Small Bump
31 Capítulo 31
Giovanna e Sam pararam o carro atrás do de Larissa. Estavam em algum lugar que ligava Londres a Oxford, mas não sabiam em qual sentido real estavam. Tinham dirigido há quase três horas seguidas, e se Larissa realmente estivesse escondendo Emily estava fazendo muito bem. Sam parou o carro alguns metros do de McBrian que saiu do carro entrando em uma rua de terra que estava embargada em neve.
– O que você acha? Vamos até lá? – Evans perguntou ficando Wicthoff que olhava para a rua em busca de algo.
– Tem uma casa abandonada no fim dessa rua, posso ver daqui. Eu sinto que Lily está aqui. – Giovanna se virou para Sam. – eles podem estar armados porque Larissa não está fazendo isso tudo sozinha. Então, você tem ferramentas aqui não tem? – Sam assentiu. – Ótimo, vamos pegar algumas e ir até lá em silencio. Lá nós nos dividimos e vamos procurar Emily. Tente chegar ao carro em vinte minutos. – Giovanna foi impedida de sair do carro.
– Você ficou maluca? Esse plano é suicida, quem é que esteja trabalhando para Larissa é muito bem treinado para isso. Não seja idiota! – Giovanna se irritou com Sam e estapeou seu ombro destravando a porta de seu lado pelo volante.
– Se você quer ficar ai tudo bem, eu vou sem nenhuma ajuda. – e ela nem esperou o menino falar nada somente saiu do carro e percebeu que não estava sendo seguida, mas pelo menos Evans não saiu do local, o que era um pouco bom.
Entre as árvores Giovanna caminhou em direção à casa abandonada. Larissa estava conversando com um homem alto e negro, de porte magro e forte em frente à casa, Wicthoff não conseguia ouvir o que eles diziam, mas nem era preciso estavam montando um plano de fuga provavelmente. A garota deslizou para a árvore mais próxima a casa e se abaixou ali ouvindo passos dentro do oco da casa em seguida.
– Menina, acorda! – uma voz masculina gritou lá dentro e ao se virar Wicthoff o viu pela janela que estava fechada com madeira, mas tinha algumas brechas grandes. – Você precisa comer se não, não teremos recompensa. – Com quem quer que seja que ele falasse de forma alguma não o respondeu. – Então morra de fome. – Um barulho forte parecendo um tiro soou dali, Giovanna tremeu de medo. – Que diabo foi isso? – o homem perguntou alto, ela suspirou aliviada por não ter sido ele atirando em Emily. – Eu já volto princesinha. – ele falou em um tom sarcástico e uma porta foi fechada depois de segundos e passadas firmes. Uma briga começou no lado da frente da casa e Giovanna se perguntou se Sam estava ali, mas ouvia a voz de três homens e de Larissa, gritando coisas incompreensíveis, mas não ouvia Evans por fim. Wicthoff andou até a janela tentando forçar com cuidado a madeira podre que a fechava conseguiu quebrar uma, mas o buraco era pequeno demais para ela passar por ali. Emily pareceu a olhar surpresa e Giovanna falou sem fazer som algum com os lábios “você está bem?” a menina pareceu entender e somente assentiu com a cabeça desesperada mostrando as mãos e as pernas mal amarradas para a madrinha, como se dissesse que planejava fugir. Giovanna balançou a cabeça negando, para a afilhada e para si mesma como uma garota de cinco anos era tão esperta assim.
Wicthoff olhou a extensão do lado de fora da casa e viu que o outro quarto tinha a janela aberta, ela sorriu quase aliviada e acenou para Emily que iria entrar pela outra porta, a menina assentiu novamente. Giovanna conseguiu entrar pela janela, mas ainda sim conseguiu rasgar sua calça, por sorte estava com outra por baixo e não se machucou como era para se machucar com uma madeira solta que tinha ali. No pequeno quarto tinha uma mesa improvisada com baralho, litros de cerveja e pizza velha em cima, uma TV ligada passava algo qualquer que Giovanna não se importou em descobrir, do lado de fora a discussão aumentava ainda mais e ela ficou quase preocupada com o que estava acontecendo. Conseguiu lentamente atravessar o quarto sem fazer barulho, mas entrar no outro quarto seria um real problema agora que ela teria de passar em frente à porta de onde um dos homens estava de costas. Não iria conseguir, Giovanna quis se bater, como poderia ser inútil? Tinha de tirar a afilhada dali o mais rápido possível, mas nem isso ela era capaz de fazer. Ouve outro barulho, mas agora parecia algo como ferro batendo em ferro e Giovanna pensou o que poderia ser aquilo, então Evans passou em sua cabeça. Talvez ele pudesse estar distraindo os caras para ela poder sair dali, o homem que estava na porta, mas o cara alto do lado de fora correram por mandado de Larissa, e ela se sentou na escada da casa mexendo em seu telefone, parecia irritada.
Wicthoff olhou o quarto achando algo que pudesse bater em McBrian e pegar Emily depois sair correndo para a mata, achando algo melhor. A parede que dividia os dois quartos era uma divisória de madeiras soltas, o que somente eram presas umas as outras. Giovanna conseguiu desencaixar uma próxima a janela com um pouco de dificuldade, mas a madeira estava estragada o que facilitava para não fazer barulho nem em ser difícil. Ela tirou outras cinco e passou espremida pela dimensão da parede, vendo Emily quase solta das cordas ali. Ela correu para a afilhada a ajudando e tirando a fila isolante que estava em sua boca depois, a menina respirou fundo e sorriu para a madrinha. Giovanna fez um gesto para que ela passasse pela porta e pulasse a janela, a menina assentiu e assim fez minutos depois.
– Onde pensa eu vai, querida? – Larissa falou em um tom irônico apontando uma arma para a cabeça de Giovanna. A mesma se assustou com aquilo, mas se tentasse pular seus miolos seriam estourados e isso não era nada bom. – Onde está a garota?
– Larissa, você ficou maluca? Ela é só uma criança! – Giovanna falou com a voz baixa saindo de perto da janela, mas Larissa ainda lhe apontava a arma.
– Você quem ficou maluca! Mas um passo e eu te estouro em pedacinhos. Quem sabe... Elliot não é um mal partido, se não quiser morrer e deixar seu queridinho para mim, aconselho que fique parada. – Larissa apontou a arma mais fundo para Wicthoff que suspirou e parou onde estava.
– O que você quer com tudo isso?
– O que eu quero? Eu quero Zack. Quero o dinheiro e a fama dele, que mesmo depois de parar de cantar como antes ainda tem milhares de fãs no mundo. Só me diz o que ele tem de diferente de mim? Nada! Eu mereço ser... Famosa. – ela falava em um tom doentio, e Giovanna concluiu de que aquela mulher não estava bem, ela viu os olhos de Emily por um buraco da parede estragada e balançou o pé para que ela fosse embora, com sorte a menina entendeu e saiu dali. – Que isso, está ciscando?
– Porque você não liga para Zack e pede um resgate de uma vez? – Giovanna tentou confundi-la.
– Porque agora você me tirou a garota. Então ou eu mato você, ou peço seu resgate ao Elliot White, não é mesmo?! – alguém chamou Larissa do lado de fora da casa, à garota suspirou. – O que é? – não obteve respostas. – Anda, anda, e se correr eu atiro sem dó. – Giovanna caminhou para fora da casa com McBrian logo ao seu alcance. Os dois homens olharam estranho para Giovanna pedindo uma explicação para McBrian. – Explico depois, o que vocês querem trapos?
– Tem alguém na floresta, mas não conseguimos achar. – o homem gordo, o que estava dentro da casa provavelmente falou e depois olhou para onde algo fez barulho de pedra pesada caindo em galhos. – E ele está nós deixando loucos.
– Deve ser algum animal imbecil. – McBrian riu completamente idiota e bateu com a arma na cabeça de Wicthoff que jurou que aquilo iria ficar dolorido mais tarde. – Você veio sozinha, princesinha? – Giovanna assentiu relutante, olhou para o local onde havia deixado Evans e o carro, o mesmo não estava ali e ela conseguiu ver o coração apertar. Será que Emily tinha conseguido achar Sam e os dois foram embora, e se foram porque ainda tinha barulho ali. Ela olhou ao redor da floresta discretamente e conseguiu achar Sam em cima de uma árvore, não sabia como o menino tinha subido ali e nem ao menos como ele iria descer. – Continuem procurando, quero comer esse idiota hoje. – Outro barulho de pedra do outro lado foi feito e Giovanna se perguntou como ele havia feito aquilo, ao olhar para ele o mesmo fez sinal para ela apontando para o norte da estrada e falando sem som algo como “corre” pelo menos era o que Wicthoff esperava que fosse.
– Vocês fiquem de olho nessa garota, ela não vai ficar aqui. Vou levá-la comigo para o meu apartamento, se ela me achou aqui, alguém mais deve saber. Afinal ela não veio a pé de Londres até esse fim de mundo. – Larissa bateu novamente na cabeça de Giovanna que sentiu uma enorme vontade de bater nela.
– Fica ai cuidando dela que eu vou dar mais uma volta. – Por sorte quem falou isso foi o homem alto e forte, ele saiu para o lado da floresta e Giovanna ficou com medo de que ele achasse Emily, por alguma razão ela sentia que o homem não seria bonzinho como o cara que tentava fazer Lily comer. Mas para sua infelicidade o gordo estava armado com uma pistola pequena, mas que seria suficiente para matá-la caso ela tentasse correr. Um barulho pior veio de onde Sam estavam, e o cara que cuidava de Giovanna correu até lá, ela não esperou que ele voltasse correu em direção à floresta e três tiros foram ouvidos atrás de si, em sua direção porque as árvores em seu redor foram atingidas, depois de correr alguns metros ela foi para a rodovia e viu o carro preto de Sam de longe, correu o mais rápido que pode até o mesmo e por algum milagre Emily estava ali dentro, ela entrou sufocada e respirou tentando se acalmar, depois abraçou a afilhada o mais forte que pode.
– Onde está o tio Sam? – Emily perguntou depois das duas terminarem o abraço. Sam apareceu depois e abriu a porta do lado do passageiro onde Giovanna estava sentada ela o olhou confusa.
– Passa pro banco do motorista, rápido. Temos menos de dois minutos pra sair dali. – Wicthoff não era uma boa piloto. Sua mãe tinha morrido em um acidente de carro, e ela odiava por tudo em sua vida dirigir. Comprou um carro cedo, tirou sua carta mais preferia andar de taxi e metro ao ter que dirigir. Ela ligou o carro correndo enquanto Sam se ajeitava com dificuldade no banco, depois de alguns segundos ela corria altamente na auto estrada sem se importar com fiscalização.
– O que houve com você Sam? – já longe do lugar onde era o cativeiro, Wicthoff reduziu a velocidade para a normal, e eles estavam a poucos kms de Londres.
– Isso. – Evans mostrou o braço ensanguentado por dentro da jaqueta preta. – Aquele cara gordo mirou em mim quando me viu correndo pela estrada, a bala não chegou a entrar, mas a força dela chegou a cortar meu braço.
– Vamos para um hospital. – Giovanna falou nervosa com o sangue. Emily parecia dormir tranquila no banco de trás do carro.
– Como você sabia Giovanna? Digo... Sobre Emily? – Sam perguntou depois de amarrar a jaqueta estancando o ferimento do próprio braço. Wicthoff fitou a afilhada pelo retrovisor, a menina estava suja de areia no rosto, com os cabelos escuros grudados em seu pescoço e testa, e ela respirava com a boca aberta fazendo seu peito subir e descer lentamente.
– Ela precisava de mim. Eu somente fiz o que fui capaz!
Quando Giovanna, Sam e Emily chegaram ao apartamento de Elliot e Zack a pequena Lily correu diretamente para a sua mãe que estava sentada no sofá mais longe dali. Era claro que Donovan era a pessoa mais próxima a porta naquele momento de chegada, mas a menina nem pareceu notar ele correndo em direção da mãe e se jogando em cima dela. Emily Marie estava um pouco suja de terra, e tinha as costas da blusa de frio rasgadas, mas não havia vestígios de sangue por ali. Ela abraçou tão forte Victória que a garota podia alegar estar com falta de ar, se a filha não fosse tão pequena.
– Emily... – ela suspirou os cabelos da filha. – Como?
– A madrinha me salvou mamãe, e o tio Sam também. Eles me resgataram finalmente, e me trouxeram com alegria até em casa. – Até mesmo naquela hora Emily não parava de falar coisas não comuns para a idade dela, e todos acharam estranho. Menor Victória, Letícia e Zack que sorriram alegres.
– Filha. – Zack se aproximou da criança e a abraçou, a menina retribuiu o abraço gelada, não tocando Zack direito que ficou extremamente confuso. – O que houve princesa?
– Papai! – ela suspirou ao falar a palavra e uma lágrima escorreu dos seus olhos. – Porque sua namorada me sequestrou e me tirou da minha mamãe? Você a mandou fazer isso papai?
– Não, princesa...
– Emily... – Victória quem chamou a menina. – Seu pai não teve culpa disso, ela também tentou te tirar dele não só da mamãe. E posso te contar uma coisa engraçada? Ele estava quase arrancando os cachos da cabeça de tão nervoso e preocupado que estava com você. – Emily olhou o pai e riu divertida depois abraçou o mesmo fortemente igualmente fez com Victória. Todos sorriram em alegria, e alivio. – Que história é essa de namorada de Zack? Larissa quem pegou mesmo Emily?
– Ela mais dois capangas, na verdade eu não sei o que ela queria com isso, mas estava claro de que ela não ia devolver a menina com vida. Eles me prenderam no último momento, mas Emily fugiu para o carro de Sam e eu consegui escapar para a floresta. Atiraram em Evans, mas já está tudo bem. Passamos em um hospital antes de vir para cá! – Giovanna explicou e do outro lado da sala Ana Carolina foi correndo até Evans com o braço enfaixado, ela olhou para o mesmo e depois fitou os olhos do garoto visivelmente preocupada.
– Já estou bem. Quero dizer... Fisicamente. Encontramos Emily em um lugar imundo. Ela deve querer tomar um banho e comer algo bom o bastante para alimentá-la agora. – Sam piscou para a menina que sorriu agradecida, depois voltou a abraçar sua mãe.
– Isso não vai ficar assim. – Zack estava vermelho, o que parecia ser de raiva e ele ficará calado depois da noticia de ter sido McBrian o mentor daquilo tudo. – Eu vou prender aquela maluca.
– Não, Zack. – era a primeira vez que Victória se dirigir diretamente para Donovan. – Não faça nenhuma besteira. Emily já está bem, e é o que importa. Eu acredito que há essa hora Larissa está muito longe daqui. E ela não será doida o suficiente para voltar aqui tão cedo!
Notas finais
- Muita gente com raiva dessa Larissa aí? KKK
- Como SB está acabando, eu queria saber se vocês não querem deixar algum contato (twitter, facebook, msn, ask, telefone, mensagem de íris ou e-mail q.) para eu avisar a vocês quando eu começar a próxima história. Quem quiser, manda por review.
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