua esposa numa voz doce.

— Não querida, não agora, estou muito ocupado. Desculpe, eu sei que ando não tendo tempo o suficiente pra você, mas quando tudo isso acabar eu irei fazer de tudo para deixá-la feliz. — respondeu.

— Não é com isso que me preocupo, esse caso é perigoso, tenho medo que Jeff venha atrás de você. — falou.

— Não se preocupe querida, vá dormir boa noite. — tentou tranquilizá-la.

Rachel voltou ao quarto e deitou-se na cama. Kennedy voltou a trabalhar no caso, ele recebeu um link em seu e-mail, de um remetente desconhecido. Era um vídeo, ele já estava cheio de receber links desconhecidos, links de fotos de Jeff com letras vermelhas e enormes que formavam a frase "GO TO SLEEP". Kennedy, um pouco sonolento, começou a assistir ao vídeo. Mostrava um hospício abandonado, era sujo e escuro, parecia que havia sido abandonado há muito tempo e que nunca havia sido limpo. Ele acreditava que Jeff havia fugido daquele hospício. Um pouco depois ele vê uma silhueta humana andar pelo corredor do hospício e vê uma criatura correndo em direção a câmera até chocar-se com ela e derrubá-la. Kennedy ouviu um ruído, ele virou-se e parecia que um vulto havia corrido para porta, ele preparou a arma e andou pela casa em meio à escuridão, ele esperava encontrar um invasor. Kennedy foi até seu quarto onde sua esposa dormia, quando acendeu a luz, viu que ela não estava lá.

— Querida? — chamou — Rachel?! Cadê você amor?

Kennedy correu um tanto intimidado e assustado até a sala e acendeu as luzes, a porta não mostrava nenhum sinal de arrombamento, ele se virou de volta para o corredor e viu uma menina.

— Hei menininha, está perdida? Como entrou aqui? — perguntou aproximando-se da menina desconhecida.

Ao se aproximar mais da menina ela lhe mostra uma faca ensanguentada, Kennedy se assusta, ele fecha os olhos e atira várias vezes contra a menina, quando Kennedy abriu os olhos novamente viu que a menina havia desaparecido. Segundos depois o policial ouve um choro vindo do porão, ele corre em direção ao cômodo no subsolo e à medida que vai se aproximando ele escuta uma pancada, assim que abre a porta do porão leva uma forte pancada com um taco de beisebol, o homem que estava desprevenido, caiu ao chão. Ele olha para o assassino e o reconhece, Jeff, próximo ao Jeff estava à menina que havia visto, Sophie.

— Vá dormir. — disse Jeff se abaixando para encarar Kennedy nos olhos.

— Seu desgraçado, o que fez com minha esposa?! — gritou Kennedy.

— Shhhhh. — Jeff balança a cabeça com desaprovação — Vá dormir.

— O que?! — gritou — Eu não vou dormir até ver minha mulher.

— Eu já mandei você ir dormir. — reclama Jeff.

Jeff dá um longo passo para o lado saindo do campo de visão de Kennedy, assim ele consegue ver sua esposa, estava acorrentada, amordaçada e sangrando, em volta do tronco da mulher estava um pneu que prendia seus braços. Kennedy olhou para Sophie, em mãos ela tinha uma corda ensanguentada, tudo indicava que Sophie havia chicoteado a mulher. Rachel chorava desesperadamente, Kennedy não pôde conter o choro também, ele que tanto duvidava da capacidade de Jeff, agora estava tendo sua vida e a de sua esposa ameaçadas pelo jovem assassino.

— Vá dormir. — repetiu.

— Eu não vou dormir porra nenhuma! Deixe minha esposa em paz Jeff! Não faça nada com ela! — exigiu Kennedy.

Jeff balançou a cabeça lenta e negativamente, parecia um tanto irônico.

— Você deveria ter me obedecido. — falou.

Jeff deu as costas para Kennedy. O policial se levantou e antes que pudesse fazer algo Jeff se virou e o acertou novamente com o taco de beisebol, Kennedy caiu ao chão, Jeff havia o acertado com muita força. Jeff se aproximou do homem e chutou seu estômago, Kennedy vomitou. Jeff se distanciou do homem e cobriu Rachel com gasolina, Kennedy entendeu perfeitamente suas intenções, com muito esforço o policial se levanta e cambaleia em direção a esposa. Rachel se desesperou mais ainda.

— Não! Por favor! — implorou.

Kennedy não poderia pegar a arma, estava distante, e mesmo se a pegasse não poderia atirar devido à gasolina no corpo de sua esposa. Jeff acendeu uma tocha e a entregou para Sophie, a menina não hesitou, caminhou lenta e calmamente até Rachel sem expressar emoção alguma e por fim, ateou fogo contra a mulher. Rachel gritava enquanto sua pele se queimava, era como uma tocha humana, ela se debatia contra as paredes na tentativa de apagar o fogo, uma tentativa sem sucesso. Kennedy, que não poderia fazer nada além de assistir tudo, caiu de joelhos ao chão e voltou a chorar. Jeff e Sophie apenas observavam o sofrimento da mulher e admiravam as chamas. Rachel se aquietou e caiu ao chão, todos podiam ouvir os gemidos fracos e sofridos da mulher, ela estava à beira da morte. Minutos se passaram e ela se aquietou, Jeff pegou um extintor de incêndio e apagou as chamas, Rachel estava morta. Kennedy se levantou e correu até Jeff, o assassino acabou levanto um soco no rosto, mas ele não revidou, a hora de Kennedy estava chegando, não tinha porque revidar. Kennedy olhou com desaprovação para Sophie, o ódio e o desprezo tomavam seu coração e sua mente, ele correu até Sophie para espancá-la, a menina permaneceu imóvel, logo Jeff impediu Kennedy acertando-o com o taco de beisebol. Jeff arrastou Kennedy até uma mesa de tortura que já havia sido preparada para Kennedy, ele amarrou as pernas e os braços do homem e aos poucos foi girando a manivela que puxava as cordas que prendiam os braços e as pernas de Kennedy, até que seus membros não resistiram e se desprenderam do tronco. Jeff começou a gargalhar enquanto Kennedy gritava, ou melhor, berrava de dor. Jeff e Sophie se entreolharam, Jeff achou que já era o suficiente e deveriam acabar logo com o sofrimento do homem, Sophie assentiu. Jeff pegou um facão e o passou pelo pescoço de Kennedy, o decapitando.