Antes de começar a contar minhas desventuras desse ano, vamos lembrar das coisas maravilhosas que aconteceram comigo ano passado?

Primeiro, eu reclamo da minha vida pacata –por quê, me diz, por quê?-, então um belo dia sou chamada ao escritório de Dumbledore e, como eu não tenho escrúpulos, fuço as memórias dele na penseira. Acabo descobrindo, novamente sendo testada pelo universo, que meu tio é o Voldemort. Sim, esse Voldemort mesmo. Isso não devia me surpreender, porque eu era a única pessoa da Sonserina que não tinha sangue-puro, o que é impossível. Mas me surpreende mesmo assim, porque quando você descobre que seu tio é o bruxo das trevas mais perigoso de todos os tempos, acreditem, você fica no mínimo surpresa.

Como se não bastasse, também descubro, em uma das minhas desnecessárias perambulações pelo castelo, que Draco Malfoy quer matar o Dumbledore, apenas o bruxo mais poderoso de todos os tempos. Gênio. Me proponho a ajudá-lo –por quê, novamente, por quê?-, e adivinhem? Nós ficamos realmente próximos, mas mesmo assim eu tento diversas vezes sabotar o plano dele, porque apesar da fachada, eu tenho um coração bom de vez em quando. Além da baboseira de querer salvá-lo de seu destino e tudo o mais. Acreditem ou não, até começamos a namorar.

No meio tempo, tento desvendar o meu passado, mas tudo o que eu consigo é descobrir que Dumbledore mentiu sobre tudo o que me disse e que a minha vida é uma mentira. Mesmo com as aulas de Oclumência que tenho com Severo Snape, alguém penetra minha mente, descobre o plano assassino de Draco, além do meu parentesco com o Voldemort (o que é um pouco mais preocupante, convenhamos).

No fim daquele ano infernal, meu plano de não deixar Malfoy matar o diretor acaba funcionando — bem mais ou menos -, porque apesar dele não ter matado ninguém, Dumbledore acabou morrendo pelas mãos do traidor-filho-de-centauro Snape. Hogwarts cai em desgraça e Draco vai embora com os Comensais da Morte, me abandonando. Típico.

Ele me deixou! Sozinha. Perdida. Ok, mentira, não estava perdida, mas sou melodramática e ainda estou brava por ele ter me abandonando. Quer dizer, qual é a dele, não é como se... Ah, é. Isso não é importante, vamos voltar ao assunto.

Enfim, o que eu quero dizer é: todo o meu esforço foi em vão, foi tudo para absolutamente nada. No fim, ele foi com os Comensais da Morte. Fez uma escolha consciente de ir para o lado de Voldemort, meu não-tão-querido tio.

Ah, claro. Esqueci de mencionar que me reencontrei com Rabastan Lestrange, o homem que cuidou de mim enquanto meus pais estavam sumidos. Ele disse que eu precisava encontrá-los, porque essa era é a única forma de eu ficar realmente salva do Lorde das Trevas. Confortante, não?

Resumindo, eu fiquei sozinha com um passado que eu não lembro, com um primo que eu nunca soube que era um bruxo e com Rustie, minha coruja. Legal. E você ai quer saber se a minha vida vai melhorar? Te respondo com outra pergunta: tem como ficar pior?

Eu sou Elizabeth Miller ou Riddle –como você preferir, nem ligo- e vou contar o que houve depois de ter meu coração despedaçado e perdido tudo.

Notas finais
Posso receber uma aleluia? Haha, gente não me matem, eu sei eu sei que eu demorei muito tempo pra postar essa continuação. muitas coisas aconteceram, inclusive um bloqueio sinistro que me impediu de escrever por muito tempo.

Enfim, eu FINALMENTE estou aqui e espero de coração que vocês acompanhem e gostem. Como sempre, posto um capítulo por semana ♥

Por favor comentem para eu saber as suas impressões e pensamentos :)

Beijão