Small Bump
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Sam estava meio perdido, até finalmente achar o restaurante Italiano que Ana Carolina tinha lhe identificado, a garota estava sentada em um das mesas da calçada e Sam foi até ela com um lindo sorriso no rosto, abaixando em seguida para beija-la quando a mesma virou o rosto fazendo o garoto beijar sua bochecha.
– Oi. – ela falou sem humor e deu um sorriso fraco, Evans confuso se sentou na cadeira a sua frente, era um dia bom em Londres nada de chuva ou nuvens escuras, pelo contrario estava até claro demais para a desconfiança dos britânicos. – Você se atrasou.
– Saí um pouco atrasado dá da reunião, e me perdi pra chegar aqui. – Carol assentiu como se soubesse que aquilo aconteceria, e claro todos sabiam. – O que foi Carol? Você estava... Tensa no telefone, fiquei preocupado.
– Nós precisamos conversar Sam... – Marins fitou Evans que não se moveu somente a encarou de volta.
– Vamos comer alguma coisa eu... – ele ia chamar o garçom quando Carol o impediu tocando sua mão e a abaixando.
– Sam, escuta. Ontem foi um erro, foi completamente errado e nós dois sabemos disso. Não precisa ser... Legal, sabe isso não ajuda muito, e eu estou fazendo seu trabalho antes que você se preocupe com isso. – Carol pescou sua bolsa na cadeira ao lado e já se levantava quando Sam segurou seu braço a impedindo de sair dali.
– Do que... Do que você está falando Ana Carolina? Ontem foi perfeito. Foi uma das melhores noites da minha vida. – Sam ouviu a risada fraca de Ana Carolina e podia jurar que se não estivesse de frente a ela pensaria que ela estava cMurphydo. – Você está começando a me assustar.
– Tudo bem, Evans... – ela voltou a se sentar encarando Sam firmemente. – Vamos fingir que isso aqui vai para frente. Sabe, isso aqui... Nós dois! Não tem futuro, não existe isso de que foi perfeito. Pode até ter sido, contudo foi só isso mais nada. Acabou eu não sou uma modelo, atriz ou algo assim. Eu sou somente a garota da loja de discos, nada de especial nisso. Vocês ídolos teens não ficam com fãs.
– Você é a garota da loja de discos mais linda que eu já vi na vida.
– Dá pra parar Sam. – Ana Carolina levantou o tom de voz, esquecendo-se que estava em um local publico e ao recomeçar a falar abaixou com vergonha de si mesma. – Para de fazer isso ok? Isso de ser gentil, legal, perfeito. Eu não posso, não quero me apaixonar por você. Zack, Elliot, JoseTph e até mesmo David nunca namoraram um fã ou algo do tipo, não venha querer ser o...
– Não me compare com eles. – Evans falou engrossando sua voz, não estava gostando do rumo onde aquela conversa levaria, já estava ligado demais a Marins para deixá-la ir embora agora. – Eles não acharam você como eu achei. Eu quero ficar com você. – ele segurou a mão da garota que tirou rapidamente sorrindo irônica após.
– Não. Você não quer! – ela se levantou dessa vez sem ser impedida. – Não me procure, trace meu caminho e não apareça mais na minha vida. Eu não quero ficar com você e seja o que nós temos... Acaba aqui! – Ana Carolina se levantou e saiu dali a passos firmes, Evans a fitou o local completamente perplexo, como aquilo tinha acontecido? Ele não tinha a menor ideia de como teria Carol de volta, ou se teria, mas o que ele sabia era que não iria a deixar ir tão fácil assim.
– Gi eu estou indo na casa da vovó, volto mais tarde. – Victória falou pegando a bolsa do seu quarto e já indo para a cozinha. – Vou passar no Zack pra pegar ele.
– Opa! – Giovanna apareceu na cozinha com um copo de água em mãos. – Como assim, passar no Zack? Você não disse que não queria nunca mais olhar para a cara dele?
– Vovó me pediu para levar o homem que lhe dará um bisneto, não escondo nada dela e de alguma forma ela é a única família que eu tenho. Você sabe que eu faço tudo o que ela pede. – Vick sorriu de lado, não estava falando muito com o Zack ficou uma ou duas semanas sem olhar nem na cara do garoto, mas logo voltaram a se falar, não como antes, mas só o necessário.
– Não acho que seja uma boa ideia Vick, você é Zack juntos... – Goularth ficou Wicthoff com desdém, não sabia por que a amiga estava se opondo tanto aquilo já que era sempre a primeira a dizer para se acertar com Donovan, somente virou para Giovanna que estava pronta para não deixá-la sair.
– O que? Não somos tão perfeitos quanto você e o Elliot dormindo escondido um no quarto do outro? Sabe isso sim não é uma boa ideia. – Victória sorriu irônica e saiu a passos firmes dali, obvio que não era preciso daquela agressão toda, mas Giovanna estava precisando desse choque de realidade, esconder o suposto namoro da melhor amiga não era nada bom a se fazer.
Estava com o carro parado na frente do condomínio de Donovan, não queria entrar não que precisasse de permissão já que o porteiro do condomínio já a conhecia como amiga dos meninos e algo de Zack, Vick pegou seu celular na bolsa e mandou uma mensagem para o número de Donovan pedindo para ele ir até a entrada do condomínio, sabia que ele estava em casa por informações de Sam, mas não sabia que ele iria aparecer, até que cinco minutos depois ele apareceu correndo e bem agasalhado pelo dia frio, entrou no carro de Vick confuso.
– O que houve? – ele perguntou já crendo que o problema era com o bebê.
– Nada, eu só queria... Um favor.
– Pode falar. – ele sorriu para Vick que sorriu em retribuição, ela ainda era derretida pelo sorriso de Donovan, mas não que ele fosse saber disso um dia.
– Eu preciso que você vá a um lugar comigo, é muito importante e eu preciso realmente que você venha. Não vou te matar, esquartejar e queimar os pedaços. Nem te sequestrar para pedir dinheiro depois, fique tranquilo. – esse tipo de diálogo, de brincadeira entre Zack e Victória era muito raro, o que fez Donovan estremecer de felicidade por dentro, e por um instante se deixou acreditar que o foco não era manter ela longe.
– tá legal, posso ir assim? – Zack se olhou e Vick somente assentiu ligando o carro que era de Giovanna e partindo em seguida. – Posso saber aonde vamos?
– Visitar minha avó. – Victória falou simplesmente fechando o assunto, Zack processava tudo com muita dificuldade, até ontem Goularth mal olhava para sua cara e hoje estava o chamando para conhecer parentes, o que o fez pensar que alguma coisa tinha envolvida, mas não queria saber por enquanto. Se para ficar perto de Vick sem brigar ele tinha que conhecer a avó dela, desenterraria o corpo do parente mais velho dela. Os dois não trocavam olhares nem palavras, Vick concentrada no transito e Zack na rua olhando Londres passar, somente ao fino som de Muse no rádio em uma estação paralela. Depois de mais ou menos quarenta minutos Goularth estacionou em frente a uma casa com uma cerca branca, bem de filme mesmo em uma rua deserta, mas que todas as outras casas eram iguais. Donovan achou aquilo bonito. – Tudo bem, tem duas coisas que você precisa saber. Ela é a minha única parente em todo o mundo, e eu a amo muito. E eu te trouxe aqui porque ela pediu, só por isso.
– Aham! – Zack assentiu olhando a casa a sua direita, como se desse para algo ser somente “bondoso” vindo de Goularth. – Qual é o nome dela?
– Chama somente por Sra. Cidney. – Victória saiu do carro, Zack pode reparar que ela estava com um vestido azul, uma meia calça preta grossa e um salto bastante alto, com um casaco grosso preto por cima do vestido. Tinha o cabelo amarrado e pouca maquiagem, o que a deixava bem mais linda do que já era. Donovan balançou a cabeça se forçando a esquecer-se daquilo e saiu do carro ouvindo o barulho do alarme em seguida. Eles entraram na casa após a cerca e ali estava calmo, Zack observou o jardim bonito de inverno na frente da casa, com um balanço ali, tinha duas cadeiras também. Era uma varanda aconchegante para os poucos dias de sol em Londres com duas cadeiras de balanço. Viu Victória somente tocar a campainha. – Vovó!
– Querida. – uma senhora com a faixa de 60, 70 anos saiu de dentro da casa abraçando Goularth fortemente e olhou significativa para Zack que sorriu caloroso após. – Vejamos, trouxe seu lindo rapaz para eu conhecer.
– Vovó esse aqui é o Zack, meu... – Vick limpou a garganta observando Zack e depois fingiu interesse em algo dentro de casa. – Pai do seu bisneto! Ei senhora Cidney, não mandei jogar essa foto fora?
– Olá senhora Cidney, prazer conhecê-la.
– O prazer é todo meu querido. – Sra. Cidney cumprimentou Zack o dando espaço para entrar em sua casa em seguida. – Vamos, temos leite e bolinhos nos esperando lá dentro, e está bem mais quente que aqui. – Zack entrou sendo acompanhado pela senhora logo após, Vick olhava abismada para algumas fotos em um grande mural de fotos na parede na cor branca que tinha “Remeber” em cima, Donovan tirou o casaco e colocou por cima do de Victória no pequeno cabideiro. – Fiz biscoito azul Victória.
– Não acredito. – Victória foi acompanhando sra. Cidney até a cozinha deixando Zack para trás que ficou observando as fotos. Podia reconhecer que grande parte ali era de Goularth, sorriu involuntariamente para uma foto que tinha da menina descendo um escorregador, ela parecia tão feliz, nas fotos tinha um sorriso que Donovan não conhecia, e que não conheceria nunca mais provavelmente.
– Zack o que você... – Victória apareceu no hall de entrada pegando Zack desprevenido e sorrindo para as fotos, ele limpou a garganta e olhou a menina que sorriu de lado. – Vem conhecer os biscoitos azuis.
– O que é isso? Algum tipo de colorante? Porque tem gosto de chocolate? – Zack mordiscou seu terceiro biscoito e riu olhando seus dedos já em um tom azulado.
– São de chocolate, vovó só joga um tipo de tinta comestível.
– Victória sempre gostou desses biscoitos, comia sempre e quase sozinha quando eu fazia. Não gostava de dividir. – Sra. Cidney acariciou o ombro da neta que sorriu comendo outro biscoito. – Sabe, você tem que parar de tentar esconder essa barriga, minha filha.
– Eu não... Não estou tentando esconder, foi involuntário. Incomodava-me um pouco, mas agora eu não ligo. – Goularth deu de ombro trocando um longo e intenso olhar com Zack que a encarava há um tempo. A menina suspirou e se levantou da cadeira. – Eu vou ao banheiro, já volto. – Donovan abaixou a cabeça tomando um gole do leite de seu copo transparente e mordendo o ultimo pedaço de seu biscoito azul, limpou os dedos no guardanapo e viu Sra. Cidney se sentar no lugar onde Victória estava sentada.
– Sabe meu filho, ela está com medo. Tá morrendo de medo, mas vai passar. Victória tem o pior temperamento que eu conheço, e mesmo não tendo nenhum laço sanguíneo ao avô dela, puxou o mesmo completamente. – Zack ouvia atentamente à senhora, e a olhou curioso e confuso depois. — Ah, ela não te contou isso ainda? Bom, eu adotei Vick quando ela tinha três anos de idade. Ela sabe disso, sempre soube. Ela me ligou arrasada quando voltou do Brasil, perguntando se tinha como voltar ao passado, pensei que você tinha feito alguma coisa, mas vejo que é ela que está se culpando. – Sra. Cidney suspirou e fitou Donovan com firmeza. – Escute Zack, não desista da minha neta, ela é uma boa menina... Vai ser uma boa mãe também.
– Aposto que sim. – Zack afirmou retribuindo o pequeno sorriso da senhora. – E quando ela tiver a criança, espero que ela também goste desses biscoitos maravilhosos. – Sra. Cidney gargalhou alto da fala do garoto.
– Ah não! – Victória olhou pela janela da cozinha um pequeno tumulto lá fora. – Acho que alguém está te seguindo Zack.
– Como é? – Donovan perguntou, se levantando e indo até a janela onde Goularth estava, olhou para fora com cuidado e viu pelo menos dez fotógrafos e jornalistas depois da cerca, fazia um tempo que eles não fazia isso tanto que os garotos da The Kryptonite estavam estranhando, mas não duvidava muito que eles voltariam a fazer isso assim que puderem. – Merda! – mumurrou com os dentes trincados para si mesmo. – A gente precisa sair daqui Vick.
– Não mesmo Zack, se eles estão aqui é porque nos viram chegar, alguém deve ter visto e me viram com você. Você sabe muito bem o que vai acontecer se sairmos daqui juntos, e do jeito que eles estão montando acampamento eles não vão sair daí tão cedo.
– Vocês podem sair pela garagem do vizinho, é só pular o muro, o quintal dele é aberto e vocês vão pela rua de trás, eu ligo para um taxi esperar vocês próximo a barbearia, e vocês vão embora em paz meus filhos. – Sra. Cidney propôs e Zack e Victória se entre olharam achando aquela a única saída. Arrumaram-se para sair enquanto vovó fazia a ligação para o número de taxis. – Tchau minha filha, ligue assim que chegar a sua casa. Darei um jeito de colocar seu carro na garagem quando eles saírem daqui.
– Escute Sra. Cidney, ninguém pode saber que eu estive aqui está bem? Se caso alguém afirmar que me viu entrando, diga que é mentira. Depois que chegarmos a casa e Vick ligar para a senhora, pode sair e mandar os fotógrafos embora da sua cerca. – Zack deu um abraço rápido na senhora que assentiu as instruções. – Foi um prazer conhecê-la.
– Também foi um prazer te conhecer meu filho, só lamento pelas circunstâncias. – os dois deram ombros tristes e Zack acompanhou Vick até o muro baixo do vizinho.
– Vai conseguir fazer isso de salto e vestido, você pode...
– Seu problema Donovan é que você fala demais. – Victória apoiou seu pé em um pequeno tijolo um pouco para fora do muro e se deu impulso para cima, sentando no muro e pulando lá para baixo depois, Zack ouviu um barulho de algo caindo no chão e deixou a surpresa de Vick escalando o muro para fazer o mesmo. – Eu estou bem, não precisa se estressar. – Goularth respondeu somente e esperou Zack descer ao seu lado, os dois seguiram com passos mansos para fora da garagem do vizinho, abrindo o portão pequeno em seguida e saindo dali, sorte deles que aparentava não ter ninguém em casa. – Ok, eu tenho que me lembrar de para que lado seja a barbearia.
– Anda logo, não temos muito tempo. – Donovan a apressou checando todos os lados enquanto Goularth pensava. – Não dá tempo, corre... – Zack puxou a mão da garota na direção oposta em que vinham dois ou três fotógrafos correndo atrás, a vantagem é que eles estavam um pouco mais a frente e já viravam a rua oposta a que daria na casa da vovó. – E por aqui a barbaria?
– Vem comigo. – Victória corria mesmo de salto e entrou em um beco pequeno, virando a rua à direita depois. Fez várias curvas, mas tinha certeza que tinha se perdido, só não iria falar isso para Zack, não estavam mais correndo porque tinham deixado os paparazzi para trás e estavam sozinhos no frio de Londres agora escurecendo.
– Você está perdida... Admita. – Zack bufou se sentando em um banco de ponto de ônibus. Vick parou olhando os lados e bateu o pé no chão se sentando no meio-fio em seguida. – eu sabia, agora como vamos voltar para a casa senhora sabe-tudo?
– Olha só, não reaja como se a culpa fosse minha. – Goularth se levantou e virou-se para Zack semicerrando os olhos. – A culpa disso é sua, você é o astro teen, você é o famoso de nós dois. Você que tem milhares de jornalistas no pé. Você que é a paixão das adolescentes. – Vick se aproximou de Zack que continuou sentado, ela se abaixou um pouco e bateu o dedo no seu ombro deixando o rosto próximo ao dele, que estava respirando com a boca entreaberta por conta do frio e deixando o halito escapar para o rosto de Goularth que imediatamente se arrependeu de ter se aproximado. – Então, cale sua boca e me deixe pensar. – Vick se afastou e recomeçou a andar em frente com os braços em volta ao seu corpo sozinha.
– Ei, Goularth... – Zack continuou sentando esperando a garota parar. – Mas é cabeça dura mesmo. – ele se levantou e correu até ela, que nem ao menos se importou com a presença do garoto queria mesmo era sair dali, não importava com quem fizesse isso, mas tinha certeza que se olhasse mais um segundo para Zack iria dar-lhe um tapa na cara. Tinha deixado sua bolsa do carro, e Zack verificava pela milésima vez seu celular sem bateria se ligava, tentativa inutilmente frustrante outra vez. Eles andaram até onde Vick julgou ser um parque, entrou lá dentro pensando por coletar informações de onde estivesse, mas além do parque estar vazio poucas pessoas que tinham ali era casais e não estava nem um pouco afim de interromper nada ali. Pisou firme indo em direção a uma ponte, Zack segurou seu braço e a puxou. – Estamos andando há quase trinta minutos será que, por favor, nós podemos descansar?
– Descaremos em casa. – ela falou seca e se soltou de Donovan que virou da ponte e caminhou até o banco mais próximo se sentando, Goularth o olhou e rolou os olhos recomeçando a andar. – Ótimo.
– Pare de ser boba, como você vai pagar o taxi sem bolsa e nenhum tostão no bolso? – Zack flertou cruzando os braços e um sorriso semivitorioso nos lábios.
– Posso pagar quando chegar a casa.
– Ora essa Vick, sabemos que os taxistas só aceitam viagens pagas na hora. – Goularth bufou e andou até Zack se sentando ao seu lado, o mesmo sorriu mais largamente. – Seus pés devem estar cansados, não sei como você consegue andar em cima disso aí.
– É a pratica. – Victórua bufou olhando os pés que estavam em cima de um salto 10cm, olhou em volta e viu ao longe uma carro de pipoca, ouviu seu estomago roncar. – Zack, por favor, vamos embora. Eu estou com fome e cansada. – Pela primeira vez no dia Victória foi gentil com Donovan, que até estranhou.
– Espera aqui tá bem? – ele falou e a garota assentiu de má vontade, ele correu até o carro de pipoca e pediu uma grande, fingiu conversar com o dono, afinal ele não precisava de informações sabia que estava no Central Parque de Londres, o que o admirava era Vick ainda não ter visto a grande London Eye atrás dela. – Tome. – entregou o pacote para ela que sorriu agradecida e começou a comer. – O homem disse que estamos em um parque no sul, e longe de onde moramos. Falou que estamos a uns vinte quilômetros de um ponto de taxi. – Viu Victória assentir e se sentou ao seu lado novamente, a menina fitava o lago ali na frente, e sorriu pouco com a luz.
– Sua cara, quando viu aquele cachorro na segunda rua depois que atravessamos o ponto de ônibus foi hilário. – e começou a rir se lembrando de Zack espantado.
– Ah qual é. Fui pego de surpresa! – talvez ele não falasse somente pelo cão raivoso, mas pela risada alta e alegre de Vick, podia ver uma ponta de felicidade ali ou era somente ilusão, mas estava feliz por Victória estar rindo, ouvir sua risada o deixou feliz o bastante para fazer o que menos queria. – Vick, eu quero-te... Dar-te uma coisa?
– Obrigada pela pipoca Zack. – ela tacou somente uma nele que riu e negou fechando os olhos e suspirando em seguida, Goularth ergueu uma sobrancelha e recomeçou a comer, viu Zack tirar algo de seu bolso e ainda com a mão fechada depois a estendeu e segurou um colar com a mão, que tinha um lindo pingente de prata na forma de um trevo de quatro folhas. – O que...
– Eu iria te dar quando viajamos para o Brasil, na verdade é de lá. Linda não é? A vendedora me disse que simboliza a sorte, isso eu já sabia por que David gosta dessas coisas. Mas ela me disse que por esse ter três pedras de brilhantes na ponta do trevo significa estrelas, ou brilho. Ela não falava inglês muito bem, a maioria das coisas ela escreveu. Mas me disse com firmeza que trás sorte sendo usado.
– Corta essa. – Vick limpou a mão no pedaço de guardanapo que tinha ali e pegou o colar, olhando de perto o pingente, já estava prontificada a recusar quando Donovan recomeçou a falar.
– Não recuse está bem? Por favor... Eu não vejo outra pessoa usando isso e realmente não tem como devolver. E não, eu não vou vender no mercado livre. – Zack rolou os olhos enquanto Goularth riu era premeditado que ela lhe diria isso. – É seu, aceite como... Como um presente de desculpas. Se é que tem como me perdoar por tudo o que eu fiz com você.
– E como você tinha isso no bolso? Quer dizer... Eu te chamei em cima da hora e você nem voltou em casa.
– Sam tinha me falado que você me convidaria para ir até sua avó. – Victória lançou um olhar indignado, mas divertido para Zack, que ergueu os braços como um ladrão. – Ele me falou por livre e espontânea vontade, e ele quem me lembrou disso também. Eu estava guardando para dar...
– Para dar...
– Para nossa filha, mas ela levaria anos para usar isso. Eu estava pensando que com o tempo podíamos trocar as pedras por outros tipos de brilhantes e passar em gerações. Quero dizer... – Donovan riu da própria besteira e Goularth ficou seria fechando a mão em volta da corrente e estendendo a Zack.
– Isso tudo é muito lindo Donovan, mas eu não posso aceitar. Deveria ter dado para a enfermeira em São Paulo então. – Victória se levantou com o pacote de pipoca nas mãos e recomeçou a comer, se levantou e foi na direção da ponte novamente, afim de dessa vez atravessá-la.
– Você não dá uma trégua mesmo não é? – Zack parou na frente da menina a evitando de andar.
– Quando eu disse que não queria nunca mais trocar uma palavra desnecessária com você eu falava sério.
– Então porque você me chamou para cá hoje? Para conhecer sua avó? Ela parece querida de mais para você a apresentar para qualquer um. – Zack respondeu firme, não iria ceder novamente mesmo que isso fosse o certo a fazer.
– Você não entende Donovan.
– Não entendo o que? A forma como você esconde de todo mundo que foi adotada? Eu entendo sim Victória, posso nunca ter passado por isso antes, mas eu entendo. E como se eu tivesse sido deixado também. E eu sei que você não quer isso para o bebê que está em você agora, mas você só está me afastando cada vez mais desse jeito. – Zack pegou a mão de Vick que congelou encarando o mesmo. – Não precisamos ter um relacionamento. Sei que você não confia em mim, mas eu não vou te decepcionar. Não mais pelo menos, eu já me sinto como pai Goularth e isso é novo para mim. Creio que seja novo para você também. – ele deu ombros.
– Eu...
– Calma. – Zack segurou o colar e o abriu, colocando as mãos pelo pescoço de Vick e prendendo o colar ali, depois juntou os braços ao corpo. – Fique com isso, e como... Como se fosse um símbolo a minha lealdade, prometo que sempre vou estar com você porque isso não vai ser fácil pra nenhum de nós. –Os dois se fitaram intensamente, mas do que na cozinha hoje de manhã porque realmente estavam perto agora um do outro. Victória fitou os olhos intensamente verdes de Donovan que pareciam sinceros e realmente preocupados, ele aproximou seu rosto mesmo sem saber o que estava fazendo do da garota e fechou seus olhos quase encostando a boca um do outro. Goularth virou seu rosto deixando um beijo na bochecha de Zack que suspirou.
– Obrigada, por isso. – ela sorriu fraco e deu a volta do menino voltando a andar. – E nunca mais Zack Donovan tente me enganar quando o assunto é Londres, conheço essa cidade tão bem quanto você... Brasileirinho. – Zack riu do divertimento na voz da garota, sabia que uma nova fase iria começar a partir dali, só rezou mentalmente para que fosse realmente boa.
Notas finais
- Bom, eu queria avisar que eu não sei se irei atualizar esse fim de semana, porque terei compromissos, e preciso mesmo escrever. Voltarei a postar na segunda.
- Estão gostando do romance entre Goularth e Styles? há! x
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